História das Igrejas de Cristo no Brasil
Escrito por Pr. Gonçalves
Este artigo trata da Igreja no Brasil, seus líderes locais, suas instituições, suas igrejas. As primeiras igrejas
Os Sanders chegam a Goiânia – GO, em março de 1948, à espera da construção de Brasília. Em 1949, abrem, na Vila Nova, uma Escola Bíblica de alfabetização para, em seguida, dar início à primeira Igreja de Cristo no Bras
il. Ato contínuo, David e Ruth Sanders conseguem uma quadra inteira – um “quarteirão”, era como se falava na época – em um assentamento na periferia de Goiânia, Bota-Fogo, hoje, Setor Universitário. Com o estabelecimento desses dois núcleos, os missionários, Sanders, Ewing, Ruth Spurgen, resolvem adquirir um terreno no interior do estado, para ter um acampamento. Nasce, assim, a Igreja de Cristo de Silvânia – Go. A quarta igreja, no Setor Bueno, anexa ao Instituto Cristão de Goiânia, nasce como capela do Instituto Bíblico. Depois, vem Vila Fama, hoje, Norte de Goiânia, fruto de negociação entre a Missão Cristã do Brasil (MCB) e a Missão Novas Tribos, que estava fechando sua base em Goiânia, indo para o interior. Outras igrejas nascem nesta década (1960-70). Em Belém – PA, chegam algumas famílias, que não tinham conhecimento do trabalho no Centro-Oeste, abrindo as portas na região Norte: Pará (Belém), Amazonas, Amapá e Goiás (Araguarina, que, hoje, é estado de Tocantins). E duas famílias de missionários migram para o Sudeste brasileiro: Artur Carter abre em Belo Horizonte, e Eugene Smit, em São Paulo; Voltando para o Centro-Oeste, Geraldo Holmquist abre a Igreja de Cristo em Anápolis, no Bairro Jundiaí. McAfee abre em Ceres – GO. Enquanto, no Distrito Federal, os Sanders recebem o lote número 001 para igrejas, no Plano Piloto – mais especificamente, na EQS 305/306 –; e Bill Loft, vindo de Belém, abre a primeira Igreja em Taguatinga – DF, vindo, em seguida, Bill Metz, para a abrir a Igreja do Gama – DF. Os primeiros líderes brasileiros
Nesta primeira década (50-60), surgem os primeiros obreiros, quase todos ligados ao Instituto Cristão de Goiânia e à Igreja Vila Nova. São eles: Valdor G. Abreu Pena, Anabor Inácio de Macedo, Florisvaldo Moreira Santos, Iderval Gonçalves Ramos, Diogo e Geraldo, José Nascimento, Dorvalina dos Santos, Aldir e Dírir dos Santos, e Alice Ribeiro. Algum destaque deve ser dado, ainda que para uma década de poucas oportunidades. Valdori foi o primeiro líder com curso superior; estudou no Seminário Presbiteriano de Campinas (SP); traduziu o livro: “Treinamento para o serviço cristão”, em 1964; trabalhou no Itamarati, em Brasília – DF, servindo, em seguida, como adido comercial do Brasil nos EUA e Colômbia. Outro foi Anabor, líder dos alunos do ICG, e evangelista em Vila Nova e, depois, Brasília e Taguatinga. Também, Florisvaldo, ótimo cantor, que chegou a gravar um LP (long play), com o quarteto de Vila Nova, e foi pai do pastor Valdiberto Moreira. E ainda, Artur de Souza, fundador da Igreja de Cristo em Luziânia, que trabalhou, também, em Silvânia e Vianópolis – GO, foi o pai do Dr. Geser de Souza Silva e da Pra Romilda de Souza. A segunda geração de líderes
Na década seguinte, também não muito pródiga, temos alguns nomes que se fortalecem e se fixam nas Igrejas de Cristo até aos dias de hoje; entre eles, Herculano Ferreira Quirino, Ozório Rodrigues Gonçalves, Waldir Pires Garcia, Iran Bernardes da Costa, Gerson Vicente e Eudâmidas. Herculano tem o mérito de construir e pastorear a Igreja do Setor Bueno, na década de 60. Casou-se com a aluna do ICG, Ester Teodora, e hoje é coronel reformado da Polícia Militar de Goiás; Vale dizer que era um dos 3 meninos, abrigados no início do Pró-Vida, juntamente com Ozório e Walter. Iran, oriundo de Anápolis, e filho na fé de Geraldo Holmquist, estudou no STEB, em Belo Horizonte – MG. Formado em