Universo dos Orixás

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Iniciação Nascer Um sacerdote têm que aprender a respeitar  outro sacerdote e parar com esta história de fazer Santo nov...
01/02/2024

Iniciação Nascer

Um sacerdote têm que aprender a respeitar outro sacerdote e parar com esta história de fazer Santo novamente( e muitas das vezes o mesmo orixá) na cabeça de gente feita! Não se nasce duas vezes e ponto final! Nao tem como pegar uma criança ja parida e recolocar no utero da mãe pra nascer novamente.
Não se tira mão de pai ou mãe de santo vivo.
Existem outras formas de se acertar qualquer problema que possa de fato existir, sem ter que "fazer" o Santo em filho de pessoa feita. Filhos de feitos, feitos são!
Se houve uma saída e o orixa trouxe orunko, pulou na sala não tem como mudar.
Se a iniciação foi certa ou foi errada não importa não se nasce duas vezes . O certo que pode ser feito é assentar o que faltou , dar continuidade no novo axé e continuar com o tempo de iniciado respeitando o ori da pessoa e a navalha que o iniciou.
Ninguém é obrigado a saber tudo. Mas todo zelador tem o dever e a obrigação de fazer a coisa certa , como sempre foi no candomblé, respeitando ancestralidade alheia. Quer raspar quem vem de fora de um axé diferente para seu axé? Correto.
Mas fazer novamente, ainda por cima, o mesmo santo, no ori de quem é feito, isso não existe. Isso é soberba, vaidade, falta de ética.
O que falta no candomblé é respeito de um sacerdote ao outro . A soberba humana sempre vence o digno e mata o correto.

Autor Iyalorisa Suami D'Osun
Imagem autor desconhecido

Apenas isso.
15/01/2024

Apenas isso.

“Fiz o santo, mas quebrei o preceito, e agora?”Essa é uma pergunta bastante frequente, pois a nossa religião é cheia de ...
23/05/2023

“Fiz o santo, mas quebrei o preceito, e agora?”

Essa é uma pergunta bastante frequente, pois a nossa religião é cheia de detalhes, tabus e preceitos, principalmente ao que se refere ao período pós-iniciatório. Geralmente a maior preocupação está no campo da alimentação e na vida sexual, e acredito na importância de dialogarmos sobre esse tema.

Assim como natureza, a semente de ontem não dá fruto hoje, não há saltos, e as lições são aprendidas e reaprendidas a todo o momento, e precisamos ter respeito e empatia a esta fase, onde o omo-orisá está se adaptando e inevitavelmente ocorrerá erros, dúvidas e medo. Cabe aos mais velhos orientar, sem julgamentos.

Pontos importantes:

* Em primeiro lugar você deve entender o que é o preceito, tire as suas dúvidas com o seu bàbálorisá ou iyálorisá, veja se você está numa fase da vida onde vai poder cumprir de forma fiel ao período de resguardo;

* No caso de quebra do preceito, entenda o que te levou a isso, e não desista. Se for alimentar, não se coloque em situações onde pode cair em tentação, não compre nem frequente lugares onde alimentos que não podem fazer parte do preceito estejam facilmente disponíveis, o mesmo serve para bebidas alcoólicas;

* A privação sexual é muito complicada, pois também envolve o seu parceiro(a), é a sua fé, a sua identidade e se existe amor, ele(a) vai ser o primeiro(a) a apoiar-te. Lembre-se, se você plantar uma sementinha e ficar mexendo demais a terra, ela não germina. O tempo de se afastar das trocas de energia é valioso para que o asé flua, e logo você já estará novamente na ativa, mas consciente da responsabilidade da troca de energias se***is.

* Comportamento. Não adianta fazer tudo que manda o protocolo e ter um comportamento horrível com as pessoas. Estar de resguardo é uma coisa, achar que todo mundo tem a obrigação de viver esse momento com você, é no mínimo alienação.

* Se houver uma quebra grave do preceito, converse com o seu sacerdote, busque orientação, o orisá te escolheu sabendo da sua humanidade, a sua vida não vai acabar, se acalme e volte a estrada filho de orisá.

