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9 de Junho-memória litúrgica de São José de Anchieta. A Igreja Católica celebra a memória litúrgica de São José de Anchi...
09/06/2026

9 de Junho-memória litúrgica de São José de Anchieta.

A Igreja Católica celebra a memória litúrgica de São José de Anchieta, aquele que foi e permanece sendo o Apóstolo do Brasil, um gigante na fé cuja vida se confunde com a própria aurora da evangelização em nossa pátria. Nascido na cidade de San Cristóbal de La Laguna, em Tenerife, arquipélago das Ilhas Canárias, Espanha, em 19 de março de 1534, filho de Juan López de Anchieta e Mencia Díaz de Clavijo, viveu uma infância piedosa antes de partir, na adolescência e juventude, para estudar na Universidade de Coimbra, em Portugal. Ali, aos 17anos, respondeu ao chamado de Deus e ingressou na Companhia de Jesus como jesuíta. Impulsionado pelo ardor missionário na fase adulta, o jovem religioso chegou ao Brasil em 1553, desembarcando em Salvador, Bahia, pronto para se doar inteiramente à catequese e à defesa dos povos nativos. Em 25 de janeiro de 1554, participou ativamente da fundação do Colégio de Piratininga, o berço histórico da cidade de São Paulo. Sua ordenação e sacerdócio ocorreram em 1566, consolidando sua entrega total aos mistérios divinos. Dotado de uma inteligência brilhante e caridade heroica, Anchieta escreveu a primeira gramática da complexa estrutura da língua tupi, aproximando o Evangelho da cultura indígena e pacificando conflitos com doçura e autoridade espiritual, o que lhe rendeu o título eterno de Apóstolo do Brasil. Após uma vida de milagres, doação e profunda devoção mariana da Virgem Maria, o santo sacerdote entregou sua alma a Deus em Reritiba, atual cidade de Anchieta no Espírito Santo, no dia 9 de junho de 1597. O dia de seu trânsito para o céu foi escolhido pela Igreja para a sua festa. Seu processo de reconhecimento de santidade culminou na beatificação pelo Papa João Paulo II em 1980 e na canonização equivalente pelo Papa Francisco em 3 de abril de 2014, que instituiu formalmente sua memória na liturgia universal. Com São José de Anchieta, aprendemos que a verdadeira catequese exige coragem, renúncia e o testemunho do amor incondicional ao mais necessitado, transformando toda a cultura pela força da santíssima Cruz e da Palavra eterna do Senhor.

São José de Anchieta, rogai por nós!

4 de Junho–Solenidade do Santíssimo Sacramento do Corpo e Sangue de Cristo.A Solenidade de Corpus Christi, expressão em ...
04/06/2026

4 de Junho–Solenidade do Santíssimo Sacramento do Corpo e Sangue de Cristo.

A Solenidade de Corpus Christi, expressão em latim que significa "Corpo de Cristo", é uma festa de preceito que obriga o fiel a participar da Santa Missa, instituída pelo Papa Urbano IV no ano de 1264 e incluída no calendário litúrgico romano para celebrar a presença real e substancial de Jesus Cristo na Eucaristia. Essa solenidade é móvel porque ocorre sempre na quinta-feira após a festa da Santíssima Trindade, rememorando a Quinta-feira Santa. A origem histórica dessa adoração pública está ligada às visões de Santa Juliana de Cornillon e um comprovado milagre eucarístico de Bolsena, onde a hóstia sangrando no altar confirma a doutrina da transubstanciação defendida pelo Catecismo da Igreja Católica e pelo santo Magistério, que ensina que o pão e o vinho se convertem verdadeiramente em Corpo e Sangue do Senhor. Na Bíblia, essa realidade é profetizada no Livro do Deuteronômio 8,2-3, onde Moisés recorda o maná do deserto, e no Salmo 147, que louva a Deus por nos saciar com a flor do trigo. No Novo Testamento, a Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios 10,16-17 proclama que o cálice da bênção e o pão partido são a nossa comunhão com o Sangue e o Corpo de Cristo. No Evangelho de João 6,51-58, o Salvador afirma com autoridade divina:"Eu sou o pão vivo descido do céu; quem comer deste pão viverá para sempre".Comer Sua carne e beber Seu sangue significa aderir totalmente à Sua mensagem e ao Seu sacrifício redentor, permitindo que a hóstia nos transforme interiormente e nos una como membros vivos de um só corpo místico. Os católicos celebram essa festa para testemunhar publicamente o amor do Senhor que alimenta os fiéis com o pão dos anjos. A piedade popular se manifesta belamente por meio da confecção do tapete de Corpus Christi, uma obra de arte efêmera feita de serragem e Sal, sobre a qual passa a solene procissão de Corpus Christi com o Santíssimo Sacramento conduzido no ostensório, abençoando as ruas. Rezamos para adorar e venerar este sagrado mistério e experimentar os frutos da redenção daquele que reina soberano como Deus na unidade do Espírito Santo por todos os séculos dos séculos.

