Casa de Oyá

Casa de Oyá Organização religiosa e cultural de matriz africana casa de Oyá - Nação Oyó-ijexa - Fundada em 1985.

Apresentação das Rodas de Conversa realizadas na Casa de Oyá – Decolonização das Religiões de Matriz AfricanaA Casa de O...
22/03/2026

Apresentação das Rodas de Conversa realizadas na
Casa de Oyá – Decolonização das Religiões de Matriz Africana

A Casa de Oyá abriu seus caminhos para um ciclo de rodas de conversa que propuseram reflexão, escuta e transformação: a decolonização das religiões de matriz africana.
Esses encontros nasceram da necessidade urgente de revisitar nossas práticas, símbolos e compreensões, reconhecendo os impactos do racismo, do colonialismo e do embranquecimento sobre nossas espiritualidades. Durante muito tempo, saberes ancestrais foram distorcidos, silenciados ou adaptados para caber em uma lógica que não nos pertence.
Decolonizar é um movimento de retorno.
Retorno à ancestralidade, à memória viva dos nossos povos, à força dos orixás, inkices e voduns em sua essência africana. É também um gesto de coragem: questionar o que nos foi ensinado, desconstruir imagens e conceitos colonizados e reconstruir caminhos mais alinhados com nossas raízes.
As rodas de conversa da Casa de Oyá representam espaços de troca horizontal, onde cada participante foi convidado a refletir, compartilhar e se implicar nesse processo. Não se trata de impor verdades, mas de provocar pensamentos, abrir caminhos e fortalecer uma consciência coletiva mais crítica e comprometida com a tradição.
Ao longo dos encontros, abordamos temas como:
• O embranquecimento das divindades e seus impactos
• A transformação dos orixás em arquétipos psicológicos
• Racismo religioso e epistemicídio
• A importância da oralidade e da tradição viva
• Caminhos possíveis para práticas mais alinhadas com a ancestralidade
Mais do que um estudo, esse foi um chamado.
Um convite para olhar para dentro, para o terreiro, para a história — e reconhecer que decolonizar também é um ato espiritual.
A Casa de Oyá se firma, assim, como espaço de resistência, reconstrução e fortalecimento daquilo que sempre foi nosso: a sabedoria ancestral.

01/02/2026
Para muitas religiões de matriz africana, como Candomblé, Nação e Umbanda, a frase "fazer religião é também cuidar do te...
29/11/2025

Para muitas religiões de matriz africana, como Candomblé, Nação e Umbanda, a frase "fazer religião é também cuidar do terreiro" é central e possui um signif**ado profundo.
O cuidado com o terreiro (que pode ser chamado de barracão, casa, roça ou ilê) é considerado indissociável da prática da fé por várias razões:
Espaço Sagrado: O terreiro é o local físico onde vivem e atuam os orixás, inquices ou caboclos. É a casa dos deuses e dos guias espirituais, e, como tal, deve ser mantido limpo, organizado e zelado com respeito e dedicação.
Comunidade e Acolhimento: Cuidar do espaço é também cuidar da comunidade (a "família de santo") que o frequenta. Um ambiente bem cuidado favorece o acolhimento, o bem-estar e a união entre os membros.
Manutenção da Energia (Axé): A limpeza física e a manutenção do local estão diretamente ligadas à limpeza e à manutenção da energia espiritual (axé). Um terreiro limpo e harmonizado permite que as energias fluam corretamente e que os rituais sejam realizados de forma ef**az.
Respeito e Tradição: O zelo pelo espaço sagrado demonstra respeito pelos ancestrais e pela tradição religiosa. É uma forma de honrar o legado deixado por aqueles que construíram e mantiveram a religião viva.
Trabalho Coletivo: O ato de cuidar do terreiro frequentemente envolve o trabalho coletivo, o mutirão, o que reforça os laços comunitários e a responsabilidade compartilhada pela manutenção da casa de santo.
Em resumo, o cuidado com o terreiro não é apenas uma tarefa prática ou secular, mas sim uma extensão da devoção e um ato de fé contínuo.

