Igreja Batista Maná

Igreja Batista Maná É UMA INSTITUIÇÃO NÃO GOVERNAMENTAL, QUE TEM COMO OBJETIVO PROPAGAR O EVANGELHO DEIXADO POR CRISTO, E POR SEUS DISCÍPULOS.

DECLARAÇÃO DOUTRINÁRIA DA CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA

Os discípulos de Jesus Cristo que vieram a ser designados pelo nome "batistas" se caracterizavam pela sua fidelidade às Escrituras e por isso só recebiam em suas comunidades, como membros atuantes, pessoas convertidas pelo Espírito Santo de Deus. Somente essas pessoas eram por eles batizadas e não reconheciam como válido o batismo administrad

o na infância por qualquer grupo cristão, pois, para eles, crianças recém-nascidas não podiam ter consciência de pecado, regeneração, fé e salvação. Para adotarem essas posições eles estavam bem fundamentados nos Evangelhos e nos demais livros do Novo Testamento. A mesma fundamentação tinha todas as outras doutrinas que professavam. Mas sua exigência de batismo só de convertidos é que mais chamou a atenção do povo e das autoridades, daí derivando a designação "batista", que supõem ser uma forma simplif**ada de "anabatista", "aquele que batiza de novo". A designação surgiu no século XVII, mas aqueles discípulos de Jesus Cristo estavam espiritualmente ligados a todos os que, através dos séculos, procuraram permanecer fiéis aos ensinamentos das Escrituras, repudiando, mesmo com risco da própria vida, os acréscimos e corrupções de origem humana. Através dos tempos, os batistas se têm notabilizado pela defesa destes princípios:
1º - A aceitação das Escrituras Sagradas como única regra de fé e conduta.
2º - O conceito de igreja como sendo uma comunidade local democrática e autônoma, formada de pessoas regeneradas e biblicamente batizadas.
3º - A separação entre Igreja e Estado.
4º - A absoluta liberdade de consciência.
5º - A responsabilidade individual diante de Deus.
6º A autenticidade e apostolicidade das igrejas.

27/11/2015

Dia 02/12/2015, completamos 9 anos de existência e convidamos vocês para comemorar conosco em um culto de ação de graças no dia 05/12/2015, na Escola Clínio Brandão, às 19h. Contamos com sua presença!

16/11/2015

O Discípulo e a Vontade de Deus

OBJETIVOS

Ao final deste estudo, você deverá ser capaz de:
1. Entender que Deus tem um plano para a sua vida.
2. Discernir a vontade de Deus para cada área da sua vida.
3, Comprometer-se com a vontade de Deus como a melhor opção para a sua vida.

INTRODUÇÃO
Quando estudamos a Palavra de Deus, percebemos que cada um de nós é muito importante para Senhor. De fato, cada pessoa é especial para ele.1 E, neste sentido, ele tem um plano específico detalhado para cada criatura que nasce sobre a face da terra. Ao passear pela Bíblia percebemos que a palavra "melhor" é uma das preferidas de Deus. Por que ele insiste tanto em repetir essa palavra? Cremos que é para nos mostrar que deseja o melhor para nós. E, se muitas vezes estamos na pior, a responsabilidade não é de Deus, mas exclusivamente nossa.
Deus deseja revelar a sua vontade a cada ser humano. Ele tem prazer em que andemos segundo o seu querer. Neste sentido, ele tem tomado todas as providências para que conheçamos a sua vontade. Se não a percebemos claramente é porque não estamos preparados para isso. A pessoa sincera tem desejo ardente de conhecer a vontade de Deus para a sua vida. Mas, o mais interessado em que essa revelação aconteça é o próprio Deus. A Bíblia diz: "Deus não é Deus de confusão".2 Ele está desejando revelar a sua vontade do modo mais claro possível.
Há uma distinção importante quando se trata deste assunto: a vontade objetiva de Deus e a vontade permissiva de Deus. Há coisas que Deus determina em nossa vida pela sua vontade objetiva. Sempre são coisas positivas e boas. Por outro lado, há situações em nossas vidas que não constituem a vontade objetiva de Deus, mas a sua vontade permissiva, isto é, ele não planejou que fosse assim, mas permite que o seja em favor de seus propósitos eternos e sábios. Deus nunca planeja coisas más em nossas vidas. Mas, ele não fez compromisso conosco de que o mal nunca nos atingiria. Todas as coisas estão debaixo do controle dele. Ele evita o que quer evitar e permite o que quer permitir. O seu compromisso é estar conosco sempre, dar-nos a sua graça e transformar as coisas em bênçãos para nós.3 Muitas coisas acontecem em nossas vidas por inteira responsabilidade humana. Deus poderia evitá-Ias. Às vezes ele as evita. Mas, não é o seu compromisso conosco. E nós não podemos discutir com ele. Um dia havemos de entender tudo isso.
Fiquemos com a afirmação de Paulo: "Para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus".4 .

