Reino de Oxalá

Reino de Oxalá Ser do Orixá não é ter a resoluçãos para todos os seus problemas, mas sim ter forças para poder infrenta-los.

OCUPAÇÃO NO BATUQUEPara muitos um segredo, para outros a Alma do filho se afasta dando lugar ao Orixá, para os mais Céti...
22/06/2022

OCUPAÇÃO NO BATUQUE

Para muitos um segredo, para outros a Alma do filho se afasta dando lugar ao Orixá, para os mais Céticos um teatro, para os mais Jovens a denominação Bandeira Aberta e para os verdadeiros conhecedores dos Fundamentos a respeito é apenas um Eró (Segredo).



Texto: João Felix

E que assim permaneça um segredo no sagrado!

14/06/2022
KOLOFE                       CONHECIMENTO                    DIFERENÇA  ENTRE                    EGUN,  KIUMBA,  EXU    ...
23/11/2020

KOLOFE
CONHECIMENTO

DIFERENÇA ENTRE
EGUN, KIUMBA, EXU

EGUN
“Na língua yorubá significa 'alma' ou 'espírito' de uma pessoa falecida. Egun tanto pode ser uma entidade de luz quanto um Kiumba. Acontece que aqui no Brasil as pessoas acabaram utilizando essa palavra, especialmente no Candomblé e na Umbanda, para designar 'almas penadas', ou seja, espíritos desencarnados presos ao plano físico ou 'Ego' (personalidade transitória assumida na última reencarnação).

Na África, e em alguns pouquíssimos terreiros de Candomblé no Brasil (realizados em espaço separado daquele onde se cultuam os Orixás), existe o Culto aos Egungun, um culto prestado em homenagem aos ancestrais do povo e que geralmente foram iniciados nas religiões africanas. É um culto envolto em mistérios, pois muitos afirmam que esses espíritos se materializam diante dos fiéis, que podem apenas ser pessoas iniciadas no culto.
Só que ai, a entidade Egun, já é diferente de um desencarnado comum. Egun, já tem uma certa outorga no mundo espiritual, trata-se de um grau já em evolução. Quase um estágio.
O culto dos Eguns no Candomblé, que retrata o culto e fala sobre as Sociedades Gëlèdé e Egungun sendo a primeira o culto aos espiritos femininos e o segundo aos espiritos masculinos quando encarnados.”

Eguns nada mais são do que espiritos que já desencarnaram, mas entre eles existem diferenças no grau de evolução. Ou seja, Egun tanto pode ser um espirito de luz (Caboclo, Preto-Velho, Boiadeiro, Criança, Exu...), como um espirito sem luz (Espiritos Sofredores, Kiumbas, Seres Trevosos…).

KIUMBA
Espíritos desencarnados que
Por vinganças pessoais que carregam em seus mentais por muitos anos, desde encarnações passadas, atacam seus “inimigos encarnados” de forma contínua. Às vezes estão sozinhos e atuam continuamente e especificamente até conseguirem seus objetivos. Outras vezes se unem a outros eguns formando um grupo de ‘egunguns’ que mantêm o propósito original: a destruição de determinada pessoa. Nesse caso a ação de encaminhamento é consideravelmente mais difícil, requer muito mais atenção e consciência, pois o tratamento é longo, e também porque proporciona ‘sobe e desce’ na vida da pessoa atuada por eles.

Existem também aqueles espíritos que há muito tempo perderam sua consciência divina perante as leis da fé, do amor e da vida. Encontram-se completamente vazios e ocos em seus mentais, para eles nada mais importa… Esses espíritos vagam como zumbis e acabam sendo alvos fáceis para aqueles que lideram negativamente no baixo astral, ou seja, muitas vezes se tornam escravos de outros espíritos negativos com maior capacidade de domínio se tornando então vítimas. São também frequentemente utilizados por Magos Negros encarnados, conhecedores da alta magia negativa, de forma a conseguirem atingir seus objectivos maléficos.


Esses espíritos estão perdidos no tempo, muitas vezes soltos e sem nenhum entendimento sobre Lei de Ação e Reação ou da Lei Divina. A sua doutrinação é difícil, pois ficam localizados na sua grande maioria, “no meio” das setes faixas vibratórias (no caos).
Fora do universo dos Kiumbas, sabendo porém que existe também quem os considere como tal, existem os Seres Trevosos ou das Trevas e os Espiritos sofredores.

SERES TREVOSOS OU DAS TREVAS

Espíritos desencarnados que
São evoluídos e conscientes de seus poderes e capacidades negativas. São os grandes líderes do mal, muitas vezes são também esses espíritos que são ativados na magia negra.
No entanto, o grande propósito desses espíritos é atacar médiuns e centros religiosos atingindo e envolvendo a fé das pessoas. Eles têm como propósito grandes destruições, afetam diretamente o mental do médium e em pouco tempo dominam a vida desta pessoa, levando-a a destruição total, principalmente espiritual. Essa capacidade de ataque mental somente os mais evoluídos conseguem atingir (mesmo que negativamente).
Vale ressaltar que algumas vezes eles desconhecem que são escravos dos grandes Magos Negros, espíritos que conquistaram seus tronos nas mais inferiores faixas e que possuem grandes exércitos.
Estes são espíritos localizados nas faixas vibratórias mais densas e negativas, sendo muitissimo dificil sua doutrinação.

ESPIRITOS SOFREDORES
Espíritos desencarnados que
São espiritos que caíram nos pólos negativos por suas próprias vibrações mentais e emocionais negativas, como o apego ao material ou ao ente querido ainda encarnado.
Sofrem por medo, pois muitas vezes não reconhecem seu estado de desencarnados, ou por dor. Em alguns casos, o desencarne foi rápido e doloroso, e não conseguem se livrar da sensação de dor e medo.
Geram apegos, dores, doenças, tristezas, depressão.
São espíritos que aceitam a doutrinação, a cura e o encaminhamento facilmente, sem nenhuma resistência, precisando somente de oportunidade. Não são maldosos conscientemente – prejudicam sim, mas por apego, não percebendo que os mais prejudicados são eles mesmos.

