Primeira Igreja Batista da Praia de Ramos

Primeira Igreja Batista da Praia de Ramos Feitos para adorar à Deus e servir ao próximo.

29/08/2026

ENCONTRANDO FAVOR

Porém Noé encontrou favor aos olhos do Senhor. (Gn 6.8 NAA)

O Noé da imaginação popular é um gigante espiritual, um herói da fé. Na verdade, porém, ele era apenas um homem comum. Ele era como todo mundo enquanto realizava suas tarefas diárias, ganhava a vida e criava seus filhos.

Antes que a história de Noé se desdobre, somos informados de que “Viu o Senhor que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração; então, se arrependeu o Senhor de ter feito o homem na terra, e isso lhe pesou no coração” (Gn 6.5-6). Nenhuma distinção é feita aqui. Sem exceção, toda a raça humana estava envolvida na maldade — incluindo Noé.

A questão é clara: todos pecaram. Todos estavam alienados de Deus. Todos devem enfrentar julgamento.

“Porém Noé…” Pela graça de Deus, a realidade do pecado e do julgamento é sempre temperada por um “porém” divino. A graça de Deus, inexplicável e imerecida, foi estendida a Noé. Essa foi a única coisa que acabou por distingui-lo do resto da humanidade. Deus escolheu Noé e sua família para serem os destinatários de sua graça, estabelecendo um relacionamento com ele que não existia antes. Por causa dessa graça, Noé se tornou um “homem justo” que “andava com Deus” (Gn 6.9).

Noé não podia reivindicar nada a Deus. Sem qualquer virtude de sua parte, e contra todas as probabilidades, Deus simplesmente interveio na vida de Noé.

Muitas pessoas têm a impressão de que a graça não é encontrada no Antigo Testamento — a impressão de que, nos primeiros dias, era tudo fogo e enxofre, lei e julgamento, e que só quando Jesus chega é que a graça aparece. A realidade, porém, é que a graça não apenas precede a Criação, mas também se desdobra no meio dos julgamentos ao longo da história e em todas as páginas da Bíblia.

E, em toda a Bíblia, a graça se manifesta. Noé construiu um barco em obediência às palavras de Deus quando as palavras de Deus eram tudo o que ele tinha para continuar. Quando experimentamos a graça em toda a sua plenitude, ela nos diminui e exalta a Deus. Isso nos faz perceber que a vida toda diz respeito a ele e à sua bondade para conosco. Isso nos leva a confiar em sua Palavra e obedecer a seus mandamentos.

A única coisa que distingue você da cultura ao seu redor é a mesma coisa que distinguiu Noé das pessoas de sua época: o favor imerecido e generoso de Deus. Portanto, esteja em guarda contra o orgulho espiritual, tanto quanto contra o compromisso mundano. Nenhum de nós é inteligente o suficiente para entender a ideia de salvação ou bom o suficiente para merecer a alegria da salvação. Você e eu não somos merecedores — mas, ainda assim, Deus interveio. Só quando a graça de Deus apertar nosso coração, nós, como Noé, andaremos no caminho do nosso Criador em vez do caminho do nosso mundo, e viveremos em humildade obediente e esperança confiante. Apenas a graça tem esse efeito.

GÊNESIS 6

A Bíblia em um ano: Sl 120–122; 2Co 6

29/08/2026

O SALVADOR PACIENTE

Eles o despertaram e lhe disseram: Mestre, não te importa que pereçamos? E ele, despertando, repreendeu o vento e disse ao mar: Acalma-te, emudece! O vento se aquietou, e fez-se grande bonança. Então, lhes disse: Por que sois assim tímidos?! Como é que não tendes fé? (Mc 4.38-40)

Quando a tempestade se alastrou e os discípulos temeram, Jesus demonstrou não apenas paz, mas também paciência em sua resposta a eles.

Eles o acusaram de não se importar que estivessem perecendo. No entanto, sua repreensão não era para eles, mas para o vento e as ondas. Isso é notável. Nenhum mestre já teve aprendizes tão lentos quanto Jesus teve nesses personagens — no entanto, nenhum outro aluno já teve um mestre tão paciente e perdoador.