I - CONDiÇÕES PARA CONHECERMOS
A VONTADE DE DEUS

1. Novo Nascimento
O primeiro passo para a realização da vontade de Deus na vida de uma pessoa é que ela reconheça sua condição de pecadora e se torne nova criatuta, pelo poder de Jesus Cristo. O ser humano é pecador não só porque comete atos pecaminosos, mas porque a sua natureza interior é pecaminosa.
Portanto, a solução para o problema do homem é ter a sua natureza transformada. A isso a Bíblia chama novo nascimento. O novo nascimento é condição fundamental para vivermos a vida que agrada a Deus - a vida segundo a sua vontade. Só as pessoas nascidas de novo têm condições de fazer a vontade de Deus com o coração bem disposto.
2. Percepção Espiritual
Assim como percebemos o mundo físico através dos sentidos (tato, visão, gustação, olfato e audição), Deus nos equipou com a percepção espiritual para nos conduzirmos na dimensão espiritual de nossa vida. Poderíamos comparar esse equipamento interior com um radar através do qual detectamos realidades que os nossos sentidos físicos não conseguem captar. Logo, só a pessoa nascida de novo tem essa percepção espiritual aguçada. A Bíblia diz: "Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque para ele são loucura; e não pode entendê-Ias, porque elas se discernem espiritualmente. Mas o que é espiritual discerne bem tudo...".5
A percepção espiritual nos dá a certeza da existência de Deus, da sua presença e atuação em nossa vida, da sua vontade em cada decisão que necessitamos tomar e de todos os aspectos da vida espiritual.
3. Vida Pura
Nossa comunhão com Deus se estabelece e se mantém a partir de uma vida pura e santif**ada. A Bíblia diz: "As vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados esconderam o seu rosto de vós, de modo que não vos ouça".6 Logo, se a nossa vida está contaminada com o pecado, a comunhão com Deus f**a bloqueada e a percepção espiritual prejudicada. Muitos cristãos entram em crise por não conseguirem perceber a vontade específ**a de Deus para as suas vidas. Geralmente imaginam que o problema é que Deus não lhes está revelando o que necessitam saber. Na realidade, eles mesmos são os responsáveis pela situação. Deus está tentando revelar-lhes a sua vontade, mas eles não conseguem percebê-Ia, por causa do pecado em suas vidas.
4. Disposição de Obediência
Deus não nos revela a sua vontade simplesmente para satisfazer a nossa curiosidade. Ele o faz para orientar a nossa vida. Por isso, para conhecer o que Deus quer, precisamos decidir antecipadamente que vamos ser obedientes ao que o Senhor nos revelar, não importa o preço que tenhamos de pagar. Isto sempre envolve uma signif**ativa medida de fé e confiança na sabedoria de Deus. A vontade de Deus nos é revelada progressivamente. Isto é, na medida em que vamos obedecendo àquilo que já conhecemos da vontade divina, o Senhor vai nos fazendo novas revelações, de modo que sempre podemos avançar. Nesse sentido, a revelação de novos aspectos da vontade de Deus depende de obedecermos naquilo em que já a conhecemos. É assim em todas as áreas de nossa vida. Nada mais razoável.