Sabedoria sempre deve andar de mãos dadas com a fé, portanto, caiu, levante!

Muito Asé!

Autoria Baba Diego de Odé
Imagem Baba Diego de Odé

Verdade Simples O candomblé é uma religião de matriz africana, e como toda religião provinda da mãe África, resistência,...
18/05/2023

Verdade Simples

O candomblé é uma religião de matriz africana, e como toda religião provinda da mãe África, resistência, continuidade e família, são os pontos fontes e geralmente essa estrutura é sustentada por verdade simples, ou seja, a origem de ritos e atos são provindos de tempos onde as plumas e paetês não existiam, o que os nossos ancestrais tinham muitas vezes era a grande vontade de perpetuar um momento importante, mas que iria reverberada por centenas de anos, pois eram acima de tudo, verdadeiro, mas comum a todos nós.

Posso dar alguns exemplos:

Àguas de Osalá: lavamos a cabeça para nós limparmos da materialidade e egoísmos que desvirtuam a nossa missão divina.
Sentido: purificação.

Olubajé: respeito a todos os ciclos da vida, entender que a doença faz parte da vida, assim como a morte, a transformação e a ciência das ervas.
Sentido: reconhecer o valor da vida.

Amalá de Sangò: quando o rei oferta sua própria comida ao povo, ou seja, um bom governante é aquele que serve ao estado, ao propósito de uma comunidade.
Sentido: rei é aquele que serve e não ao contrário; justiça.

Presente de Osóssi: quando Odé distribui frutas ao povo, nos remete a prosperidade, a divisão da colheita e da caça.
Sentido: Abundância está presente em quem oferta e não em quem retém.

Percebam que o que sustentada ritos tão elaborados, cheios de rezas e cantigas são verdade simples, mas tão poderosas que se eternizaram, e ainda hoje estão presentes em nossas comunidades de candomblé, mas que precisam sim ser sacralizadas, pois são verdadeiros presentes das divindades e ancestrais, nos ensinando a viver melhor e consequentemente a evoluir.

Nada é aleatório ou obsoleto na fé dos orisá’s, se dedique a aplicar o sentido de cada ritual que você participar, interiorizando a força e fazendo da sua vida uma fonte de asé!

Autor Babá Diego de Odé
Imagem Babá Diego

É pras almas salve este dia 13 de maio em que preto velho é homenageado que meu Vovô João os abençoe e emanem esta luz q...
13/05/2023

É pras almas salve este dia 13 de maio em que preto velho é homenageado que meu Vovô João os abençoe e emanem esta luz que dele emana, saudades desta boas palavras que confortam e aconselham, suas boas vibrações e luz que são emanadas.🙏🏻🙌🏻❤☕🌿

CANDOMBLÉ É PRÁTICA ! Ninguém abre casa de candomblé  lendo Pierre Verger, ninguém aprende fundamento observando as pint...
11/05/2023

CANDOMBLÉ É PRÁTICA !

Ninguém abre casa de candomblé lendo Pierre Verger, ninguém aprende fundamento observando as pinturas de Carybé.

Livro nenhum vai ter a mesma força de yawo/abiã quando senta para aprender com as palavras dos mais velhos.

Nosso livro sagrado é a oralidade e isso é oque temos de mais preciso. A teoria é linda, porém nossas praticas são insubstituíveis.
Candomblé se faz no terreiro, não na internet.

Axé.
Texto autor Babá Rai de Oti
Imagem autor Babá Rai de Oti

Porque temos que “tomar obrigações” após sermos iniciados no candomblé  O candomblé é uma religião iniciática, ou seja, ...
11/05/2023

Porque temos que “tomar obrigações” após sermos iniciados no candomblé

O candomblé é uma religião iniciática, ou seja, conforme o chamado da espiritualidade, você adentra os mistérios, vivenciando cada etapa, e as “obrigações” são os ciclos que vão refinando o nosso asé (poder).

O termo obrigação vem do latim, e se refere a ideia de enfrentar e, por outro lado faz alusão a vínculo. Eu acredito que essa expressão ficou tão conhecida pelo povo de santo, porque exprime a vontade dos nossos ancestrais em demonstrar a obrigatoriedade de sermos melhores, mais conscientes, e principalmente que a vida será medida por marcos, momentos específicos que vão nos ajudar a não esquecer o sentido do nosso próprio mito.