Embora a paciência de Jesus tenha sido exibida por este episódio, não foi de forma alguma exclusiva aqui; ao longo de seu ministério, ele constantemente demonstrava paciência em resposta aos sentimentos e falhas de seus discípulos. Em Marcos 6, depois de Jesus ter alimentado cinco mil pessoas com cinco pães e dois peixes, os discípulos duvidaram dele quando o viram andando sobre as águas, mas ele amorosamente respondeu: “Tende bom ânimo! Sou eu. Não temais!” (6.50). Mais tarde, Jesus repetidamente os instruiu quanto à necessidade e ao propósito de sua morte, apesar da falta de humildade e compreensão deles (8.31-33; 9.30-32; 10.32-34). Quando ressuscitou, ele nem mesmo repreendeu os discípulos por serem surpreendidos pela ressurreição que ele havia predito. Em vez disso, alegre e calmo, fez perguntas instigantes e revelou-lhes sua verdadeira identidade.

Vemos nossa própria fé frágil refletida nos discípulos. Se estivéssemos com eles, provavelmente também estaríamos lutando com o medo e expressando nossas dúvidas e acusações a Jesus. No entanto, ainda hoje, Cristo nos mostra paciência através de nossos medos e dúvidas. Ele não nos rejeita por um momento de incredulidade. Ele não nos rejeita por covardia. Não há mestre como ele. Portanto, como destinatários da longânime paciência de Cristo, devolvamos essa paciência aos outros. Se você é pai, treinador, gerente, líder de ministério, professor ou simplesmente um amigo, lembre-se do exemplo de Jesus. Se quisermos que Deus tolere nossa fé vacilante, também devemos procurar demonstrar sua paciência aos outros e a nós mesmos.

Porém, nosso principal chamado não é o de seguirmos o exemplo de Jesus. Acima de tudo, fomos chamados a desfrutar de suas perfeições. Sua paciência não falhará. Ele nunca negligencia nem abandona aqueles sob os seus cuidados. Seus pecados e suas lutas não podem empurrá-lo além dos limites de sua tolerância. Ele será paciente com você hoje. Ele é o seu Salvador, seu Redentor, seu Mestre sempre paciente — seu Jesus.

ÊXODO 33.18–34.8

A Bíblia em um ano: Sl 119.89-176; 2Co 5

29/08/2026

RENÚNCIA À RETALIAÇÃO

Amados, não vos vingueis a vós mesmos, mas dai lugar à ira de Deus. (Rm 12.19 A21)

A vingança é um dos nossos instintos mais naturais. É assim que o mundo funciona, pois vivemos em um mundo de competição feroz, onde, se você ficar no meu caminho, eu vou tirá-lo do caminho. É uma resposta natural ao ser injustiçado — mas não é uma resposta cristã. Portanto, devemos nos proteger contra isso continuamente. Mesmo que o tenhamos evitado ontem, isso não é garantia de que faremos o mesmo de novo hoje.

Talvez o campo esportivo seja o lugar onde mais vemos a facilidade com que a vingança se torna a motivação de nossos planos e ações. Se um jogador adversário comete uma falta contra você e ele não é pego e punido pelo juiz ou árbitro, o que você faz? Nosso instinto é encontrar uma maneira de retribuir. Então, traçamos e planejamos e escolhemos nosso momento e “ficamos quites”. E, como acontece no campo esportivo, assim acontece na vida — pelo menos em nossa imaginação, se não em nosso comportamento.

Mas então a Escritura atravessa esse instinto natural com as palavras “não vos vingueis a vós mesmos”.

Paulo não apenas delineou o princípio; ele o demonstrou. Ele estava ministrando em um ambiente que lhe dava todos os motivos para retaliação: ele mesmo foi difamado, espancado, ridicularizado e preso; e ele provavelmente ainda estava vivo quando o imperador Nero e seu governo estavam transformando cristãos em tochas no quintal do palácio. Eles amarravam seguidores fiéis de Jesus a estacas, jogavam essas estacas no chão, cobriam-nas de cera e as incendiavam — e ainda assim a ordem era: “não vos vingueis a vós mesmos”.

Muitas vezes deixamos de distinguir entre a aplicação da lei divina, que é a prerrogativa de Deus; a aplicação da lei criminal, que é a responsabilidade ordenada por Deus ao Estado (Rm 13.1-4); e a prática da vingança pessoal, para a qual a Bíblia não nos dá nenhum mandato. Temos permissão para buscar a justiça criminal do Estado, sempre lembrando que não será perfeita e não foi projetada para ser final; mas, acima de tudo, somos chamados a nos confiarmos à justiça divina de Deus, assim como seu Filho fez (1Pe 2.23). Devemos viver lembrando que hoje provavelmente não é o dia do julgamento final e que você e eu certamente não somos o juiz.