Acolhimento, Respeito e Responsabilidade no TerreiroO terreiro é, antes de tudo, uma casa de acolhimento. É onde se apre...
29/11/2025

Acolhimento, Respeito e Responsabilidade no Terreiro

O terreiro é, antes de tudo, uma casa de acolhimento. É onde se aprende que cada pessoa traz sua própria história, seus desafios e sua forma de caminhar no axé. Dentro dessas paredes sagradas, não há espaço para o julgamento, mas sim para o respeito e a compreensão.
Somos diferentes — e é justamente nessa diversidade que mora a força da tradição. Uns chegam com mais experiência, outros ainda aprendendo a lidar com o sagrado, mas todos estão sob o olhar cuidadoso dos Orixás. O importante é lembrar que ninguém é melhor nem pior — apenas está em um momento diferente da caminhada.
O verdadeiro axé floresce quando cada um cuida do seu caminho, da sua conduta e do seu crescimento espiritual. Fazer a sua parte com dedicação, humildade e amor é o que mantém viva a energia do terreiro. Não cabe a nós vigiar, cobrar ou falar do que o outro faz ou deixa de fazer — essa é uma responsabilidade que pertence aos Orixás.
Quando gastamos energia observando a vida alheia, deixamos de olhar para dentro e enfraquecemos nosso próprio axé. Já quando olhamos para nós mesmos e fazemos o que nos cabe, fortalecemos a corrente e ajudamos toda a casa a crescer.
Cada um cuida de si, e os Orixás cuidam de todos.
É assim que o terreiro se mantém firme, harmonioso e abençoado — pela força do respeito, da responsabilidade e do acolhimento.
Uma boa reflexão a todos em um momento de trabalho em grupo como estamos vivendo !!

A firmeza de Exu é um assentamento energético feito para alinhar, fortalecer e estabilizar o vínculo entre a pessoa, a c...
29/11/2025

A firmeza de Exu é um assentamento energético feito para alinhar, fortalecer e estabilizar o vínculo entre a pessoa, a casa de axé e Exu. É um ato de respeito e de manutenção espiritual, que cria um ponto de segurança, equilíbrio e proteção no caminho de quem firma.
Fazer a firmeza signif**a:
• Acender uma vela, ofertar elementos simples (como charuto, marafo, conforme a tradição da casa);
• Abrir caminho, pedir clareza, comunicação e proteção a Exu;
• Manter ativo e cuidado o ponto onde sua energia se ancora.
Cada casa tem seu modo próprio de orientar essa firmeza, então sempre se respeita o fundamento do terreiro.
E importante porque fortalece a mediunidade, a firmeza ajuda a manter a vida espiritual e material em movimento, evitando travas e confusões. Protege e alinha as energias do médium.
A firmeza serve como um campo de proteção, organizando aquilo que chega até você — pessoas, demandas, pensamentos, situações — e filtrando o que não é seu ou não te pertence. Também é
um gesto de responsabilidade espiritual. É preciso cuidar, manter e honrar o Exu que te acompanha.
Quem firma Exu caminha alinhado com o terreiro e com os fundamentos ensinados ali. Isso cria estabilidade espiritual e evita ruídos no desenvolvimento.
A firmeza é um lembrete de que o axé se movimenta com constância, respeito e presença, não apenas com urgência ou desespero. Exu gosta de atenção verdadeira, não de pressa.
É importante lembrar que nunca estamos prontos plenamente no processo mediúnico, estamos sempre necessitando nos firmarmos.. É um gesto pequeno na forma, mas profundo na intenção.