EXU
Exu ainda é um grande tabu da religião. Historicamente foram discriminados e mal compreendidos por membros de outras religiões e até mesmos por praticantes e sacerdotes de Umbanda, e até hoje ainda se vê alguns desses preconceitos perturbarem a mente de simpatizantes e médiuns dessa linda religião, inclusive, chegando a atrapalhar na incorporação destes irmãos, devido ao bloqueio que criam pela ideia negativa que possuem destas Entidades.
A ideia que muitos ainda possuem é de que Exus são espíritos involuídos, de pouca luz e presos em vícios carnais, pela utilização do fumo e da bebida alcoólica nos seus trabalhos, e também pelo seu comportamento dito “debochado”, devido às estrondosas gargalhadas que costumam dar durante seus atendimentos. Todas essas características, vistas pelos ignorantes de seus fundamentos, contribuíram para o sincretismo errôneo dos Exus com o Diabo da Igreja Católica, causando medo em muitos e facilitando seu uso como bode expiatório pelos Neo Pentecostais.

Essas mesmas ideias, inclusive, levaram alguns irmãos ainda não compreendendo o trabalho destes, a contribuírem com este movimento de “crucificação” dos Exus. Como foi o caso do médium Aluizio Fontenelle, que, em 1966, escreveu um livro que compara Exus com os demônios da Goétia, prestando um enorme desserviço a Religiao e atrasando por alguns anos a compreensão destas entidades, além de dar vazão á mente humana para representá-los através daquelas imagens de corpo vermelho, com pés de bode e rabos em flecha, que até hoje são vistas em algumas terreiros ou casas do gênero…

Há que acrescentar que o Orixá Exu é assim como todos os Orixás, originário do continente Africano. E o Diabo ou Demónio, é criação e tradição das religiões cristãs e afins. Então, Exu nunca poderia ser Diabo ou Demónio, simplesmente porque essa figura não existe na tradição religiosa Africana.

Muito distante de todo esse folclore criado em seu entorno estão os verdadeiros Exus, espíritos de humanos desencarnados que, após compreenderem e consertarem os erros e desvios que cometeram à Lei Maior enquanto encarnados, aceitaram assentarem-se ao lado esquerdo do Criador e trabalharem como Executores desta Lei que agora compreendem. São espíritos que trabalham sim, na escuridão, porém, em pról da luz, a serviço da Lei Maior e da Justiça Divina.

Existem diversos argumentos utilizados por aqueles que desconhecem o trabalho dos Guardiões para inferiorizá-los.

Talvez o mais comum seja o de comparar os Exus de Lei (como são chamados aqueles que trabalham sobre a benção de Pai Oxalá) com aquilo que se manifesta em certas Igrejas Neo Pentecostais e que utilizam nomes simbólicos das falanges de trabalho dos Exus (Caveira, Omulú, Tranca Ruas), como se assim o fossem.

O que acontece, é que não existe Exu nenhum incorporado ali, é apenas o subconsciente de alguém que poderá até ter algum grau de mediunidade, que acredita estar incorporado e pratica atos que julga (ou leu, ouviu falar…) serem o comportamento de um Exu.

Nas manifestações sérias, o que ali se auto denomina Exu, na verdade, são espíritos de pouca luz, kiumbas, espíritos obsessores que, por decorrência de alguma afinidade, activados por magias negativas, e ou acerto de contas ou algo do tipo, perturbam a vida daquela pessoa, que na maioria das vezes possui algum grau de mediunidade não conhecido.
Estes espíritos, quando se manifestam nas sessões, apresentam-se com nomes de Exus pois creem ser, estes nomes de seres das trevas, da mesma forma que acreditavam e acreditam ainda alguns.

Na verdade os Exus, são os guardiões dos caminhos, e das encruzilhadas. Vigiam as passagens, abrem e fecham os caminhos, conforme o merecimento de cada um, sempre sobre os designios da Lei Maior e da Justiça Divina

São quem protegem os médiuns e as casas de culto, de espiritos perturbadores, para que a caridade possa ser praticada durante os rituais, e durante o atendimento. São como que os “soldados” dos Orixás. Actuam no baixo astral, combatendo os espiritos trevosos e demoniacos, e são os responsáveis pela estabilidade e equilibrio nas trevas, sempre sob a luz da lei e da justiça divina.

Em geral, considera-se que no Umbral existem sete niveis negativos, sete camadas onde vivem e se purgam os seres trevosos. Considerando-se que as ultimas duas camadas mais baixas, estão na total ausência de luz, e são habitadas por seres demoniacos que perderam na totalidade a consciência humana. São estes seres que os Exus combatem principalmente, pois vivem na maldade pura, e sempre tentando capturar para as suas hostes mais espiritos caidos, levando a humanidade para a parte negativa.

Em outro aspecto, é Exu quem irradia nos seres a vitalidade, em especial o vigor fisico e sexual. Exu pode vitalizar, isto é, aumentar ainda mais as qualidades vibradas nos seres pelos Orixás, ou desvitalizá-las conforme as necessidades e merecimento dos seres. Um Exu, tanto pode punir o ser que se desvituou e se afastou da irradiação luminosa dos Orixás, desvitalizando-o e paralisando-o, esgotando o seu cárma. Como o pode irradiar e vitalizar, enchendo-o de força, de energia e vigor, caso o ser caminhe no sentido correcto da lei divina. Sempre protegendo o ser, sem nunca interferir no seu livre-arbitrio, congratulando-se quando o seu protegido caminha no sentido da evolução, e sofrendo sempre com as suas quedas.

A actuação dos Exus, os Guardiões da lei divina, englobam, não só as religiões Afro-Brasileiras, mas todas as existentes no planeta, pois todas têm o seu pólo positivo e o negativo. Como é lógico, têm diferentes denominações, consoante as diferentes religiões, zonas e culturas, mas sempre de maneira a que possam desenvolver as suas missões, na realidade material e nos planos sutis.

PAI FOLHA

Orixas dos eguns e dos cemitérios.Olodumaré havia chamado Xapanã e disse que fosse á um cemitério a noite que lá havia u...
04/11/2020

Orixas dos eguns e dos cemitérios.

Olodumaré havia chamado Xapanã e disse que fosse á um cemitério a noite que lá havia um baú valioso presente a ele.
Iansã havia escutado essa conversa e saiu logo correndo falar com Xangô sobre tal assunto.
Então os dois foram no cemitério e ficaram lá escondidos até que Xapanã chegasse.
Porém a curiosidade de Xangô era tanta que acabou abrindo o baú no exato momento em que Xapanã chegou.
Dentro do baú tinha 3 instrumentos: palhas parecido com um cetro e infeitados com buzio; um chicote de rabo de cavalo, e um chocalho diferente.
Cada um segurou um instrumento em suas mãos e nesse momento Olodumaré apareceu e deu-lhe as instruções, explicando a Xapanã que confiou o baú a ele, e não a Iansã e Xangô, porém sabia que eles acabariam descobrindo de alguma forma, então disse-lhe:

; com esse instrumento curaras os enfermos, salvaras as almas dos que ainda não devem cruzar as portas dos cemitério e cobriras as pessoas de chagas ou enfermidades, serás o rei da saúde e da doença.