Direito, concluiu o seu mestrado pelo Emanuel School of Religion (das Igrejas de Cristo nos EUA); foi diretor da FTCB, pastor em Anápolis e Brasília e, atualmente, dirige o Ministério Grão de Mostarda, no modelo de igreja em células. Enquanto isso, Gerson, morando no Setor Bueno, se firma como um dos líderes da Igreja da Fama, até aos dias de hoje. Além de pastor, é professor universitário, político e, acima de tudo, servo. E Ozório – escritor dessas notas –, vocês conhecem. Esta segunda geração trabalha sob a coordenação de missionários norte-americanos, fazendo a transição para os novos líderes que surgiriam nas décadas de 70 e 80. A terceira geração
Em pleno regime militar, no Brasil de 64 a 84, as Igrejas Batistas experimentam um avivamento, por volta de 1976, que iria influenciar, num movimento de renovação espiritual, e dividir igrejas e pregadores de todas denominações. Nesse período do ICG, agora chamado ETIC, dirigido pelos pastores Aurelino Mendes e Francisco Haubner, recebe alunos como Geraldo Júlio, Ulisses Borges e Moisés Santana. Outros líderes se firmam, como Justino Moacir Rosa, Guilherme Santana, Edson Pereira de Gouvêia e Geraldo Borges. Essa geração assume a liderança que era dos missionários norte-americanos, e cria um novo tempo, passando a ser um divisor de águas. Enquanto todas denominações se dividiram, por causa do avivamento espiritual, dando as Igrejas Batista tradicional e renovada, Presbiteriana tradicional e renovada, Metodista tradicional e renovada, etc., as Igrejas de Cristo não se dividiram, devido ao seu regime congregacional autônomo, e passaram a usufruir um crescimento renovado. Experimentaram, assim, uma nova fase de crescimento, que poderia ser chamada de “antes e depois de 70”. Ulisses de Oliveira inicia seu ministério na Igreja do Setor Universitário, sendo chamado, imediatamente, para Pires do Rio, onde se projeta para todo estado de Goiás e outros estados do Brasil. Inaugura duas emissoras de rádio na cidade, cria o Seminário Bíblico de Pires do Rio, Seminário este responsável por quase toda safra de obreiros da quarta geração. Inaugura em nosso meio, independente da ideologia do Movimento da Restauração, o sistema de ministérios. Esse sistema, hoje instalado em muitas Igrejas de Cristo, impondo uma “visão avivamentalista” de crescimento, fez surgir as primeiras igrejas a ultrapassarem a casa dos 150 membros, chegando até 1.200 membros, como Pires do Rio, Itapuranga, São Miguel do Araguaia e outras. Apenas o seu “ministério” Nova Terra foi responsável pela abertura de mais de 100 igrejas. Edson de Gouvêia, outro nome surgido na década de 70, jovem recém-convertido em uma Igreja pentecostal, relojoeiro e porteiro de hotel, por profissão, tem sua primeira experiência com a liderança de Igreja no Setor Universitário, com a saída do Pr. Ulysses para Pires do Rio; tem uma rápida passagem pela segunda Igreja de Cristo do Brasil, sendo convidado de imediato para a Igreja de Cristo em Taguatinga, onde exerceu 19 anos de pastoreio. Bacharelado em Teologia pela Faculdade Batista de Brasília, e pós-graduado pela Faculdade Teológica Cristã do Brasil (FTCB), Edson Gouvêia é professor da mesma há mais de 25 anos. Em meados dos anos 90 (1o/01/95), aceitou o convite para pastorear a Igreja de Brasília, onde se encontra até o momento. Foi presidente do Concílio por vários mandatos; da ASSIC-DF, também por vários mandatos; presidente do Pró-Vida, da MCB; além de vice-presidente por várias gestões da FTCB. Geraldo Borges nasceu para Cristo na Primeira Igreja do Gama; foi pastor da Igreja do Pedregal, Gama, Vila Nova e Veredão; e, atualmente, é o diretor de Missões Nacionais e Internacionais das Igrejas de Cristo, tendo feito várias viagens pró-missões em três continentes: América do Sul, África e Europa. Tem-se dedicado ao seu