A cidade do Rio de Janeiro é um dos cartões postais mais emblemáticos desse país. Afinal, para um país cuja beleza atrai milhões de turistas anualmente, ser uma cidade símbolo é algo de relevância inestimável. No entanto, olhar a cidade panoramicamente é um exercício que, apesar de agradável, não nos permite avaliar adequadamente o cotidiano. Afinal, quem vê o cartão postal, ignora não por raras v
ezes os muitos problemas entranhados nas esquinas, ruas, avenidas, largos e vielas dessa tão multifacetada cidade. O problema da violência, por exemplo, é tão real, tão pujante e tão presente que parece ser um daqueles cuja resolução é impossível, ou ao menos não muito simples. Em casos como esse, quando a solução parece ter o dobro da distância, parece melhor ignorar o olhar da vida diária e se prender somente ao cartão postal que continua ali, bonito, reluzente e convidativo. Outra falsa solução possível é responsabilizar a gestão pública por todos os nossos problemas. Não que os gestores não possam fazer alguma coisa (aliás, vale sempre a lembrança de que eles deveriam trabalhar em favor de demandas da sociedade), mas cabe apenas a estes a responsabilidade pela construção de um Rio de Janeiro pacífico¿
Quem são os demais atores dessa trama¿ O Estado é o único agente responsável pela manutenção da paz¿ Não seríamos nós também aqueles que deveríamos promovê-la não apenas em falas e discursos alongados, mas sim nas práticas do cotidiano, no ‘bom dia’, no acolhimento, na escuta, no diálogo, na mansidão¿
Falta-nos amor, longanimidade, compaixão.
É necessário que prossigamos em nos aproximar do centro da vontade do Criador e observarmos o mandamento de ‘amar ao próximo como a ti mesmo’ com mais veemência e seriedade. Que o fruto do Espírito germine em nossas mentes, para que sejamos agentes de mudança ao menos em meio à realidade que nos circunscreve. Que a paz de Cristo esteja em nossos corações, e que sejamos o veículo por meio da qual a mesma se propagará. Quem a quer que aceite, mas ainda que não a aceitem, que possamos oferecê-la.
“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.” João 14:27
Higor Figueira Ferreira (Líder do Vertical Rio)