14/01/2026
Oxum é filha da Yabá Iemanjá e do Orixá Oxalá. É a segunda esposa de Orixá Xangô, juntamente com as Orixás Obá e Iansã – Oyá.
De acordo com vários mitos, Oxum viveu também com Ogum, Exu, Orunmilá e Oxóssi.
Oxum é a orixá do rio de mesmo nome que corre na Nigéria, em Ijexá e Ijebu.
Diz a lenda que era comum que os Orixás masculinos se reunirem para discutir assuntos sobre a humanidade. Oxum sempre achou isso muito injusto, pois sabia que tinha sabedoria e poder o suficiente para opinar sobre as questões dos homens. Mesmo insistindo nunca conseguiu espaço para se expressar…
Como última escolha, decidiu usar a sua astúcia: como não existiam homens sem a gestação das mulheres, Oxum tirou a graça da fertilidade de todas.
Notando que algo de errado estava acontecendo no planeta Terra, os Orixás masculinos decidiram consultar Olorum (pais dos Orixás), que revelou o que Oxum havia feito.
Como somente ela poderia resolver essa questão, eles a convidaram para participar das reuniões. Desde então, Oxum sempre está presente nos acordos e decisões da humanidade, que voltou a se multiplicar!
Esta história nos remete ao momento atual, onde as mulheres cada vez mais, estudam e trabalham em profissões que antes eram exclusivamente masculinas. Bem como, participam das decisões politicas para o bem da humanidade!
A mitologia Yorubá também mostra que as mulheres que vivem como reféns da beleza, perdem o poder de articular solidariamente, favorecendo o poder dos homens sobre elas.
Com a incapacidade de se articular, reunir e firmar como irmandade, as mulheres passam a ser inimigas (o que só ajuda os homens a manter a supremacia, reforçando o sexismo, o patriarcado e o machismo