22/02/2024
Aborù Aboye Abosise.
Sim é verdade ... sou da época que se respeita os ewos.
Que não se tirava foto ou se gravava algo dentro das casas de Asé.
Onde a sua certificação se dava pelos que presenciaram seus atos ( Mastigação do seu Obi ).
Aí hone tudo foto, tudo é video...
Sinto e falta da época de sentar na eny e ouvir dos mais velhos histórias, contos e ensinamentos ...
Hoje é tudo apostila do pai Google e da mãe Workpidea.
E os pseudos Sacerdotes, falando que isso ou aquilo não existe, e que só o que ele faz e o correto ( A mistura de práticas, em prol do seu sustento financeiro )
Sou sim da época da roupa de ração, do Richilieu e do Brocado...
E em dias atuais e Capulana, Ankara e Adrinka, fazendo do Culto o festival de moda e estilo.
Sim uma época de respeito aos mais velhos, ao legado dos nossos Ágbas, e o que nos deparamos em dias atuais, são narrativas construídas para deturbar e criticar tudo que nos fora deixado como herança de luta, residência e conhecimento.
Sim, sinto falta de uma época onde tudo começava em um alguidar, uma louça e um okuta, com os anos ia se pondo ( acrescentando ) elementos.
Sou da época, que ir para função da casa de Asé, era com respeito amor e devoção, hoje e para pegação, fofoca e ostentação.
Sou de uma época, onde o Culto sem baseava na família, onde em uma iniciação ou ritualística ( ebó, sacrifício, presente ou pactuação ) todos se ajudavam, pois era uma vitória de todos e não só do mais novo membro da casa.
Era um orgulho ser prestativo, zelar e manter o Ase em condições de fazer as festas e receber os convidados.
Hoje só click aqui, click açula, uma pausa para as selfs e sem contar as transmissões das festas no Ase, com equipes profissionais contratadas para dar palco e olofotes aos ilustres artistas.
Época que a festa dos Guardiões( Exus e Pombo gira, Malandro e Etc ) sempre foi um motivo de reverenciar os trabalhadores da rua, aquele que realizam nossos desejos, e hoje tá mais para halloween ou teatro dos horrores.
E verdade ... sou da época que o homem ser de um Orisá ( Feminino ) Yaba, nao transformava o mesmo em um homossexual e muito menos acontecia com uma mulher de Orisá ( Masculino ) Oboro.
Um tempo onde as.contendas eram resolvidas dentro da casa de Asé, e hj e tudo em plataformas e redes sociais.
Não estou aqui para dizer que lá atrás, não existia o erro, até pq existe desde que o mundo e mundo.
Porém em dias atuais e cada coisa que nos deparamos, que muitos de fato tem e vergonha de dizer que e seguidor, simpatizante, devoto ou iniciado.
E tudo isso porque e pra que ... se não a tal da vaidade e ego de seres humanos sem conduta, postura, moral e conhecimento.
Precisamos de.mais respeito, humildade e caráter, e menos títulos, status, arrogância e ostentação.
O que define sua casa e seu Asé, não dizer que viaja o mundo, que tem muitos bens materiais, que pode comer do bom e do melhor, vestir as melhores roupas e usar os mais caros acessórios ( brincos, anel, relógios, pulseira e cordões ), e sim você ver seus consulentes, seguidores, adeptos e iniciados, trabalhando, sustentando e podendo ajudar a jorrar sua casa e seu Asé pelos quatro cantos do mundo.
Agora sentar e esperar seu consulente ou filho, para fazer uma.consulta com o Oráculo ou Entidade e induzir a eles Iniciações ou ritualísticas, cobrando valores sul reais, para bancar os mimos e luxos dos ditos comerciantes dá fé ( Paseudos Sacerdotes e Sacerdotisas ), isso que nunca foi e já mais será Asé de fato.
Que sejamos sempre abençoados