31 de maio –Solenidade da Santíssima Trindade.A Solenidade da Santíssima Trindade é a celebração do mistério central da ...
31/05/2026

31 de maio –Solenidade da Santíssima Trindade.

A Solenidade da Santíssima Trindade é a celebração do mistério central da fé e da vida cristã, o próprio mistério de Deus uno e trino, que não possui data fixa no calendário, ocorrendo sempre no domingo seguinte a Pentecostes. Esse mistério inacessível à razão humana nos revela que Deus é um só em três Pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo, em uma comunhão perfeita de amor. Para compreender essa verdade de fé, recorremos ao Catecismo da Igreja Católica, que nos orienta a professar não três deuses, mas uma só substância divina em três subsistências. Deus Pai é o Criador de todas as coisas, a fonte originária de toda a vida e a paternidade divina que acolhe a humanidade. Deus Filho é Jesus Cristo, Verbo encarnado que assumiu a nossa natureza para realizar a redenção, sendo o Salvador que se entregou na cruz por amor. Deus Espírito Santo é o Paráclito, o Santificador que habita na Igreja e nos corações dos fiéis, fortalecendo-nos com seus dons e conduzindo-nos à verdade plena. Essa viva realidade trinitária está presente na Bíblia Sagrada do Gênesis ao Apocalipse. Na passagem de Êxodo 34,4-6, Deus revela a Moisés o seu coração misericordioso, um Pai compassivo e rico em fidelidade. Na passagem de 2 Coríntios 13,11-13, São Paulo exorta à unidade ao proclamar a graça de Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo. No Evangelho, o texto de João 3,16 resume o ápice da revelação ao afirmar que o Pai entregou o Filho único para salvar o mundo por meio da força amorosa e vivificante do Espírito. A instituição litúrgica dessa solenidade universal ocorreu no ano de 1334, quando o Papa João XXII a incluiu definitivamente no calendário romano para que toda a Igreja celebrasse anualmente a grandeza do Deus trino. Essa festa é um convite catequético para que os fiéis compreendam que fomos batizados em Nome da Trindade e criados à imagem dessa comunhão perfeita, chamados a dar testemunho desse amor divino que nos acompanha, nos recria e nos santifica todos os dias da nossa vida terrena. Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre, por todos os séculos dos séculos, amém.

Segunda-feira depois de Pentecostes -memória litúrgica da Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja.​A memória litúrgic...
25/05/2026

Segunda-feira depois de Pentecostes -memória litúrgica da Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja.