29/11/2025

Hoje é 20 de Novembro! Data que se comemora o dia da Consciência Negra. O 20 de Novembro nos terreiros de matriz africana é mais do que uma data no calendário — é um marco de memória, resistência e afirmação de identidade. É o dia em que se reverencia Zumbi dos Palmares, símbolo maior da luta contra a escravização, mas também é o momento em que cada casa de axé reafirma a dignidade, a força e a ancestralidade que sustentam sua existência.
Nos terreiros, esta data não é apenas lembrada: ela é sentida.
É o momento de homenagear aqueles que abriram caminhos, que guardaram saberes e que protegeram, com coragem, a espiritualidade que hoje seguimos cultivando. O 20 de Novembro convida cada filho e filha de santo a reconhecer que estar em um terreiro é carregar uma herança construída com suor, sangue, fé e amor. É reafirmar que nossa religiosidade é parte da história viva do povo negro no Brasil.
Celebrar o 20 de Novembro é também combater o apagamento.
É lembrar que nossos rituais, cânticos, folhas, orixás, inquices e voduns sobreviveram às violências da escravidão e continuam vivos apesar do racismo que insiste em silenciar nossas tradições. Nos terreiros, essa data fortalece a necessidade de defesa do sagrado, do direito ao culto e da valorização da cultura afro-brasileira — não apenas como resistência, mas como potência.
É um dia de orgulho, mas também de responsabilidade.
Orgulho por pertencer a uma linhagem espiritual que sustentou gerações.
Responsabilidade de continuar cuidando do axé, transmitindo conhecimento e preservando os fundamentos para que as próximas gerações encontrem, nos terreiros, acolhimento, força e identidade.
Assim, o 20 de Novembro nos lembra que cada toque do atabaque, cada xirê e cada reza ecoam a história de um povo que nunca se rendeu.
E que os terreiros seguem sendo espaços de cura, de ancestralidade e de libertação — ontem, hoje e sempre.

30/03/2023

REFLEXÃO:

Esta reflexão não contém indoretas, mas, é pra se pensar!
Nas mesas de búzios da vida:
* tô na miséria e meu pai não me atende...
* eu não vou no pai porque é um cúmulo eu marca horário pra ver meu pai de santo!
* eu não dou meu dinheiro pra pai de santo , sou filha da casa!
* oque eu faço do portão pra fora , não diz respeito há ninguém!
* eu não tiro quartinha pois meus santos me entendem!
* faz três meses que não vou no pai, mas minha vida tá uma droga!
* tem um monte de filho de santo eu não vou levar vela!
* eu não vou lamber pai de santo, eu sou mais eu!

Se tu tá na miséria e teu pai não te ajuda, sai do axé e procura seu caminho...não adianta falar mal , mas continuar pedindo benção!
Marca horário sim, pois se você nao paga a água, a luz , o imposto, a Internet, a comida , o vestuário e por assim por diante, você deve entender que a organização de uma casa exige marcação, se a pessoa não tem tempo pra você, saia da casa, mas não fique pedindo benção!
Mensalidade não sustenta casa de religião,mas se você é um filho presente, ajuda, cuida dos irmãos, é solicito , se esforçar pra auxiliar nas obrigações, e mesmo assim a pessoa tira seu dinheiro, saia da casa e não fique pedindo benção!
Oque você faz na rua pai de santo nenhum pode julgar, desde que não interfira dentro da casa de axé! Lembre-se que pro batuqueiro você não tem nome, mas sim é "fulano filho do pai beltrano" ou "beltrana filha do pai ciclano!" , mas se a pessoa quer controlar sua vida, sai da casa e não f**a pedindo benção!
Se seus santos não se importam que você não tira suas quartinhas , e nem vai vê-los, não tem nem porque eles estarem na prateleiras, afinal hoje em dia as pessoas falam a vontade do santo sem jogar um buzio...mas caso isso lhe incomode , sai da casa e não peça benção!
Se você nao sente vontade de ir na casa de religião, saia da casa e não peça benção!
Se você nao leva a vela pro seu anjo de guarda porque a casa tem muitos filhos , e por isso você não vai levar a sua vela pro seu anjo na sua casa de axé....saia da casa e não peça benção!
Se você acha que ajudar pai de santo é lamber, e que você tem que estar embaixo do pé do seu pai de santo pra ser uma pessoa notada na casa...saia da casa e não peça benção!
Sabe porque você deve sair?
Porque se a pessoa te ignora, você não participa , você não tem tempo, você sente coagido , humilhado , não aceito , "sente" as vontades dos seus santos sem jogar búzios e fala mal da mão que está na sua cabeça, e continua vestindo sua roupinha nas festas , batendo cabeça pra pessoa que não presta...
Você é mais podre que a pessoa!
Seja a verdade e a diferença que você tanto cobra dos outros!
Afinal...
Aquele que come farelo se mistura com os porcos!

*via facebook
*autor desconhecido.

11/01/2023

Endereço

Travessa Nilva Garrido, Parque Dos Maias
Porto Alegre, RS
91180-100

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