Igreja Presbiteriana da Ribeira

Igreja Presbiteriana da Ribeira Uma igreja comprometida com os valores da Palavra de Deus. Lugar de adoração e comunhão. Um lugar de Paz para um encontro marcante com Deus.

Uma comunidade que ama a Deus e anuncia a Vida Plena na pessoa de Jesus Cristo. Venha participar de uma de nossas reuniões:
Domingo: 19h - Culto
Quinta-feira: 7h - Reunião de Oração
Sábado: 10h às 13h - Bazar beneficente (aceitamos doações, pegamos no local)

06/05/2025

A EXPERIÊNCIA PROFUNDA DA COMUNHÃO COM JESUS

Bom dia, filhos e filhas do Deus maravilhoso e bom, que têm prazer na comunhão íntima com o Senhor. Ele nos restaura a alegria e o vigor nesta nova manhã que está nos entregando. Expressemos toda nossa gratidão e amor diante do Eterno, Mestre de nossas vidas.

João 1:38-39 NVI
***Voltando-se e vendo Jesus que os dois o seguiam, perguntou-lhes: “O que vocês querem?” Eles disseram: “Rabi” (que signif**a “Mestre”), “onde estás hospedado?” Respondeu ele: “Venham e verão”. Então foram, por volta das quatro horas da tarde , viram onde ele estava hospedado e passaram com ele aquele dia***

Os dois discípulos de João Batista ouviram seu testemunho, apontando para Jesus como o cordeiro de Deus e, no mesmo momento, tiveram o desejo de segui-lo. Inicialmente caminhando atrás dele, depois permanecendo e, finalmente, aprendendo com ele e praticando seus ensinos.

Os dois discípulos não se contentaram em saber a verdade sobre o Mestre, precisavam vê-lo de perto, conversar com Ele. Muitas pessoas hoje se contentam em ter informações sobre Jesus. Sabem dele que foi um grande Mestre, que realizou milagres, que tem muitos seguidores etc, mas não fazem menção de segui-lo. Quem é impactado com a verdade a respeito do Senhor, não se conforma em apenas ser informado, precisa de algo mais.

Ao perceber que estava sendo seguido por aqueles dois homens, Jesus se volta para eles e faz uma pergunta simples: "O que vocês querem?" Sua intenção era confronta-los com suas verdadeiras intenções, o que os motivava a segui-lo. Muitos buscaram a Jesus apenas por causa dos pães ou por causa dos milagres (João 6:26). Todo aquele que se dispõe a ser discípulo precisa se planejar para isso, tendo clareza sobre as consequências e sobre a cruz (Lucas 14:25-33).

Eles respondem primeiro demonstrando respeito, reconhecendo Jesus como um "Rabi" e também manifestando o interesse de conhecê-lo melhor, o desejo de ter maior intimidade, conhecendo a sua casa, o lugar onde habitava. O desejo sincero do coração do verdadeiro discípulo é saber mais do Mestre, lendo as Escrituras, ser íntimo do Senhor em oração, aprofundar sua comunhão.

Neste momento recebem o convite de Jesus: "Vinde e vejam", "sigam-me e vejam com os próprios olhos". O mesmo chamado feito outras vezes (Mateus 4:19). O discipulado começa no atendimento ao convite de Jesus. Deus nos impulsiona até o seu Filho por meio da Palavra e, ao nos aproximarmos, somos irresistivelmente atraídos para Ele.

Naquele dia os discípulos de João passaram a ser discípulos de Jesus. Passar aquela tarde ouvindo o Mestre, foi uma experiência que levaram para toda a sua vida. Como é gratif**ante usar o tempo para estar com o Senhor. Maria fez a melhor escolha, f**ar aos pés de Jesus ouvindo seus ensinos (Lucas 10:39-42). Os discípulos que caminhavam para Emaús tiveram o coração aquecido com o ensino do Mestre no caminho e pediram para f**ar mais tempo com ele (Lucas 24:28-32).

Os discípulos de João foram impactados com a verdade sobre Jesus, seguiram ao seu encontro sedentos, receberam o convite irresistível, viveram a experiência profunda de comunhão com o Senhor, nunca mais o deixaram.

Rev. Tiago Silveira

05/05/2025

A MAIOR CONQUISTA É SER CONQUISTADO POR DEUS

Bom dia, filhos e filhas do amoroso Deus, que entregaram para Ele suas vidas. O Pai generoso nos abençoa com uma nova manhã. Erguendo as mãos, com gratidão, louvemos aquele que é digno.