​A memória litúrgica católica celebra os santos e os mistérios salvíficos, e esta celebração específica evoca Maria Santíssima, a humilde jovem de Nazaré escolhida por Deus para ser a Mãe do Salvador, cuja maternidade divina se estende por graça à totalidade do Corpo Místico de Cristo. O título de Maria, Mãe da Igreja, reconhece dogmaticamente que ela gerou a Cabeça da Igreja e, por consequência mística, tornou-se a progenitora espiritual viva de todos os membros desse corpo. Ela recebeu esta dignidade no ápice do mistério pascal, quando Jesus, no trono da Cruz (João 19,26-27), declarou sua maternidade universal ao entregar o seu discípulo amado aos seus cuidados maternos. A fundamentação bíblica se consolida em Atos 1,14, que atesta sua presença orante no Cenáculo, gerando espiritualmente aqui a Igreja com os apóstolos. O Catecismo da Igreja Católica, no parágrafo 963, corrobora essa verdade ao ensinar que todo o papel de Maria em relação à Igreja é inseparável de sua união com Cristo e decorre diretamente dela. Para aqueles que não compartilham a fé católica, este título pode ser compreendido sob uma ótica histórica e comunitária, enxergando Maria como a figura agregadora fundamental que manteve a comunidade primitiva unida na fé e perseverante na oração fundacional. Esta memória foi formalmente instituída pelo Papa Francisco em 11 de fevereiro de 2018, por meio de um decretado canônico específico hoje que oficializou sua obrigatoriedade universal. A celebração ocorre na segunda-feira após Pentecostes, e não em uma data fixa, justamente para realçar que a maternidade de Maria já continua a agir bem no dia seguinte ao nascimento público da Igreja, guiando os batizados sob o mais santo sopro do Espírito Santo. Através desse título, aprendemos o exemplo supremo de sua fidelidade, paciência e coragem cristã, obtendo nela um modelo perfeito de quem sabe permanecer de pé junto às cruzes da vida humana. Ó feliz Virgem, que geraste o Senhor; ó santa Mãe da Igreja, que nos alimenta com o Espírito do teu Filho, Jesus Cristo.

​Santa Maria, Mãe da Igreja, rogai por nós!

24 de Maio - Solenidade de Pentecostes.​A Solenidade de Pentecostes constitui uma das celebrações culminantes da Igreja ...
24/05/2026

24 de Maio - Solenidade de Pentecostes.

​A Solenidade de Pentecostes constitui uma das celebrações culminantes da Igreja Católica, encerrando o Tempo Pascal com a manifestação plena do mistério da salvação operada por Cristo. Na doutrina católica, o Espírito Santo é a terceira Pessoa da Santíssima Trindade, coigual e consubstancial ao Pai e ao Filho como um único Deus, procedendo de Ambos como o Amor divino que os une e o Sopro que anima a Igreja, instrumento da continuidade da missão do Filho em todo o mundo. A Sagrada Escritura testemunha esse momento em Atos 2,1-6, narrando que os discípulos foram preenchidos pelo Espírito sob os sinais de vento impetuoso e línguas de fogo, capacitando-os a anunciar o Evangelho a todas as nações, revertendo a dispersão de Babel em um milagre de comunhão universal. Como ensina o Catecismo da Igreja Católica (CIC, n. 731), em Pentecostes a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou e se comunicou como Pessoa divina. Esta solenidade não é uma data fixa, mas móvel, celebrada cinquenta dias após o Domingo da Ressurreição para respeitar o ciclo pascal, cuja estrutura histórica remonta aos primeiros séculos e foi consolidada liturgicamente no Concílio de Niceia em 325. No calendário oficializado pelo Concílio Vaticano II, ela é o ápice do Tempo Pascal. A Igreja celebra este dia como o seu nascimento público e visível, o Corpo Místico de Cristo, professando sua unificação divina. O Papa Bento XVI, em sua homilia de 2010, sublinhou que Pentecostes inaugura a reunificação da família humana dispersa, abrindo-a à comunhão que forma a identidade da Igreja Universal através da história. Essa mesma Igreja, impulsionada pelo fogo divino, assume hoje o mandato de transformar as realidades temporais com a força do Evangelho. Atuando nos sacramentos, especialmente no Batismo e na Confirmação, o Espírito Paráclito santifica os fiéis, habitando neles e lhes concedendo os dons de sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus. Tais carismas divinos capacitam o homem a discernir a vontade do Pai e a testemunhar com fidelidade o Reino de Deus no cotidiano.

​Veni, Sancte Spiritus!

Sábado anterior à solenidade de Pentecostes - Memória litúrgica de Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos.​Na Igreja Católic...
23/05/2026

Sábado anterior à solenidade de Pentecostes - Memória litúrgica de Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos.

