23/02/2026
CORINTHO MOREIRA FILHO (1930–1963)
Há vidas que não se medem pelo tempo, mas pela intensidade com que são entregues a Deus. Assim foi a de Corintho.
Nasceu em Cachoeiro de Itapemirim/ES, em 14 de junho de 1930, em uma família numerosa de 19 irmãos. Seus pais marcaram profundamente sua formação espiritual: o pai, homem zeloso pela doutrina e dedicado também à medicina prática; a mãe, piedosa e sensível às coisas eternas. Converteu-se aos 10 anos, após profunda convicção de pecado e sincero arrependimento.
Aos 15 anos mudou-se para São Paulo, tornando-se membro da Primeira Igreja Batista de São Paulo. Atuante e evangelista fervoroso, levou cerca de 1.200 visitantes à igreja em apenas seis meses. Proprietário de farmácia e bens materiais, vendeu tudo ao atender à chamada ministerial. Formou-se no Instituto Bíblico “A. B. Deter”, em Curitiba, preparando-se para servir onde houvesse maior necessidade.
O campo amazônico ardia em seu coração. Chegou a Brasiléia, Acre — fronteira com Bolívia e Peru — em 20 de fevereiro de 1963. Encontrou uma cidade sem crentes e sem médico. Instalou um ambulatório improvisado e passou a atender, em média, 45 doentes por dia. Pregava diariamente, realizava cultos inclusive em seringais e em Cobija (Bolívia), organizou Escola Dominical e encomendou 50 Bíblias e 25 Cantores Cristãos logo ao chegar.
Em apenas seis meses realizou: 836 palestras evangelísticas, 102 cultos, 147 sermões, distribuiu 709 folhetos e 523 evangelhos, atendeu 1.918 enfermos, viu 354 decisões por Cristo e batizou 31 pessoas. Em 28 de julho de 1963 organizou a Primeira Igreja Batista em Brasiléia com 32 membros.
Na noite de 25 de agosto de 1963, ao regressar de um culto após ajudar uma família, foi atingido por uma bala disparada durante um comício. Tinha apenas 33 anos.
Seu ministério na terra foi breve, mas eterno em frutos. Corintho viveu com urgência santa. Sem tempo a perder, plantou sementes que continuam a brotar. Seu testemunho permanece como chama viva para todos que entendem que servir a Cristo vale mais que a própria vida.