25/05/2026
Homilia do Padre Luís Maurício da missa de domingo, às 10:30 h.
Missa de Pentecostes
E aí a primeira leitura belamente revela para todos nós, que estando no cenáculo, os discípulos
recebem as línguas de fogo, e são capazes de numa comunidade, com tantas línguas, porque em
Jerusalém, se encontravam ali povos do mundo inteiro, mas na língua que é própria do Espírito, a
língua da caridade, a língua de relações fraternas, a língua do diálogo e do amor, puderam anunciar
de tal forma, que todos compreendiam a língua de Deus. E a língua de Deus é a caridade.
Por isso que São Paulo, na segunda leitura de hoje, ele nos chama a caridade. Ele faz a gente entender, que uma comunidade toda, uma comunidade carismática, uma comunidade empregada pela ação do Espírito Santo — a gente repete em vários momentos da missa: “Ele está no meio de nós” —, quem está no meio de nós? O Espírito de Jesus ressuscitado.
Essa comunidade é uma comunidade que serve. É uma comunidade que ninguém se isola; é uma
comunidade que ninguém se individualiza; é uma comunidade onde todos se encontram, a serviço um dos outros. E São Paulo nos deixa claro isso, quando ele diz: “Há diversidade de dons, mas um mesmo é o Espírito”.
Há diversidade de ministérios: um canta, um toca, um lê, o outro que diaconisa, o outro preside, o
outro é ministro da Eucaristia, catequese, pastoral social, Legião de Maria, grupo de terços, enfim,
pastoral da família, tantas movimentações do Espírito, para que ninguém se isole, mas para que todos compreendam, definitivamente, que o que Deus realiza, pelo Batismo, pelo Crisma, pela Eucaristia que nós comungamos, colocando em nós o seu próprio Espírito, há diferentes ativida- des mas um mesmo Deus, que realiza todas as coisas em todos, a cada um, é dada a manifesta- ção do Espírito, em vista do bem comum.