​Na Igreja Católica, a memória litúrgica celebra os santos e os mistérios da fé, e ela está tão profundamente ligada a Pentecostes e à missão evangelizadora. A memória recorda a presença materna de Maria no Cenáculo, reunida em oração com os apóstolos à espera do Espírito Santo. Maria Santíssima nasceu possivelmente em Nazaré, por volta de 20 a.C., filha de São Joaquim e Santa Ana, escolhida para ser a Mãe do Salvador. Nossa Senhora é verdadeiramente a Mãe de Deus, pois gerou Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. O título “Rainha dos Apóstolos” não se refere a uma aparição, mas a um título espiritual que reconhece a missão única e maternal de Maria junto aos santos apóstolos e à Igreja nascente. Os apóstolos foram os discípulos escolhidos por Cristo para anunciar o Evangelho e fundar a Santa Igreja Católica. Maria recebeu este título porque permaneceu unida a eles com fé, perseverança e oração, fortalecendo-os no início da evangelização. A Sagrada Escritura testemunha essa presença em Atos 1,14: “Todos estes perseveravam unanimemente em oração, juntamente com as mulheres, e Maria, mãe de Jesus.” Também em João 19,26-27, Jesus a entrega como mãe espiritual dos discípulos. Essa devoção foi grandemente difundida no século XIX por São Vicente Pallotti, que via em Maria o modelo perfeito do apostolado cristão. A missa própria da celebração foi instituída oficialmente pelo Papa Pio XII para a Família Palotina e estendida a vários calendários, celebrada sempre no sábado anterior a Pentecostes para destacar o papel místico de Maria já na preparação da Igreja para receber o Paráclito, o Espírito Santo Consolador. Essa vinda do Espírito capacita a comunidade cristã com seus dons e carismas para testemunhar o Evangelho até os confins da terra. Ao celebrar esta memória, os fiéis católicos são convocados a imitar fielmente a humildade, a fidelidade e a obediência de Maria, confiando plenamente em sua valiosa intercessão materna para viver com coragem a missão evangelizadora da Igreja no mundo contemporâneo.

​Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos, rogai por nós!

22 de maio-memória litúrgica facultativa de Santa Rita de Cássia.​Na Igreja Católica, a memória litúrgica celebra os san...
22/05/2026

22 de maio-memória litúrgica facultativa de Santa Rita de Cássia.

​Na Igreja Católica, a memória litúrgica celebra os santos e mistérios da fé, e a opção facultativa permite sua realização conforme a decisão pastoral de cada comunidade, preservando a devoção. Neste dia, a Igreja recorda Santa Rita de Cássia, conhecida mundialmente como a santa das causas impossíveis e urgentes. Margherita Lotti nasceu em 1381,em Roccaporena, povoado próximo a Cássia, na Úmbria, Itália. Filha única de Antonio Lotti e Amata Ferri, cresceu em uma família cristã marcada pela busca da paz em tempos de sangrentos conflitos civis. Ainda bebê, ocorreu o milagre das abelhas brancas, que entravam e saíam de sua boca sem picá-la, sinal de sua futura santidade. Desde jovem desejava consagrar-se à vida religiosa, mas por obediência aos pais casou-se aos 16 anos com Paolo di Ferdinando Mancini, homem violento e agressivo. Santa Rita viveu sua missão com heroica paciência, oração, perdão e fidelidade ao Evangelho, convertendo o coração do marido após anos de sofrimento. Foi esposa, mãe, viúva e religiosa, vivendo fielmente cada vocação com profunda entrega. O casal teve filhos gêmeos, Giangiacomo Antonio e Paolo Maria. Após o trágico assassinato do marido por antigas rixas políticas, ela perdoou os algozes e rezou para que seus filhos preferissem a morte a cometer o pecado da vingança de sangue. Viúva e sem os filhos, que faleceram de dolorosa peste, tentou ingressar no convento agostiniano de Santa Maria Madalena, sendo recusada três vezes por ser viúva, até entrar milagrosamente, à noite, por intercessão de São João Batista, Santo Agostinho e São Nicolau de Tolentino. No sagrado claustro destacou-se pela humildade, obediência e penitência, receiving na testa o doloroso e visível estigma de um espinho da coroa de Cristo, que carregou por quinze anos. Também ficou conhecida pelo milagre da videira seca que floresceu e da rosa vermelha que brotou no rigoroso inverno. Após sua morte, em 22 de maio de 1457, seu corpo permaneceu milagrosamente incorrupto e até hoje é venerado na Basílica de Santa Rita, em Cássia, tendo sido canonizada por Leão XIII em 1900.