Provérbios 16:32 NAA
***É melhor ter paciência do que ser herói de guerra; o que domina o seu espírito é melhor do que o que conquista uma cidade***

O herói de guerra era a celebridade da antiguidade. Normalmente o comandante dos exércitos, o que sempre voltava à cidade vitorioso nas batalhas, arrastando atrás de si os inimigos subjugados. Era aclamado por todos por sua bravura.

Davi, depois que matou o gigante Golias, foi colocado como comandante das tropas, batalhando contra os filisteus. Entrando na cidade, foi aclamado como herói e comparado pelas mulheres de Israel com Saul, que ainda era o rei. Diziam que Saul matara seus milhares, mas Davi matou seus dez milhares (1 Samuel 18:7). Isso, naturalmente, provocou a ira em Saul, que começou a temer que Davi lhe roubasse o trono (1 Samuel 18:8). Dali há algum tempo queria tirar a vida de Davi. Esse preferiu não levantar a mão contra o rei e passou a se esconder. Saul, por sua vez, demonstrou ser uma pessoa instável, irritadiça, que se deixava dominar pelo rancor e f**ava violento.

Para muitos a pessoa mais difícil de se dominar é a que aparece na frente do espelho. Perder a paciência e sair brigando com todo mundo é mais fácil que controlar o próprio ímpeto e manter-se controlado. Sair falando o que pensa, ferindo os outros com ofensas é mais fácil do que ter o controle da língua. Quem consegue é perfeito (Tiago 3:2).

Hoje existem homens e mulheres que conquistam sucesso profissional, estabilidade financeira e um status na sociedade, mas não conseguem conquistar o seu próprio espírito. Têm autoridade sobre muitas pessoas, mas são dominados pela ganância, ou por uma ideologia. Parecem muito seguros de si, mas são direcionados por outras mentes, outras consciências. Vencem concorrentes, batem todas as metas, mas travam batalhas inglórias com sua própria consciência e seus sentimentos confusos.

Ninguém consegue sozinho alcançar o autodomínio. Todos nós temos a tendência para a vingança, para o egoísmo, por causa do nosso instinto de autopreservação. É da natureza humana, corrompida pelo pecado, o individualismo, a desconfiança, o fingimento. Somente pelo poder do Espírito somos curados. No Espírito de Deus há liberdade (2 Coríntios 3:17). Portanto, submeta-se ao Senhor e exercite sua paciência. Entregue a Deus o controle da sua vida e Ele guiará seu espírito para ter paz consigo mesmo.

Rev. Tiago Silveira.

02/05/2025

OLHANDO FIRMEMENTE PARA CRISTO

Bom dia, discípulos fiéis do autor e consumador da nossa fé. O nosso Deus criador nos preparou um novo dia e nos entrega sua graça, amor e misericórdia, para nossa alegria. Com o coração repleto de satisfação, louvamos exultantes aquele que nos ajuda na corrida diária da Fé.

Hebreus 12:2 NAA
***Olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, sem se importar com a vergonha, e agora está sentado à direita do trono de Deus***

Completando o que vinha falando, o escritor nos chama a atenção para o foco que devemos ter na carreira cristã: olhar firmemente para Cristo.

Nenhum corredor deve se distrair enquanto corre. Ele ouve os aplausos e incentivos da arquibancada, percebe os outros ao seu redor, repara rapidamente no chão onde pisa, não f**a olhando para trás, mas continua olhando sempre firme para frente, buscando a marca final. Na linha de chegada da carreira cristã está o Salvador nos esperando.

O que miramos ganha poder sobre nós. Pedro andava sobre as águas olhando para o Mestre. Quando passou a olhar o vento e as águas, começou a ser engolido por elas (Mateus 14:30). Existem momentos em que precisamos tirar os olhos dos problemas, das preocupações e fixar no Deus invisível. Quem só repara nas doenças, permanece doente. Quem vive reclamando, cada dia f**a pior.

Olhar para o autor da salvação não signif**a f**ar olhando para uma cruz de madeira ou metal pendurada na parede ou uma pintura de Cristo, mas enxergar sua presença na comunhão com os irmãos em uma reunião de oração, na leitura da Bíblia, na pregação da Palavra.