Temos um chamado como cidadãos de um reino eterno, em vez de qualquer reino terreno. Os incrédulos não serão atraídos a Cristo se virem seus seguidores proclamando que ele é o justo Juiz e, em seguida, agindo como se fossem eles que têm o direito de julgar. Nossas ações afetarão aqueles ao nosso redor que estão lutando contra o pecado. Que eles sejam ganhos para Cristo por nosso amor e nunca sejam afastados de considerar a Cristo por conta de nossa retaliação.

ROMANOS 12.9-21

A Bíblia em um ano: Sl 119.1-88; 2Co 4

29/08/2026
24/08/2026

RECONHECIMENTO E REAÇÃO

Então, lhes disse: Lançai a rede à direita do barco e achareis. Assim fizeram e já não podiam puxar a rede, tão grande era a quantidade de peixes. Aquele discípulo a quem Jesus amava disse a Pedro: É o Senhor! Simão Pedro, ouvindo que era o Senhor, cingiu-se com sua veste, porque se havia despido, e lançou-se ao mar. (Jo 21.6-7)

Quando a figura parada na praia mandou os pescadores lançarem sua rede do outro lado do barco — e quando aqueles pescadores viram que, não tendo pescado nada a noite toda, suas redes estavam agora abarrotadas —, eles começaram a reconhecer quem foi que os chamou. Talvez até agora eles tivessem sido sobrenaturalmente impedidos de identificá-lo, como os homens na estrada de Emaús (Lc 24.16). Ou talvez a névoa matinal ou a distância da terra até o barco fosse o que os impedia de reconhecer plenamente seu Salvador.

Seja qual fosse o caso, não demorou muito para que João, “aquele discípulo a quem Jesus amava”, percebesse quem havia falado com eles — e, assim que compartilhou sua percepção inicial com Pedro, este entrou em ação. O reconhecimento de João e a reação de Pedro formam uma parceria que exibe lindamente a intenção de Deus para a diversidade complementar. Deus pega os joões e os pedros deste mundo e os coloca juntos para que possam ser o que não podem ser por conta própria. Ao longo do Evangelho de João, vemos João exibir uma fé contemplativa e constante. Quando ele e Pedro visitaram o túmulo vazio, ele considerou o significado das roupas na sepultura vazia onde um corpo deveria estar, e creu (Jo 20.8). Sua declaração do barco também revela um homem que não considerou suas circunstâncias apressadamente, mas as ponderou e depois acreditou com confiança. Quando João percebeu que era Jesus diante dele, deu a conhecer a Pedro. Pedro reagiu ao reconhecimento de João como costumava fazer: tomando uma ação imediata, cheia de fé e apaixonada. Você pode imaginá-lo pulando na água e depois se debatendo, meio nadando, meio caminhando, esforçando-se desesperadamente para chegar ao seu Salvador na praia. Ele não demonstrou hesitação em sair do barco. Seu único pensamento era alcançar seu Senhor.

Sem a natureza contemplativa e perspicaz dos joões, os pedros deste mundo queimariam até serem reduzidos a cinzas de tanta excitação. Sem a ousadia dos pedros, os joões deste mundo definhariam em introspecção. Todos nós precisamos de parceiros para servir bem a Cristo. Se você é um Pedro ou um João, ou qualquer que seja seu temperamento particular, Deus o fez como você é para servir a um propósito no reino dele. Muitos de nós passam muito tempo desejando ser mais parecidos com os outros. Outros de nós não temos problemas em reconhecer nosso tipo de personalidade ou pontos fortes específicos, mas temos um problema em usá-los humildemente a serviço dos outros ou em sermos pacientes com os caminhos dos outros que são diferentes de nós. O que mudaria na maneira como você vê a si mesmo e seu propósito se percebesse que cada aspecto de seu temperamento é dado por Deus, e que Deus tem a intenção de que você o use não para seus próprios fins, mas em obediência a ele, na companhia de seu povo, para a glória de seu Filho?

1 CORÍNTIOS 12.12-27

A Bíblia em um ano: Sl 116–118; 2Co 3

23/08/2026

DEUS É GRANDE O SUFICIENTE

Paulo, levantando-se no meio do Areópago, disse: Senhores atenienses […] esse que adorais sem conhecer é precisamente aquele que eu vos anuncio. (At 17.22-23)

Não podemos declarar o Evangelho de Jesus sem entender a doutrina de Deus. Como J. B. Phillips escreve em seu livro Your God Is Too Small [Seu Deus é muito pequeno], “Muitos homens e mulheres hoje estão vivendo, muitas vezes com uma insatisfação interior, sem qualquer fé em Deus. […] Eles não encontraram com suas mentes adultas um Deus grande o suficiente para ‘explicar’ a vida.”* Não devemos poupar nenhuma palavra apropriada, então, quando falamos do caráter de Deus, de sua grandeza e de sua glória que é dada a conhecer.

