Capela do Sport Club Internacional

Capela do Sport Club Internacional A Capela Nossa Senhora das Vitórias realiza as missas dominicais sempre a partir das 11h15, os batiza

14/12/2025

LEALDADE
Fabrício Carpinejar

Aguentei massacres na infância: já fiquei trancado um turno inteiro no banheiro por represália dos colegas; já fui pendurado de cabeça para baixo no refeitório, ameaçado de ser arremessado; já tive minha calça de abrigo arriada no meio da sala de aula; já apanhei em corredor humano com tapas e chutes; já menti para a família que havia tropeçado ao surgir com um hematoma no rosto; já suportei ser ridicularizado com os apelidos mais terríveis, tendo que ouvir que os médicos se confundiram comigo no hospital, mantiveram a placenta e descartaram o feto; já atravessei a noite com febre em segredo; já perguntei a Deus por que minha trajetória precisava ser espinhosa; já fugi do recreio, para evitar chacotas; já experimentei festa de aniversário sem amigos para celebrar, arcando com o boicote da turma e os risinhos do dia seguinte: “como foi a comemoração?”. Ainda lutava contra um diagnóstico de retardo mental; ainda me rotulavam de “debiloide”; ainda falava errado, com a língua presa; ainda usava botas ortopédicas que ampliavam minha aparência de monstro — e todos sabiam que me aproximava pelos passos metálicos: “lá vem ele!”.

Estive plenamente no lugar do fracasso e da exclusão. Conheço o gosto salgado de minhas lágrimas e o amargo de meu sangue.

Mesmo assim, acordava toda manhã para enfrentar a escola. Não deixei de comparecer. Não mudei de instituição para recomeçar sem passado. Guardava uma esperança — tão solitária e tão pessoal — de que conseguiria padecer menos.

A minha única alegria era o Inter, o raro momento em que não sofria bullying. A torcida me tratava de igual a igual. Não me via como uma aberração no Beira-Rio. Estranhos me abraçavam e me erguiam no colo no instante do gol. Ninguém me enxergava diferente com a camisa vermelha. O escudo colorado me protegia dos rancores e me possibilitava a trégua de ser normal.

Meu time protagonizava os tempos dourados do tricampeonato brasileiro, com Falcão e Valdomiro. Ele vencia por mim, enquanto a rotina me derrotava. Por ele, eu senti pela primeira vez o que significava a felicidade: ela existia, eu não deveria desistir de procurar.

Hoje meu clube está mal, e estou bem: então vou carregá-lo. Cultivo profunda gratidão pelo punhado de contentamento que me ofereceu quando eu não contava com nenhum motivo para viver, quando me animou a resistir e sobreviver.

Para os outros, o futebol pode não ser tudo. Para mim, é minha essência.

Não sou colorado de fachada, de boutique. Não farei greve nem pararei de frequentar o estádio, seja na Série B, C ou D. Não torço só se ganhamos.

E não é hora de antecipar frustrações ou jogar a toalha. O que adianta vaiar ou xingar um plantel demolido emocionalmente? Talvez careça de um improvável elogio, de um inesperado apoio, de um surpreendente carinho — como eu naquela época, na mais absoluta rejeição.

Não temo pilhérias, gozações, cantorias. Por aquilo que passei, eu me encontro vacinado.

Qual era a minha chance de dar certo? Mínima. Como a do Inter de permanecer na primeira divisão.

Mas não me entrego até o último minuto, e me mostrarei presente e leal, qualquer que seja o resultado.

Minha coluna no jornal Zero Hora, GZH, última página, Porto Alegre (RS), 4/12/25:

14/12/2025

Capela do Inter

Daqui à pouco, inicia a Santa Missa hoje com 4 batizados, em nossa Capela Nossa Senhora das Vitórias.
14/12/2025

Daqui à pouco, inicia a Santa Missa hoje com 4 batizados, em nossa Capela Nossa Senhora das Vitórias.

10/11/2025

Missa domingos 11h.

Na Capela Nossa Senhora das Vitórias, junto ao Estádio Beira-Rio, cada oração é uma semente de fé lançada ao coração de Deus. 💫

Mesmo quando os dias parecem nublados e as lutas pesam sobre nós, Maria Santíssima nos ensina a permanecer firmes, confiando que a vitória vem do Senhor. 🙏

Aqui, aos pés da Mãe das Vitórias, encontramos co***lo, força e a certeza de que Deus transforma lágrimas em esperança e dores em bênçãos. 🌈

Não desanime! A cada novo amanhecer, o Senhor renova Suas promessas.
A vitória é certa para quem confia, reza e persevera. 💖

🕊️ “O Senhor é minha luz e minha salvação, a quem temerei?” (Salmo 27,1)

Recebemos hoje as 11h hoje em nossa capela o jogador Bruno Henrique que foi padrinho do menino Ian.
27/06/2025

Recebemos hoje as 11h hoje em nossa capela o jogador Bruno Henrique que foi padrinho do menino Ian.

22/04/2024

Temos missa todos domingos na nossa capela do Gigante da Beira-Rio
11h.

25/01/2023
11/09/2022

Temos missa todos domingos na nossa capela do Gigante da Beira-Rio
11h:15m.

02/10/2021

Temos missa esse domingo na nossa capela do Gigante da Beira-Rio
11h:15m.

12/09/2021

MISSA:
Domingo: 11h15m.

Endereço

Avenida Padre Cacique, 891
Porto Alegre, RS
90810-240

Horário de Funcionamento

11:15 - 12:30

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