​Santa Rita de Cássia, rogai por nós!

17 de Maio - Solenidade da Ascensão do Senhor.A Solenidade da Ascensão do Senhor celebra o momento glorioso em que Nosso...
17/05/2026

17 de Maio - Solenidade da Ascensão do Senhor.

A Solenidade da Ascensão do Senhor celebra o momento glorioso em que Nosso Senhor Jesus Cristo, quarenta dias após Sua Ressurreição, elevou-Se aos Céus diante dos Apóstolos no Monte das Oliveiras, próximo de Jerusalém, manifestando Sua vitória sobre o pecado e a morte. A Igreja celebra neste dia não uma despedida de Cristo, mas Sua glorificação junto do Pai, pois Jesus permanece vivo, reinando eternamente e presente no meio do Seu povo, conforme prometeu no Evangelho: “Eis que estarei convosco todos os dias até o fim do mundo, aleluia” (Mt 28,20). Segundo o Catecismo da Igreja Católica, a Ascensão marca a entrada definitiva da humanidade de Cristo na glória celeste, onde Ele está sentado à direita do Pai, intercedendo continuamente pela humanidade. A Bíblia Católica narra esse acontecimento especialmente nos Atos dos Apóstolos, quando os discípulos contemplam Jesus elevar-Se aos Céus e recebem dos anjos a mensagem: “Homens da Galileia, por que ficais olhando para o céu? Esse Jesus virá do mesmo modo como o vistes partir para o céu, aleluia” (At 1,11). Essa solenidade existe desde os primeiros séculos do Cristianismo e foi consolidada na liturgia pela tradição apostólica. Sua celebração acontece quarenta dias após a Páscoa, embora em muitos lugares seja transferida para o domingo seguinte, por isso sua data varia conforme a data da Ressurreição do Senhor. A Ascensão também revela a missão confiada por Cristo à Igreja, pois antes de subir aos Céus, Jesus enviou os Apóstolos para anunciarem o Evangelho a todas as nações. Esse mistério recorda que a vida humana não termina na morte, mas é chamada à eternidade junto de Deus. Até mesmo para aqueles que não professam a fé católica, a Ascensão transmite uma mensagem de esperança e de vida eterna. É importante também compreender a diferença entre Ascensão e Assunção: na Ascensão, Jesus sobe aos Céus por Seu próprio poder divino; na Assunção, Nossa Senhora é elevada aos Céus pela graça e pelo poder de Deus. Contemplar a Ascensão do Senhor é renovar a esperança cristã e recordar que Cristo glorificado continua conduzindo Sua Igreja até o dia de Seu retorno glorioso e eterno.

O Ano Jubilar Franciscano, celebrado de 10 de janeiro de 2026 até 10 de janeiro de 2027, é um Jubileu extraordinário ins...
16/05/2026