; com esse instrumento iras combater e castigar, todos os espiritos maléficos que queiram castigar ou mesmo zombar do mundo terreno, e saberas guiar os espiritos justo as luzes, sera a rainha dos eguns e de seus vales.

; com esse instrumento saberas encontrar corpos desencarnados que foram profanados por algum motivo, e dar-lhes o sossego da terra para que possam seguir sua nova jornada espiritual....usaras quando necessário para impedir que algum espirito se desprenda de seu corpo fora a hora, com o mesmo se achares justo, usaras para desligar o espirito do corpo de qualquer pessoa levando-as a morte, com isso dou-lhe o reino dos cemitério, Xangô é rei do buraco e dos desencarnados.

Culto a Egun no Batuque! E o dia de Finados! Egungun deve ser um Antepassado seu! (Ascendente) Cultuado no Balé! (Casa d...
29/10/2020

Culto a Egun no Batuque! E o dia de Finados!

Egungun deve ser um Antepassado seu! (Ascendente) Cultuado no Balé! (Casa de Egun) Deverá acontecer ou ser iniciado durante os ritos fúnebres!

Ancestral da Bacia! Deverá ser cultuado no Okun Orun! Pode ser feito a qualquer momento, inclusive em forma de ebó!

Infelizmente vejo pessoas fazendo Balé de suicidas, defuntos diversos ...

Ou oferecem feituras de grandes nomes como Zé da Saia, Princesa Emilia, Sinha de Yansã, Fulano, Beltrano ...

A pessoa é de Cabinda mas tem Balé de um Ancestral de Oyó! IMPOSSÍVEL! Não existe reconhecimento por parte desse Ancestral aos ritos diferentes e da própria árvore genealógica!

Outra coisa só pode existir uma feitura de um Antepassado! Pois só existe um espírito!

O Ancestral pode ser homenageado ou cultuado por vários descendentes! Mas nunca será feito o seu Balé!

Como assentar o Egun da Princesa falecida em 1930?

Lembra o assentamento começa nos ritos fúnebres!

Mas infelizmente há pessoas que vendem por 14.000, 7.000 Eguns de antigos Bàbás ou Iyás que nem da sua Bacia são!

Coisas absurdas como um dia fui de Cabinda então posso fazer o Egun do saudoso Romário! Isso é um absurdo!

Se vc saiu da bacia saiu! Não possui mais legitimidade para cultuar nada da antiga bacia!

Outra coisa Egun é o seu ascedente que lhe quer bem! Um amigo! Companheiro! Que foi assentado para ajudar os seus sucessores a continuarem a prosperar!

E não para fazer mal aos Outros!

E pior é saber que velhos Bàbás e Iyás cometem esses crimes de estelionato com pobres vítimas! Induzem e vendem aquilo que não podem!

Escrito por: Bàbálawo Bàbálorisa Ogboni Ifaodunnola Aworeni

16/10/2020

PREVISÕES para 2021

Pra entendermos esta década que se iniciou em 2018 e o que nos aguarda nos próximos anos
2018 ANO DE BARÁ -o ano do início , a busca , o caminho dos bens e maus aventurados .
2019 ANO DE XANGÔ - ano do equilíbrio e do desequilíbrio , fogo , tremor de tudo que é vivo .
2020 ANO DE XAPANÃ - ano do resgate ,purificação . doenças e mortes coletivas , perdas dos anciões .

ANO DE 2021 , ANO DA RAINHA DO MAR , MÃE IEMANJÁ !!!

Ano desta grande MÃE IEMANJÁ , período aonde juntam-se os retalhos do ano passado , os cacos , ano de reconstrução ou desmanches , ano este vinculado aos desabamentos e desmoronamentos , oriundos de dois caminhos , o da mãe natureza e a mão do homem.
Ano pelo qual se somará a maior preocupação familiar o resgate a busca da instituição familiar , mas sendo avesso um ano de separações sociais e conjugais . Ano da desconfiança e da busca do acreditar , do descobrimento do fato verdadeiro ou falso.
Ano no qual ainda se impera a pandemia , porém pro segundo semente uma nova expectativa de vacina , mas já existirá uma medicação de tratativa curativa dos efeitos da doença. Mundo espiritual já informou o caminho desta salvação e conduta .
Ano de doenças sentimentais , psicológicas , no que tange o modo e forma de se tratarem , intensos momentos de agressividades e desconfianças, perturbações ,sendo assim um alto índice de separações conjugais , ano não muito bom pra casamentos firmados perante a crença .
Muitas águas , vindas de cima como chuvas , e também por baixo , trazendo assim muitos desabamentos . Com enormes volumes de chuvas casas irão ruir , além do já visto .
No polo sul , um grande bloco de geleira irá se desprender causando ondas e volumes no mar . Previsto Tsunami , uma cobrança forte , devido a tudo isto haverá maior índices de ventos tufões e furacões espalhados pelo mundo . A força da natureza será eminente , forte e castigará todo mundo.
Com os abalos somados aos últimos acontecimentos , haverá um grande número de suicidas ( FAVOR FAMILIA ESTAR ATENTA ),fazer com que estes estejam protegidos e orientados não só na linha medicamentosa mas também religiosa. Muitas mortes estúpidas , sem motivos agressivos , mortes matadas por motivos fúteis , evitar brigas e discussões .
Governo , muitas descobertas e desavenças politicas , ano de greves e paralisações , haverá uma rebelião penitenciaria ( cuidar e redobrar a atenção pra evitar grande número de mortos) .
Índice de afogamentos elevados e crescentes , cuidar muito com o mar ,rios barragens e açudes.
Casas religiosas fecharão , devido a falta do verdadeiro sincretismo , força e fé. Pois o respeito e responsabilidades serão cobrados de todos aqueles , independente da crença ou do credo . Morte de líderes religiosos ocorrerão , casas religiosas , muitas irão fechar outras vão multiplicar seus adeptos. Haverá um desconforto (opto por denominar assim ) no mundo religioso seja qual for , haverá mudanças , desastres e desentendimentos severos , aonde haverá o começo de uma reformularização.
Ano chamado vingativo , por tanto cuidem-se .Ano de grandes invenções e criações .
Aos filhos de iemanjá , amorosos e carinhosos , dificuldades pra perder peso , cuidar com as guloseimas e principalmente a saúde .Ano da renovação e multiplicação , tanto boas , quanto ruins , por isso cautela , sabedoria e sapiência . APRENDAM , NUNCA PODEMOS ATENDER A DOIS CAMINHOS , SOMENTE UM , FAÇA SUA ESCOLHA COM CAUTELA . ENTENDO QUE O ANO SERÁ DE MUITAS DECEPÇÕES PESSOAIS , MAS TENHA FORÇA E FÉ, POIS SEMPRE HAVERÁ UM CAMINHO NOVO.
OBSERVAÇÃO : Neste contexto , não foram indicados nomes , lugares , pra evitar perturbações . Também existe visualizações pra seres específicos , lugares específicos . F**a aqui o meu registro sutil e singular do que nos espera .

