22/03/2020
Bom dia amados irmãos!
Por causa da pandemia o conselho da igreja decidiu, parar com as atividades da igreja seguindo as ordens das autoridades de evitar aglomeração de pessoas, para a não propagação do vírus, mas todo domingo pela manhã colocaremos uma reflexão para o seu dia.
Fiquem na paz e boa flexão.
Limites
Até aonde vamos?
Na velocidade da existência, a pergunta. Será que chegaremos?
Veloz, o tempo nos leva.
Presos por seus tentáculos, o tempo nos consome, enruga a nossa vida.
O tempo causa dores, mas também as cura.
Indomável, ele não volta. E o que leva, não devolve.
Fascinados pelas telas coloridas, nossos olhos estão cativos e gastamos o tempo que não temos.
Acelerados por um ritmo alucinante, a vida passa invisível aos olhos desatentos de um homem que não consegue se ver.
Condicionados, olhamos, mas não enxergamos. Seduzidos, induzidos, invadidos, manipulados...
Tempo que dita padrões, convenções. Fazemos o que nos mandam fazer.
Desaprendemos a olhar, a parar, refletir.
Até aonde vamos?
Nós vamos parar! Cedo ou tarde, iremos parar! Seremos parados...
Pela imposição da vida, pelo cansaço do corpo, da mente. Por um vírus... nós vamos parar.
A pandemia é mais antiga do que pensamos. Pandemia da alma, da existência, da queda.
Pararam o trabalho, fecharam as portas, fugiram das ruas. Os templos estão fechados, não há cultos ali. Cessaram os gritos de gol nos estádios, não há o que celebrar. Parem os beijos, os toques, os abraços. Não apertem as mãos. Cancelem as festas, suspendam os compromissos.
Fiquem longe, aumentem a distância um do outro, lavem as mãos, ponham máscaras, pois nosso convívio se tornou perigoso demais.
Nos colocaram limites.
Limites que expõem a nossa fragilidade. Limites para pobres e ricos. Limites que nos fazem valorizar o que tínhamos num passado próximo.
Limites que mostram que precisamos beijar mais, abraçar mais, perdoar mais.
A vida retoma signif**ados. Ruas e prédios vazios, o que era tão veloz parece não ter pressa, agora.
Obrigados a parar, nos voltamos para Deus. Recorremos a Aquele que é Senhor sobre o tempo.
Em seus braços não temos pressa ou medo, sabemos que estamos seguros.
Deus nos está fazendo parar. Precisamos desacelerar...
Uma oportunidade de reflexão.
Não controlamos nada! Não temos nada!
Como diz o salmista: “E eu, Senhor, que espero? Tu és a minha esperança.” Sl 39: 7
Como disse Pedro a Jesus: Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras de vida eterna. Jo 6: 68
Deus nos põe limites. Não podemos tudo. Não temos todas as respostas. Somos pequenos e frágeis, mas estamos no colo de um Deus que é o nosso Pai, que me compreende e me ama com ternura. Abrigados em sua graça, passaremos por mais uma tempestade, mais uma crise.
Puseram limites. Sabemos que não podemos, mas sabemos Quem pode.
Descanso e reflexão. Aproveite os limites que Deus nos deu e repense sua vida, seu tempo.
Silêncio e quietude, em tempos de muito barulho, são necessários.
Enquanto isso, f**aremos abrigados em Deus até que as calamidades passem. Sl 57:1
Rev. Zé Marcos