O Ano Jubilar Franciscano, celebrado de 10 de janeiro de 2026 até 10 de janeiro de 2027, é um Jubileu extraordinário instituído pelo Papa Leão XIV para recordar os 800 anos do trânsito de São Francisco de Assis, isto é, sua passagem desta vida para a eternidade em 3 de outubro de 1226. A abertura oficial aconteceu em 10 de janeiro de 2026 na Basílica de Santa Maria dos Anjos, na Porciúncula, lugar ligado aos últimos momentos da vida do santo. Este Ano Jubilar é um tempo de graça, conversão e renovação espiritual para toda a Igreja, em continuidade com o Jubileu Ordinário de 2025. São Francisco nasceu em Assis, na Itália, no ano de 1182, com o nome de Giovanni di Pietro di Bernardone, em uma rica família de comerciantes. Após experiências de sofrimento e conversão, abandonou os bens materiais ao ouvir diante do crucifixo o chamado para “reparar a Igreja”, passando a viver radicalmente o Evangelho na pobreza, humildade, penitência e caridade. Fundou a Ordem dos Frades Menores, inspirou Santa Clara na criação das Clarissas e difundiu a paz, o amor aos pobres e a fraternidade universal, ensinando que toda a criação pertence a Deus. Tornou-se padroeiro da ecologia, recebeu os estigmas da Paixão de Cristo e deixou testemunho de santidade. Durante este período, os fiéis podem obter a indulgência plenária mediante a confissão sacramental, a comunhão eucarística, a oração pelas intenções do Papa, a oração pelo Papa e a peregrinação a uma igreja franciscana ou local dedicado a São Francisco em qualquer parte do mundo, não sendo necessário ir até Assis. Idosos, enfermos e pessoas impedidas de sair de casa também podem receber essa graça ao se unirem espiritualmente às celebrações e oferecerem seus sofrimentos a Deus. O Jubileu Franciscano recorda que a verdadeira riqueza do cristão está na santidade, na caridade e na fidelidade ao Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Este Ano Santo convida toda a Igreja a redescobrir a simplicidade, a humildade, a caridade e a confiança na Providência Divina, mostrando que o testemunho de São Francisco continua sendo um caminho seguro de santidade, fraternidade e paz para os homens de nosso tempo.

São Francisco de Assis, rogai por nós!

13 de Maio-memória litúrgica da Bem-aventurada Virgem Maria do Rosário de Fátima.A memória litúrgica facultativa celebra...
13/05/2026

13 de Maio-memória litúrgica da Bem-aventurada Virgem Maria do Rosário de Fátima.

A memória litúrgica facultativa celebra uma das mais importantes manifestações marianas reconhecidas pela Igreja Católica, recordando a Santíssima Virgem Maria, Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, escolhida por Deus para ser a Mãe do Salvador. Nossa Senhora nasceu em Nazaré, na região da Galileia, sendo filha de São Joaquim e Sant’Ana. Em 1917, em meio aos sofrimentos da Primeira Guerra Mundial e às perseguições contra a fé cristã, a Virgem Maria apareceu na Cova da Iria, na cidade de Fátima, em Portugal, para três humildes pastorinhos: Lúcia dos Santos, Francisco Marto e Jacinta Marto. Segundo as memórias da Irmã Lúcia, a mensagem de Fátima divide-se em três ciclos: Angélico, Mariano e Cordimariano. O Ciclo Angélico ocorreu antes das aparições de Nossa Senhora, quando o Anjo da Paz e depois o Anjo da Eucaristia apareceu às crianças ensinando-lhes a adoração e a reparação. Em 13 de maio de 1917 iniciou-se o Ciclo Mariano, quando Nossa Senhora apareceu “mais brilhante que o sol”, pedindo oração, penitência, conversão e a recitação diária do Santo Rosário pela paz do mundo e pela salvação das almas. Na Cova da Iria aconteceram seis aparições e, em agosto, devido às perseguições sofridas pelos pastorinhos, a Virgem apareceu no dia 19 em Valinhos. Nossa Senhora mostrou aos pastorinhos a realidade do inferno, pediu a consagração da Rússia ao seu Imaculado Coração e revelou que, no fim, o seu Imaculado Coração triunfaria. Entre suas palavras mais conhecidas está o apelo:“Rezem o terço todos os dias para alcançar a paz para o mundo". A mensagem de Fátima está profundamente unida ao Santo Evangelho e à Eucaristia. A memória litúrgica de Nossa Senhora de Fátima é celebrada em 13 de maio em recordação da primeira aparição da Virgem Maria aos pastorinhos em 1917. A jaculatória ensinada por Nossa Senhora e transmitida por Lúcia permanece como um dos maiores resumos da espiritualidade de Fátima:“Ó meu Jesus, perdoai-nos e livrai-nos do fogo do inferno. Levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente as que mais precisarem da vossa misericórdia”.

Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós!

Endereço

Rio De Janeiro, RJ

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