Quando Paulo compartilhou o Evangelho, ele foi para os religiosos, os plebeus e os intelectuais, porque reconheceu que as Boas Novas de Deus eram abrangentes e suficientes para cada uma de suas preocupações (At 17.24-31). Podemos aprender com sua abordagem, a qual apresentou Deus aos ouvintes, identificando cinco aspectos-chave de sua natureza:

• Deus é o Criador. Ele fez o mundo, enquanto ele mesmo é incriado, distinto de sua Criação e fora do tempo. Ele não é uma força — nem mesmo a maior força de todas —, tampouco pode ser contido ou manipulado em uma forma de nosso próprio desígnio.

• Deus é o Sustentador. Ele é quem dá vida e fôlego. O Sustentador da vida não é servido por mãos humanas, nem precisa de sustento.

• Deus é o Governante. Ele comanda as nações. História, geografia, governos — todo o universo! — estão sob seu controle. Nenhum evento pega nosso Deus de surpresa; ele varre para dentro de seus propósitos até mesmo os atos pecaminosos do homem. Além disso, como Governante, ele colocou todos em um determinado lugar, em um momento da história, para que possamos buscá-lo, encontrá-lo e louvar seu santo nome.

• Deus é o Pai. Homens e mulheres são sua “geração” (At 17.28) e, no sentido de que ele deu vida a cada humano, começando com Adão, ele é o Pai de cada humano (Lc 3.38). Ele criou cada um de nós à sua imagem. Somos seres morais, feitos com um senso de certo e errado, e somos capazes de florescer verdadeiramente apenas em relacionamento com ele.

• Deus é o Juiz. Ele tem autoridade sobre toda a terra. Haverá um dia de julgamento justo e final, quando toda injustiça será tratada e todos os erros corrigidos. Na verdade, Deus já interveio em seu Filho Jesus, e na ressurreição de Jesus ele declarou a nomeação divina de Jesus como Juiz. É a bondade e a paciência de Deus que anunciam o julgamento, para que antes disso possamos nos arrepender e encontrar o perdão dele.

Deus é grande o suficiente para — na verdade, muito maior do que — o interesse de qualquer um na mera religião. Ele é grande o suficiente para você e para mim, para todos os nossos cuidados e nossas tristezas. Ele é grande o suficiente para satisfazer todas as buscas intelectuais e grande o suficiente para lidar com todos os anseios emocionais — e, em última análise, grande o suficiente para alguém viver por ele. Quando conhecer a Deus como ele realmente é, você viverá em alegre obediência a ele e falará com alegre confiança sobre ele.

ISAÍAS 44.6-8

A Bíblia em um ano: Sl 113–115; 2Co 2

*Your God Is Too Small: A Guide for Believers and Skeptics Alike (Touchstone, 2004), p. 8.

22/08/2026

ENCONTRANDO A DEUS NO FUNDO DO POÇO

E o senhor de José o tomou e o lançou no cárcere […]. O Senhor, porém, era com José, e lhe foi benigno, e lhe deu mercê perante o carcereiro. (Gn 39.20-21)

Depois que a esposa de Potifar o acusou falsamente, José atingiu o fundo do poço… de novo. Mais uma vez, ele se viu condenado — não a um poço agora, mas a uma masmorra. O fundo de seu mundo havia sido removido.

E, no entanto, como homem de Deus — como homem de princípios —, José demonstrou paciência duradoura. Ele havia fugido da tentação sedutora da esposa de Potifar com base em suas convicções, tomando sua decisão com base na pureza e na retidão. Sem dúvidas, José temia a Deus mais do que temia uma masmorra. Ele não dormiria com a esposa de Potifar, pois fazê-lo seria pecar contra Deus. Para José, esse era o fim de qualquer discussão interna, e era base suficiente para sua decisão.

Tal visão nos manterá, também, no caminho estreito. A verdadeira fidelidade não vem do pragmatismo, mas do princípio. É a formação de decisões no lugar tranquilo, sem que toda a fanfarra da vida nos distraia. É obedecer apesar das consequências. É estar tão decidido a ser um homem ou mulher de Deus, que, quando a pressão para pecar é maior ou quando tudo desaba sobre nós, sabemos como responder.