II - INDICADORES SEGUROS DA VONTADE DE DEUS
Para andarmos com segurança nos caminhos da vida precisamos de indicadores de confiança. São esses indicadores que nos dão convicção na hora de tomarmos as nossas decisões. Muitas vezes, gostaríamos que Deus nos falasse de modo extraordinário, através de sonhos, visões claras ou sinais específicos inconfundíveis. Houve uma época na história da revelação em que as coisas aconteceram assim. Hoje, entretanto, Deus tem usado outras formas de revelar-nos sua vontade. É certo que ele ainda tem poder para utilizar-se de métodos extraordinários. Mas isso não é usual; acontece como exceção à regra. Por outro lado, parece que as pessoas que esperam tais formas de revelação na realidade muitas vezes o fazem porque não querem pagar o preço de buscar compreender a vontade de Deus a partir da percepção espiritual. Sem dúvida, seria muito mais simples receber a revelação pronta, "mastigadà', do que buscar em oração a certeza interior do Espírito Santo.
Abaixo, relacionamos os principais indicadores de Deus para as nossas decisões:
1. A Palavra de Deus
A Bíblia é a Palavra de Deus e contém a opinião e o pensamento de Deus sobre todos os assuntos de nossa vida. Para nos orientarmos em todas as nossas decisões cotidianas, precisamos examinar detidamente as Escrituras Sagradas. O Senhor Jesus disse: "Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus".7 Não é o caso de abrirmos a Bíblia de qualquer jeito, em uma hora crucial, e concluir que o primeiro versículo achado é a resposta de Deus para aquela situação específ**a. Não discutimos a experiência particular de cada um, mas em geral, essa é uma prática arriscada. Quando examinamos a Palavra de Deus, temos de analisar os princípios que ela nos ensina. Por exemplo: Há certas respostas sobre a vontade de Deus que a Bíblia nos dá sem rodeios, de modo que não precisamos consultar mais nada. E a resposta completa. Ela diz categoricamente: "Não adulterarás".8 "Não mintais uns aos outros";9 "Não vos prendais a um jugo desigual com os incrédulos",10 etc. Não há mais o que f**ar perguntando. Não há mais dúvidas. Em outros casos, temos de consultar vários textos sobre o mesmo assunto e até buscar ajuda na interpretação, para chegarmos a uma conclusão tranqüilizadora.
2. A Oração
A oração é basicamente um gesto de comunhão com Deus, conversa íntima com o Senhor. Naturalmente, na medida em que o crente aprofunda sua comunhão com o Senhor passa também a perceber com mais espontaneidade o que ele deseja para cada situação de sua vida. Isto é, não temos condição de nos orientarmos com segurança a não ser que nossa vida de oração esteja realmente em dia. Isto é um princípio e não adianta tentarmos contorná-lo. Não vai funcionar de outro modo.
Pela prática da oração o nosso coração e a nossa mente passam a assimilar suavemente a vontade de Deus. Ela passa a incorporar-se a nós como se fosse a nossa própria.
A luta de Jacó com o Senhor no vau de Jaboque foi basicamente uma luta espiritual, uma luta de oração. 11 Naquela ocasião Jacó teve não só o seu nome mudado, mas principalmente o seu caráter. O nome de Jacó signif**a "suplantador, o que não sabe perder, que sempre quer levar vantagem". Nós sabemos que Jacó era assim de fato. Mas, na sua luta com Deus ele foi derrotado e saiu coxeando. Mesmo assim, o seu nome foi mudado para Israel, que quer dizer "príncipe de Deus", porque lutou com Deus e com os homens e prevaleceu. Bem, mas nós sabemos que Jacó foi derrotado. E, como se explica isso? É simples: Toda vez que a minha vontade se confronta com a vontade de Deus, e a vontade de Deus prevalece, eu sou o vencedor. Sim, o segredo de uma vida vitoriosa é permitirmos que a nossa vontade seja derrotada pela soberana e sábia vontade de Deus. E isso acontece principalmente no palco da oração.
3. A Meditação
Quando nos referimos à meditação não estamos signif**ando uma abstração inútil, alienante. Não é o caso da chamada meditação transcendental, tão em moda nas religiões de influência oriental. Na realidade, a meditação cristã tem um conteúdo: os pensamentos de Deus. A nossa mente passa a ocupar-se dos textos da Palavra de Deus, buscando absorver todo o seu signif**ado. É como uma "santa ruminação" da Palavra de Deus, um mastigar e saborear demorado das verdades eternas, até que nossa alma as absorva e elas passem a fazer parte de nosso ser e do conjunto de convicções orientadoras de nossa vida.12
4. O Bom Senso
Uma coisa nós nem sempre consideramos: Deus nos deu cabeça para pensar. O bom senso é fator importante em todas as decisões que tomamos. É certo que a lógica divina nem sempre convence a lógica humana. Mas, quando o raciocínio humano está orientado de fato pelo Espírito de Deus, o bom senso há de confirmar as outras indicações da vontade divina. Vale aqui o ensino de Paulo: "Mas nós temos a mente de Cristo".13
5. Os Conselhos Sábios
Na hora de uma decisão importante pode ser muito útil conversar com uma pessoa madura espiritualmente e de nossa confiança. O sábio Salomão afirma que "na multidão de conselheiros há segurança".14 E claro que não serve qualquer conselheiro. Há muita gente dando conselhos irresponsáveis por aí. O salmista afirma: "Bem-¬aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios".15 Os conselheiros adequados são pessoas salvas, que tenham maturidade espiritual e sejam merecedoras de plena confiança.
6. As Circunstâncias
A análise das circunstâncias também pode ajudar-nos a tomar decisões acertadas. Muitas vezes, Deus nos revela a sua vontade através de portas que se abrem ou portas que se fecham. Mas, cuidado! Isso nem sempre funciona de forma tão simples assim. De algum modo, o princípio pode ser sintetizado da seguinte maneira: Não entre em nenhuma porta aberta que você não tenha a certeza de que foi Deus quem abriu. Não desista de bater em uma porta fechada, a não ser que tenha a certeza de que foi Deus quem a fechou. Nós confiamos no Deus que está acima das circunstâncias e tem o poder de alterá¬-las para que a sua vontade se realize.16
7. Os Sinais Específicos
Às vezes, depois de avaliarmos todos os outros indicadores, necessitamos de uma confirmação para as conclusões a que chegamos. Só então é oportuno pedirmos a Deus um sinal específico para aquela situação. Devemos tomar cuidado para não usar esse recurso de forma irresponsável. Se já sabemos com certeza o que Deus quer, não é honesto pedir ainda uma confirmação; é como tentar ao Senhor. O sinal específico só deve ser pedido a Deus quando todos os outros indicadores foram consultados e nos dão uma razoável certeza, mas precisamos de uma confirmação. Devemos pedir a Deus também a sabedoria para escolher o sinal específico que dele esperamos. Não é adequado pedir um sinal absurdo ou infantil. Gideão nos dá um interessante exemplo de decisão tomada a partir de um sinal específico pedido a Deus: a lã no orvalho.17

III - RESULTADOS DE ESTARMOS
NO CENTRO DA VONTADE DE DEUS
1. Paz
O desejo de Deus é que desfrutemos permanente e inabalável paz interior. Isto só é possível enquanto estamos dentro da vontade de Deus. Quando o crente peca ou decide de modo errado, a sua consciência é imediatamente incomodada pelo Espírito Santo. É uma espécie de alarme com que somos dotados na vida espiritual. O apóstolo Paulo ensina: "E a paz de Cristo, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos".18 Há uma outra versão deste texto que diz: "a paz de Cristo ... seja o árbitro dos vossos corações". Quando nos falta paz interior é porque alguma coisa não está bem em nossa vida. Não devemos desprezar esta solene indicação divina.
2. Êxito
Deus deseja que seus filhos sejam bem-sucedidos. A Bíblia está repleta de afirmações que expressam essa verdade.19 Não agrada ao Senhor que sejamos uns fracassados. Mas o sucesso depende de nossa obediência à voz do Espírito Santo. Não é prudente fechar os ouvidos ou anestesiar a consciência diante dos amorosos sussurros do Espírito de Deus em nossos corações.
Fazer a vontade de Deus é andar no caminho do sucesso.
3. Garantia
Não nos arriscaríamos a fazer a vontade de Deus se não tivéssemos as garantias da sua Palavra. Conhecemos o caráter de Deus,20 e sabemos que ele não mente,21 nem se esquece de seu compromisso conosco.22 Quando somos obedientes, Deus assume toda a responsabilidade. Ele paga o prejuízo. Lembremo-nos da história de Jonas. Deus o mandou pregar em Nínive. Ele se levantou e pegou um navio na direção de Társis, no lado oposto. Um detalhe da narrativa bíblica que nos impressiona é que o texto diz: "E, descendo a Jope, achou um navio que ia para Társis; pagou, pois, a sua passagem, e desceu para dentro dele, para ir com eles para Társis, da presença do Senhor".23 Por que Deus destacou que Jonas "pagou a sua Passagem"? Não parece um detalhe importante. Mas ele fez questão de registrar isso, para que f**asse bem definido que Deus não financia a nossa desobediência. Se formos desobedientes teremos de pagar nós mesmos o preço. A partir do momento em que damos o primeiro passo no caminho da desobediência, Deus não tem mais nenhum compromisso com o resultado de nossos atos. Porém, ele nos dá garantia total quando fazemos a sua vontade. De fato, ele assume o prejuízo.
4. Convicção
Quando decidimos fazer a vontade de Deus sabemos que temos de pagar um alto preço. Muitas pessoas vão discordar de nós, outras vão nos ridicularizar e seremos chamados de loucos ou alienados. Às vezes, seremos até perseguidos. Os resultados positivos de nossa obediência nem sempre surgirão de imediato. Para nos mantermos firmes precisamos de convicção - aquela certeza de que estamos fazendo o que devemos fazer, mesmo que tudo indique o contrário. Nessa situação, talvez alguém nos pergunte: "Como você sabe que esta é a vontade de Deus?". E talvez a única resposta coerente que tenhamos seja: "Como eu sei, eu não sei; eu só sei que eu sei". Parece estranho. Mas, esta é a resposta de quem tem uma convicção íntima muito definida, que não pode ser explicada humanamente. É a certeza interior que o Espírito de Deus proporciona. É isso o que a Bíblia ensina quando diz: "Todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus".24
Uma coisa muito importante é que a certeza da vontade de Deus nos vem da observação de um conjunto de indicadores, não de um indicador isolado. Portanto, todos os indicadores consultados precisam concordar para que tenhamos convicção.
Nossas decisões não devem ser motivadas por interesses secundários nem devem ser o resultado de pressões sociais ou constrangimentos pessoais. O único imperativo para nossas decisões há de ser a vontade sábia e soberana de Deus. Ele sabe o que é melhor para nós, porque nós só vemos até a próxima curva da estrada, mas Deus vê depois da curva, lá na frente, porque vê de cima, donde a visão é perfeita.
O segredo de sermos felizes e desfrutarmos perfeita paz interior não são as circunstâncias que nos rodeiam, mas a certeza de que estamos exatamente no centro da vontade de Deus. Isto é o melhor da vida.