projeto de ganhar 1000 plantadores de Igrejas, para o que foi idealizado do CTM, o Centro de Treinamento Missionário “Lloyd David Sanders”. Dois outros nomes dessa década: Pastor Justino e Pastor Guilherme, ambos deixaram uma fileira de discípulos, que perpetuam o trabalho desta geração de líderes. Numericamente, não são muitos, mas foram responsáveis pelo “pipocar” de Igrejas de Cristo que passa a acontecer no Brasil no final do Século XX e início do XXI. Podemos dividir nossa história antes de depois desta década, hoje, podemos contemplar pastores, filhos da casa que vestem a camisa do Movimento de Restauração, do nível de Bené Silva, Joaquim Pereira, Vicente Mesquita, Carlos Lima, Agostinho, Paulo Hernani, Newton, Flávio Fonseca, Marlon Brito, Victor Hugo, Jaime Caixeta, Raimundo Aires, André de Paula, David Levistone e outros, graças à terceira geração. A unidade do Movimento da Restauração
Cabe aqui uma palavra sobre a unidade do Movimento. Não somos uma “denominação”, mas um “movimento” em franco crescimento. O que nos mantém unidos? Vários fatores: 1º, porque a Igreja não é do homem e, sim, de Cristo (Mt 16:18), o Seu amor nos une; 2º, porque desenvolvemos uma série de instituições de apoio, em torno das quais gravitamos. Entre estas instituições, estão as reuniões de acampamento, usadas pelos missionários, nas décadas de 60 e 70; eram os grandes eventos que congregavam e uniam os primeiros líderes restauracionistas. Também as instituições do ensino teológico, como o Instituto Cristão de Goiânia, nas décadas de 50-70, a ETIC; nos anos de 70-80, o Seminário Teológico de Pires do Rio, e a própria FTCB. Bem como o Congresso de jovens, iniciado em novembro de 1966, que atualmente reúne-se por ocasião do carnaval, os já famosos COMICs, que hoje é direcionado pela UMIC – União da Mocidade das Igrejas de Cristo no Brasil. Foi também fundamental a criação do Concílio Ministerial das Igrejas de Cristo no Brasil, na década de 70 e, posteriormente, a Convenção Nacional. Assim como o jornal: “O Mensageiro das Igrejas de Cristo”, iniciado em fevereiro de 1974. E os vários ministérios existentes em nosso meio, que não vieram para dividir o grupo, mas para dividir a tarefa de ocupar todo o Brasil. Ainda, temos as reuniões, chamadas de Encontros de Atualização Teológica, promovidas pelo Concílio Ministerial. Nunca se pode deixar de mencionar o esforço missionário promovido, primeiramente, pela Igreja Norte de Goiânia, e encampado pela Missão Cristã do Brasil, sob a supervisão do Pastor Geraldo Borges. Isso, sem falar dos Congressos de Mulheres, as Conferências Missionárias, os acampamentos, as campanhas evangelísticas, entre tantas estratégias. Inicio das Igrejas de Cristo no Brasil
Escrito por Pr. Lopes
Restauração de nossa Historia apartir do Jornal Brasil Christian Mission – Editado dos 50 a 70 (Pr. Gonçalves)
OS MISSIONÁRIOS
Os Sanders
Ruth Sanders, Amâncio, Starla Sanders and Lloyd David
Nascido em uma fazendo próxima a Vinton, Iowa, Lloyd David Sanders escolheu a vida de Serviço Cristão na tenra idade de 12 anos, e ao completar o segundo grau ingressou na Johnson Bible College (Faculdade Bíblica Johnson) para se preparar para o trabalho. Enquanto na Johnson, Lloyd determinou que iria para “os lugares mais longínquos” do mundo levando o evangelho de Cristo como um missionário estrangeiro. Quando graduou da Johnson em 1943, ele não apenas havia se entregado definitivamente como missionário para a América do Sul, mas seus colegas de classe haviam começado o protótipo da Missão Cristã do Brasil ao organizarem o “Fundo Missionário Lloyd Sanders” com o propósito expresso de enviar e sustentar Lloyd neste campo escolhido. Outros preparos se fizeram necessários e então Lloyd entrou para o Curso de Pós Graduação em Bíblia da Universidade Phillips para estudos