Paróquia São Geraldo

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Horário de Missas

Terça a sexta-feira - 18h30
Sábado - 16:00 hs
Domingo - 09h15 e 18h30

Horários da Secretaria:
De terça à sexta das 14h às 19h e sábados das 8h30 às 11h30

30/08/2026

EVANGELHO DO DIA
30 de agosto

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
16,21-27

Naquele tempo,
Jesus começou a mostrar a seus discípulos
que devia ir a Jerusalém
e sofrer muito da parte dos anciãos,
dos sumos sacerdotes e dos mestres da Lei,
e que devia ser morto e ressuscitar no terceiro dia.
Então Pedro tomou Jesus à parte
e começou a repreendê-lo, dizendo:
"Deus não permita tal coisa, Senhor!
Que isso nunca te aconteça!"
Jesus, porém, voltou-se para Pedro, e disse:
"Vai para longe, satanás!
Tu és para mim uma pedra de tropeço,
porque não pensas as coisas de Deus,
mas sim as coisas dos homens!"
Então Jesus disse aos discípulos:
"Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo,
tome a sua cruz e me siga.
Pois, quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la;
e quem perder a sua vida por causa de mim,
vai encontrá-la.
De fato, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro,
mas perder a sua vida?
O que poderá alguém dar em troca de sua vida?
Porque o Filho do Homem
virá na glória do seu Pai, com os seus anjos,
e então retribuirá a cada um
de acordo com a sua conduta".

AS PALAVRAS DOS PAPAS
Também hoje, há a tentação de querer sempre seguir um Cristo sem cruz, aliás, de ensinar a Deus a estrada certa (...) mas Jesus recorda-nos que o seu caminho é o do amor, e não há amor verdadeiro sem o sacrifício de si mesmo. Somos chamados a não nos deixarmos absorver pela visão deste mundo, mas a estar cada vez mais cientes da necessidade e da fadiga para nós cristãos de caminhar contracorrente e em subida. Jesus contempla a sua proposta com palavras que exprimem uma grande sabedoria sempre válida, porque desafiam a mentalidade e os comportamentos egocêntricos. Ele exorta: «Aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas aquele que tiver sacrificado a sua vida por minha causa, recobrá-la-á» (v. 25). Neste paradoxo está contida a regra de ouro que Deus inscreveu na natureza humana criada em Cristo: a regra que só o amor dá sentido e felicidade à vida. Dedicar os próprios talentos, as próprias energias e o próprio tempo só para salvar, proteger e realizar-se a si mesmos, leva na realidade a perder-se, ou seja, a uma existência triste e estéril. Ao contrário, vivamos pelo Senhor e construamos a nossa vida no amor, como fez Jesus: poderemos saborear a alegria autêntica, e a nossa vida não será estéril, será fecunda. (...) Maria Santíssima, que seguiu Jesus até ao Calvário, nos acompanhe também a nós e nos ajude a não ter medo da cruz, mas com Jesus crucificado, e não uma cruz sem Jesus, a cruz com Jesus, ou seja, a cruz de sofrer por amor de Deus e dos irmãos, porque esse sofrimento, pela graça de Cristo, é fecundo de ressurreição. (Papa Francisco, Angelus de 3 de setembro de 2017)