PROJETOS CONCRETOS DE VIDA
1. Faça o exercício abaixo, com as áreas de sua vida em que você não tem convicção de estar realizando exatamente a vontade de Deus: Exemplo:
2. Compartilhe com outros o que você tem aprendido sobre vontade de Deus.
3. Memorize Efésios 5.17
4. Nesta semana, leia os seguintes textos e medite neles:
1° dia: Salmo 143.1-12 2° dia: João 13.1-17
3° dia: 2 Coríntios 6.1-18 4° dia: Mateus 26.36-46
5° dia: João 4.31-42 6° dia: Romanos 13.8-14
7° dia: Filipenses 2.1-18
NOTAS DE REFERÊNCIA


1) Sl 8.4-9
2) 1 Co 14.33
3) Jo 16.13; Mt 28.20; Sl 23.4; 2 Co 12.7-10; Rm 8.28 4) Rm 12.2
5) 1 Co 2.14,15
6) Is 59.2.
7) Mt 22.29
8) Êx 20.14
9) Cl3.9
10) 2 Co 6.14
11) Gn 32.22-32
12) Sl 119.103; FI 4.8; Is 55.8,9
13) 1 Co 2.16
14) Pv 11.14
15) Sl 1.1
16) Jó 42.2
17) Jz 6.36-40
18) Cl 3.15
19) Sl 1.3; Gn 39.3,23
20) 1 Co 1.9; Hb 10.23
21) Nm 23.19
22) Is 49.15
23) Jn 1.3
24) Rm 8.14

20/10/2015

O Discípulo e a Oração

OBJETIVOS

Ao final deste estudo, você deverá ser capaz de:
1. Ter uma consciência ampliada do seu dever e privilégio da oração.
2. Tomar a decisão de ter um horário específico para oração.
3. Reconhecer a prática da oração em todos os aspectos de sua vida.

INTRODUÇÃO
Conta-se a história de um camponês russo que desejava a todo custo entender o signif**ado do verso bíblico: "Orai sem cessar.1 Após muita vã peregrinação, ele encontrou-se finalmente com alguém que lhe ensinou a "oração de Jesus". Seu mestre instruiu-o a sentar-¬se em silêncio, abaixar sua cabeça, fechar seus olhos, respirar pausadamente, olhando seu próprio coração, e daí, em sussurro, dizer: "Senhor Jesus Cristo, tenha misericórdia de mim". O camponês deveria proferir essas palavras 3.000 vezes cada dia, aumentar para 6.000 vezes ao dia, 12.000 vezes ao dia, até chegar ao ponto em que dissesse tais palavras tantas vezes quanto desejasse. Com o passar do tempo, o camponês peregrino experimentou uma grande alegria. Sua oração havia penetrado em sua vida de tal modo que já não podia esconder a satisfação de estar totalmente dependente de Cristo, do seu perdão e do seu amor. E esse amor e dependência o ajudaram a suportar as dificuldades do dia-a-dia, por mais penosas que fossem.
Entre as frases abaixo, qual expressa melhor a experiência do camponês? (Marque-a com um x.)
( ) 1. Oração é comunhão contínua com Deus.
( ) 2. Oração é um exercício intelectual do homem para com Deus.
( ) 3. Oração é uma obrigação do homem para com Deus.
Não há dúvida de que a opção número 1 transmite, em forma global, a experiência do camponês. Apesar de utilizarmos o nosso intelecto ao falar com Deus, e apesar de termos a obrigação da oração, visto que Deus nos manda orar, oração é a comunhão do dia-a-dia com o nosso Deus. Oração é o ingrediente essencial para a transformação pela renovação da nossa mente.2