avançados. Ali ele completou o curso de três anos que o levou aos títulos de M. e B.D., sendo o último completado em 1947. Sempre ativo em assuntos estudantis, Lloyd serviu como presidente do Voluntariado Estudantil (uma organização de recrutadores de estudantes missionários), ocupou várias posições de responsabilidade em sua classe, tanto no Clube Johnson (dos antigos alunos da Faculdade Bíblica Johnson) como na Sociedade Literária Zollar’s. Como pastor estudante ele serviu a Igreja em Taloga, Oklahoma, por aproximadamente 3 anos. Ruth Edna Sanders, filha do Sr. e Sra. Harlie W. Snodgrass, se uniu a Lloyd em sua luta por um “Brasil iluminado por Cristo” quando se casaram em1945. Ruth logo encontrou seu lugar na liderança cristã como filha de pastor e ingressou a Phillips em 1943. Ela foi eleita para fazer parte da sociedade honorária Cardinal Key em 1947 e foi ativa em muitas organizações estudantis incluindo Estudantes Voluntários, Sociedade Literária Zollar’s, e no Clube Johnson. Ruth tem inclinação artística e este dom combinado com treino especializado para trabalho com crianças faz dela uma trabalhadora valorosa para Cristo e Sua Igreja. Amâncio Coqueiro, um garoto brasileiro de doze anos, se tornou parte da família Sanders em 1948 quando Lloyd e Ruth receberam documentos para serem seus tutores, e Starla Joy nasceu na família Sanders durante seu primeiro período de férias nos Estados Unidos em 1951. Os Ewings
J. Richard Ewing, “Dick”, nasceu em Parsons, Kansas. Ao se graduar do Segundo grau ele escolheu o ministério e ingressou na Universidade Phillips. Após completar seu primeiro anos ele se alistou no exército onde serviu por dois anos como recruta e mais um ano e meio como oficial na corporação Médico-Administrativa. Quando foi dispensado do exército ele retornou à Phillips para continuar sua preparação para o ministério. Ali ele conheceu Lloyd Sanders e se ficou interessado na grande terra de oportunidade espiritual, o Brasil. Dick era ativo na vida do campus enquanto estava na Phillips, servindo como presidente do conselho estudantil em 1947. Ele foi um membro da Sociedade Varsity Men. Como um ministro estudante ele serviu a igreja em Putnam, Oklahoma por três anos. Dick recebeu seu grau A. B. em 1948 e completou um ano de trabalho de pós graduação na Phillips. Ele também fez um semestre de estudos na área de psicologia na Universidade do Sul da Califórnia. Dick havia planejado completar seu curso de pós graduação mas deixou seus estudos para atender a grande necessidade no campo missionário do Brasil. Carolle Joy Ewing e filha do Sr. Victor H. Fair de Denver, Colorado. Cedo na vida “Cay”, como é conhecida por seus amigos, dedicou sua vida ao campo missionário. Ela primeiro escolheu a China e foi para a Universidade Phillips para se preparar para o campo. No seu primeiro anos ela conheceu Dick e quando ele escolheu o Brasil ela não hesitou em aceitar este campo em lugar de suas ambições anteriores. Ela recebeu o grau A. em Maio de 1949. Enquanto estava na escola Cay era ativa na Sociedade Literária Zollar’s, Estudantes Voluntários e serviu como presidente do Clube de Mulheres Phillogian e no Clube de Treinamento Home Arts, (uma organização para esposas de alunos). Ele tem tido bastante experiência no trabalho com jovens, servindo por três anos como diretora do grupo Garotas mais Novas da ACM em Enid, Oklahoma e nessa capacidade dirigiu acampamentos de verão em dois anos diferentes. Ela tem inclinação para música e estudou canto por vários anos. Ela também já teve um ano de experiência com trabalho ambulatorial e trabalho com arquivos em hospital psiquiátrico. Carol Lynn Ewing nasceu para Dick e Cay dia 30 de dezembro de 1946. Ruth Spurgeon