Quando entendemos a nossa origem por uma visão ideológica ou religiosa, compreendemos que os nossos passos e decisões precisam estar conectados e alinhado com essa verdade, ou então estamos frágeis e desprotegidos, por isso, muita gente sente que quando estão com as “obrigações atrasadas”, a vida estagna, começam a aparecer problemas e todo tipo de adversidade, o que ocorre na realidade é que, você não foi preparado(a) para esse patamar que está enfrentando, a sua consciência espiritual necessita crescer e desenvolver, e no candomblé parte desta energia é recarregada no reviver das ìtan (lendas), banhos, ebós, bori, sacrifícios e principalmente na vontade de se religar ao mundo espiritual.

Esse texto é um alerta, orisá sempre quer o seu melhor, mas para alcançar um degrau maior, em primeiro lugar você tem que se inclinar a fé e não bater de frente com ela, nem todo mundo que está com os bolsos cheios, evoluindo materialmente e cheio de gente ao seu redor, necessariamente está crescendo espiritualmente, ou então não veríamos um índice tão grande de suicídio em pessoas de classe média tanto no Brasil quanto no mundo.

Busque tomar as suas obrigações em dia sim, se programe, organize, só não deposite nos atos religiosos a sua angústia e esperança de mudanças exteriores, para quem tem orisá, isso acontece de dentro para fora.

Muito asé.
Texto autor Babá Diego de Odé
Imagem autor Babá Diego de Odé

Pessoas vão a uma casa de axé desejando combater a morte precoce, a pobreza, o vício, a solidão, a doença e outros males...
29/04/2023

Pessoas vão a uma casa de axé desejando combater a morte precoce, a pobreza, o vício, a solidão, a doença e outros males. Há quem procure uma comunidade religiosa em busca de acolhimento, compreensão, respeito, diálogo. Muitos apreciam o culto aos orixás, sentem amor pelo sagrado, querem trilhar um caminho civilizatório de matriz africana, pretendem cultivar seus sonhos mais nobres com esperança, boas ações, boas palavras.
Os devotos dos orixás não deveriam encontrar um sistema de casa grande e senzala, pessoas mal educadas e despreparadas ou qualquer outra forma de violência em um ambiente sagrado. Entregar o que temos de melhor e de mais nobre para aqueles que frequentam a mesma comunidade que nós deveria ser uma regra básica evidente e inquestionável. A casa de culto aos orixás é a casa dos orixás e dos devotos dos orixás.

Autor Baba King
Imagem Baba King

10 coisas para você saber antes de ser pai ou mãe de santo (texto: )1- Você será preparado desde o dia que nascer, pois ...
14/04/2023

10 coisas para você saber antes de ser pai ou mãe de santo (texto: )

1- Você será preparado desde o dia que nascer, pois não é a apenas a escola do candomblé quem ensina, a vida já é uma grande sala de aula, esteja a disposição da sabedoria;

2- No candomblé, estamos falando de ancestralidade negra e você precisa conhecer a história da sua religião. Não adianta saber cantar, dançar e não saber defender e transmitir o tudo aquilo que vem junto com a fé no orisá’s;

3- Você não precisa saber ser excelente em tudo, mas quando se tratar de “quarto de santo”, se dedique, estude, não tenha medo de perguntar aos seus mais velhos;

4- Ser sacerdote não é profissão, é vocação! Não tem plano de carreira ou CLT. Se for necessário, busque uma outra ocupação que pague suas contas;

5- Você estará eternamente conectado com cada pessoa que iniciar. Esteja preparado para o melhor e o pior das pessoas, mas lembre-se que as elas não são servas da sua casa, elas servem a um propósito;

6- Orisá é o caminho e o candomblé é o meio, não o contrário. Xirê sem orô, festa para agradar e promover as pessoas, intermináveis pausas para falar da vida alheia e o orisá sozinho dançando na sala, são coisas que não fazem o menor sentido;