I - DEFINIÇÃO E PROPÓSITO DA ORAÇÃO
A Bíblia não apresenta uma definição de oração. O conceito em si pode ser extraído das muitas experiências dos personagens bíblicos e das exortações de Deus. Observe os exemplos na página seguinte, conforme o Quadro 1.
Entre estes exemplos dados, o que você pode observar sobre a oração? Marque F para falso, e V para verdadeiro, nas sentenças abaixo:

( ) 1. A oração é um processo dinâmico entre o homem e Deus.
( ) 2. A oração envolve petição. intercessão e louvor.
( ) 3. Deus não se interessa por ouvir fraquezas humanas.
Naturalmente você deve ter marcado (V) para os dois primeiros exemplos e (F) para o terceiro. Vejamos o porquê de a questão 3 ser falsa:
Deus criou o homem para que este o glorif**asse e tivesse comunhão com ele. O pecado separou o homem de Deus. Como parte do plano restaurador para esse relacionamento, Deus enviou seu Filho Jesus Cristo ao mundo. A Bíblia diz que Jesus morreu na cruz para salvar o homem do seu pecado, da sua alienação de Deus.3 Quando o homem aceita a Jesus como seu Salvador pessoal, ele experimenta novamente o contato direto com Deus.4

Essa comunhão mútua se concretiza através da oração, e é um ato de fé. Martinho Lutero dizia que a fé não pode ser colocada no bolso. Ela é dádiva de Deus e deve ser entregue a Deus. Deus dá fé ao homem para que este volte-se para ele e mantenha-se espiritualmente sadio. Isso signif**a que o homem deve buscar a Deus, em todos os detalhes de sua vida.
Até aqui temos considerado que a oração tem como propósito a comunhão com Deus. Considere-se você mesmo e a sua vida de oração. Ainda olhando para o Quadro 1, preencha o Quadro 2, de acordo com as suas próprias experiências:

Qual o nível de sua abertura para Deus? Você é capaz de dizer a ele tudo que se passa em sua vida? Deus almeja ter intimidade com você. Ele quer ser seu melhor amigo. Ele quer preencher todo o seu ser. A comunhão que Deus quer ter com o homem é o segundo propósito da oração.
Reflita no seguinte testemunho:
"O privilégio da oração, para mim, é das possessões a mais apreciada, porque tanto a experiência como a fé me convencem de que Deus mesmo a ouve e responde, conforme a sua sabedoria. A mim só compete pedir, e a ele conceder ou recusar, de acordo com a sua presciência. Se não fosse assim, jamais eu ousaria orar. No sossego do lar, no ardor da vida e da luta, na presença da morte, o privilégio de falar com Deus é para mim incalculável. E eu o aprecio tanto mais, quanto não exige de nós nada que esteja acima das nossas forças. É bastante elevarmos a mente em súplica para que sejamos ouvidos por Deus. Mesmo quando não o vejo, não o ouço, nem falo, posso orar e ter a certeza de que Deus me ouve. Quando afinal tiver de atravessar o vale da sombra da morte, espero fazê-Io, conversando com Deus".
Leia os seguintes textos: Jeremias 33.3; Isaías 55.6;
Jeremias 29.13; Salmo 50.15. Qual é a promessa que temos de Deus?________________
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Podemos confiar em Deus, mesmo quando não o vemos ou ouvimos.5 Ele nos ouve e quer comunhão contínua conosco. Medite nos exemplos e testemunhos dados até aqui, e defina o termo "oração", com suas palavras: Para mim, oração é:
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II - ELEMENTOS DA ORAÇÃO
Quando Jesus esteve na terra, ele focalizou o tema da oração muitas vezes.
Leia Mateus 6.5-15.
Jesus disse que não deveríamos ser como os hipócritas. Ele identificou neles atitudes que não devemos nutrir ao orarmos (v.5). Observe o verso 6. Quais são algumas sugestões que Jesus nos dá? __________________________________________________________________
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Anteriormente já consideramos alguns elementos da oração. (Veja Quadros 1 e 2.) Agora observe o exemplo que Jesus deu aos seus discípulos, e identifique outros elementos da oração. (Veja Quadro 3. )
Você provavelmente poderia acrescentar outros elementos necessários à oração. Por exemplo: O apóstolo Paulo nos admoesta à responsabilidade de estarmos sempre gratos.6 Também através do seu próprio exemplo, Paulo mostra que devemos interceder pelo nosso próximo.7 Assim, a gratidão e a intercessão devem ser elementos constantes em nossas orações.

III - ORAÇÃO E A LEITURA DA BíBLIA
E. F. Hallock disse certa vez que a oração e a leitura da Bíblia representam as duas asas do avião. O Pastor Hallock acreditava tanto na leitura da Bíblia que por mais de 50 anos a leu pelo menos duas vezes ao ano. O crente encontra muitas respostas para suas indagações ao ler a Palavra de Deus. É preciso que haja um sentimento de busca. Jesus insiste em que o façamos.8

IV - COMO E QUANDO ORAR

Assinale com um X as respostas certas:
( ) 1. O crente em Cristo deve manter uma atitude constante de oração.
( ) 2. A oração do crente deve incluir elementos tais como: adoração, gratidão, arrependimento e confissão, intercessão, petição e consagração.
( ) 3. O crente lucra quando tem hora marcada para um encontro especial com Deus.
Você está absolutamente correto(a) se assinalou as três respostas. As três afirmativas revelam verdades concernentes à oração.
Uma vez que a pessoa aceite a Cristo como seu Salvador, passa a receber orientação direta do Espírito Santo quanto ao relacionamento íntimo com Deus. A Bíblia diz que o Espírito intercede pelos santos.9 Isso signif**a que quando nos aproximamos de Deus estamos sendo guiados pelo Espírito, que vive em nós. 10 Daí temos a garantia de sermos ouvidos, porque chegamos diante de Deus com as credenciais do seu próprio Filho, cujo Espírito vive em nós.

PROJETOS CONCRETOS DE VIDA
1. Considere o Quadro 3: Oração-modelo. Quais são os elementos mais usados? E os menos usados? Por quê?
2. O que você acha da seguinte experiência? Nair contraiu uma doença incurável. Soube há pouco que sua filhinha de 2 anos também a contraiu. Além disso, a menina quebrou a perna e precisou passar muitos dias no hospital. Nair está zangada com a situação e muito frustrada. Ela é crente mas no momento tem dificuldade para orar. Sua irmã, também crente, disse-lhe que contasse a Deus exatamente como se sentia.
Você concorda com o conselho da irmã de Nair, ou discorda dele? Por quê?
3. Leia e descubra o mandamento que os seguintes textos bíblicos têm em comum: Deuteronômio 4.29; Isaías 55.6; Atos 17.27; Salmo 105.4; Oséias 10.12
O que este mandamento diz a sua vida?
4. Desenvolva o hábito de ter pelo menos 15 minutos de comunhão diária com Deus, através da oração e da leitura da Bíblia.
5. Desenvolva o hábito de anotar seus pedidos de oração, colocando a data do pedido e a data da resposta.
6. Faça uma pesquisa no Novo Testamento sobre a vida de oração de Jesus Cristo. Que lições você pode tirar dele paraa sua própria vida?
7. Compartilhe com outros suas definições de oração.
8. Memorize Jeremias 33.3
9. Nesta semana, leia os seguintes textos e medite neles:
1° dia: Mateus 7.7-11; Romanos 12.9-21
2° dia: Mateus 6.5-15
3° dia: Marcos 11.12-25
4° dia: 1 João 5.14-21
5° dia: Tiago 5.13-18
6° dia: João 14.12-14; 15.16; 16.23-24
7° dia: Hebreus 11.1-40
NOTAS DE REFERÊNCIA

1) 1 Ts 5.17 2) Rm 12.2
3) CI 1.20-22 4) Ef 2.18
5) Mt 6.6 6) 1 Ts 5.18
7) 1 Tm 2.1 8) Mt 7.7
9) Rm 8.27 10) Rm 6.9-14

19/10/2015

O Discípulo e o Estudo da Bíblia

OBJETIVOS

Ao final do estudo desta lição, você deverá ser capaz de:
1. Adquirir para a sua vida conhecimentos práticos da Palavra de Deus.
2. Estudar sistematicamente e sozinho a Palavra de Deus, separando diariamente um tempo para a sua leitura e meditação.
3. Assumir o compromisso de ler anualmente toda a Bíblia.
4. Interpretar corretamente a Palavra de Deus e aplicar seus princípios ao viver diário, compartilhando-os com outros.
5. Identif**ar no texto bíblico a mensagem de Deus para o momento presente, uma ordem ou mandamento, uma advertência, uma promessa ou um princípio eterno.

INTRODUÇÃO
Tim LaHaye, em seu livro Como Estudar a Bíblia Sozinho (Ed. Betânia), conta que certa vez um rapaz de 17 anos foi a um culto, atendendo a um convite de um vendedor de sapatos que o levara a Cristo. Esse vendedor falou-lhe da necessidade de conhecer melhor o Salvador que acabara de aceitar. Durante o culto, após o período de louvor, o pregador disse: "Abramos a Bíblia agora em 2 Timóteo 5.12." O jovem convertido abriu na primeira página a Bíblia que seu amigo lhe dera, e começou a folheá-Ia por Gênesis, Êxodo, e outros livros, sem encontrar 2 Timóteo. Um pouco confuso, voltou ao índice e observou que 2 Timóteo encontrava-se na página 325. Quando abriu a Bíblia nesse número encontrou o livro de Josué. Olhou no índice novamente e percebeu que a Bíblia tinha duas grandes divisões, e que Timóteo achava-se na segunda. Quando afinal encontrou o texto, o pastor já havia terminado o sermão.
Embora tenha fracassado nessa primeira tentativa, aquele jovem sentiu um grande desejo de conhecer melhor a Bíblia. Anos depois, ele tornou-se um famoso pregador, que levou a Cristo um milhão de pessoas. O nome dele era Dwight L. Moody. Como discípulos, temos o desejo de conhecer o Senhor Jesus e a sua vontade para as nossas vidas. Para tanto, é fundamental a leitura, estudo, meditação e aplicação da Palavra de Deus.
A Bíblia é uma verdadeira biblioteca. Com 66 livros, 39 no Antigo Testamento, 27 no Novo e escrita por cerca de 40 homens inspirados pelo Espírito Santo, durante um período aproximado de 1600 anos, é o livro mais lido no mundo. Foi publicada em mais de 160 idiomas e é, certamente, o livro dos livros. Para o discípulo de Jesus Cristo, a Palavra de Deus reveste-se de especial interesse, pois é a sua relação com ela que determinará o sucesso ou o fracasso na vida cristã. Na Bíblia, o discípulo é confrontado com a vontade de Deus para a sua vida, demonstrada na atualidade de seus ensinos e nos princípios eternos que Deus revelou através dela. A Bíblia é, pois, fonte de inspiração para o discípulo, a bússola que orienta a vida, a revelação escrita de Deus.
A relação do discípulo com a Bíblia envolve ouvir, ler, estudar, memorizar e meditar no que Deus fala através de sua Palavra, aplicando a mensagem bíblica à própria vida. Olhando desse ponto de vista, quando o discípulo aprende a estudar a Palavra de Deus sozinho, encontra uma fonte inesgotável de vigor espiritual e sua vida adquire uma nova dimensão.
Vejamos agora como estudar a Bíblia com grande proveito. Um dos métodos mais eficientes do estudo da Palavra de Deus é o método indutivo. Ajunta de Missões Nacionais da Convenção Batista Brasileira tem desenvolvido os estudos bíblicos indutivos para os Núcleos de Estudos Bíblicos (NEBs), porque estudar a Bíblia dessa maneira é a garantia de ter-se um meio prático e sistemático para buscar alimento espiritual na Palavra de Deus diariamente. O estudo bíblico indutivo contém três partes:

