TEU LUZ DE ARUANDA

TEU LUZ DE ARUANDA TEU LAR é um Templo Umbandista onde é feita a caridade, prega o amor ao próximo e apoio social.

Voa, voa, Andorinha,Voa, voa, bem ligeiro,Traga Joãzinho e Cosminho,Para brincar no terreiro. (bis)Passando na cachoeira...
01/09/2013

Voa, voa, Andorinha,

Voa, voa, bem ligeiro,

Traga Joãzinho e Cosminho,

Para brincar no terreiro. (bis)

Passando na cachoeira,

Me traga a Mariazinha,

Passando lá pela praia,

Me traga linda Rosinha.

Voa, voa Andorinha,

Voa, voa, e vai buscar,

As crianças para a Umbanda,

A festa vai começar.

Voa, voa, Andorinha,

Voa, voa, bem ligeiro,

Traga Joãzinho e Cosminho,

Para brincar no terreiro. (bis)

Tem bolo, bola e cocada,

Tem sodinha e guaraná,

Hoje é um grande dia,

Vamos todos festejar.

OxumÉ a mãe das águas doces.Num dia qualquer de minha vida, sem real porquê, sentado numa pedra, fiquei a contemplar as ...
31/08/2013

Oxum
É a mãe das águas doces.



Num dia qualquer de minha vida, sem real porquê, sentado numa pedra, fiquei a contemplar as cascata que despreocupadamente deixava sua água rolarem num torvelinho cristalino; e invejei a natureza por ser dádiva divina. Foi então que se fez presente, forma de mulher, uma figura bela, de olhar tranqüilo e profundo como mais misterioso lago. Vestida de azul com reflexos celestiais, ela se aproximou de mim, dizendo que a cachoeira que eu estava ali a admirar, nada mais era do que o véu puro que encortinava sua morada.



Chorei de emoção ao ouvir-lhe a voz. Ela, porém, num gesto muito terno, ofereceu-me a ponta do seu manto, para que enxugasse meu pranto. Sem ousar olhá-la, beijei com gratidão a fímbria de sua veste, e nessa humildade encontrei a minha verdade.

Fui banhado então, não pelas águas da cachoeira, mas sim por pétalas de rosas que, com seus fluidos, fizeram-me renascer para a vida e para o amor, extirpando do meu ser todas as amarguras, fazendo-me ver nas desventuras apenas sombras fenecidas. Flamejante, senti a força de sua luz que iluminou um novo caminho, um caminho melhor, sem mágoas e sem espinhos que, para gáudio meu, era um tapete florido de minha existência, que percorreria compassos seguros sem temer, guiado por sua mão. Repentinamente a bruma da incerteza se esvaiu, dando passagem a uma visão futura com que fiquei atônito, ao ver a mim mesmo.



Uma co**ha dourada entreabria-se deixando que eu entrasse nela; atrás de mim, apenas restavam folhas caídas de passado outono. Elas cobriam todos os dissabores, a inveja, a calúnia e até mesmo as pessoas que foram falsas amigas. Á minha frente lá estava ela, tão divina, tão graciosa na leveza de seus encantos. Foi então que ao encontra-la., Mamãe Oxum, encontrei a mim mesmo, pois dentro de meu ser somente existe lugar para o amor e a harmonia.

E, mais uma vez, bendigo tê-la achado, minha mãe, Divina Oxum


Babalorixá Paulo Newton de Almeida

“Só através da caridade, simplicidade e humildade é possível refletir na terra a luz de Oxalá”-
30/08/2013

“Só através da caridade, simplicidade e humildade é possível refletir na terra a luz de Oxalá”-

Homenagem a Iemanjá Era o fim de uma tarde de verão. O céu estava claro e o Sol enviava seus últimos raios, banhando as ...
30/08/2013

Homenagem a Iemanjá



Era o fim de uma tarde de verão. O céu estava claro e o Sol enviava seus últimos raios, banhando as águas límpidas e mornas; na areia, agora coberta de sombras, encontrava-se o repouso convidativo; no ar sentia-se o aroma da natureza.
Na praia semideserta, um homem vestido de branco, descalço, caminhava a passos lentos, porém firmes. Notava-se a seriedade que o envolvia, o olhar fixo nas águas do mar, como se algo estivesse buscando.

De repente parou e retirou do pescoço uma guia, na qual as cores azul e branca se alternavam; fazendo uma ligeira reverência, caminhou para o mar, com a água lhe chegando até a cintura.

Olhando para o céu, já agora não tão claro quanto antes, permanecia imóvel, dando a perceber que seus pensamentos estavam voltados para o astral; curvouse lentamente e deixou que a guia fosse envolvida pela espuma branca.

Nesse, momento sentiu um tremor, todo seu corpo vibrou, como se um raio o tivesse atingido.

As águas tornaram-se revoltas, cânticos dos mais suaves começaram a ser entoados, odores agradabilíssimos inundaram o ambiente; e eis que surge sobre as ondas uma figura onipotente:

Iemanjá, Rainha do Mar !



A emoção tomou conta do filho; suas preces haviam sido atendidas e, por mais que quisesse dizer alguma coisa, não consegui falar. Apenas, com muita dificuldade, entre os lábios trêmulos, murmuro:

"Minha mãe!"


Momentos depois, quando voltou a si, encontrava-se deitado na areia, com a guia em torno do pescoço.

Levantando-se, pôs-se a caminhar e, no silêncio daquela praia , tinha um só pensamento:

´´Eu vi a Rainha do Mar! Eu vi Mamãe Iemanjá!``.
Babalorixá Paulo Newton de Almeida

Endereço

Prado, BA

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