30/12/2018
A fé é essa graça, esse favor divino que nos é dado de presente
Neste programa ‘Luz da Fé’, quero refletir com você sobre o número 153 do Catecismo da Igreja Católica, que nos ensina o seguinte:
A fé é uma graça
153. Quando São Pedro confessa que Jesus é o Cristo, o Filho do Deus vivo, Jesus lhe declara que esta revelação não lhe veio “da carne e do sangue, mas de meu Pai que está nos céus” (Mt 16,17). A fé é um dom de Deus, uma virtude sobrenatural infundida por Ele. “Para que se preste esta fé, exigem-se a graça prévia e adjuvante de Deus e os auxílios internos do Espírito Santo, que move o coração e o converte a Deus, abre os olhos da mente e dá a todos suavidade no consentir e crer na verdade.”
É muito bonito quando escutamos a Igreja afirmar para nós, por meio do Catecismo, que a fé é uma graça. E o que signif**a a palavra “graça”? Essa expressão é oriunda do termo grego cháris, de onde nasce também a palavra “carisma”.
A graça tem dois signif**ados. Um signif**ado se percebe quando dizemos a respeito de uma pessoa que é “graciosa”, ou seja, aquela pessoa é bela. Portanto, graça tem esse sentido de beleza, fascinação, algo que encanta nosso olhar. Existe também um segundo sentido em relação a essa palavra. Para isso, tomemos como exemplo alguém que foi condenado à morte e, de repente, outro se aproxima dele e diz: “Você foi agraciado e considerado inocente. Agora é um homem livre!”. Esse “agraciado” não signif**a que ele alcançou beleza e fascinação, mas sim que ele alcançou a expiação das suas culpas. Portanto, nesse segundo signif**ado, graça é entendida como favor, sobretudo, favor divino: “Eu recebi essa graça de Deus”, ou seja, “O Senhor realizou tal coisa a meu favor”.
E ao lermos no Catecismo da Igreja que a fé é um dom de Deus, nosso coração precisa encher-se de alegria, porque dom signif**a presente. Então, a fé é essa graça, esse favor divino que nos é dado de presente – “muito bem embalado” por sinal. E quem é que não gosta de receber presentes? Eu gosto! Ainda mais de receber esse presente da fé que o Catecismo ensina como sendo uma virtude sobrenatural infundida por Deus.
O Catecismo da Igreja Católica também nos ensina que precisamos desses auxílios internos do Espírito Santo, que move o coração e o converte a Deus.
Testemunho de uma mãe
Diante disso, eu me recordei do seguinte fato: fui abordado por uma senhora, num dos acampamentos na Canção Nova, que, muito emocionada, testemunhou a respeito de seu filho. Ela estava acordada, durante a madrugada, muito preocupada com seu filho que estava se divertindo numa rave (balada). Aquela senhora, então, sintonizou a TV Canção Nova e começou a acompanhar uma pregação gravada que eu fiz tempos atrás, e que estava passando justamente naquela hora. Nessa pregação, eu dizia: “Você que é mãe não deixe de rezar pelo seu filho, reze pela conversão dele”. Aquela senhora foi tocada por Deus naquele momento e começou a chorar sem parar, pois ela estava desistindo de rezar pelo seu filho. Graças a Deus, aquelas palavras proclamadas numa pregação antiga e gravada (veja só como funcionam esses auxílios internos do Espírito Santo) fez aquela mãe recuperar um novo vigor em sua fé.
O mais bonito é que aquela senhora se pôs a rezar fervorosamente pela conversão de seu filho quando, naquele mesmo instante, ela recebeu uma mensagem dele pelo celular. Na mensagem estava escrito: “Mãe, reze por mim”.
Aquela senhora não sabe o que aconteceu com seu filho naquela balada, mas sabe que algo de sobrenatural se passou no interior de seu filho, pois, a partir daquela madrugada, ele não voltou mais a esse lugar e começou a voltar-se para o caminho de Deus.
Essa mãe me contava tudo isso numa tremenda alegria! Daí, eu compreendi que a oração dela fez com que seu filho experimentasse, mesmo estando no meio daquela balada, os auxílios internos do Espírito Santo, que move o coração e o converte a Deus.
Peçamos, portanto, com muita fé, esses auxílios da graça de Deus sobre a nossa vida.
Um forte abraço!
Assista ao programa: