Fraternidade Umbandista Pai Benedito de Aruanda

Fraternidade Umbandista Pai Benedito de Aruanda Casa Umbandista, criada para servir a espiritualidade e prestar caridade ao próximo.

Dia de festejar os nossos amados Pretos Velhos! Adorei as almas!
17/05/2026

Dia de festejar os nossos amados Pretos Velhos! Adorei as almas!

Super indico o Atelier Mariaxe, as roupas são lindíssimas e de uma qualidade e acabamento maravilhosos.
23/12/2025

Super indico o Atelier Mariaxe, as roupas são lindíssimas e de uma qualidade e acabamento maravilhosos.

Hoje comemoramos 15 anos de fundação da nossa Fraternidade Umbandista Pai Benedito de Aruanda. São 15 anos de muita luta...
29/11/2025

Hoje comemoramos 15 anos de fundação da nossa Fraternidade Umbandista Pai Benedito de Aruanda. São 15 anos de muita luta, dedicação, mas também de muito amor.
Nossa casa está fundamentada no respeito ao sagrado, respeito ao próximo e caridade.
Agradecemos a todos da família de Axé e amigos que compartilham conosco esta luta diária.

Desejamos muita luz e caminhos abertos a todos.

16/11/2025

No Atlântico, há um silêncio que não pertence ao mar.
Um silêncio que nasceu em 29 de novembro de 1781, quando um navio chamado Zong decidiu que 132 vidas africanas valiam menos que uma apólice de seguro.

Partiu de Accra, da costa onde as aldeias Akan, Ewe, Ga-adangbe, Yoruba e Fon despediam seus filhos sem saber que eles nunca voltariam.
Lá começou uma jornada escura: 440 pessoas acorrentadas sob o convés, respirando o mesmo ar que as separava da morte.

Quando o Zong se perdeu no Atlântico pela incompetência do seu capitão, o impensável aconteceu.
Água consumida, medo crescente e cálculo macabro:
Se os cativos morressem a bordo, não havia compensação.
Se eles se “perdessem no mar”, a seguradora pagava.

Assim nasceu uma decisão que nunca deveria ter existido.

Um por um, 132 africanos foram atirados vivos para o oceano.
Homens, mulheres, crianças.
Amarrados, impotentes, desaparecendo em um mar que não pediu para virar túmulo.
Os gritos se apagaram muito rápido.
As ondas guardaram o que a história tentou enterrar.

Depois disso, ainda aconteceu algo mais doloroso:
os proprietários reclamaram a indemnização por “perda de mercadoria”.
E o sistema — distante, frio, legal — deu-lhes razão.
Não houve prisão.
Não houve castigo.
Não houve perdão.
Apenas silêncio.

Silêncio... e memória.

Porque algures entre Gana e Jamaica, essas 132 vidas ainda estão lá.
Não esquecidas.
Não apagadas.
Sustentadas pela corrente de quem ainda as nomeia.

A história oficial chamou-lhe "tráfico de escravos".
Mas o mar sabe a verdade.
Sabe que foi um massacre.
Sabe que foi um crime contra a humanidade antes de haver uma palavra para nomeá-lo.

Hoje, quando alguns dizem que é passado, que “é preciso olhar para frente”, esquecem que o tempo não cura o que não se olha de frente.
África não pode — não deve — ser um continente condenado ao esquecimento.

Porque um povo que não se lembra do que lhe foi tirado
corre o risco de perder o que ainda tem.

Sempre que olhar para o mar, lembre-se:
houve aqueles que não tiveram sepultura
nem despedida
nem justiça.

E a única maneira de honrá-los
é garantir que ninguém decida quanto vale uma vida.

Umbanda Rio.
15/11/2025

Umbanda Rio.

Comemorando/trabalhando o dia da Umbanda no Umbanda Rio.
15/11/2025

Comemorando/trabalhando o dia da Umbanda no Umbanda Rio.

08/10/2025

Salve o dia 5 de Outubro, Salve São Benedito e Saravá pai Benedito!

Ali, sentado em seu toco, Pai Benedito traga seu ca****bo com serenidade. O fumo sobe em espirais, levando preces ao céu, enquanto suas palavras caem na terra como sementes de sabedoria.

“Calma, meu fio... a dor é professora, e a fé é remédio”, ele diz, com o olhar manso de quem já caminhou por muitas vidas.

Lá no alto, no brilho dourado do altar, São Benedito resplandece em humildade.

Simples, servidor dos pobres e dos famintos, ele carrega em suas mãos as rosas do milagre, flores que brotaram do pão escondido, flores que revelaram o amor que não conhece cor nem fronteira.

E entre o toco e o altar, entre o terreiro e o convento, o tempo se dobra: as duas presenças se encontram.

O Santo estende as mãos, o Preto Velho sorri.

Entre eles, corre um feixe de luz que nasce da caridade e se alimenta da compaixão.

Um, com seu burel de frade; outro, com seu ca****bo , terço e bengala.

Ambos servem ao mesmo Deus que habita em todos os corações.

São Benedito e Pai Benedito têm dois caminhos, uma mesma força.

Um ensinou o milagre da partilha; o outro, o milagre do perdão.

Ambos são vozes do povo negro, herdeiros de fé, guardiões de um amor que venceu a dor, a escravidão e o esquecimento.

Em suas bênçãos vive a aliança entre o céu e a senzala, entre o rosário e o ca****bo, entre o latim e o ponto cantado.

Salve São Benedito, o santo do pão e das rosas!

Saravá Pai Benedito, o preto velho do amor e da paciência!

Que suas luzes caminhem unidas, iluminando os caminhos dos filhos de fé.

“Benedito é um só santo e preto velho espelho de caridade e luz.”

Jefferson Santana.






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04/09/2025
05/08/2025
31/07/2025

CARTA ABERTA AO PADRE DANILO CÉSAR

Padre,

É de causar espanto , mas não surpresa que um homem que se diz servidor de Deus use o púlpito de sua paróquia para profanar a dor alheia e zombar da fé de milhões de brasileiros. Sua fala sobre a morte de Preta Gil revela, antes de qualquer coisa, uma alma mergulhada na arrogância e na intolerância, incapaz de respeitar aquilo que não compreende.

O senhor ironizou Gilberto Gil por ter feito uma oração aos orixás, perguntando onde estavam os orixás que “não ressuscitaram Preta Gil”. Pergunto eu, padre: quando morre um cristão, o seu Deus também falhou? Ou, nesses casos, a morte é seletivamente chamada de “vontade divina”? Dois pesos, duas medidas, não é mesmo?

A fé que o senhor tenta desmoralizar não se pauta pela ressurreição do corpo, mas sim pela continuidade do espírito. Nós, das religiões de matriz africana, não tememos a morte, pois sabemos que ninguém morre, apenas se encanta. Preta Gil não foi derrotada. Ela foi recebida em festa no Orun, acolhida por seus guias e ancestrais, ladeada por Oxum, Xangô e Yansã, por todos os orixás que o senhor ousou ridicularizar.

E não, ela não foi enterrada sozinha. Esteve cercada de amor, de Axé, de lágrimas e de fé, fé essa que se manifesta de formas que o seu fanatismo não é capaz de conceber. O pai de santo da Preta estava presente, seus irmãos de santo, e todos os que sabiam que seu corpo descansava, mas sua essência permanecia viva.

O senhor, com sua batina e púlpito, faz da morte uma arma e da fé alheia um inimigo. Isso não é evangelho. Isso é ego. Isso é ignorância. E é, acima de tudo, crime de intolerância religiosa, previsto em lei.

A sua palavra não é mais santa que a nossa. O seu Deus não é mais verdadeiro que o nosso. O seu altar não é mais sagrado que o nosso terreiro. E a sua dor não é mais legítima que a nossa saudade.

Sua postura envergonha o diálogo inter-religioso, envergonha o próprio Cristo que o senhor afirma seguir, aquele mesmo que andava entre prostitutas, leprosos e samaritanos, e que nunca fez escárnio de nenhuma fé.

Nós, filhos do Candomblé/ Umbanda, respondemos não com o silêncio que esperam de nós, mas com firmeza. Porque se Orixá permite, nós falamos. E hoje falamos com a voz de todos os nossos ancestrais: respeitem nossa fé. Respeitem nossos mortos. Respeitem nossas entidades.

Se o seu Deus é amor, comece a praticar o básico. Porque, ao contrário do que o senhor prega, quem julga, não salva. Quem odeia, não é luz. E quem zomba da dor alheia, precisa urgentemente se confessar com sua própria consciência.
Texto: Maria Padilha /

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