Siga-nos no aplicativoOrigem da Nação Ijexá​Antes de iniciar, deixo aqui todo agradecimento e respeito ao meu Babalorixá...
16/06/2020

Siga-nos no aplicativo
Origem da Nação Ijexá



Antes de iniciar, deixo aqui todo agradecimento e respeito ao meu Babalorixá Pai Tita de Xangô, pois é dele todo o mérito pela pesquisa que compartilho com vocês. "Conhecimento é algo que quanto mais se divide, mais se multiplica"

( fonte da pesquisa: www.xangosol.com.br )

Ijexá



Ilexá é uma cidade histórica, situada no Estado de Osun (Oxum), no sudoeste da Nigéria, cujo povo ficou conhecido como nação Ijexá. Localiza-se na interseção de Ilê Ifé, Oshogbo e Akure. A cidade é uma das mais tradicionais da história do povo yorubá, e chegou a ser a capital do reino de Oyó, nos tempos do império. No século XIX, com a queda de Oyó, Ilexá se tornou sujeito a Ibadan. Das cidades e aldeias dessa região da Nigéria, Ilexá é a maior, com uma população com mais de cem mil habitantes nos dias de hoje; é um centro agrícola e comercial, cujos principais produtos são: cacau, noz de cola, óleo de palma e inhame. Ilexá possui 18 escolas secundárias e também uma academia de educação do estado, e tem um grau de unidade cultural e linguística, que se distingue dos outros povos. A cidade tem uma rede de estradas que contribui para o sistema de esferas comerciais que ativa a distribuição de produtos dentro e fora da região.



As tradições de fundação de Ijexá, como um dos reinos importantes da região de Ilexá surge de uma migração dinástica de Ilê Ifé, o centro sagrado da mitologia yorubá. A versão padrão de tradição entre os Ijexás, diz que a origem desse povo vem de um jovem, filho de Oduduwa, chamado Obokun. O povo se autodenomina como Omo Obokun (Filhos de Obokun).



A história conta que Obokun era o filho mais novo de oduduwa. Ele se ofereceu para ir buscar água no mar para curar a cegueira do pai. Em seu retorno, ele foi informado que seu pai estava morto, e ele pediu sua parte na herança. Foi-lhe dito que todas as heranças, incluindo coroas, foram dadas a seus irmãos mais velhos. E para ele ficou apenas uma espada, Ida Ajasegun (espada da conquista) com a qual Obokun se tornou um grande guerreiro e iniciou seu patrimônio em Ijexá.



Em outras histórias de Ijexá afirma-se que o local da cidade já estava ocupado por assentamentos dispersos por uma população indígena conhecida como Okesa, cujo líder é considerado como antepassado de Ogedengbe Obanla de Ijexá, um líder guerreiro que morreu em 1910. A cidade possui um memorial para esse líder porque ele desempenhou um papel vital durante a guerra (kiriji) do século XIX, o que impediu Ijexá e outras cidades de serem conquistadas e dominadas por Ibadan e outras regiões poderosas.



Sem dúvida, a Nação Ijexá foi a que mais se destacou na cidade de Porto Alegre. Somos descendentes da raiz de Pai Paulino de Oxalá Efan, Babalorixá que teve todas suas obrigações feitas pelas mãos de duas negras, ex- escravas, oriundas da região de Ilexá na Nigéria. Uma recebeu o nome no Brasil de Margarida, era filha de Oxalá, e sua irmã chamava-se Inácia. Enquanto viveram, participaram de todas as obrigações na casa de Pai Paulino. Mãe Jurema de Xangô é quem nos passa as informações sobre quem fez a iniciação de Pai Paulino e não lembra com certeza qual o Orixá de Mãe Inácia.



Pai Paulino, oriundo de Pelotas, morou na Avenida Berlim 418, em Porto Alegre, onde iniciou muitos filhos de santo que se tornaram sacerdotes e sacerdotisas da religião africana em Porto Alegre e outras localidades do Estado do Rio Grande do Sul. Foi um sacerdote muito rígido, não era assim tão fácil receber um axé de suas mãos, o filho de santo tinha que mostrar merecimento. Mesmo com vários anos de iniciação, ele só liberava para trabalhar na religião depois de ter certeza de que aquela pessoa estava realmente hábil para executar os rituais.



Os filhos de santo dele que tiveram maior destaque foram: Manoel Antonio Matias, conhecido como Manoelzinho de Xapanã; Idalino Moreira, conhecido como Pai Idalino de Ogum; Pedro Fagundes, tamboreiro; Maria Antônia Ferreira de Assis, conhecida no meio religioso como Mãe Antônia de Bará; Jurema de Xangô; Julia de Xapanã; Ruquina de Oxalá; Joana de Xapanã; Barbosa de Ogum; Gasparina de Oxum, entre muitos outros.



