Ilê Asè Ógùn Oníjà

Ilê Asè Ógùn Oníjà Em nosso templo cultuamos os orixás e as entidades intermediárias, voltados para a evolução pessoal, do próximo. Asé

29/11/2020

CONHECIMENTO

OI FILHA,SOU OXUM

Oi filha
Sou Oxum.
A mulher que se disfarça de Bruxa e tem o poder da feitiçaria nas mãos.
Sou oxum.
E cada lágrima que você derrama se transforma em um rio de proteção ao seu favor.
Porquê eu sou rio.
Sou Cachoeira.
Sou queda D'água.
Sou Oxum.
Vejo você por diversas vezes serena e calma, mas a turbulência está por dentro.
Jogue pra fora tudo minha filha, fale... Grite, mas nunca... Nunca chore por quem não te dá valor.
Dos seus inimigos cuido eu.
Sou correnteza que desembrulha entulhos.
Sou devastadora.
Sou oxum.
Ainda sou rainha e você é a minha princesa.
Sou dona de todo ouro presente no mundo, sou o brilho do universo.
Sou Rio... ENTÃO SORRIA !
Quero lhe ver atraindo a inveja, vista-se e planeje o bote certeiro.
Porquê você é cobra silenciosa que com um veneno fatal joga os inimigos no buraco.
Filha... Pare de chorar.
Sempre estarei aqui.
E quando precisar é só chamar por mim porquê sou a cascata, sou o ouro, sou o brilho presente no fundo de teus olhos.
Eu estou aqui.
Ora iêê mamãe Oxum 💛💛💛💛💛💛

Lição de vidaMinha mãe me chamou e disse: - Filho, amanhã terás um dia cheio, sua empreitada será árdua. Leve consigo um...
25/11/2020

Lição de vida

Minha mãe me chamou e disse:

- Filho, amanhã terás um dia cheio, sua empreitada será árdua. Leve consigo uma roupa em bom estado, comida, uma cabaça com água, óleo de lamparina. Durante sua caminhada não poderá proferir palavra alguma. Volte aqui quando tiver cumprido o que lhe está destinado.

Agradeci minha mãe, separei o que me mandou e e deitei para descansar, pois sabia que precisaria estar descansado.

Assim que o dia começou a clarear, coloquei todas as coisas numa mochila e peguei a estrada.

Depois de algumas horas, encontrei um senhor sentado a beira do caminho, suas roupas estavam muito rasgadas e logo entendi o que deveria fazer. Tirei a roupa que estava na sacola e entreguei a ao senhorzinho, que me agradeceu alegremente. Continuei.

Mais um tempo se passou e encontrei uma mulher com uma criança chorando. Pude ouvi-la dizendo: Não chore meu filho, o Sagrado há de nós amparar, encontraremos comida. Imediatamente entendi, peguei toda comida que carregava e a entreguei para a mulher.

- Obrigada bom homem, que Olorum lhe abençoe sempre, hoje deu-me o necessário para chegar ao meu destino. Eu e meu filho não conseguiríamos sem esse alimento.

Com lágrimas nós olhos, assenti com um gesto de gratidão, pois não podia falar, e continuei pela estrada.

Logo adiante, avistei um homem que trabalhava a terra. Pingava de suor, tamanho era o calor. Me aproximei e ofereci a cabaça com água, a qual aceitou de pronto.

- Puxa, hoje ao vir para o campo, acabei esquecendo de trazer minha água. Que os Orixás lhe recompensem.

Assim segui.

Já andava há muitas horas, estava sujo, faminto e com sede, mas sabia que ainda não havia cumprido todo o trabalho. O dia chegou ao fim e o breu tomou conta de tudo.

Sentia-me muito cansado e, com medo da escuridão, pedi perdão ao Sagrado em oração e, acendi uma pequena fogueira com o óleo que havia trazido.

Quando estava quase dormindo, ouvi um estalo de galho, coloquei me em pé num só pulo, apesar do medo, tinha que saber de onde vinha o barulho. Iluminado pela luz da fogueira, pude ver algo dependurado numa árvore próxima, corri e a tempo consegui erguer o corpo ainda com vida.

Desatei o nó da corda, e vislumbrei o rosto da jovem, ainda desacordada.

Passei o resto da noite com ela nos braços.Com a voz ainda debilitada pela tentativa de suicídio, ela relatou todo seu desespero. Choramos juntos.

Os primeiros raios anunciavam o novo dia, era hora de voltar. Com movimentos, convidei a pequena para regressar comigo e, juntos, seguimos a viagem.

Ao chegar em casa, minha mãe nos esperava na entrada e logo amparou a jovem ele, tratou de pedir auxílio para ela. Quando certificou-se de que estava sendo tratada, voltou para conversar comigo.

