"O nosso culto externo difere dos demais e somente é possível encontrar alguma semelhança com o realizado nas igrejas protestantes, se admitirmos, a mais, os fenômenos de vidência e audição. Em nossas reuniões, somente oramos o "Pai Nosso", única oração ensinada por Cristo, Único Espírito que podemos invocar, porque "Quando duas ou mais pessoas se reunirem em Meu Nome, Eu estarei no meio delas". Procuramos desenvolver em cada um de nós o "Cristo Interior", mediante a prática da Obediência a Deus, e desenvolver o nosso poder de ver e ouvir espiritualmente, como nos primitivos tempos do Cristianismo, quando todos os cristãos, segundo diz o Evangelho, eram videntes e auditivos. Esse "Cristo Interior" se desenvolve em cada um dos nossos fiéis, à medida de seu progresso espiritual. Não adoramos imagens porque, estando Deus presente em toda a parte, não precisamos recorrer à adoração de ídolos feitos pela mão humana e, principalmente, obedecendo o preceito evangélico: "Não adorarás imagem alguma, senão ao Senhor teu Deus, em Espírito e em Verdade." Praticamos, mas, espiritualmente, a Comunhão ou Eucaristia, porque "Deus dará de Seu 'Espírito' aos que Lhe obedecem". Os novos adeptos recebem a Confirmação, depois de certo tempo de prática da Obediência a Deus, segundo Sua Vontade expressa no Evangelho. O Batismo também é feito de forma espiritual, só pode ser realizado em pessoas adultas e conscientes. Não o fazemos com água, porque os Apóstolos o fizeram com o 'Espírito Santo'. O Batismo de Jesus, feito com água, não foi mais que simbólico; mesmo porque Ele já recebera o Espírito Santo, quando menino. Em nosso templo, admitimos somente a Cruz, como símbolo da fé. Aceitamos a reencarnação, como base fundamental da Justiça Divina. Publicado no Correio do Povo em 23 de novembro de 1941 e nos Boletins Informativos da Igreja Crista Primitiva n° 07 e 48 Ed. Especial.