Ruth M. Spurgeon, graduada pelo Manhattan Bible College e também enfermeira, se tornou parte da Missão Cristã do Brasil em Abril de 1950. A sta. Spurgeon chegou à missão altamente recomendada por seus professores, empregadores, sua igreja em Scottsbluff, Nebraska, e pela missão organização missionária Christian Missionary Fellowship a quem ela era anteriormente associada. Filha do Sr. Joe Spurgeon, da área rural de Scottsbluff, Ruth cedo visualizou uma vida de serviço cristão e após completar o segundo grau, entrou no treinamento de enfermeiras. Ao término deste treinamento em 1943 ela voluntariou para o serviço de enfermagem do exército e serviu em tal capacidade por dois anos. Saindo do serviço militar como 1ª Tenente, sta. Spurgeon imediatamente ingressou no Manhattan Christian College para completar seus estudos e se formou nesta instituição em 1948 com o grau de A. em Bíblia.Também completou um anos de estudos de pós graduação na Phillips University onde também serviu como enfermeira escolar. Ruth serviu como enfermeira na Assembléia Lake James durante dois verões. Ruth tem uma voz soprano muito atraente, treinada pela Sra. Martha Louise Lincoln na Phillips University. Ao se aproximar do campo primeiro como evangelista cristã e professora, ela encontra muitas oportunidades para praticar seu talento de “curar os doentes” como enfermeira entre os pobres e ignorantes em Goiânia e arredores. Este “ministério de cura”, de fato, concede a ela ouvidos para ouvir sobre Jesus em muitas áreas que de outro modo permaneceriam antagonistas ou passivos à mensagem do Senhor ressurreto. Ellen Case
Ellen Case nasceu em abril de 1930 em Kansas City, Missouri. Ela é filha da Sra. Hilda Case que está atualmente empregada no lar cristão Colorado Christian Home, em Denver, Colorado. Ellen tem dois irmãos, Floyd Jr. E Ross, ambos ministros cristãos. Floyd Case está servindo na diretoria da Missão Cristã do Brasil. Como membro da Igreja Fairmount Christian Church em Kansas City, Ellen escolheu o serviço cristão de tempo integral enquanto estudantes de segundo grau. Desejando seguir seus irmãos para a Phillips University a exemplo de seus irmãos, e sob sugestão deles, Ellen estudou para ser uma artista de giz e se tornou bem talentosa nesta área. Ela ingressou a Phillips University no outono de 1947 para se preparar para o campo evangelístico. Com sua experiência como professora de escola dominical, trabalho na missão Mexicana e como assistente em campanhas evangelísticas, Ellen continuou uma vida ativa de serviço na Phillips trabalhando na escola bíblica negra aos sábados e participando de atividades missionárias em sua igreja local. Ela ensinou em acampamentos jovens e auxiliou seu irmão Ross em reuniões evangelísticas. Ellen não é talentosa apenas como artista de giz mas como tocadora de marimba também. Estes talentos têm se mostrado valiosos no campo missionário. Ellen se formou da Phillips com grau A. em Bíblia em 1951 e se uniu ao trabalho da Missão Cristã do Brasil em 1952. O evangelho é disseminado pela estação de rádio mais potente do Brasil Central. O programa “A Hora do Cristão” sendo produzido por jovens da Igreja de Vila Nova. Como Surgiu a Igreja de Cristo
Escrito por Pr. Osório R. Gonçalves
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As Igrejas de Cristo constituem uma comunidade não denominacional que apareceu na América do Norte, fruto do Movimento de Restauração, ocorrido no fim do século XVIII início do século XIX. Barton W. Stone em Kentucky (Presbiteriano até 1809); Thomas Campbell e seu filho Alexander, no oeste de Pensilvânia (presbiteriano até 1809); e o evangelista Walter Scott na Pensilvânia e Ohio (batista até 1826) foram notáveis líderes do movimento