Deu-me um abraço que valeram mil palavras, ao qual eu respondia com soluços num choro compulsivo. Quando me acalmei, ela perguntou:

- Filho, o que aprendeu?

- Mãe, uma roupa usada pode ser um acalanto; a comida é necessária para nos manter em pé; a água é essencial; a luz nos ajuda a enxergar, mas o mais importante que aprendi hoje, foi que uma atitude, mais do que qualquer palavra, vale uma vida.

- Gratidão filho, você aprendeu a lição.

Asé
Iyalorixa Monica

27/03/2020

Hoje falarei sobre a Grande Senhora, Nanã Buruku.

Quando Olorum deu a tarefa de modelar os seres humanos para encarnar na Terra, Oxalá tentou com todos os materiais possíveis. Usou madeira, metal e até azeite e vinho de palma, uns não podiam ser modelados, outros se desfaziam. Já desesperado em como iria prestar contas a Olorum, Nanã veio lhe salvar.

Para entendermos melhor, antes explicarei o que é o barro e seu fundamento, o Asé de Nanã.

Olorum criou o Aiye coberto de água, onde a terra era submersa. Havia apenas um ponto, entre o Orun e o Aiye que não estava submerso, uma palmeira. Este foi o local por onde os Orixas desceram para a Criação. Quando espalhou se a terra firme, dividindo-a com rios e mares (água), criou-se também pontos de convergência entre esses elementos. Apesar de muitos acreditarem que Nanã viva apenas no fundo de lagos ou pântanos, se esquecem que, toda vez, que terra se separa da água, automaticamente cria o barro. Neste local, apesar de não vermos a olhos nus, vive um verdadeiro microcosmo, uma infinidade de seres vivos, de onde foi retirado o material entregue à Oxalá.

Bem, voltando a Criação, quando Nanã entregou a lama para Oxalá, foi muito fácil manusiar e modelar a primeira figura humana na terra. Olorum satisfeito com o protótipo, autorizou a feitura dos homens.

Como tudo o que nos é emprestado, um dia devolveremos. Por isso, um dia nosso barro volta para Nanã. Este Orixa é responsável por libertar nosso corpo espiritual de seu elemento, e assim podermos voltar para casa, o Orum.

Muitos a associam com a morte, com Iku, mas na verdade Iku, toca o ser humano que deve retornar, então Nanã o prepara para a jornada de volta.

Bem, pq estou falando sobre isso?

Estamos passando por um momento em que muitos estão retornando, mas ao contrário do que imaginam, não estão fora de seu próprio tempo. Abateu-se sobre o planeta um medo terrível, que ao contrário do que dizem, não é uma praga, simplesmente um ser vivo, pertencente ao microcosmo, levando para casa, o Orum, aqueles que aqui cumpriram seu tempo.

Não há vida eterna na Terra, nosso espírito pertence ao Orum.

Entendam a maior lição deste momento: a vida terrena é temporária e deve ser aproveitada para evoluirmos nosso espírito. Tudo o que há de material neste planeta, aqui continuará. Viver plenamente é manter a alma limpa, não conservar o corpo, não querer apenas 'ter', o real tesouro não é comprado com moedas, as moedas são para sobrevivência do corpo físico.

Nanã está nos mostrando o valor do Tempo, aproveite o seu, cresça.

Asé meus filhos, que Nanã compartilhe sabedoria com os que buscam evolução.

Iya Mônica de Ogum

Que Omulu é Obalwaiye nos perdoem pelos males que causamos a terra sagrada. Que Olorum nos de uma nova chance para fazer...
23/03/2020

Que Omulu é Obalwaiye nos perdoem pelos males que causamos a terra sagrada. Que Olorum nos de uma nova chance para fazermos o certo e, permita em sua infinita benevolência, autorização para Ossain nos trazer a cura. Asé

23/03/2020

Hoje os filhos de no Ilê, estarão, cada um em sua cada, às 19 h, firmando e clamando ago a Omulu e Obalwaiye. Asé

22/03/2020

Sou filha de Ogum, Orixa da guerra e da estratégia. Hoje vivemos o tempo de reflexão, de conscientização de nossos erros. Essa praga chamada Coronavirus deve ser encarada como consequência de tantos erros nossos. QUE O SAGRADO NOS DE AGO, É QUE APROVEITEMOS PARA NOS TORNAR MELHORES. ASÉ

Todo sábado atendemos com passe e consultas. Pedimos a gentileza de chegarem com antecedência de 15 minutos.Rua 11A, 223...
02/03/2020

Todo sábado atendemos com passe e consultas. Pedimos a gentileza de chegarem com antecedência de 15 minutos.

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