Enquanto José sofria injustamente, Deus demonstrou o seu amor concedendo-lhe favor com seu carcereiro. Não há nada na narrativa que sugira que José tentou manipular as circunstâncias para sua própria vantagem — e, mesmo que José estivesse procurando por um amigo ou aliado, ele nunca teria previsto que o carcereiro preencheria esse papel! Mas Deus tinha outras ideias. A presença do Senhor permanece com seu povo mesmo nas circunstâncias mais extremas.

De vez em quando, todos nós nos sentimos como se estivéssemos na masmorra — um novo ponto baixo em nossa vida — e estamos confinados por um isolamento arrepiante. Talvez seja você hoje. Talvez você, como José, tenha sido vítima de falsas acusações ou esteja avaliando o custo de sua determinação em obedecer ao seu Senhor, ou talvez algo totalmente diferente esteja pesando sobre sua alma cansada. Não importa o que aconteça, o Senhor sabe. Ele nunca foi pego de surpresa, e ele ama você com um amor eterno. Seu amor é firme, e não alterado pelas circunstâncias. Ele o ama o suficiente para ter caminhado pela masmorra da morte e pelo terror do inferno para que você nunca precise passar por isso. Console-se em saber que, como o profeta Zacarias declarou, “aquele que tocar em vós toca na menina do olho [de Deus]” (Zc 2.8).

LUCAS 8.22-39

A Bíblia em um ano: Sl 110–112; 2Co 1

21/08/2026

AGORA E DEPOIS

Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro. Entretanto, se o viver na carne traz fruto para o meu trabalho, já não sei o que hei de escolher. Ora, de um e outro lado, estou constrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor. Mas, por vossa causa, é mais necessário permanecer na carne. (Fp 1.21-24)

Você se lembra das visitas a familiares quando você era criança? Talvez algumas visitas você tenha tido com pavor porque a pessoa que você estava visitando não era alguém de quem você se sentisse próximo ou gostasse. Mas então houve as visitas especiais àqueles que você realmente amava. Talvez você tenha sido recebido na porta deles com um abraço ou com o cheiro de biscoitos recém-preparados. Você mal podia esperar para vê-los! Eles eram preciosos para você, e você ansiava por estar na presença deles.

Para o apóstolo Paulo, Jesus era essa pessoa. Paulo estava alegre, mesmo enquanto preso, por causa do que Cristo significava para ele. Ele ansiava pela perspectiva de ser conduzido à sua presença. Jesus era tudo para ele.

Você e eu podemos dizer o mesmo sobre Jesus? Ou nossa alegria terrena está fixada em questões temporais como nosso casamento, filhos, meios de subsistência ou influência? Se tudo o que emociona sua alma e tudo o que forma sua identidade está envolvido em assuntos mundanos, então estar com Jesus perde seu fascínio. Logo, seria sábio lembrar que nossa identidade é encontrada nele, porque um dia tudo o mais será deixado para trás.

Você pode ter ouvido falar de alguém com uma mente tão celestial, que não é útil na terra. Bem, também podemos ter uma mente tão terrena, que não temos utilidade celestial. Às vezes, somos tentados a querer coisas como saúde perfeita, fim da tristeza e vida sem qualquer incerteza agora. A realidade é que vamos perder entes queridos, receber diagnósticos hospitalares terríveis ou enfrentar decepções e desastres. Mas tudo isso faz parte do agora. O dilema de Paulo nesta carta era equilibrar o agora com o a seguir. Embora desejasse partir, não era para escapar de suas circunstâncias atuais. Ele certamente suportou muitas provações difíceis, mas, para ele, o céu não era simplesmente alívio do sofrimento terreno. Ele não estava arrastando a vida para abraçar a morte; ele ansiava estar com Jesus porque sabia que seria fantástico.

Viver fielmente no presente enquanto antecipamos a realidade de estar com Jesus é algo que todos nós temos de trabalhar. Paulo reconheceu que, embora ainda respirasse, deveria continuar firmemente em seu ministério terreno até que Cristo o chamasse para o céu. Portanto, passe alguns momentos considerando Cristo em todas as perfeições amáveis dele. Então passe algum tempo desfrutando da grande verdade de que um dia você o verá quando ele o receber em sua glória. Em seguida, reflita sobre a verdade de que a porta para esse momento é a morte. Esse é o seu futuro. Um dia, será seu presente. E, até lá, você pode fazer o que Paulo fez e viver com tudo para Cristo, sabendo que a morte será apenas lucro.

2 TIMÓTEO 4.6-18

A Bíblia em um ano: Sl 107–109; Gl 6

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