Em Cristo começa a nossa Fé e nEle é aperfeiçoada e completada. Ele não nos deixará no meio do caminho. O que se iniciou no nosso arrependimento e regeneração, se completará na glorif**ação: _Estou certo de que aquele que começou boa obra em vocês há de completá-la até o Dia de Cristo Jesus_ (Filipenses 1:6 NAA).

Jesus é o autor da salvação (Hebreus 2:10). Ele desceu para se humilhar e suportou a cruz para entregar a sua vida por nós, pagando o preço da nossa salvação. Jesus derrotou o inimigo, venceu a morte e está assentado a direita do Pai. Ele nos abriu um novo e vivo caminho para o santuário celestial (Hebreus 10:20). Jesus é o começo e o fim, alfa e ômega (Apocalipse 21:6). Ele é o nosso irmão (Hebreus 2:11). Ele é o técnico da nossa vida.

Já aprendemos sobre a necessidade de nos livrarmos do peso do pecado para corrermos bem. A multidão de testemunhas nos incentiva a continuar com perseverança a carreira e agora sabemos que devemos mirar nossos olhos fixamente naquele que nos iniciou e nos aperfeiçoa na Fé. Ele pagou o preço da nossa salvação, corre ao nosso lado e, ao mesmo tempo, nos aguarda de braços abertos na linha de chegada.

Rev. Tiago Silveira

01/05/2025

MOTIVADOS POR TESTEMUNHAS FIÉIS, REMOVENDO TODO PESO, CORREMOS COM PERSEVERANÇA

Bom dia, servos fiéis do Senhor amado, que correm focados a carreira cristã, removendo sobre si o peso do pecado. O Pai nos ajuda em nossa corrida diária, ensinando-nos com a Palavra e nos guiando com seu Espírito. Somos agraciados imensamente e, por isso, louvamos com sincero coração, ao Deus de nossas vidas.

Hebreus 12:1 Bíblia Viva
***Visto que temos uma multidão de testemunhas ao nosso redor, afastemos de nós qualquer coisa que nos torne vagarosos ou nos atrase, e especialmente aqueles pecados que se enroscam tão fortemente em nossos pés e nos derrubam; e corramos com perseverança a corrida que Deus propôs para nós***

Depois de nos apresentar a galeria da Fé, com diversos exemplos de crentes do passado que viveram pela Fé, que viram grandes milagres e daqueles que morreram pela Fé, agora o autor, incluindo a si mesmo, nos encoraja a correr a corrida da Fé, como fizeram os irmãos do capítulo 11 de Hebreus.

Ele aproveita a ilustração das corridas, esporte tão apreciado na antiga Grécia e em Roma, para nos ensinar uma lição essencial. O autor vai usar, do mundo das corridas, a imagem dos espectadores nas arquibancadas, a roupa dos competidores, a condição deles e a própria competição em si.

As testemunhas que ele se refere são os heróis da Fé, apresentados no capítulo anterior. A testemunha é aquela pessoa que presenciou um fato e depois fala sobre o que viu. Essas citadas estão nas páginas do Antigo Testamento. Elas receberam um bom testemunho de Deus (Hebreus 11:2,4,5,39) e agora dão o seu testemunho para nós (12:1). Elas nos incentivam a correr, nos animam da arquibancada com seu exemplo de vida, com suas atitudes e a perseverança da Fé que demonstraram. Ao ler a Bíblia encontramos uma multidão de testemunhas do poder de Deus, do seu cuidado, nos empurrando para frente na corrida da Fé.

O segundo conselho se refere a roupa que o atleta usa e a sua condição física. Ao correr, o atleta precisa usar roupas e calçados apropriados, para dar conforto, alcançando eficiência, com o mínimo de peso. Além disso ele precisa ter um bom condicionamento físico e perder peso corporal, visando um melhor desempenho. Tudo o que é demais deve desaparecer pois atrapalha na corrida.

O cristão deve estar atento aos maus hábitos, às distrações, aos maus pensamentos, ao peso que lhe atrapalha, ao que lhe torna lento e atrasa sua carreira. Jesus já nos ensinou a não deixar que o nosso coração fique sobrecarregado: _Tenham cuidado, para não sobrecarregar o coração de vocês de libertinagem, bebedeira e ansiedades da vida, e aquele dia venha sobre vocês inesperadamente_ (Lucas 21:34 NVI). O apóstolo Paulo também nos aconselha a nos despojarmos da ira, indignação, maledicência e linguagem obscena (Colossenses 3:8). Conselhos semelhantes encontramos em Tiago 1:21 e 1 Pedro 2:1. O pecado é um peso que nos atrapalha a correr a carreira cristã. É também como algo que se enrosca nos pés do atleta e o faz cair. O pecado nos derruba, nos atrasa, fazendo-nos marcar passo e nos impede de vivenciar plenamente a corrida na direção da linha final.