Manoel Antônio Matias - Manoelzinho de Xapanã, nascido em 17 de junho de 1896, numa localidade denominada Caconde, interior do RS, casado com Dona Eugênia de Oxalá. Teve sua iniciação feita por Pai Paulino de Oxalá Efan, da Nação Ijexá, morou no Mont’Serrat, na rua Reingantes, e segundo dona Terezinha de Xangô, neta de Jôba de Xapanã, ele também morou na Avenida Carlos Gomes, onde veio a falecer em 30 de março de 1948. Foi um dos maiores Babalorixás do Rio Grande do Sul. Seu Orixá trouxe muitas rezas que fazem parte dos rituais da nação Ijexá, e também são usadas por outras Nações. Assim como seu Babalorixá, não fazia aprontamento de filhos de santo que não tivessem merecimento. Manoelzinho deixou muitos filhos de santo que se destacaram dentro da religião, entre elas podemos citar: Mãe Olmira de Xangô, minha Bisavó de Santo; Mãe Antonieta do Bará e Mãe Ondina de Xapanã; Mãe Ester Ferreira, conhecida como Estela de Yemanjá, cunhada de Manoelzinho; Maria Valdomira do Nascimento, conhecida como Mãe Miróca de Xangô; Pai Ademar do Ogum; Mãe Maria do Bará Lodê, foi esposa de Idalino de Ogum; Mãe Diva de Yemanjá; Dorvalina de Xangô; Alziro de Oxum, irmão carnal de Mãe Ondina de Xapanã; Merenciana de Odé; Alice de Oxalá, filha carnal de Mãe Ondina de Xapanã; Mãe Rosalina de Bará; João de Oxalá, tamboreiro; Zéca Pinheiro de Xapanã; Mãe Julia de Oxum; Maria Joaquina de Xapanã (essa senhora entrou para casa de Pai Manoelzinho cega e foi curada, se tornou uma grande Yalorixá); João de Xangô; Mãe Julieta de Oxalá; Mãe Jovelina da Oyá; Pai Brandão do Ogum, esposo da Albertina surda da Oxum; Mãe Picuxinha do Bará; Pai Venceslau de Oxum; Pai Nelson da Yemanjá; Avelina de Xangô e seu esposo Nininho de Ogum; Adão de Bará e Maria de Xangô, irmãos consanguíneos de Pai Tuia de Bará; Mãe China de Oxalá; Pai Albino de Xangô; Mãe Nóca de Oxum, mãe carnal de Pai Tônho de Oxalá; Lavinho de Ogum e Noracema de Xangô, filhos carnais de Mãe Jôba de Xapanã; Carmelita de Xapanã; Luiza do Ogum; Amélia de Xapanã, mãe do tamboreiro “Tesoura de Ogum”, entre outros.

Babalorixá Léo de Xangô
Nação Ijexá no RS
Mãe Antônia do Bará - Maria Antônia Ferreira de Assis, nasceu em São Sebastião do Caí, veio para Porto Alegre com 2 anos de casada. Ficou muito doente e foi internada no hospital da Santa Casa. Estava esperando para ser operada, mas, não se sabe de onde, surgiu no quarto um senhor negro. Vendo o estado em que ela se encontrava, alertou o marido dizendo que tirasse Antônia imediatamente do hospital e a levas-

se na casa de um“curandeiro” que morava no Mont’Serrat. Ele deu o endereço da casa de Pai Manoelzinho de Xapanã. Seguindo o conselho daquele senhor, o casal foi à procura do babalorixá, que ao consultar os orixás, concluiu que Antônia teria que ser iniciada na religião. Manoelzinho fez os primeiros trabalhos e, já quase curada, ela foi encaminha à casa de Pai Paulino de Oxalá, onde foram feitas as obrigações de assentamento de Orixás para Mãe Antônia de Bará. Nessa época, Pai Manoel tinha em casa somente o Orixá Bará e o axé de Búzios. Como era costume na época, as obrigações vinham aos poucos, se montava uma estrutura bem sólida, para depois começar a ter filhos de santo. Após fazer as obrigações para Mãe Antônia, Pai Paulino a leva, novamente, à casa de Manoelzinho para ajudá-lo e aprender com ele todos os fundamentos da religião. Nessa época, as obrigações de Pai Manoel já estavam completas em seu Ilê. E foi no terreiro de Manoelzinho de Xapanã que a famosa Mãe Antônia de Bará aprendeu muito sobre os fundamentos da religião africana.

Nação Ijexá no RS
Pai Idalino de Ogum - Idalino Moreira, um dos mais afamados Babalorixás do Rio Grande do Sul, era filho de Dona Francelina de Xangô, que faleceu aos 125 anos de idade. Idalino perdeu seu pai muito cedo, e de acordo com informações de sua enteada Cenira de Xapanã, ficou aos cuidados do Príncipe Custódio. Pai Idalino começa sua trajetória religiosa sendo filho de santo de Custódio Joaquim de Almeida, da Nação Jêje. Com a morte de Custódio, ainda não tinha todos os axés, então foi ser filho de santo de Pai Paulino de Oxalá Efan, da Nação Ijexá

Dona Francelina, mãe de Idalino

Pai Idalino teve três casamentos e vários filhos, um deles foi o famoso Babalorixá Turéba de Ogum. Seu ultimo relacionamento foi com dona Maria do Bará Lodê, filha de santo de Pai Manoelzinho de Xapanã. Residiu muitos anos no Mont’Serrat, e depois mudou-se para vila Bom Jesus onde permaneceu até sua morte. Seguindo as Nações Jêje e Ijexá, teve grande destaque no Batuque do Rio Grande do Sul. Muitos Babalorixás e Yalorixás o procuravam em busca de sua sabedoria.

Nação Ijexá no RS
Foi contemporâneo e muito amigo do Pai Alfredo Sarará de Xangô, pai carnal de Pai Pedro da Yemanjá; Pai Idalino de Ogum trabalhava na construção civil como servente de pedreiro, levou uma vida humilde, com grande dedicação ao culto dos Orixás, falava perfeitamente o dialeto africano, não deixava fotografar nem filmar o quarto de santo. Era tamboreiro, tocava para os Orixás e para os Eguns. Pai Idalino nasceu em 09 de novembro de 1872 e faleceu em 1987 com 115 anos de idade.

Nação Ijexá no RS
Mãe Jurema de Xangô



Mãe Jurema de Xangô, nasceu no dia 5 de outubro de 1923, filha de Maria da Glória do Ogum, seu pai era espírita e faleceu quando ela tinha 9 anos. Fez o assentamento de seus Orixás em 1933, com 10 anos de idade pelas mãos do saudoso Paulino de Oxalá Efan, da nação Ijexá.

Mãe Jurema trabalhou 20 anos com Mãe Antonia de Bará. Morou ao lado da casa de Pai Idalino do Ogum na vila Bom Jesus, com quem trabalhava e ajudava na religião. Com a morte de pai Paulino foi ser filha de santo de Pai Joãozinho do Bará da Nação Jêje, e passou a cultuar os rituais das duas nações predominantes no Estado, Jêje e Ijexá. Mãe Jurema conta que era pequena, e sua madrinha, dona Dorcinda de Obá, uma negra mina descendente de escravos, a levava na casa de Pai Antoninho de Oxum, da Nação Oyó,onde acompanhava as festas para o Xangô do Povo, que duravam 32 dias. Conheceu muitas pessoas famosas dentro do Batuque como a Mãe Tola de Yemanjá, mãe carnal do Pai Pedro da Yemanjá, seu esposo Alfredo Sarará de Xangô, entre muitos outros. Mãe Jurema conta que o batuque na casa de Pai Paulino começava às 2 horas da tarde, e às 8 da noite já estava concluída todas as obrigações.

