Centro Espírita Caboclo 7 Folhas - Ilê do Oxóssi

Centro Espírita  Caboclo 7 Folhas - Ilê do Oxóssi Casa de Omolokô - Raiz Makumba. Situado na Ilha do Governador- RJ

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Dentro do terreiro, nem todo aprendizado começa com alguém dizendo: “sente aqui que eu vou te ensinar”.Há conhecimentos ...
27/08/2026

Dentro do terreiro, nem todo aprendizado começa com alguém dizendo: “sente aqui que eu vou te ensinar”.

Há conhecimentos que chegam enquanto se descasca um alimento, limpa uma folha, prepara uma comida, organiza o barracão ou acompanha um mais velho em uma tarefa aparentemente simples.

É nesses momentos que histórias são contadas, fundamentos aparecem no meio de uma conversa e pequenos detalhes revelam aquilo que livro nenhum conseguiria ensinar.
Porque tradição também se transmite pela convivência!

Quem está sempre preocupado apenas com o grande fundamento pode não perceber o conhecimento acontecendo diante dos próprios olhos. Às vezes, o mais velho não vai chamar você para ensinar. Você é quem precisa aprender a estar perto, observar, perguntar na hora certa e, principalmente, saber ouvir.

No terreiro, até descascar uma cebola pode ser aula. O problema é que muita gente quer receber o segredo, mas ainda não aprendeu a valorizar o caminho que leva até ele.

Oyanitiatiiná 🔥

Respeite sua Ekedji, seja lá de qual nação você for .Seja você Yawô ou Abian, não importa a idade de Santo que você tenh...
27/08/2026

Respeite sua Ekedji, seja lá de qual nação você for .Seja você Yawô ou Abian, não importa a idade de Santo que você tenha. Lembre-se Ekedji também é Mãe e quando você fecha seus olhos é ela quem tá lá para lhe enxugar e zelar do seu orixá ou Inkisse, não importa a idade de Santo que você tenha Ekedji sempre estará a sua frente e seu santo sempre grato por ela. Ela é o braço direito do dono ou dona da casa, saiba valorizar, reconhecer quem te ajudou quem zela por você. Se você desrespeita uma Ekedji, você estará desrrespeitando seu próprio Santo. Ekedji é Mãe, Ekedji é quem zela por você então respeite se vc sabe o significado de Hierarquia dentro de uma Casa de Santo. Adupé Ekedji.

27/08/2026
O MÉDIUM TAMBÉM DEVE APRENDER A DOUTRINAR SUAS ENTIDADES É um ensinamento importante que não é abordado e ensinado nos t...
26/08/2026

O MÉDIUM TAMBÉM DEVE APRENDER A DOUTRINAR SUAS ENTIDADES

É um ensinamento importante que não é abordado e ensinado nos terreiros, mas que deveria ser relevante.

Quando um médium começa incorporar e receber suas entidades, é preciso compreender que essas entidades ainda estão se ajustando ao médium.

Uma outra questão que deve ser levada em conta, muitas destas entidades também estão se ajustando a nova realidade de trabalho e ao nosso tempo cronológico e a nossa época de vida.

Como todos sabemos os espíritos de luz que se manifestam, são espíritos únicos e tiveram suas vidas passadas antes de estarem engajados na missão.

Por isso cada um tem sua própria história, suas memórias, seus costumes e personalidades.

E como consequência disso, se apresentarão nas suas incorporações, com todo o vigor de suas personalidades e costumes.

E é aqui que se torna muito importante a intervenção direta de seu médium, conversando e orientando suas entidades de como devem se comportar.

Essa troca é recíproca e mútua, o médium aprenderá com suas entidades e suas entidades com ele.

Essa é uma sabedoria do Plano Astral, para proporcionar integração, harmonia e laços entre o médium e suas entidades.

Quando isso não acontece, e não há orientação do sacerdote para que o médium se esforce e tenha essa liberdade de interagir com suas entidades.

Muitas coisas podem acontecer, inclusive situações ruins, indisciplina e mau comportamento por parte da entidade comunicante ou pelo médium mau orientado.

Em alguns casos gerando conflitos, insegurança e até medo do médium em fazer essa intervenção e cobrança mais firme a sua entidade.

A consequência não é boa, pois assim como os médiuns estão em evolução, as entidades de trabalho também.

E a evolução de cada entidade é diferente, algumas são muito evoluídas e outras não, e é justamente por isso que a intervenção é fundamental.

Em alguns casos mais sérios e severos, infelizmente algumas entidades, poderão ser bloqueadas e não receberão mais autorização para trabalhar.

