25/11/2025
Disse Ifá:
Ogbe……é o Odu que fala da verdade e da mentira.
A verdade simboliza autenticidade, clareza e libertação.
A mentira, embora possa parecer falsidade ou dissimulação, muitas vezes surge como um mecanismo de defesa para a própria sobrevivência.
Ogbe……convive diariamente com um conflito interno, resultado de seus sentimentos, vontades, vaidades, frustrações, arrependimentos e da necessidade de defesa diante do mundo externo.
Nem sempre aquilo que encontramos no mundo é verdade. Surge, então, a questão: como ser honesto em um mundo que vive em constante conflito, como em um jogo de xadrez marcado por interesses ocultos que, por trás, escondem a mentira?
Será justo ser honesto com quem foi desonesto?
Será necessário viver sob a influência do cristianismo “ Se alguém te dá um tapa, ofereça o outro lado que Deus cobrará”?
Este Odu é o olhar da providência. Aqueles que o recebem podem desenvolver o dom da clarividência.
Eu disse: há possibilidades!
Não é uma afirmação absoluta de que todos o serão, pois, se alguém se entregar à mentira, não alcançará lugar algum.
Como afirma o próprio Odu:
“A mentira caminha por vinte anos e não chega a lugar nenhum.”
O Caminho da Verdade em Ogbe…..
A verdade, embora muitas vezes dolorosa, liberta.
Ela traz clareza, abre caminhos e permite que novas dimensões sejam acessadas, proporcionando suavidade e leveza à vida.
Esse processo gera paz interior, pois remove o fardo da omissão, que aprisiona o indivíduo e consome sua vitalidade.
O tempo desperdiçado com a mentira não pode ser recuperado, nem comprado, e sua perda será sentida no futuro.
Viver da mentira é tornar-se refém e marionete das pessoas mais inescrupulosas e chantagistas.
A mentira gera desconfiança e medo, pois, a qualquer momento, a verdade pode surgir, trazendo consigo a desmoralização e o descrédito social.
Ela causa tensão, instabilidade permanente e a perda da própria identidade.
Ifá ensina que a mentira sempre gera peso e desgaste, pois quem a carrega é forçado a sustentar aquilo que não existe.
Ifá L’odá.