24/08/2026
No dia 24 de agosto, a Igreja celebra a festa de São Bartolomeu, um dos doze apóstolos escolhidos por Jesus. Ele também é conhecido como Natanael no Evangelho de João, aquele a quem Filipe apresenta Jesus dizendo: “Achamos aquele de quem Moisés escreveu na Lei, e a quem se referiram os profetas” (João 1.45). Ao se encontrar com Jesus, Natanael confessa: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel!” (João 1.49). Esse encontro é uma antecipação da glória maior que os discípulos veriam: “Vocês verão o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem” (João 1.51).
A vida de Bartolomeu nos lembra que ser apóstolo não é status de glória, mas chamado ao sofrimento e ao serviço. Segundo a tradição, ele foi martirizado de forma brutal: esfolado vivo. Ele pregou o evangelho e manifestou o amor de Cristo até a morte, não confiando em sua própria força, mas na fidelidade do Senhor. A glória da vocação cristã está em permanecer com Cristo nas suas provações, pois ele mesmo está conosco e nos concede a verdadeira vida.
São Bartolomeu é celebrado como um alicerce da Igreja, não por seus méritos, mas porque Deus o escolheu e, por meio de sua pregação e confissão, edificou o Corpo de Cristo sobre o qual Jesus é a pedra angular (Efésios 2.20). Assim, celebramos não apenas o apóstolo, mas, sobretudo, a fidelidade do nosso Senhor que age por meio de vasos frágeis — “vasos de barro” (2 Coríntios 4.7) — para revelar seu poder e graça.
Celebrar São Bartolomeu é celebrar a fidelidade de Deus, que chama pecadores como nós para proclamar o evangelho da salvação. É lembrar que, embora frágeis, somos fortalecidos por aquele que morreu e ressuscitou por nós. Que, com os olhos fixos em Cristo, sejamos fiéis até o fim.