Assim será apresentado ao médium uma nova entidade que fará parte de maneira definitiva e segura das suas incorporações.

As informações das entidades de luz quando incorporam, devem ser harmônicas, confortáveis e seguras.

Entidades de luz não decem em terra para zombar, julgar, agredir ou exercerem condutas levianas e vulgares.

Entidades de luz trazem mensagens de paz, harmonia, amor, união e conforto.

Diferente e contrário disso, o médium pode estar sob o domínio de um espírito obsessor que está manipulando aquele médium.

É evidente que isso pode ser corrido com a intervenção do Pai ou Mãe de Santo, e o médium ser desobsediado e se libertar desse espírito embusteiro.

Dessa forma o médium começará um novo processo, aprendendo identificar energias, irradiações e vibrações de modo correto.

Controlando o fluxo das incorporações e manifestações de suas entidades de luz de maneira correta e responsável.

Não há problema algum em um médium recomeçar da forma correta, isso irá demonstrar maturidade, compromisso e humildade.

Autor: Pai Jonathas de Ogum∴

A FESTA DO REI DA TERRA                            O OLUBAJÉSòngo era muito poderoso, além de explosivo, volúvel e volun...
26/08/2026

A FESTA DO REI DA TERRA
O OLUBAJÉ

Sòngo era muito poderoso, além de explosivo, volúvel e voluntarioso.
Todos seus servos e esposas procuravam agradá-lo sempre, para não se verem expostos aos seus repentes de ira. Desejando fazer-lhe uma surpresa, suas mulheres oya, òsun e oba resolveram oferecer uma grande recepção, com tambores batá e muita comida, como ele
Gostava.
Os òrìsà foram convidados e, para que sòngo tivesse realmente uma surpresa, cada um traria a comida que preferisse para abrilhantar a festa. Chegou o grande dia, os deuses foram chegando e seus servos e esposas íam colocando balaios, gamelas e cabaças cheias de alimento nas esteiras do salão do palácio de òyó.
Sòngo ficou muito admirado e agradecido, mas antes de dar início à festa, perguntou por obalúwàiyé, ficaram todos desapontados, porque ninguém se lembrara de convidá-lo.
Imediatamente obàtálà, a pedido de sòngo, deu ordens para que se preparasse èpà (amendoim com muito molho de pimenta) e Èbà (mingau de farinha de mandioca e água), que cada òrìsà tomasse de novo seus pratos de oferendas e que rumassem para a terra de obalúwàiyé, que a festa seria então uma homenagem à ele.
Mas surgiu um problema. Como todos vinham reverenciar sòngo trazendo comidas, ele não teria alimento algum para carregar consigo e oferecer a obalúwàiyé. Era tarde para que ainda se ocupassem em cozinhar ilá (quiabo) ou sopa de gbegiri (massa de feijão fradinho).
Obàtálà resolveu facilmente a questão. Oya e òsun haviam preparado muito àkàrà (bolo de feijão fradinho com muita pimenta, frito no dendê), da preferência de ambas. Elas iriam partilhar com sòngo seus presentes para que ele não chegasse à casa de obalúwàiyé de mãos vazias.
E obàtálà disse ainda à oya que desse os àkàrà efetivamente para sòngo carregar e levasse a esteira mais grossa, mais bonita e mais nova que houvesse no palácio para que nela fosse colocada a comida. Foi um espanto geral! Sòngo, o grande rei, o poderoso que soltava fogo pela boca, carregando uma gamela de àkàrà na cabeça como uma mulher!
Ele encarou a coisa com muito bom humor e todos juntos, liderados por obàtálà, rodeado de servos que levavam milho branco cozido, de uma alvura incrível, seguiram serpenteando num grande cortejo pelo caminho, rumo às terras de obalúwàiyé.
À frente seguia èsù levando em sua cabeça tão somente um ìkódíde ( pena do pássaro odíde), e em seus braços muita carne de bode bem temperada, seguido de servos carregando com inúmeras cabaças de emu.
Chegando ao palácio real, chamaram obalúwàiyé, gritando: ilé gbí gbònòn ó! ( você que é a terra quente dos ancestrais!).
Obalúwàiyé surgiu, e ficou muito surpreso com a história que lhe contaram, de uma festa inesperada em sua honra. Disse então que na véspera, ojo awo, seus bàbáláwo haviam previsto exatamente o que estava acontecendo. E que ele era a terra, tendo se esquecido dele, haviam se esquecido da terra, e também dos seres humanos, dos quais a terra é matéria prima. Sugeriu então que a esteira fosse colocada no chão da praça da aldeia, e que todos seus habitantes fossem convidados a compartilhar do banquete, sem exclusão.
Oya não cedeu a ninguém a honra de carregar e estender a esteira, e por isso recebeu de obàtálà, o pai velho e sábio, o oyè (cargo) de ìyálení (a mãe que carrega a esteira). Todos comeram e beberam com fartura, dançaram e cantaram em louvor a obalúwàiyé e sua família, recitaram oríkì (versos de louvação) sobre seus feitos e de seus familiares.
Sòngo era o mais alegre, o que se movia mais majestosamente na dança do òpáníjé (a terra que recebe os mortos e os devora – mata e come). Tudo isso por que seu irmão dileto sonpònòn (varíola), cujo nome era perigoso de ser falado, o que só era chamado pelos nomes de louvação omolu (filho de deus), obalúwàiyé (rei do planeta terra), jeholu (senhor das pérolas) e tantos outros, compreendera o esquecimento dos òrìsà e não ficara bravo.
Assim as árvores dariam frutos, os animais se reproduziriam e as mulheres teriam filhos.
Os homens Valentes voltariam da guerra vitoriosos e juntos louvariam olódùmarè, o deus criador que vivia isolado no òrun, ao findar o dia, obalúwàiyé propôs que todos os anos, no período das chuvas leves, quando a terra se abrisse para deixar sair seus frutos, essa confraternização se repetisse.
Enquanto òrìsà habitar ìlú àiyé (o planeta terra), vivendo nos templos, no okàn (coração) e no orí (cabeça) dos seres humanos, haverá o festival do olúgbàje (o deus abençoa os alimentos), em louvor à terra que dá as comidas de homens e de òrìsà.sòngo resolveu então que, não tendo oferecido ilá e sim àkàrà no primeiro olúgbàje, assim faria sempre. E todos cantam até hoje:

