23/05/2026
Excelente texto do Terreiro de Umbanda Caboclo Pena Branca e sugerimos uma cuidadosa leitura.
A UMBANDA É PARA TODOS MAS NEM TODOS SÃO PARA A UMBANDA
Quem não está para doar também não está para receber!
Todos querem incorporar o erê mais fofo.
Todos querem o caboclo mais forte
Todos querem o preto Velho mais sábio
Todos queremo o exu ou pomba gira mais temível.
Mas muito poucos incorporam as doutrinas.
Os ensinamentos, os alertas, os conselhos, as recomendações.
Todos querem ser bons médiuns e evoluir espiritualmente.
Mas poucos tem a humildade para se dedicarem com sacrifício.
Todos querem fazer trabalhos nas matas , nas praias.
Fazer trabalhs nas montanhas, nos rios, nas estradas, no cemitério.
Mas poucos querem varrer o chão, tirar o lixo, lavar a louça, arrumar as cadeiras.
Chegar mais cedo e saírem mais tarde.
Justamente no terreiro onde os Orixás, Guias e Protetores trazem sua luz.
Todos querem trabalhar com oferendas de velas, ervas, alguidares.
Cachaça, pemba e fundanga e com os elementos da mágia.
Mas poucos querem raspar a tábua, esvaziar os cinzeiros.
Lavar os alguidares, raspar o respingo de vela.
Todos querem aprender mirongas, banhos, encantamentos.
Querem conhecer, fórmulas, pontos riscados.
Ter mistérios da magia revelados.
Mas poucos querem respeitar a hierarquia!
Acatar as normas, saudar e respeitar o chão santo.
Entender que nada sabem!
Todos querem ver, ouvir, sentir, receber intuição.
Poucos querem ouvir as razões, ver as fraquezas.
Sentir a sensibilidade, intuir as carências de seu irmão.
E assim, fazer as pazes!
Todos querem firmar o congá, cruzar imagem, vestir o branco.
Cantar pontos, bater palma, riscar a tábua.
Mas poucos querem ter humildade, serenidade e sinceridade.
Todos querem a roupa mais vistosa, a guia mais elaborada.
O chapéu, o brinco, a capa, a saia, o instrumento mais exótico.
Porem poucos querem se vestir com a armadura da fé.
Se vestir com as armas da coragem.
E, pior, não querem se despir do orgulho, da vaidade e da arrogância.
Todos querem, poucos fazem!
Todos querem, poucos recebem!
Todos reclamam, se lamentam.
Poucos olham pra dentro de si mesmos!
Poucos olham para seus irmãos ou para o lado.
Pai Jonathas de Ogum.'.