O último conselho que o autor nos deixa é, depois de nos livrarmos do peso do pecado, corrermos com perseverança a carreira que nos foi proposta. O apóstolo Paulo, pressentindo que chegava ao final de sua vida, declarou: _Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé_ (2Timóteo 4:7 NAA). Ele sabia que havia completado sua carreira com Fé e receberia das mãos do reto juiz a coroa da justiça, que lhe aguardava na linha final (2 Timóteo 4:8). Manter o foco é essencial para chegar na linha final. No próximo versículo o autor vai falar sobre o alvo que devemos mirar: Jesus, autor e consumador da Fé.

Prossigamos com perseverança na carreira cristã, ouvindo os estímulos das fiéis testemunhas bíblicas, removendo todo o peso do pecado e desembaraçando nosso caminhar. A coroa, Deus tem em suas mãos para nos entregar na eternidade.

Rev. Tiago Silveira

29/04/2025

OS QUE MORRERAM PELA FÉ

Bom dia, filhos e filhas do Deus supremo, Senhor da história, dono de nossas vidas. Ele nos conduz por seus caminhos, ensinando, guiando, fortalecendo e sempre fiel ao nosso lado. Nos alegramos em termos sido escolhidos na sua graça, mesmo sendo indignos pecadores.

Hebreus 11:35-38 NAA
***Mulheres receberam, pela ressurreição, os seus mortos. Alguns foram torturados, não aceitando seu resgate, para obterem superior ressurreição; outros, por sua vez, passaram pela prova de zombarias e açoites, sim, até de algemas e prisões. Foram apedrejados, serrados ao meio, mortos ao fio da espada. Andaram como peregrinos, vestidos de peles de ovelhas e de cabras; passaram por necessidades, foram afligidos e maltratados. O mundo não era digno deles. Andaram errantes pelos desertos, pelos montes, pelas covas, pelos antros da terra***

Falando ainda sobre os que, pela fé, viram milagres, o autor cita as mulheres que receberam seus mortos ressuscitados. O Antigo Testamento fala de duas mulheres que tiveram seus filhos ressuscitados: uma no ministério do profeta Elias e outra no ministério do profeta Eliseu. Foram ressuscitados, pela Fé, o filho da viúva de Sarepta (1 Reis 17:17-24) e o filho da sunamita (2 Reis 4:32-37). No Novo Testamento encontramos a viúva da cidade de Naim, cujo filho foi ressuscitado por Jesus (Lucas 7:11-15). Foram agraciadas recebendo seus filhos de volta, retirados da morte para a vida. Ainda hoje, muitas mulheres oram incessantemente e têm a felicidade de verem seus filhos, que estavam mortos em delitos e pecados, serem despertados por Deus para a Vida Eterna.

Depois de falar dos que viveram pela Fé, o escritor também nos fala dos que morreram pela Fé. A Bíblia nos apresenta os que escaparam de serem mortos pela espada e também aqueles que morreram ao fio da espada. Aqueles que conquistaram reinos e os que passaram necessidade. Os que experimentaram livramentos e viram milagres não tinham mais fé e nem foram mais agraciados do que aqueles que foram perseguidos ou morreram. A Fé pode nos trazer conquistas, milagres e livramentos e também nos sustenta na perseguição e mantém a confissão diante da ameaça de morte. A Fé nos faz andar com Deus sobre a terra ou nos leva para mais perto dEle, além túmulo.

Existe uma grande diferença entre a avaliação de grandiosidade do mundo e no Reino. Aqueles que, confiantes nas promessas, andam errantes pelos desertos, pelos montes, covas e antros da terra, são desprezados, vivem sendo perseguidos, mas são grandes aos olhos de Deus. Nenhum soberano rico ou pessoa de alta importância na sociedade tem mais valor e signif**ado no Reino de Deus, do que aqueles que passaram pela vida em humildade e amor, suportando as agruras do discipulado. Os grandes são os que servem (Lucas 22:26-27). Bem aventurados são aqueles que são perseguidos por causa da justiça (Mateus 5:10).

