23/08/2022
O profeta Ageu desafiou o povo desanimado de Jerusalém a examinar o modo como estavam vivendo e o estimulou a fixar novas prioridades que agradecem a Deus.
Por conta do decreto do rei Ciro, o cativeiro chega ao fim. Assim, muitos judeus ficam na Babilônia e cerca de 43.000 judeus, sob a liderança de Zorobabel, voltam, cheios de esperança e ânimo, à sua terra natal para reconstruir o templo de Jerusalém. A oposição dos samaritanos frustrou tais esforços do povo. Houve um período de grande desânimo. Se preocupavam mais com suas ambições do que com Deus.
Ageu chama o povo a colocar em ordem suas prioridades. Assim, Deus levanta Ageu e, através do livro, podemos observar algumas coisas que o Senhor requer de nós:
1. PRIORIDADE
O Senhor os chama para considerarem as decisões que estavam tomando. O povo estava priorizando suas ambições e deixando de lado a obra do Senhor. Deus desejava que o povo construísse o templo e desse prioridade à adoração a Ele. O chamado de Ageu refletiu, mais tarde, nas palavras de Jesus: “Mas, buscai em primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” (Mt 6:33). Esse chamado se estende também a nós.
2. OBEDIÊNCIA
No momento em que os líderes “obedeceram” a Deus, o povo seguiu o seu exemplo. Uma pessoa obedece a Deus quando tem por ele temor ou reverência; essa é a hora em que a pessoa coloca Deus em primeiro lugar e decide glorificá-lo. O Senhor requer de nós obediência.
3. SANTIDADE
Diferentemente do que pensavam, as pessoas de Jerusalém não se tornariam santas simplesmente tocando o templo sagrado enquanto o reconstruíam. Deus queria que o povo tivesse um coração santo; sua preocupação é menor quando se trata da construção de edifícios sagrados. Assim é também conosco, Ele nos chama a sermos santos, como Ele é santo (1Pe 1:15). O nosso padrão de santidade é o próprio Deus, a própria vida de Cristo.
Ele também nos promete restauração. A restauração ocorre quando o Senhor convence o povo do pecado e as encoraja a agir com fé. A glória desta segunda casa seria maior que a da primeira porque o Senhor habitaria no coração dos que os aceitasse e os restauraria.