Jovens, sentinelas do amanhã! Estamos vivenciando um tempo novo, tempo de ir ao encontro dos desabrigados, injustiçados, perdidos, desamparados, necessitados, tempo de anunciar o evangelho pelas ruas, casas, praças, escolas e universidades, com a mesma ousadia e coragem de Jesus Cristo, o Divino Salvador, e dos apóstolos. Em sua mensagem para a Jornada Mundial da Juventude que se realizou em Madri
d – Espanha, em 2011, o Papa Bento XVI escreveu “Faz parte do ser jovem desejar algo mais do que a vida cotidiana regular de um emprego seguro e sentir o anseio pelo que é realmente grande.” Pensando sobre estas palavras do Papa e olhando para os jovens de hoje, percebemos uma juventude que busca e anseia por algo novo, que abre novos horizontes, que não mede esforços para alcançar seus objetivos. E uma forma do jovem realizar isso é estar atento às realidades que o mundo apresenta, é “estar de sentinela”. Mas o que significa estar de sentinela? Busquemos no dicionário Aurélio alguns significados. “…Indivíduo isolado, vigiando / Ato de guardar, vigiar; vigia: ‘estar de sentinela…’”. Percebemos alguns significados que nos fazem pensar. As palavras “vigiar”, “vigiando”, alerta que devemos estar de prontidão, olhando, prestando atenção a tudo o que acontece ao nosso redor, ao mundo em que vivemos. Para a XVII Jornada Mundial da Juventude, no ano de 2002, em Toronto, o Papa João Paulo II, na sua mensagem para a mesma, já manifestava o desejo para que todos os jovens fossem “sentinelas da manhã”. Acreditamos, com certeza, que mais do que um convite, foi uma convocação para que os jovens se empenhem realmente na renovação do mundo, luz do Evangelho. E isto só é possível para os jovens que não temem o sacrifício, nem os desafios, que lutam e acima de tudo, que não temem entregar a própria vida para a salvação do povo de Deus. O Documento de Aparecida também nos relata que os jovens “são sensíveis em descobrir sua vocação, a ser amigos e discípulos de Cristo. São chamados a ser ‘sentinelas da manhã’, comprometendo-se na renovação do mundo à luz do Plano de Deus. Não temem o sacrifício nem a entrega da própria vida, mas sim uma vida sem sentido.”
Percebemos que este desafio de ser jovem sentinela requer que a vida tenha sentido em ser vivida. E este é um desafio que supera toda e qualquer crise, seja ela econômica, social, política. E a capacidade que o jovem tem de se opor a todo tipo de falsidade, de violência, de injustiça que o mundo apresenta. E só é possível se opor à “morte” quando estamos enraizados e alicerçados no Divino Salvador, quando somos movidos por um desejo ardente de conversarmos, de escutarmos e de aprendermos com o Mestre. Quando renovamos nossa fé, nossa esperança, nas maravilhas de Deus. Quando aprendemos do Mestre a percorrer a estrada da vida.