09/12/2025
Orixás regentes de 2026
O Orixá regente do ano não é definido por nenhum órgão central ou instituição oficial.
Essa regência é revelada por meio das tradições espirituais, das casas de axé, dos jogos de búzios coletivos e da orientação dos sacerdotes (Babalorixás e Yalorixás).
Por esse motivo, é natural que existam variações de interpretação, de acordo com a nação de origem como Ketu, Jeje ou Angola e também conforme a linhagem espiritual de cada terreiro.
Essa diversidade não representa conflito, mas sim a riqueza, profundidade e ancestralidade viva das religiões de matriz africana, que respeitam o tempo, a tradição e a revelação espiritual de cada casa.
Em nosso caso esse ano entra com uma peculiaridade em que Oxóssi e Ogum regem juntos e a Yababá será Iansã com uma forte influência de Iemanjá.
Vou passar aqui as previsões de 2026 feitas por meu Pai de Santo Luiz D’Omolu
TENDÊNCIAS PARA 2026
Evita-se a palavra previsões, uma vez que a palavra traz uma expectativa de ver com antecipação. Porém é feita uma interpretação das forças atuantes nesse período, do ponto de vista de abordagens não cartesianas. Se quisermos ser de muito preciosismo, a passagem do ano, conforme observada no mundo ocidental, ocorre no dia 20 de março, quinta-feira, às 12h06min. Sabemos que há um tempo para a passagem de uma dada configuração à outra, não sendo instantânea, mas sim um processo.
REGÊNCIA ASTROLÓGICA DO ANO: MARTE
REGÊNCIA DO ORIXÁ: YANSÃ, OGUM E YEMANJA
Em primeiro lugar, é preciso que entendamos uma força planetária, um orixá, um número, um arcano do tarot ou qualquer um de nós, como um ser que transcende à racionalidade. Não somos somente um corpo físico e, no limiar dessa compreensão racional, há uma outra possibilidade do ser, etérea e ilimitada, sem definição de limite. Quando falamos de Ogum ou de Marte, falamos de um ser que é conosco. Não de um ser que está “lá”, mas sim, em nós. Ogum é conosco e está em nós. Marte não atua em nós, mas é a nossa essência marciana que emerge e se manifesta.
Assim como corpos que, ao se aproximarem, geram um novo estado de ser, a efeméride de um evento cósmico gera, em nós, novas possibilidades, dando-se o mesmo com um Orixá. Não somos um ser à parte, mas contido em todas as partes, afetando-nos com o todo que nos cerca, seja com o nosso consentimento ou não, mesmo suposto ou não.
A regência de Marte, o grande guerreiro cósmico, nos impulsiona à ação, dando-nos a vontade de realizar com o prazer sob o qual se opera a realização, expressa na recompensa. Realização e recompensa traduzidas no simples prazer, tal qual aquele sentido por saciar a fome. Marte é conquista e celebração da vitória que se unem em prazer. Assim também o é Ogum, o guerreiro, que carrega os mesmos atributos de Marte, traduzindo-se no seu atributo das conquistas, o de colocar-se em movimento para realização. Marte é o início de qualquer projeto e, como qualquer ação requer o movimento inicial da vontade, em nós, essa ação também é conhecida por empreendedorismo. É a luta por vencer e conquistar sabendo da recompensa de possuir.
Marte é a obstinação que, por vezes, pode se mostrar em um encurtamento da visão que permite-nos observar somente um foco e não a lateralidade das opções. Esse foco obstinado percebemos também em Ogum que ao tangenciar Mãe Yansã, se traduz em prazer e exaltação à vida. Yansã não é a sexualidade que se expressa unicamente na genitália, mas em qualquer outro sentido, pelo gozo da conquista e do saber.
Ao falarmos de Ogum ou de Marte, ambos ligados à guerra, percebemos a presença de Mãe Yemanjá, deusa senhora do acolhimento, que no alinhamento de Netuno e Saturno em Áries, transparece sua presença no convite à reflexão, no questionamento do porquê incitamos as demandas. Yemanjá ao unir-se com Yansã, se transforma na estrategista, na visionária. Juntas, mostram a previsibilidade da lei de ação e reação.
Yansã, Ogum e Marte, sobressaindo no ano que se inicia em março, têm sua presença efetivamente anunciada pelo grande alinhamento planetário de 28 de fevereiro envolvendo Mercúrio, Vênus, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Podemos imaginar um congresso das deusas e deuses debatendo a condição e disposição para o combate e as formas de detê-lo. Tal condição reflete-se em nós como partícipes e, ao mesmo tempo, autores de nossas vidas. Temos a capacidade de, em algum momento ou situação, transformarmos a forma de sentir e reagir aos impulsos que nos atravessam.
Ogum, Yansã e Marte estão nas intervenções que podem chegar ao limite do rompimento. Em processos cirúrgicos, na superação dos recordes olímpicos ou na tecnologia que constrói e também destrói, há a força de Yansã, Ogum e Marte sempre tentando impor-se ao outro. Não há limites para conquistas, sendo o reconhecimento de si no outro, proporcionado por Yemanjá, a chave mestra para abrir caminhos de conciliação do viver em sociedade.
Ogum, Yansã e Marte despertam em nós o reconhecimento de nosso lugar no mundo. É o reconhecimento de nossa unicidade na diversidade humana, pois não somos iguais, mas podemos conviver em harmonia, em uma sociedade pensada por Yemanjá, não somente ficcional, mas vivida no mundo corpóreo.