Rev. Tiago Silveira

28/04/2025

OS QUE RECEBERAM MILAGRES, PELA FÉ

Bom dia, filhos e filhas do Deus sempre presente, que concede vitórias e livramentos para aqueles que nEle confiam e se dispõem a servi-lo. Uma nova manhã recebemos, com as misericórdias renovadas do Pai bendito. Nos alegramos por termos sido escolhidos para sermos seus filhos.

Hebreus 11:32-34 NAA
***E que mais direi? Certamente me faltará o tempo necessário para falar de Gideão, de Baraque, de Sansão, de Jefté, de Davi, de Samuel e dos profetas, os quais, por meio da fé, conquistaram reinos, praticaram a justiça, obtiveram promessas, fecharam a boca de leões, extinguiram a violência do fogo, escaparam de ser mortos à espada, da fraqueza tiraram força, fizeram-se poderosos na guerra, puseram em fuga exércitos estrangeiros***

O autor apresenta uma lista de juízes e inclui também o rei Davi e os profetas. Ele está encerrando a galeria da Fé e, citando agora vários nomes, fala primeiro dos que presenciaram milagres, sinais, livramentos e que viram coisas extraordinárias. Depois ele vai falar sobre os que foram torturados, açoitados, passaram por zombaria, foram presos e mortos guardando a Fé.

Os servos que receberam milagres pela fé não eram melhores do que aqueles que foram torturados por causa de sua fé. Os dois grupos fazem parte da mesma galeria. O mundo não era digno deles, porque eles não se amoldaram a vontade do mundo. Os que venceram exércitos honraram a Deus com sua fidelidade e confiança e Deus os honrou com milagres. Os mártires honraram a Deus com suas vidas e Deus os honrou com a ressurreição e com a Vida Eterna.

Gideão, pela Fé e pelo Poder de Deus, venceu o exército midianita com apenas 300 homens (Juízes 7). Sansão lutou sozinho contra os filisteus e obteve vitória em vida e no momento da morte (Juízes 15 e 16). Davi venceu um urso, um leão, um gigante e inúmeros exércitos. Daniel viu Deus fechar a boca dos leões (Daniel 6). Sadraque, Mesaque e Abede-Nego foram livres da violência do fogo (Daniel 3:16-30).

Esses e vários outros, andaram com Deus e testemunharam as suas maravilhas. Eram pecadores como nós. Alguns tiveram medo, duvidaram, mas foram ensinados pelo Eterno a desenvolver uma confiança inabalável. Da fraqueza tiraram forças. Não foram melhores do que ninguém, mas foram escolhidos pelo Senhor para serem colocados em situações extremas e saírem vitoriosos. Ele é o que chama e o que capacita os vocacionados.

Nem todos presenciarão coisas extraordinárias. Nem todos escaparão vivos, mas aqueles que são escolhidos não terão dúvida que o Senhor esteve ao seu lado e de que vale a pena servir ao Deus vivo e verdadeiro, em qualquer circunstância.

Rev. Tiago Silveira

24/04/2025

MURALHAS QUE RUÍRAM COM FÉ, PERSEVERANÇA E QUIETUDE

Bom dia, servos fiéis do Deus de promessas, que confiaram e perseveraram em confiar. O Pai nos traz mais um dia, sustentando nossa fé com sua presença e fidelidade. Honramos seu nome com vidas devotadas.

Hebreus 11:30 NAA
***Pela fé, ruíram as muralhas de Jericó, depois de rodeadas por sete dias***

O autor deixa o período de caminhada no deserto com Moisés para o período de conquista da terra com Josué.

A primeira cidade que conquistaram foi Jericó, com sua inexpugnável muralha. Tão larga era a muralha que havia casas construídas sobre ela (Josué 2:15).

O episódio está registrado em Josué 6:1-21 e narra a estratégia, nada convencional, ordenada por Deus, para tomar a cidade. A Fé se fez necessária no tempo que os israelitas tiveram que esperar rodeando a cidade uma vez a cada dia, por seis dias, tocando trombetas e sem dar uma palavra. No sétimo dia rodearam sete vezes. Ao final, deram um brado de vitória e as muralhas de Jericó caíram na frente deles.