7- Se você precisa oferecer festa e cerveja pós-candomblé para as pessoas ajudarem na roça, tem algo muito errado. A motivação da nossa fé está na busca pela essência e o equilíbrio que ela nos proporciona com nós mesmos e com o meio;

8- Você não é tradutor de sonhos. Para interpretar algo tão pessoal, você precisa conhecer o filho(a) por dentro, e isso é impossível, pois cada um é um universo;

9- Cada sacerdote tem a sua bagagem. Não existe o “melhor pai de santo do estado ou do Brasil”, porque cada pai ou mãe é único e importante para sua comunidade;

10- O mundo vai exigir bastante de você: ser pai, amigo, irmão, colega. Mas nunca se esqueça que você é SACERDOTE e tem que saber a hora certa de acolher, mas também de corrigir e se posicionar.

Autor Babá Diego de Odé
Imagem Diego de Odé

08/02/2023

Iemanjá!

Iemanjá é um orixá de grande poder e importância ao ter o seu nome diretamente ligado à origem de várias divindades que compõem o universo religioso afro-brasileiro. Segundo a lenda, com o casamento do céu (Obatalá) e da terra (Odudua), nasceu Iemanjá e seu irmão Aganju. Ela passou a representar as águas e Aganju foi a divindade responsável pelo controle das terras. Da união ocorrida entre ambos nasceram os primeiros orixás a habitarem a terra.

Entre seus filhos, Orungã nutria uma paixão desmedida pela própria mãe, representando na mitologia africana uma posição semelhante a que Édipo Rei ocupa na mitologia clássica. Certo dia, não suportando o próprio desejo, ele aproveitou da ausência de seu pai e tentou violentar Iemanjá. Resistindo bravamente às investidas, ela correu para que a tragédia não fosse consumada. Ao longo da corrida, acabou caindo e falecendo em decorrência do tombo que sofreu.

Por um lado, em razão de seus poderes natos, Iemanjá é a divindade que exerce domínio sobre todas as águas. Nos rituais brasileiros ela aparece com vários nomes entre os quais se destacam Mãe-D’Água, Sereia, Iara, Rainha do Mar e Janaína. No ritual angola, as águas do mar são representadas por uma divindade equivalente chamada de Quissimbe ou Dandalunda. Já no rito jejê, esse mesmo tipo de deus aquático aparece com o nome de Abe, a estrela que caiu nos mares.

Por outro, ao ter dado origem a tantos outros poderosos orixás, Iemanjá também tem a sua figura ligada ao signo da maternidade. Sua natureza fértil acaba influenciando na construção de uma imagem em que as medidas do corpo são alargadas para que se reforce a capacidade de gerar a vida dentro de si. Assumindo o sentido materno, ela também é reverenciada como uma importante divindade para aqueles que buscam co***lo e proteção a fim de enfrentar os problemas da vida presente.

Em terras brasileiras, o culto em homenagem à Iemanjá acabou se aproximando das várias homenagens dedicadas a Nossa Senhora. Na famosa festa de Iemanjá, celebrada no segundo dia de fevereiro, os devotos desse poderoso orixá depositam peixes, arroz, mel, rosas e palmas-brancas no mar. Sendo bastante popular, os louvores dirigidos para Iemanjá são também realizados por pessoas de diferentes religiões ou que apenas prestigiam o sentido de renovação e proteção ligado à sua imagem.

Autor Rainer Sousa
Imagem autor desconhecido

OYÁ FUNANFunan é uma das 9 divindades Feiticeiras Igbalé que provém de Oyá pelo Odú Òsá Méjì. No total são nove feiticei...
26/11/2022

OYÁ FUNAN

Funan é uma das 9 divindades Feiticeiras Igbalé que provém de Oyá pelo Odú Òsá Méjì.

No total são nove feiticeiras:
1) OYA EGUNITÁ
2) OYA FUNAN
3) OYA FURÉ
4) OYA PADÁ
5) OYA GERE
6) OYA FAKAREBÓ
7) OYA ADAGAMBÁRA
8 ) OYA LEYÉ
9) OYÁ TONIMBÉ

IBÁ FUNAN: Seu assentamento é feito com um tacho de cobre forrado com folha de akokô, nove pratos de barro, uma panela de barro, nove hastes de Bambu amarelo, um Ota, Nove búzios abertos e nove fechados, nove moedas de prata, dezoito idés de cobre, favas e folhas de Oyá, pó Ossum, nove leques de palha, nove colheres de pau e efun (o zelador pode optar por acrescentar mais intens caso a Yawo necessite).
O osé deste ibá so pode ser feito com água de chuva, visto que Funan é Orisa das tempestades.

O ibá de Oyá Funan permanece nove ou dezoito dias no quarto consagrado a EGUN, após esse resguardo se leva o assentamento para o Bambuzal amarelo, onde se é feita uma grande oferenda para Oya Funan e todas as Igbalé, e só assim ela poderá voltar para o ilê sendo deixada agora no quarto das Ayabas.

Funan se veste de branco e usa palha e cabaças em sua roupa assim como tambem sua boneca Abayomí.

"Ogo mi ano gbogbo gún, Òrìsà mi abaya Oya ewa O’yansa"
(Protege-me sempre com seu poder de cura, rainha e espírito guardião. És o espírito do vento, mãe dos nove ancestrais.)

FUNAN: A YABÁ DAS TEMPESTADES, NUVENS E VENTOS GÉLIDOS.

A maioria dos caminhos de Oya nasceu de Orisa Dankó, Odulecê, Nanã ou Obatalá, porem IGBALÉ FUNAN é filha de BAROMÚ e BORÓSIA, que são deidades das correntes de ar da terra e das correntes de ar que vem do mar. O encontro dessas correntes faria a tempestade FUNAN.

Mesmo sendo uma OYÁ, FUNAN não é chegada a Dendê. Seu Akarajé deve ser frito em Ori ou Óleo de coco.

Texto: Desconhecido Foto: felipecaprini

Iyèmonjá, o poder do mito.Durante o caminho de um caçador de realizações, aprendemos que os mitos são importantíssimos n...
25/11/2022

Iyèmonjá, o poder do mito.

Durante o caminho de um caçador de realizações, aprendemos que os mitos são importantíssimos na busca pela evolução, eles são caminhos já percorridos é que carregam grande valor, principalmente no fortalecimento da nossa essência.

Nas ìtans (lendas) de Iyèmonjá notamos alguns pontos bem interessantes e que nos ensinam muito, principalmente no que se refere ao autoconhecimento e auto valor.

Em todas as relações, seja como mãe, esposa ou cuidadora, a entrega de Iyèmanjá era notável e inesgotável, porém sempre existia o abuso, a crítica e a perseguição quando ela decidia seguir seu caminho.

A maternidade estava expressa em cada gesto, o que fazia dela uma grande conhecedora das particularidades de seus filhos, mesmo aqueles que ela não deu a luz, como Omolu, ela tinha a sensibilidade de cuidar das suas chagas e rejeições. E tudo isso só é possível por um sentimento que a movia: amor, genuíno, bruto e pronto para ser lapidado pelo outro, e quase nunca por si mesma.

Algo que vale destacar nessa postagem é que o motivo pelo qual ela sempre seguia, como um rio que corre para o mar, eram as palavras de dor que seus companheiros emitiam, expondo-a e não valorizando os seus esforços. E o seu retorno à unidade (Olorun), o mar, era uma demonstração de uma consciência expandida, que já não aceitava aquela roupagem, e o que despertava Iyèmanjá era a autopiedade, ela nunca aceitou sentir dó de si mesma.

Obviamente, tudo isso se aplica na vida de todos nós, pois para devemos nos conhecer o bastante para entender qual é ou não o nosso lugar, sem perder a nossa identidade nem muito menos aceitar as cercas que impedem a nossa consciência de expandir.

A todos iniciados e devotos de Iyèmanjá, que as lições contidas em seus mitos possam abrir horizontes e um sejamos como a Mãe dos Filhos Peixes, contornando e ganhando força nas adversidades, despedidas e renúncias da vida.

Autor Bàbá Diego de Odé

Endereço

Praia Grande, SP

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