I - OBSERVAÇÃO DOS FATOS
No estudo bíblico, a leitura atenciosa do texto é fundamental. Quanto mais cuidadosa for a leitura, mais proveitosa será a compreensão do texto bíblico. Algumas questões nos ajudarão a distinguir o que é, de fato, importante. 1) Quem são os personagens da narrativa? 2) O que aconteceu? 3) Onde ocorreu o fato? 4) Quando ocorreu 5) Por que ocorreu? 6) Como ocorreu? É importante que o discípulo tenha à mão lápis ou caneta para anotar as informações que for descobrindo. Esses dados serão fundamentais para a correta interpretação do texto.

II - INTERPRETAÇÃO DO TEXTO BÍBLICO
Compreender o que Deus nos fala através de sua Palavra é um processo que exige, além de uma leitura atenciosa, um exercício mental e espiritual para buscar o verdadeiro signif**ado do texto bíblico.
A Bíblia é um livro extraordinário porque a sua mensagem tem relevância para os nossos dias. Na compreensão dessa mensagem, entretanto, precisamos buscar o signif**ado para a época em que foi escrita. Alguém afirmou que precisamos "entrar no pensamento do autor" para compreendermos sua mensagem. Nessa tarefa, você precisa considerar o seguinte: Quem escreveu o texto bíblico? Quando o escreveu? Para quem o escreveu? Em que circunstâncias o escreveu? De onde o escreveu? Quais eram os costumes da época? Essas informações históricas vão ajudá-Io a vivenciar a realidade histórica da mensagem.
Outras questões podem ajudá-Io na compreensão das verdades bíblicas. São as que dizem respeito ao estudo gramatical do texto. A Bíblia em português é uma tradução do hebraico, aramaico e grego. Essas foram as línguas nas quais foram escritos o Antigo e o Novo Testamentos. No processo de tradução, nem sempre se encontra uma palavra que expresse todo o signif**ado da palavra no original. Portanto, é importante observar o sentido original da palavra, pois isso pode esclarecer muita coisa. O aspecto literário também precisa ser considerado. Não podemos interpretar da mesma forma uma poesia, uma parábola ou uma alegoria. Há vários gêneros de literatura na Bíblia. Cada autor inspirado por Deus tinha o seu próprio modo de comunicar.
Ao buscar o signif**ado do texto bíblico devemos ter sempre em mente o fato de que a Bíblia não é um livro como outro qualquer. É inspirado pelo Espírito Santo de Deus (2 Pedro 1.20,21) e é ele mesmo quem nos capacita a entendê-Ia (João 16.13). Da mesma forma, qualquer texto bíblico deve ser compreendido à luz do seu contexto e a própria Bíblia oferece subsídios para isso. O Novo Testamento é a chave para a interpretação do Antigo Testamento e vice-versa.

É importante que você tenha em mãos, na medida do possível, um bom comentário, um bom dicionário bíblico e uma boa chave bíblica. São ferramentas extras que podem fornecer preciosas informações para a compreensão do texto sagrado.
Depois de uma leitura atenciosa e de uma interpretação correta, o discípulo deverá aplicar a Palavra de Deus à sua própria vida.