Alfredo Sarará - Alfredo Elpídio de Lima filho de Xangô, Babalorixá de grande importância para o Batuque do Rio Grande do Sul. Era filho de santo de Janjão de Xangô da Nação Ijexá. De acordo com Mãe Jurema de Xangô, Janjão era um negro muito feiticeiro, ela o conheceu numa festa de batuque na casa de Mãe Etelvina de Bará. Mãe Etelvina foi outra grande Yalorixá da antiguidade dentro da nação Ijexá. Pai Alfredo de Xangô morava na Leopoldo Bier, em Porto Alegre.

Nação Ijexá no RS
Era casado com a Yalorixá da Nação Jêje Glória Isolina Barbosa, mais conhecida como Ya Tolá de Yemanjá e teve com ela os filhos: Pedro de Yemanjá, Miguelina de Xangô, tinha o apelido de “quito”, Alfredinho, tamboreiro, Miguel de Xangô, tinha o apelido de “Cara Furada”, e a mais nova era Ironita de Oxum.

Nação Ijexá no RS
Pai Pedro de Iemanjá



José Pedro Barbosa de Lima - Nasci na cidade de Olinda, lá em Pernambuco, por volta de 1912. Cheguei ao Rio Grande do Sul com três anos de idade e, aos dez, como muitos outros negros, já trabalhava aqui ao lado, no porto, ajudando a descarregar a carne dos navios que atracavam, ganhando, como pagamento, miúdos de boi e outras partes menos nobres. Depois de alguns anos, me tornei estivador profissional.

Nesta época, o trabalho na estiva era controlado pelo sindicato da categoria. Só os estivadores sindicalizados podiam carregar e descarregar as embarcações. Isso nos garantia uma situação razoavelmente confortável. A gente trabalhava dois, três dias por semana, mas valia a pena, já que o sujeito ganhava quase que por quinze ou um mês até. Então tinha este fator que era muito bacana: o sujeito podia não ta trabalhando, mas chegava ali e arrumava serviço.

Eu, e vários outros trabalhadores do porto íamos diariamente ao Mercado para descansar e nos divertir. Algumas vezes, eu passava pelo Restaurante Treviso, onde se reunião para fazer noitadas grandes artistas vindos do Rio, como Francisco Alves e Carlos Galhardo; e pelo Bar Naval, ponto de encontro dos marítimos e estivadores. Mas eu não era um homem da noite, um boêmio, por causa da minha religião.



Em 25 de dezembro de 1925, me aprontei na religião e me tornei Pedro de Yemanjá. Desde então, eu fiquei ainda mais ligado ao Mercado. Afinal, ali no meio, ali ó, onde havia uma banca redonda, ali existe um Bará. O Bará é o dono dos caminhos e das encruzilhadas. Ele representa o trabalho, a fartura, o início de todas as coisas.



Fontes: Este texto é parte da entrevista que o Babalorixá Pedro da Yemanjá deu à Laura Dutra em 01/09/1992 (Acervo Memorial do Mercado).



Pai Pedro de Yemanjá foi iniciado na religião por sua avó consanguínea, Yalorixá Isolina de Xangô Ainã da Nação Jêje. Este saudoso sacerdote conhecia os fundamentos de todas as nações de batuque e também dos eguns.

Mãe Olmira de Xangô - Ormira dos Santos, foi iniciada na religião africana pelo saudoso Babalorixá Manoelzinho de Xapanã, da Nação Ijexá. Lavava roupa para fora e se dedicava ao culto dos Orixás com muito zelo. Era uma pessoa humilde, sabia muito bem os fundamentos da religião. iniciou muitos filhos de santo que se tornaram Babalorixás e Yalorixás bem destacados dentro do Batuque. Com a morte de pai Manoelzinho, muitos de seus filhos de santo passaram para o terreiro de Mãe Olmira, que ficava na rua Ariovaldo Pinheiro, 157, onde viveu até sua morte em 1987.

Pai Tuia de Bará​



Artur Manoel dos Santos, nasceu em janeiro de 1942, no berço da religião africana. Começou sua vida religiosa aos dezoito anos, quando fez o assentamento de seus Orixás. Foi criado no

meio de grandes sacerdotes do ritual. É afiliado de batismo de Manoelzinho de Xapanã e sua esposa Eugenia de Oxalá. Sua iniciação foi feita por Mãe Olmira de Xangô Aganjú, da Nação Ijexá, a qual lhe passou os verdadeiros fundamentos do

culto aos Orixás e, também, dos Eguns. Seu pai carnal era o Babalorixá Nininho de Ogum, da casa de Pai Manoelzinho.

Pai Tuia de Bará comenta que antigamente o pessoal do “santo” era mais respeitado, pois se faziam respeitar. Se tivesse um trabalho despachado em um determinado lugar da natureza, as pessoas davam voltas longas, para se

distanciar, em sinal de respeito, hoje em dia o pessoal vai em cima “bisbilhotar” para ver o que tem no axé. Diz que um sacerdote de orixá só iniciava um filho quando tinha certeza que este levaria adiante os ensinamentos, davam-se axés de Búzios e Facas, para quem tinha Dom. Pai Tuia de Bará morou 11 anos na casa de sua mãe de santo, só depois deste período é que abriu seu terreiro na Rua São Leopoldo em porto Alegre. Ele comenta que os atos religiosos eram bem diferentes, e que há poucos terreiros que seguem a risca o verdadeiro ritual. Sua trajetória dentro da religião faz com que inúmeros Babalorixás e Yalorixás o procurem quando estão com dúvidas. Este é um fato normal dentro do culto, quando há humildade.

Mãe Celestrina de Oxum

Mãe Celestrina de Oxum Docô foi aprontada na religião africana pelo Babalorixá Cudjobá de Xangô, da nação Ijexá.

Consta que a Yalorixá Maria do Ogum Onira, era contemporânea de Cudjobá de Xangô, e eram vizinhos na Rua Taquari, em Porto Alegre. Pai Cudjobá convidou dona Maria de Ogum para testemunhar uma obrigação de muito
Nação Ijexá no RS
fundamento, feita pelo Babalorixá à um filho de santo. Estava presente dona Zenaide, que relatou os detalhes desta obrigação aos seus. De acordo com os comentários que Mãe Maria de Ogum fazia, dona Celestrina de Oxum Docô, já era iniciada na religião, antes de ser filha de santo de Pai Cudjobá, e que ele teria sido um escravo proveniente do norte do Brasil.