Antes de qualquer coisa, Josué recebeu a promessa da conquista de Jericó: Então o Senhor disse a Josué: — Olhe! Estou entregando em suas mãos a cidade de Jericó, o seu rei e os seus valentes (Josué 6:2 NAA). Assim como os patriarcas, ele seguiu em frente, crendo na fidelidade do Senhor. Confiando na promessa, Josué passou para o povo as instruções divinas e todos seguiram à risca cada parte do plano. Diferente dos seus pais, que morreram no deserto por causa da incredulidade e murmuração, esta geração, que acompanhava Josué, era obediente e confiava nas promessas do Eterno.

Aos olhos dos inimigos, do lado de dentro da cidade, não fazia nenhum sentido o que o povo de Israel estava fazendo lá fora, rodeando a muralha. Não fazia sentido construir uma arca longe do mar, mas Noé confiou e obedeceu. Não fazia sentido deixar a sua terra e partir para um lugar que Deus mostraria, mas Abraão confiou e obedeceu. Não fazia sentido também oferecer em sacrifício o filho que foi tão desejado, mas Abraão confiou e obedeceu. Não fazia sentido jogar o filho de três meses nas águas do Nilo, dentro de um cestinho, mas Joquebede confiou e o fez. As atitudes de fé desafiam a razão e a lógica humanas, mas são coerentes com os planos de Deus e resultam em milagres.

Os israelitas esperaram pacientemente rodeando a cidade por seis dias, uma vez a cada dia. Os milagres não acontecem quando queremos, mas no tempo de Deus. A espera é provação. Abraão esperou até os cem anos para que Isaque nascesse. Jacó trabalhou por sete anos para se casar com Raquel, a sua amada. Moisés foi chamado para tirar o povo do Egito quando já tinha oitenta anos. Mas há uma coisa, amados, que vocês não devem esquecer: que, para o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos são como um dia (2Pedro 3:8 NAA).

Em meio às provações, somos sempre tentados a murmurar, pronunciar palavras de desânimo ou dar ouvidos a alguém nos desestimulando a prosseguir. Por isso Josué recomendou: Não gritem, nem façam ouvir a sua voz. Não digam uma palavra sequer, até o dia em que eu disser: “Gritem!” Então vocês gritarão (Josué 6:10 NAA). Aguardar em silêncio o socorro divino é o melhor que podemos fazer. A quietude é própria dos que confiam.

A conquista de Jericó e a queda da muralha é uma lição de Fé, perseverança e quietude que precisamos desenvolver em nossa vida.

Rev. Tiago Silveira

23/04/2025

OS SINAIS QUE APONTAM PARA UMA VIDA DE FÉ

Bom dia, filhos e filhas do Deus da providência, que nos chama poderosamente para crescermos na Fé e perseverança. O Pai nos cerca diariamente com seu cuidado, com livramentos e bênçãos sem medida. Não nos deixemos levar pelo medo e incredulidade. Avancemos em confiança, louvando o nome bendito do Altíssimo.

Hebreus 11:29 NVI
***Pela fé o povo atravessou o mar Vermelho como em terra seca; mas, quando os egípcios tentaram fazê-lo, morreram afogados***

Na sequência da exposição da galeria da Fé, o autor aponta aqui a famosa passagem pelo Mar Vermelho. Ele faz o contraste entre o que aconteceu com o povo de Israel, que passou pelo meio do mar a pé enxuto e Faraó e seu exército, que foram tragados pelo mar.

Interessante o autor citar a Fé desse povo que, antes de atravessar o Mar Vermelho, estava murmurando contra Moisés (Êxodo 14:11,12). O próprio escritor já havia denunciado que aquele povo não entrou na Terra Prometida por causa da sua incredulidade (Hebreus 3:16-19). Talvez uma minoria ali no meio deles ainda acreditasse. Talvez o Senhor estivesse honrando apenas a Moisés em sua fé. O fato é que Deus teve misericórdia e providenciou tudo para que pudessem ultrapassar a barreira do mar e, mais uma vez, fossem preservados com vida.

Em comparação aos egípcios, Israel teve sinais de que algo realmente aconteceria e demonstrou obediência às instruções que receberam. A coluna de nuvem passou para trás, impedindo o exército egípcio de se aproximar, deixando-os na escuridão, mas iluminando o caminho do povo de Deus (Êxodo 14:19,20). Moisés, então, estendeu a sua mão, o mar se abriu e o povo passou pelo caminho que foi aberto (Êxodo 14:21-22). Eles precisaram exercer Fé para seguir em frente, com as águas ali, como muros. Infelizmente, não permaneceram na Fé o restante da caminhada além do mar.

