12/08/2026
Brevíssimos oito anos. O tempo em que um jovem americano precisou para deixar um legado extraordinário do qual somos herdeiros, fruto de sua profunda piedade, ousadia, comprometimento com o Evangelho e visão missionária.
Ashbell Green Simonton nasceu em West Hanover (20/01/1833) e cresceu num ambiente piedoso. Professor no Mississipi (1852-54), o jovem da Pensilvânia foi exposto à realidade crua da sociedade escravocrata sulista. Análise de seu diário revelaria suas profundas preocupações sociais. Em 1855, no dia do exame com vistas à profissão de fé, Simonton registrou que sentia o desejo de ser capacitado para a pregação do Evangelho. Meses depois, no Seminário de Princeton, uma mensagem de seu professor, Dr. Charles Hodge, despertaria sua vocação para servir num campo transcultural. Ordenado e enviado para o Brasil, chegou no Rio de Janeiro em 12 de agosto de 1859. País imperial, número gigantesco de escravizados, domínio oficial do catolicismo romano, terra infestada por doenças tropicais, o cenário no qual Simonton deixaria marcas permanentes.
Em menos de um ano (22/04/1860) dirigiu o primeiro culto em português e no ano seguinte iniciou uma classe bíblica nos domingos de tarde. Teologicamente ortodoxo, alinhado com as pautas da liberdade, plantou três igrejas (Rio de Janeiro, São Paulo e Brotas), um presbitério, criou o jornal ‘Imprensa Evangélica’, fundou um seminário teológico e ordenou o primeiro pastor brasileiro (o ex-padre José Manoel da Conceição) entre tantas outras ações.
A recompensa pelo êxito em várias frentes ministeriais enfrentaria o contraponto de uma dor excruciante. Nove dias após o nascimento de sua filha, a perda de sua esposa Helen (28/06/1864). Pouco tempo depois do término da guerra civil que devastou parte de seu país, Simonton tombaria na cidade de São Paulo, vítima de febre amarela (09/12/1867).
Brevíssimos oito anos...
Agosto, tempo especial para uma visita ao nosso passado missionário, que nos encoraja a alinhar o compromisso no presente e nos impulsiona a gastar nossa vida lançando as sementes da colheita certa de nosso futuro. Que DEUS seja honrado!
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