07/08/2026
Não é apenas um quadro na parede. É a história de uma vida inteira.
Quando olho para o meu nome ali, enxergo a menina que, em 2013, entrou na Faculdade de Direito sem imaginar tudo o que precisaria atravessar para chegar até aqui.
Em fevereiro de 2018, perdi a minha mãe. Seis meses depois, em agosto, me formei em Direito. Entre essas duas datas existe uma história que diploma nenhum consegue contar.
Existe luto, saudade, depressão, portas fechadas e muitos “nãos”. Mas existe também fé, ancestralidade e uma força que tantas vezes me sustentou quando a minha já parecia ter acabado.
Eu poderia ter parado tantas vezes. Mas continuei.
E nunca caminhei sozinha. Caminhei amparada pela minha ancestralidade, por Olupaya e por toda a Legião que me acompanha, me guarda e abre meus caminhos.
E, nessa conquista, a vida colocou a Manu, uma filha de Oxalá, no meu caminho. Com suas mãos, seu cuidado e sua dedicação, ela fez acontecer aquilo que durante tanto tempo existiu primeiro nos meus sonhos. Há pessoas que chegam para fazer parte da nossa história — e ela faz parte desta.
Por isso, esse quadro não é decoração, status ou apenas a marca de um escritório. É memória. É resistência. É ancestralidade. É vitória!
Minha mãe não pôde me ver formada, nem entrar neste escritório e olhar para essa parede comigo. Mas existe tanto dela em mim que essa conquista também carrega um pedaço da sua história.
Hoje eu sei: os “nãos” não encerraram a minha história. A dor não encerrou a minha história. A depressão não encerrou a minha história.
Eu continuei escrevendo.
À minha mãe Dona Maria, conhecida também como Dona Rosa, obrigada por sempre acreditar naquela criança chamada carinhosamente de Tata, cheia de sonhos…
E àquela menina que entrou na Faculdade de Direito em 2013, eu diria:
valeu a pena não desistir.
Esse quadro na parede é seu.
Essa história é nossa.
Acredita que acontece!✨