Deus nos mostra sinais do seu poder em diversas ocasiões de nossa vida. São como placas que nos indicam o caminho da Fé e da perseverança. Percebemos, em muitos momentos, a sua presença real, providenciando um livramento, abrindo portas que pareciam trancadas, curando-nos de enfermidades que nos faziam sofrer. São ocasiões propícias para crescermos em obediência e comunhão. Infelizmente, nem sempre isso acontece e muitos acabam voltando à mornidão, à inconstância e incredulidade.

Enquanto os egípcios enfrentavam as trevas e tinham as rodas dos seus carros emperradas, Israel tinha a Moisés para guiá-los no caminho divinamente traçado. Deus lhes providenciou uma coluna de nuvem para proteger do sol de dia e uma coluna de fogo para lhes aquecer e iluminar o caminho de noite. Seu poder foi demonstrado nas dez pragas e na libertação da escravidão. Tinham tudo para crescer na Fé, superar o medo e ter comunhão com Deus.

Se repararmos que somos cercados do cuidado do Senhor, conseguindo perceber sua Luz, enquanto muitas pessoas, que o rejeitam, caminham na escuridão, veremos que não temos motivos para desacreditar. O fato é que deveríamos ser mais gratos e submissos.

Fique atento aos sinais do poder de Deus, aos livramentos no passado e às evidências do seu cuidado diário. Ele está lhe chamando para caminhar mais perto dEle, em amor, obediência e Fé.

Rev. Tiago Silveira

22/04/2025

A PASSAGEM PARA A VIDA E A LIBERDADE

Bom dia filhos e filhas do Deus libertador, que foram resgatados para a Vida Eterna e a Liberdade. O nosso Pai misericordioso nos entrega um novo dia e confirma sobre nós o seu amor. Celebramos dia após dia a comunhão, a Vida em plenitude e a libertação que recebemos de Cristo Jesus.

Hebreus 11:28 NVI
***Pela fé celebrou a Páscoa e fez a aspersão do sangue, para que o destruidor não tocasse nos filhos mais velhos dos israelitas***

Mais um episódio que demonstra o quanto Moisés confiou no seu Deus. Desta vez os seus irmãos israelitas tiveram que compartilhar com ele a mesma Fé. A celebração da Páscoa (da palavra "Pessach", que signif**a "passagem") marcou a saída do povo de Israel da escravidão do Egito. A sua instituição está registrada em Êxodo 12:1-28. Essa foi a primeira festa que o povo celebrou. Uma celebração que os lembraria para sempre do livramento da escravidão e da morte.

Moisés ouviu as instruções de Deus e repassou ao povo sobre como deveriam celebrar a Páscoa. Tratava-se de uma refeição cujos elementos carregavam um simbolismo especial. Um cordeiro assado, que lembrava que Deus poupou os primogênitos; ervas amargas para lembrarem o tempo de sofrimento no Egito. Pão sem fermento para lembrarem de se santif**arem (o fermento simbolizava o pecado). Caso a família fosse pequena, poderiam convidar outra família para celebrarem juntos. A refeição deveria ser comida às pressas e todos com sandálias nos pés, cajado na mão e já vestidos para sair. Naquela mesma noite passariam da escravidão para a Liberdade, do Egito rumo a Terra da promessa.

Eles deveriam separar um cordeiro sem defeito e sem manchas para ser preparado para a refeição. Com o sangue desse cordeiro deveriam aspergir nos batentes laterais e superior das portas. Naquela noite aconteceria a décima praga: a morte dos primogênitos. Seria poupada a família cujas ombreiras da porta estivessem marcadas com o sangue do cordeiro.

Quando Jesus celebrou a última Páscoa com seus discípulos, ele tomou da mesa o pão para simbolizar seu corpo, que seria sacrif**ado em nosso lugar e o vinho para simbolizar seu sangue, derramado para purif**ação dos pecados. Jesus é conhecido como o cordeiro de Deus (agnus Dei) que tira o pecado do mundo (João 1:29,36). O sangue do cordeiro marca a vida daqueles que, pela Fé, recebem a Salvação e são livres da morte eterna. Ele foi sacrif**ado para que tivéssemos perdão, justif**ação e fôssemos libertos da escravidão do pecado. Hoje celebramos na Páscoa a ressurreição do Salvador. Ele venceu a morte e abriu a passagem para a Vida Eterna.