Aceitam o Novo Testamento como a única autoridade de Fé e prática, rejeitam credo e confissões formais, descansando na afirmação das Escrituras de que Jesus Cristo é o filho de Deus e cabeça de Sua Igreja. No batismo, praticaram a imersão dos crentes, segundo a ordem apostólica “Arrependei-vós e cada um seja batizado em nome de Jesus Cristo, para a perdão de vossos pecados, e recebereis o Dom do Espírito Santo”. Atos 2:38. A Ceia do Senhor foi observada como a parte principal da adoração pública em cada Dia do Senhor, Atos 20:07. No governo da igreja reconhecem a congregação local como uma unidade com governo próprio dirigidos por pastores e diáconos escolhidos por eles mesmo. As congregações e seus membros trabalham livre e independentes, e em conjunto organizam outros empreendimentos. A IGREJA DE CRISTO NO MUNDO
A Igreja de Cristo no mundo conta com mais de 5 milhões de membros, 20000 congregações nos Estados Unidos e Canadá servidos por 30000 obreiros. Este grupo sustenta aproximadamente 4500 missionários em 74 países do mundo e contam com 100 faculdades e 10 seminários de pós-graduação nos EUA e Canadá e com centenas de outras instituições teológicas ao redor do mundo, para a educação da liderança da igreja. As igrejas de Cristo sustentam 40 lares para crianças abandonadas, 20 lares para idosos, 8 lares para idosos inválidos e 3 hospitais nos Estados Unidos, além de outros lares relacionados em missões no exterior. As convenções Cristãs Norte Americanas, reuniam-se ocasionalmente, com este propósito nos idos de 1927 a 1948 e passaram a se encontrar anualmente desde 1950. Os mecanismos das convenções anuais são coordenadas por um escritório em Cincinnati Ohio. Cada convenção anual reúne em média 20000 pessoas para alguma parte de seu programa de 4 dias. Uma “Convenção Missionária Nacional” servindo uma mesma constituição com um programa orientado para Missões, tem-se reunido todo ano desde 1947. Teológicamente falando, os membros das Igrejas de Cristo, são reconhecidos pelo seu conservadorismo Bíblico na medida que eles procuram promover o Cristianismo do Novo Testamento, sua doutrina, suas ordenanças e sua Vida. “Falam onde a Bíblia fala e calam onde a Bíblia cala”. O PROPÓSITO DA IGREJA DE CRISTO:
Nosso propósito é:
Estabelecer a Igreja de Cristo em nossa comunidade, de acordo com o padrão do Novo Testamento, estabelecido pelo próprio Cristo e seus apóstolos. Exaltar a Jesus Cristo acima de qualquer lealdade sectarista ou partidária. Efetuar a unidade de todos os cristãos, na Igreja que Jesus Cristo edificou, e sobre a qual declarou que nunca seria destruída (Mateus 16:18). Cumprir a Grande Missão de Fazer discípulos de Jesus em todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. PRINCÍPIOS BÍBLICOS DA IGREJA DE CRISTO:
Aceitamos e mantemos a Bíblia como a única regra de fé e prática para a Igreja de Cristo (II Timóteo 3:16-17). Ela é verdadeira, visto que é inspirada por Deus, e todos os homens sensatos podem compreendê-la. Cremos que Jesus Cristo é o único Credo prescrito na Bíblia para nossa aceitação (Mateus 16:16 – II Timóteo 1:12 – Atos 4:12 – I Coríntios 2:2 – Hebreus 13:8)
Estamos prontos a receber conselhos de todos e encorajamos o escrutínio crítico por parte de todos os interessados. Se alguém puder demonstrar que não estamos proclamando todo conselho de Deus, estamos prontos a corrigir nosso erro. Esforçado-nos por usar termo bíblicos quando aplicado às idéias bíblicas. As palavras representam idéias, pelo que, a fim de transmitir os pensamentos com a máxima correção, devem ser usadas as mesmas palavras empregadas na Escrituras (I Pedro 4:11). E por essa razão que a nós mesmos chamamos de cristãos (I Pedro 4:16) e também aceitamos o nome bíblico para a igreja. Pregamos exclusivamente a doutrina bíblica. A Bíblia é explicita e clara no que concerne à salvação. Isso pregamos e defendemos (Judas 3). Pelo mesmo motivo, nos opomos a quaisquer tentativas de substituir a verdade bíblica pelas inovações humanas, seja na