Aráaye E! Olúgbàje, olúgbàje a je n'bo.
Aráaye E! Olúgbàje,
Olúgbàje a je n'bo.

O deus abençoa as comidas.
O deus abençoa as comidas, vamos Louvar o alimento.

"Atótóo omolú obalúwàiyé omo òrìsá ale
Bàbá soroso egúngún olá òrìsà
Sonpònòn kò si kú kò si àrùn."

(silêncio em louvor a omolú obalúwàiyé, filho do òrìsà cultuado em ale, pai magro e alto, ancestral da riqueza, que não haja morte, que não haja doença).

PAI FOLHA

26/08/2026

COMO LIDAR COM A CONSCIÊNCIA ~ lembrança ~ DURANTE A INCORPORAÇÃO.

A consciência ~ter a lembrança do trabalho mediúnico ~ é, atualmente, um das mais frequentes razões de dúvida e confusão entre os Médiuns iniciantes. Muitos ainda alimentam a ilusão de que um dia sofrerão um apagão e de que seu corpo estará totalmente dominado pela Entidade. E quando passam pelas primeiras experiências na mediunidade, em que apesar do que sentem no momento, observam e escutam a tudo, acreditam que alguma coisa está errada.
O primeiro ponto é entender que não há nenhum problema com a consciência ~lembrança da incorporação ~. Ela não é negativa, ao contrário, quando trabalhada com responsabilidade torna-se fonte de grande aprendizado para o Médium. É normal da mente pensar, observar, raciocinar. Ela, naturalmente, resiste ao controle. Para que se aprenda a manter-se passivo diante das atividades da Entidade, exige-se tempo. Veja bem, se existe o desenvolvimento mediúnico, é por um bom motivo.
Quando se é novo no caminho da mediunidade, você ainda possui a liberdade de errar. Não tema, neste período, dar vazão aos impulsos que sente. O seu discernimento está a amadurecer, e por esta razão possui a dificuldade de distinguir o que é seu e o que é da Entidade. Deixe fluir, com tranquilidade e bom senso. Você está ali para aprender, não precisa provar nada.
Na fase de desenvolvimento mediúnico, você sente o impulso para algum movimento ou palavra, percebe que o Guia deseja passar alguma coisa. Você age, neste momento, como um intermediário, uma espécie de tradutor dos comandos mentais da Entidade. No entanto, isto é temporário. Com o amadurecimento de sua mediunidade, o processo será instantâneo. Não haverá mais intermediação, a Entidade fará o que precisa e pronto.
É importante não permitir a insegurança e o medo travar a sua manifestação. Não bloqueie os movimentos e nem palavras. Mesmo que alguns equívocos sejam cometidos, a experiência será necessária para você desenvolver os laços com os Guias. Confie, caso precise de algum pequeno ajuste, o Dirigente te orientará tranquilamente.

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Rua Doutor Manoel Marreiros
Rio De Janeiro, RJ
21910080

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