III - A APLICAÇÃO
Ao ap!icar o que entender ser a mensagem de Deus para a sua vida, você deve considerar as seguintes questões:
1. Qual é a mensagem de Deus para a minha vida hoje? Para cada situação de sua vida, Deus tem uma mensagem específ**a. Procure descobri-Ia de coração aberto através do seu estudo da Palavra de Deus.
2. Há algum mandamento a que preciso obedecer? As ordens ou mandamentos que encontramos na Palavra de Deus foram dados para o nosso bem-estar espiritual. Sua observância enriquece e prolonga os nossos dias nesta vida. Um mandamento é uma ordem simples, clara, objetiva e definida, dirigida a quem queira cumpri-Ia sem fazer qualquer tipo de exigência. Nisso está a dureza dos primeiros passos a serem dados pelo discípulo, quando descobre a vontade do seu Mestre. Não se deve tornar as coisas mais difíceis do que elas são. Por outro lado, também não se pode facilitar os objetivos reais de Cristo quando chama homens e mulheres para segui-Io. ''A porta é estreita” (Mateus 7.14). É melhor você estar consciente de que Cristo exige do discípulo uma renúncia completa e incondicional (Mateus 16.24,25), do que participar do contingente de cristãos sem "as marcas de Jesus" (Gálatas 6.17). O discipulado "barato" não vai realizar o discípulo e, tampouco, satisfará a expectativa do Mestre, conforme podemos perceber nos Evangelhos.
3. Há alguma promessa de que eu deva tomar posse? Ao analisar as promessas na Palavra de Deus, o discípulo precisa fazer duas coisas:
a. Verif**ar se as promessas são universais e se aplicam aos nossos dias atuais. Há promessas na Bíblia que foram feitas para o povo de Israel e que se aplicavam só àquele contexto. Exemplo: A vinda do Messias.
b. Verif**ar se as promessas estão associadas a algumas condições. A Bíblia registra uma promessa do Senhor Jesus Cristo aos seus discípulos: "Vós sereis meus amigos". Mas essa promessa tem uma condição: "Se fizerdes o que eu vos mando" (João 15.14).
As promessas são importantes em função da natureza frágil e debilitada do discípulo, que não teria forças suficientes em si mesmo, se não fosse vivamente estimulado pelas fiéis promessas do Senhor da glória. A personalidade do discípulo precisa estar totalmente envolvida com a idéia de plena realização. É isso que as promessas feitas por Jesus Cristo se propõem. Elas são, por assim dizer, um direito adquirido do discípulo.
É necessário distinguir as promessas que dizem respeito à esperança futura, como a volta de Cristo, por exemplo, das promessas que dizem respeito à nossa esperança presente, como, por exemplo, a oração que Jesus promete atender mediante a fé dos seus discípulos.
4. Existe alguma advertência a observar? As advertências não são mandamentos. Enquanto no mandamento o discípulo não tem escolha, só obedece, na advertência ele passa a exercitar seu discernimento espiritual, para saber como lidar com valores e situações semelhantes aos narrados na Palavra de Deus. Quando se estuda as bem-aventuranças, por exemplo, encontra-se uma série de valores espirituais, emocionais e práticos, com clara demonstração de que eles ajudariam os discípulos a serem pessoas realizadas.
5. Há algum princípio eterno? Os princípios eternos são postulados que ajudam o discípulo diante da necessidade de tomadas de decisão. São leis que governam seu relacionamento com as coisas e pessoas e que contribuem para o seu bem-estar espiritual, físico e emocional. Por exemplo: "Tudo o que o homem semear, isso também ceifará" (Gálatas 6.7).
Além dessas questões, o discípulo deve estar atento às revelações que Deus faz sobre si mesmo em sua Palavra, os pecados que devem ser abandonados, aquilo que não foi compreendido e necessite de explicações, os motivos pelos quais se deve agradecer a Deus, o versículo que mais fala ao coração e a forma prática como irá vivenciar tudo o que Deus lhe falou através do estudo. O mais importante é a sua disposição como discípulo em aplicar o que foi estudado à sua própria vida. Assim sendo, depois de realizar seu estudo pessoal da Palavra de Deus, deve dizer para si mesmo: "Como resultado do que Deus me falou hoje através de sua Palavra, vou fazer isto..." (diga-o claramente; de preferência escrevendo-o numa folha de papel).
A seguir, oferecemos um exemplo do que foi apresentado:

TEXTO: Filipenses 2.1-11 Data:

1. Mensagem de Deus para hoje: Devo procurar ao máximo ser semelhante a Jesus Cristo no meu relacionamento com o próximo (v. 5).
2. Um mandamento ou ordem a obedecer: Ter o mesmo sentimento de humildade que houve em Jesus Cristo, considerando sempre os outros superiores a mim mesmo (vv. 5-8).
3. Uma promessa em que devo confiar: Não achei.
4. Existe alguma condição para Deus cumprir a sua promessa?
5. Uma advertência (há algum pecado ou procedimento a abandonar?): O sentimento egoísta de achar-se superior aos outros (vv . 3-4).
6. Um princípio bíblico: A humildade deve ser o ponto forte em minha vida, como foi na do Senhor Jesus Cristo (v. 8).
7. O que este texto revela sobre Deus (Pai, Filho ou Espírito Santo): Que Jesus Cristo abriu mão de sua divindade para tornar-se um ser humano como nós e foi obediente até a sua morte na cruz (vv.6-8). Todos os homens se prostrarão perante Jesus Cristo e confessarão que ele é Senhor (v. 10).
8. O que eu não entendo no texto e preciso estudar mais: O que é o "nome que é sobre todo nome" (v. 9)?
9. Motivos que o texto me mostra pelos quais devo agradecer a Deus: Jesus Cristo humilhou-se como homem para a minha salvação.

COMO RESULTADO DO QUE DEUS ME FALOU ATRAVÉS DE SUA PALAVRA, VOU FAZER ISTO:
Procurarei ser mais humilde nas minhas relações, pois se Jesus, sendo Deus, fez assim, quanto mais eu, que sou seu discípulo.

CONCLUSÃO

O estudo da Palavra de Deus é algo indispensável para a sua sobrevivência espiritual. O estudo bíblico fará muito por você. Por exemplo:
1. Tornará você um discípulo mais forte espiritualmente (1 João 2.14). Jesus venceu as tentações no deserto porque sua mente e seu coração estavam cheios da Palavra de Deus (Mateus 4).
2. Orientará você nas mais importantes decisões da vida
(Salmo 119.105). A Palavra de Deus é uma lâmpada que nos ilumina diante de quaisquer circunstâncias.
3. Capacitará você na tarefa de fazer outros discípulos (1 Pedro 3.15,16). O testemunho de sua fé terá autoridade se for fundamentado na Palavra de Deus. Tudo isso e muito mais fará a Palavra de Deus em sua vida se você estiver disposto a estudá-Ia sistemática e diariamente. Se este for o seu desejo, observe estas sugestões:
1. Leia a Bíblia diariamente. Se você ler quatro páginas por dia, completará sua leitura em menos de 1 ano.
2. Marque uma hora específ**a para esse momento de leitura e meditação.
3. Tenha um lugar definido onde possa manter a concentração na leitura.
4. Leia a Bíblia devocionalmente, com oração, buscando sempre a mensagem de Deus para aquele dia.
5. Leia com lápis ou caneta à mão. As idéias devem ser anotadas imediatamente. O hábito de anotar descobertas criará em você uma expectativa para o que Deus irá falar.
6. Se for do seu interesse, tenha um diário espiritual onde possa anotar o que Deus lhe fala a cada dia (Veja o modelo em PROJETOS CONCRETOS DE VIDA).
Que o estudo da Palavra de Deus possa ser um fator de sustento espiritual para você, além de revigorar suas forças espirituais como um bom discípulo de Jesus Cristo.

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