Rev. Tiago Silveira

21/04/2025

A FÉ CORAJOSA, QUE VÊ O QUE NINGUÉM CONSEGUE VER E NÃO VÊ O QUE QUALQUER UM VÊ

Bom dia filhos e filhas do Senhor de toda a Terra, que são fortalecidos por Ele e conseguem ver o invisível. O Pai está todos os dias ao nosso lado, para que possamos perseverar em todas as lutas. Nosso coração se alegra na comunhão que temos e no privilégio de habitarmos na presença do Altíssimo.

Hebreus 11:27 NVI
***Pela fé saiu do Egito, não temendo a ira do rei, e perseverou, porque via aquele que é invisível***

Continuando a narrativa, o autor nos mostra outra faceta da Fé operosa de Moisés. Ele não se interessou em ser reconhecido como filho da filha de Faraó, se identificou com seu povo e preferiu ser desprezado, a usufruir dos tesouros do Egito. Aqui o escritor destaca que Moisés não temeu a ira de Faraó quando saiu do Egito e foi perseverante.

O livro de Êxodo nos fala de duas saídas de Moisés do Egito. Primeiro, quando matou um egípcio que maltratava um hebreu e, temendo por sua vida, fugiu para a região de Midiã (Êxodo 2:14,15). A segunda vez, quarenta anos depois (Atos 7:30), foi quando saiu junto com o povo, depois de enfrentar o Faraó para liberar os hebreus (Êxodo 12:37-41).

Não é muito provável que o autor esteja se referindo, neste versículo, à primeira vez que Moisés saiu do Egito. Naquela ocasião ele estava fugindo, temendo por sua vida. Na segunda saída, porém, encorajado pelo próprio Deus, sabia que seria ouvido (Êxodo 3:18), que os milagres o autorizariam (Êxodo 4:1-9) e que seu irmão, Arão, o acompanharia (Êxodo 4:14-16). A Fé de Moisés foi construída no diálogo com o Senhor, pois ele mesmo não queria aceitar sua missão (Êxodo 4:1,10). Mesmo depois de uma experiência de temor, quando você tem que fugir, Deus muda a nossa sorte, e nos torna corajosos, amparados em seu poder e autoridade. Moisés que fugiu da primeira vez, temendo ser morto pelo rei, retorna, fortalecido por Deus, como um líder arrojado, exigindo que Faraó deixe o povo sair. Assim também os apóstolos, que antes medrosos, se trancaram em casa (João 20:19). Depois que receberam o Espírito Santo, pregavam com intrepidez (Atos 4:13).

Moisés, de fato abandonou o Egito na segunda vez, como podemos concluir pelo signif**ado da palavra usada no texto original: kataleípō, que signif**a "abandonar", "desamparar", "deixar alguém para trás, sem poder voltar". Ele não tinha mais nada a ver com aquele lugar e, corajosamente, no poder do Senhor, respondeu ao monarca egípcio: Faraó disse a Moisés: — Saia da minha presença e tenha cuidado para nunca mais aparecer aqui. Porque, no dia em que você tornar a ver o meu rosto, será morto. Moisés respondeu: — Como queira! Nunca mais tornarei a ver o seu rosto (Êxodo 10:28-29 NAA).

Moisés não apenas perseverou enfrentando Faraó, até que o seu povo fosse libertado, mas permaneceu no propósito de levá-los ao seu destino: a terra da promessa, peregrinando por quarenta anos no deserto. Muitas vezes começamos bem, mas não completamos aquilo que foi iniciado com coragem. É na comunhão constante com o Senhor que somos renovados em nossas forças. Moisés falava com Deus face a face. Ele era sustentado em sua missão na forte ligação que tinha com o Eterno (Êxodo 33:11).

Moisés foi sustentado pelo Deus vivo, que é invisível aos olhos mortais. Ele enxergou adiante, crendo na Palavra do Todo Poderoso, na convicção de fatos que não se veem. Martinho Lutero afirmou: “Esta é, aliás, a propriedade da fé: ver o que ninguém vê, e não ver o que qualquer um vê”. Moisés viu, antecipadamente, o povo saindo do Egito em liberdade, quando ninguém pensava que poderia acontecer, e não viu o poderio e a força daquele grande império egípcio, apenas via a soberania divina, acima de todas as coisas.

Rev. Tiago Silveira

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