Mãe Celestrina de Oxum trabalhava numa banca do mercado, onde vendia seus quitutes, e Hugo de Yemanjá, ainda jovem, auxiliava nos afazeres.



Pai Cudjobá de Xangô observava o jovem no dia a dia, e ele mesmo sugeriu a Mãe Celestrina o aprontamento de Pai Hugo de Yemanjá na religião.

Pai Hugo de Yemanjá

Hugo Antônio da Silva - Pai Hugo da Yemanjá, nascido em 29 de abril de 1904, casado com a Yalorixá Jovelina da Rosa Silva, conhecida no meio religioso como Jovelina de Xangô Aganjú. Dona Jovelina não podia ter filhos. O senhor Hugo teve uma segunda mulher chamada Lurdes, com quem teve 21 filhos; alguns faleceram ainda criança. Uma de suas filhas, Araci Silva Paixão é quem nos dá estas informações. Dona Araci era casada com o Babalorixá Airton Paixão de Xangô, filho de santo de Hugo de Yemanjá.
Dona Cândida era o nome da mãe consanguínea de Pai Hugo, e contava para os netos que seu filho Hugo com a idade de 12 anos, passou a ter um tipo de desmaio, perdia totalmente à consciência. Até que um dia, ao voltar a si, ele contou que ouvia sua mãe chamá-lo, mas não conseguia responder, nem voltar do lugar onde estava, e ele descreveu o local como se estivesse em uma aldeia da África.

Pai Hugo da Yemanjá foi iniciado na religião pela Yalorixá Celestrina de Oxum Docô da nação Ijexá, com 16 anos de idade e se tornou um importante Babalorixá no Estado do Rio Grande do Sul, deixou muitos filhos de Santo que também se destacaram no meio religioso, entre eles podemos citar: Airton Paixão de Xangô; Pai Marcos de Oxum; Pai Lélo de Xangô; Virginia de Odé; Bela de Oxalá; Rute de Yemanjá; Mãe Jovita de Xangô, Pedro China de Yemanjá; Maria da Glória Francisca de Souza, conhecida no meio religioso como Mãe Glorinha de Ossãe; Nicanor do Ossãe;

Mãe Chininha de Yemanjá, que morou na rua Rodolfo Gomes; Edília de Bará; Mãe Maria de Xangô da rua Barãodo Triunfo; Virginia de Oxum; Pai Dirceu de Xangô.



Pai Hugo faleceu aos 53 anos de idade no ano de 1957

Mãe Maria do Ogum Onira

Maria Pinheiro da Silva, conhecida como mãe Maria do Ogum, nascida em 06 de janeiro de 1888, foi outra importante Yalorixá da nação Ijexá. Filha de santo do saudoso Alfredo Sarará, com quem aprendeu os fundamentos da religião africana.
Era contemporânea de Idalino do Ogum, com quem mantinha relações de irmandade, pois foi das mãos de seu Pai de Santo, Alfredo Sarará, que Idalino de Ogum recebeu o Axé de Obé para sacrificar bois. Teve como filhas carnais a Yalorixá Edite de Oxum e Mãe Glorinha de Ossãe, que
também seguiram a Nação Ijexá.

Mãe Maria do Ogum morou na Rua Taquari, próxima à casa de Cudjobá de Xangô, pai de santo de dona Celestrina de Oxum.
E por último mudou-se para Rua Mathias José Bins, no bairro Chácara das pedras.



Suas principais obrigações religiosas, inclusive os sacrifícios de bois para os Orixás, eram feitas num local denominado Casa Grande, ou Castelo, nas imediações onde é hoje o Palácio da Polícia. Neste local aconteciam os mais diversos rituais de religião aos comandos de Mãe Maria do Ogum e seus contemporâneos. Foi ela quem fez a iniciação de Turéba de Ogum aos 16 anos de idade.

Mãe Glorinha do Ossãe

Yalorixá Maria da Glória Francisca de Souza, conhecida no meio religioso como Mãe Glorinha do Ossãe. Teve sua iniciação no dia 17 de junho de 1925, nas mãos do Babalorixá Manoelzinho do Cavanhaque da Nação Ijexá, na falta deste passou a ser filha de Pai Hugo da Yemanjá, também do Ijexá. Mãe Glorinha do Ossãe nasceu no ano de 1909 no berço da religião africana, vem de uma descendência espiritual muito importante no culto aos .
Orixás dentro do Rio Grande do Sul. Era filha de ventre da Yalorixá Maria Pinheiro da Silva, Maria do Ogum Onira citada anteriormente.
Mãe Glorinha do Ossãe residia na Vicente da Fontoura, nos anos quarenta, e no inicio dos anos cinquenta passou a morar na Rua Araponga, no bairro Chácara das Pedras, e a partir de 1962 foi morar na Av. Bento Gonçalves, 3497 onde manteve seu terreiro por muitos anos. Ela contava aos netos, que na adolescência, morava com a família na Travessa do Carmo, e de vez em quando, via o Príncipe Custódio passar montado em seu cavalo.
Mãe Edite de Oxum

Imponente Yalorixá da nação Ijexá, iniciada pelo Babalorixá Alfredo Sarará. Após a morte de Pai Alfredo, passou suas obrigações às mãos de sua genitora, Mãe Maria Pinheiro da Silva.
Mãe Edite tinha uma vidência extraordinária. Além da Nação Ijexá, era também dirigente espiritual do Centro de Umbanda Rei Agostinho, na Rua Fernando Cortes, em Porto Alegre.
Nação Ijexá no RS
Yalorixá Preta de Oxalá



Maria Barbosa Pontes, nasceu no berço da religião Africana. Com um ano de idade, Pai Paulino de Oxalá Efan fez o assentamento de seu Orixá, por motivos de saúde.



Mãe Pretinha como era carinhosamente chamada, dedicou-se desde nova aos cultos da religião e teve inúmeros filhos de santo que se tornaram importantes Babalorixás e yalorixás dentro e fora do Estado do Rio Grande do Sul.

Mãe Ondina de Xapanã



Mãe Ondina de Xapanã foi iniciada e aprontada na religião afro-brasileira por Manoel Antonio da Silva, Manoelzinho de Xapanã, da Nação Ijexá. Era mãe consanguínea de Mãe Táia de Xapanã que a substituiu na função de Yalorixá. Morou durante muitos anos no bairro Passo das Pedras, onde se dedicou à religião. Aprontou inúmeros filhos de santo, entre elas a famosa Darcila de Oyá, mãe de santo do saudoso Jaime da Yansã. Mãe

Ondina ficou famosa pela rigidez nos dias de obrigação. Dentro de seu Ilê a religião era levada a sério, não podia ter deslizes, seu Orixá era enérgico assim como o Xapanã de pai Manoelzinho. Era temida por seus adversários pelo poder de seus feitiços.