Ogum, Yansã e Marte são a própria paixão A paixão desencadeante das forças incontroladas que buscam prazer e realização. Com a intervenção de Yemanjá entendem-se realizadoras, sem violência e dor. A passionalidade, para o gozo da alma, pode ser vivida com uma intencionalidade minimamente harmônica. Na união dos regentes com Yemanjá, surge o brotamento daquilo que foi guardado e necessita vir à tona para elaboração. É no mar violento que o fundo lamacento se oferece aos cuidados.
Ogum, Yansã e Marte têm ideais e lutam por eles, acreditando nesses ideais com todo fervor, chegando ao limite da devoção; Yemanjá se alia nessa busca, justificando-a com valores inalcançáveis, fazendo da luta um modo de vida. Tal modo de vida pode gerar ideologias baseadas na competição e não na união dos indivíduos. Essa diferença é delicada e devemos ter cuidado com esse cenário que nos faz repetir histórias já marcadas pela dor.
Yemanjá traz sua expressão na vaidade que não necessita ser validada. Mas, por vezes, requer a validação que desemboca no individualismo e na arrogância, numa luta apaixonada e cega. Yemanjá não se impõe como Ogum e Marte, mas ao lado de Yansã, não se cala e luta com a visão da previsibilidade, antecipando cada golpe, com estratégia.
Ogum, Marte e Yansã são inquietos e não se paralisam ante novas experiências, mas têm dificuldade em recuar diante de uma estratégia mal elaborada. Yemanjá, ainda que duvidosa de suas ações, buscará algo que justifique. Os três regentes são progressistas com grande capacidade argumentativa, mas desconhecem o oferecimento do conforto que Yemanjá sabe como prover. Assim, na união regencial surgem belas oportunidades de realização para si e para grupos que se formam nas camadas dos relacionamentos. A ação é bem-vinda, pois a inação é a estática gerada por um suposto saber.
No primeiro dia do ano, aqui considerando o mês de janeiro, a Lua, também entendida na força de Yemanjá, estará na sua fase cheia, revelando a inteireza da nossa apaixonada capacidade de realização, mostrando-nos que somos capazes de tudo, naquilo que nos alimenta com prazer. Yemanjá, ancorada pela Lua Cheia, não se esconde e mostra todo seu potencial; força latente que pode ser potencializada pela vontade de Ogum e Yansã.
Em Marte e Ogum, os acordos e associações que fizemos, mas que não nos levaram a uma realização percebida, são desfeitos e as regras não reconhecidas podem ser violadas. Ogum e Marte são individualistas, mas não conseguem viver na individualidade, necessitando da aceitação da sociedade.
O ARCANO DO TAROT – X – A RODA DA FORTUNA
É a roda do destino e da sorte. Representa a sagacidade, felicidade, presença de espírito, senso de oportunidades. Simboliza também o ganho em jogos como loterias ou outros. Traz um sentido de recompensas por ações já realizadas. Simboliza um ganho ou uma perda. Pode ser o fim de um problema. É algo inevitável.
Um avanço para melhor ou pior, dependendo de como percebemos. Para que sejam para melhor, é necessário não ouvir os clamores daquilo que nos diminui. Ouça os clamores daquilo que nos constrói.
NUMEROLOGIA
Para descobrir seu número pessoal para 2026, basta adicionar a unidade ao dia e mês do seu aniversário. Dando como resultado um número maior que 9, reduza novamente.
1 – INDEPENDÊNCIA. OUSADIA. EMPREENDIMENTOS. COMEÇO.
2 – UNIÃO. PACIÊNCIA. CONTINUIDADE. ATIVIDADES EM EQUIPE.
3 – COMUNICAÇÃO. SOCIEDADE. CONHECER.
4 – ORGANIZAÇÃO. SACRIFÍCIOS. DURABILIDADE. BATALHAR.
5 – LIBERDADE. AVENTURAS. TRANSFORMAÇÃO.
6 – PROTEÇÃO. RESPONSABILIDADE. FINANÇAS. DEDICAR.
7 – PROFUNDIDADE. ISOLAMENTO. INTERIORIZAR.
8 – COMPETÊNCIA. ANO DE COLHEITA. ADMINISTRAR.
9 – UNIVERSALIDADE. NÃO COMECE NADA. FINAL DE UM CICLO. RENOVAÇÃO.
CORES ADEQUADAS PARA O RÉVEILLON
MARTE: VERMELHO
OGUM: VERMELHO E BRANCO OU O AZUL ÍNDIGO
YANSÃ: CORAL OU VERMELHO
YEMANJÁ: AZUL CLARO E BRANCO
MENSAGEM SÍNTESE PARA O ANO DE 2026:
FAÇA ALGO, FAÇA QUALQUER COISA, MAS FAÇA!
FAÇA, ACIMA DE TUDO, POR VOCÊ!
NÃO SE CURVE A MESTRES. SIGA SOMENTE O SEU CORAÇÃO. NÃO SE ACOMODE EM NADA.
TUDO PODE SER FEITO DE MODO DIFERENTE E RENOVADO!
BUSQUE NO PASSADO A SABEDORIA PARA AGIR NO PRESENTE
GANDHI: SEJA VOCÊ O AGENTE DA MUDANÇA QUE DESEJA VER NO MUNDO.