prática, seja na teoria. Oramos incessantemente, como nos ensina as Escrituras (Lucas 18:1-8; I Tessalonissenses 5:17; Efésios 6:18; I Timóteo 2:8; Colossenses 4:2). Praticamos exclusivamente as ordenanças estabelecidas por Jesus Cristo. O batismo do novo crente arrependido (Marcos 16:15-16; Mateus 28:18-20; Atos 2:38; Romanos 6:-4)A Santa Ceia do Senhor como encontro semanal com Cristo Jesus (Lucas 22:19; I Coríntios 10:16-17; 11:25-28; E Atos 20:7). A igreja local é mantida por meio dos dízimos e ofertas voluntárias (Malaquias 3:8-10); I Coríntios 9:6-10; I Coríntios 16:2; Galatas 6:8; Atos 20:35; Lucas 6:28 e Mateus 23:23)
Praticamos o Sacerdócio Universal de todos os crentes, fazendo todos responsáveis pela proclamação da boa mensagem e progresso do trabalho na igreja (Mateus 23:8; I Pedro 2:9)
Em nossa forma de governo da igreja local, somos congregacionais e independentes. Esse procedimento bíblico estabelece que a congregação local deve ser governada pelos pastores, localmente eleitos, servidos pelos diáconos, com aprovação da congregação. (I Timóteo 3:1-7; Hebreus 13:7; I Pedro 5:2-3; I Timóteo 3:8-13). A IGREJA DE CRISTO E SUA DOUTRINA:
Cristo Jesus é o fundador e o Cabeça da igreja (Efésios 1:22; Mateus 16:16-18). Cristo Jesus é o fundador da Igreja, sobre o qual a igreja está edificada (I Coríntios 3:11; Efésios 1:19-20; Mateus 16:16-18). A igreja teve início no dia de Pentecoste, depois da ressurreição de Cristo (Atos 2:1-41). O lugar de seu início foi Jerusalém (Atos 2:5)
O estabelecimento da Igreja foi efetuado por meio de: Pregação – Ouvir – Fé – Arrependimento – Confissão – Batismo. Visto que o padrão bíblico não dá lugar a qualquer outro sistema hierárquico ou qualquer controle exterior, nossas congregações locais são autogovernadas, sob direção de Cristo. O Movimento de Restauração é um movimento espiritual de avivamento que começou por volta de 1800, sendo seu propósito retornar a Igreja a seu estado original em termos de doutrina, governo e vida. O modelo para esta restauração é a Palavra de Deus, ou, mais especificamente, o Novo Testamento. Desde o início, este movimento tem sido enraizado na convicção de que a restauração da Igreja segundo este modelo é possível e desejável; de que este é o único modo para alcançar unidade cristã efetiva e genuína; de que a unidade da igreja é essencial para e levará á evangelização do mundo. Desta forma a oração de Jesus, como aparece no capítulo 17 do evangelho de João, se cumprirá. Líderes têm falado sobre restaurar o cristianismo primitivo, o cristianismo bíblico, o cristianismo neotestamentário, o cristianismo apostólico, a ordem dos evangelhos. O Movimento tem sido chamado de Movimento de Restauração, a Reforma do século XIX, a Reforma Atual; o corpo de pessoas, de cristãos, Igreja Cristã, Igreja de Cristo, Discípulos de Cristo, Reformadores. “Capbelitos” e “Stoneítos” têm sido dois dos apelidos mais leves, livremente usados por aqueles que não simpatizam com os princípios e atividades do Movimento. Uma análise das conversões documentadas no Livro de Atos levou à aceitação e proclamação da seguinte ordem em conversão: fé (aquela que vem pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus), arrependimento, confissão (“Jesus é o Cristo, o filho do Deus vivo”), batismo (imersão), perdão de pecados, dom do Espírito Santo (Romanos 10:17; Atos 16:31; 17:30; Mt. 16:16; At. 2:38). O Exame mais aprofundado do Novo Testamento resultou em uma assistência na autonomia da Igreja local, sendo cada congregação responsável pela escolha de seus próprios líderes para dirigir o programa da adoração e culto. Credos foram rejeitados como pré-requisito para comunhão e teste de ortodoxia. Uma aceitação do Novo Testamento como regra suficiente de fé e prática para cristãos era incentivados a todos. Pr. Gonçalves