Nação Ijexá no RS
Yalorixá Ester de Yemanjá



Mãe Ester, foi iniciada na religião pelo Babalorixá Manoelzinho de Xapanã da Nação Ijexá. Morou muitos na Rua Das Camélias na Vila Bom Jesus, em Porto Alegre, onde dedicou-se a cultuar a religião afro- brasileira. Era cunhada de pai Manoelzinho, e com ele aprendeu a lida com os orixás e Eguns. Teve muitos filhos de santo que se destacaram dentro do culto, entre eles podemos lembrar-nos da saudosa mãe Maria da Oyá; Pai Marquinhos da Oxum; mãe Ovidia de Oxum; Pai Miguel de Xangô, Pai Otaviano de Xangô entre outros. Passaram a seus cuidados após a morte de Manoelzinho: Mãe Miróca de Xangô, Pai Ademar

de Ogum, Mãe Diva de Yemanjá, Delurdes de Oxum; Zilda de Oxum, entre outros. Sua raiz continua firme nas mãos da Yalorixá Santinha de Ogum entre outros descendentes.



Pai Leopoldo Da Yansã



Leopoldo Pires ao lado de seu filho de santo, Babalorixá Jorge Verardi de Xangô, presidente da Afrobras. Quem nos fala de Pai Leopoldo da Iansã é sua esposa, Yalorixá Malvina da Silva Pires, conhecida no meio religioso como Mãe Moza de Ogum. Ela nos informa que Pai Leopoldo nasceu em 02 de dezembro de 1912, filho de dona Joana Pires da Iansã, era tamboreiro e seguia a Nação Ijexá.

Dona Moza nasceu em General Câmara, veio para Porto Alegre para Traba-

Nação Ijexá no RS
lhar na casa de Cezar Todeschini, cuidando de duas crianças. Conheceu o Sr. Leopoldo, com quem veio a se casar. Ele foi iniciado na casa de Pai Idalino de Ogum, depois foi ser filho de santo de mãe Andressa de Oxalá que o aprontou na religião com todos os axés. Dona Moza, também fez sua iniciação com Pai Idalino de Ogum; depois foi ser filha de mãe Jovita de Xangô, da bacia de Pai Hugo de yemanjá, onde completou suas obrigações dentro da religião.

Nação Ijexá no RS
Pai Lélo de Xangô



Manoel Irêno Cardoso, Pai Lélo de Xangô ao lado de sua esposa e da filha de santo Jussara de Yemanjá. Veio de santa Catarina com problemas sérios de saúde. Procurou todos os recursos possíveis em médicos, Igrejas e casas espíritas. Foi internado no Hospital São Pedro como louco. Sofreu por 11 anos, até que um conhecido o levou a casa de pai Hugo da Yemanjá.

O Babalorixá Hugo da Yemanjá, após consultar os Orixás através do jogo de Búzios orientou Lélo e sua esposa que o acompanhava, o que deveria ser feito

e o valor que custaria. Dona fulana disse que eles não tinham “um tostão”. Pai Hugo, olhou para o cofre que estava aos pés da mãe Yemanjá, disse Omio minha mãe, me de licença, vou pegar o dinheiro para ajudar este filho necessitado, ele vai melhorar muito de vida e retornará com muito mais. E assim foram feitos os primeiros trabalhos, e pai Lélo foi melhorando. Foi iniciado na religião. A situação de ruim passou a ser favorável demais para Pai Lélo que já tinha sua casa e mais outras que alugava em Alvorada, onde levou pai Hugo para morar.



Com a morte de Pai Hugo, Lélo de Xangô, desorientado, ficou afastado da religião por 10 anos. Acabou sendo preso por uma calúnia. Antes de ser preso ele teve um sonho com Pai Hugo lhe dizendo entre outras coisas, que teria problemas sérios com a justiça, e o orientou a dar um carneiro para Xangô que seria liberto. Pai

Lélo preso, ficou em desespero; lembrou-se do sonho e disse a si mesmo: Quando eu sair daqui, vou abrir minha casa e continuar a religião.



Pai Lélo ficou detido por 12 horas, e foi inocentado. Após este fato deu segmento a seu destino de ser Babalorixá.

Babalorixá Araci de Odé



Pai Araci de Odé foi um conceituado Babalorixá dentro da Nação Ijexá. Foi iniciado e aprontado na religião pelo saudoso Zeca Pinheiro de Xapanã, do terreiro de Pai Manoelzinho de Xapanã. Araci de Odé foi casado com Mãe Olmira de Xangô, com quem teve os filhos Laerte de Yemanjá e Zilá de Ogum.



Pai Araci morou muitos anos na cidade de Rio Pardo, onde iniciou muitos filhos de santo, que ainda dão segmento a suas tarefas dentro da religião africana.

Nação Ijexá no RS
Yalorixá Jôba de Xapanã



Angelina Nunes Silveira, nascida em 09 de outubro de 1887. Foi iniciada e aprontada na religião pelo saudoso Manoelzinho de Xapanã da Nação Ijexá. Mãe Jôba, seguiu os passos de seu Babalorixá e manteve seu terreiro por muitos anos na Av. Carlos Gomes, 759 em Porto Alegre.Era benzedeira das mais procuradas. Fez muitas curas através de seu Orixá, que nem os médicos acreditavam na época que

certas doenças, na época, poderiam ter solução.



Auxiliava nas obrigações, tanto na casa de seu pai Manoelzinho como de seu avô Paulino de Oxalá Efan. Mãe Jôba Faleceu em 1949.

[email protected]

Contato:
Phone
Email
YouTube

É com grande prazer que apresento parte de um trabalho que vem sendo desenvolvido em busca de informações que mostrem um pouco da história das raízes da religião africana na cidade de Porto Alegre e RS. Tenho ciência que não temos como resgatar tudo, mas certamente figuras importantes dentro...

Endereço

Rua Deputado Nelson Marchezan, 621(antiga Rua Do Bosque)/São Jorge
Rio Pardo, RS
96640000

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 13:00 - 22:00
Terça-feira 13:00 - 22:00
Quarta-feira 13:00 - 22:00
Quinta-feira 13:00 - 22:00
Sexta-feira 13:00 - 22:00
Sábado 10:00 - 19:00

Telefone

+5551980177871

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Reino de Oxalá posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com O Local De Adoração

Envie uma mensagem para Reino de Oxalá:

Compartilhar