29/08/2026

EVANGELHO DO DIA
29 de agosto

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos
6,17-29

Naquele tempo,
Herodes tinha mandado prender João,
e colocá-lo acorrentado na prisão.
Fez isso por causa de Herodíades,
mulher do seu irmão Filipe,
com quem se tinha casado.
João dizia a Herodes:
"Não te é permitido
ficar com a mulher do teu irmão".
Por isso Herodíades o odiava
e queria matá-lo, mas não podia.
Com efeito, Herodes tinha medo de João,
pois sabia que ele era justo e santo,
e por isso o protegia.
Gostava de ouvi-lo,
embora ficasse embaraçado quando o escutava.
Finalmente, chegou o dia oportuno.
Era o aniversário de Herodes,
e ele fez um grande banquete
para os grandes da corte, os oficiais
e os cidadãos importantes da Galileia.
A filha de Herodíades entrou e dançou,
agradando a Herodes e seus convidados.
Então o rei disse à moça:
"Pede-me o que quiseres e eu to darei".
E lhe jurou dizendo:
"Eu te darei qualquer coisa que me pedires,
ainda que seja a metade do meu reino".
Ela saiu e perguntou à mãe:
"O que vou pedir?"
A mãe respondeu:
"A cabeça de João Batista".
E, voltando depressa para junto do rei, pediu:
"Quero que me dês agora, num prato,
a cabeça de João Batista".
O rei ficou muito triste, mas não pôde recusar.
Ele tinha feito o juramento diante dos convidados.
Imediatamente, o rei mandou
que um soldado fosse buscar a cabeça de João.
O soldado saiu, degolou-o na prisão,
trouxe a cabeça num prato e a deu à moça.
Ela a entregou à sua mãe.
Ao saberem disso, os discípulos de João foram lá,
levaram o cadáver e o sepultaram.

AS PALAVRAS DOS PAPAS
Como último gesto, João Batista testemunha com o sangue a sua fidelidade aos mandamentos de Deus, sem ceder nem desistir, cumprindo a sua missão até ao fim. (...) Nós vemos esta grande figura, esta força na paixão, na resistência contra os poderosos. Interroguemo-nos: de onde nasce esta vida, esta interioridade tão forte, tão reta e tão coerente, empregue totalmente por Deus e para preparar o caminho para Jesus? A resposta é simples: da relação com Deus, da oração, que é o fio condutor de toda a sua existência. (...) Celebrar o martírio de são João Batista recorda-nos, também a nós cristãos deste nosso tempo, que não se pode ceder a compromissos com o amor a Cristo, à sua Palavra e à Verdade. A Verdade é Verdade, não existem compromissos. A vida cristã exige, por assim dizer, o «martírio» da fidelidade quotidiana ao Evangelho, ou seja, a coragem de deixar que Cristo cresça em nós e que seja Cristo quem orienta o nosso pensamento e as nossas ações. Mas isto só se verifica na nossa vida se a nossa relação com Deus for sólida. A oração não é tempo perdido, não é roubar espaço às atividades, inclusive às obras apostólicas, mas é precisamente o contrário: se formos capazes de ter uma vida de oração fiel, constante e confiante, o próprio Deus dar-nos-á a capacidade e a força para viver de modo feliz e tranquilo, para superar as dificuldades e testemunhá-lo com coragem. São João Batista interceda por nós, a fim de sabermos conservar sempre o primado de Deus na nossa vida. (Papa Bento XVI, Audiência Geral de 29 de agosto de 2012)

28/08/2026

EVANGELHO DO DIA
28 de agosto

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
25,1-13

Naquele tempo,
disse Jesus aos seus discípulos esta parábola:
"O Reino dos Céus é como a história das dez jovens
que pegaram suas lâmpadas de óleo
e saíram ao encontro do noivo.
Cinco delas eram imprevidentes,
e as outras cinco eram previdentes.
As imprevidentes pegaram as suas lâmpadas,
mas não levaram óleo consigo.
As previdentes, porém, levaram vasilhas com óleo
junto com as lâmpadas.
O noivo estava demorando
e todas elas acabaram cochilando e dormindo.
No meio da noite, ouviu-se um grito:
'O noivo está chegando.
Ide ao seu encontro!'
Então as dez jovens se levantaram
e prepararam as lâmpadas.
As imprevidentes disseram às previdentes:
'Dai-nos um pouco de óleo,
porque nossas lâmpadas estão se apagando'.
As previdentes responderam:
'De modo nenhum,
porque o óleo pode ser insuficiente
para nós e para vós.
É melhor irdes comprar aos vendedores'.
Enquanto elas foram comprar óleo,
o noivo chegou,
e as que estavam preparadas
entraram com ele para a festa de casamento.
E a porta se fechou.
Por fim, chegaram também as outras jovens
e disseram:
'Senhor! Senhor! Abre-nos a porta!'
Ele, porém, respondeu:
'Em verdade eu vos digo:
Não vos conheço!'
Portanto, ficai vigiando,
pois não sabeis qual será o dia, nem a hora".

AS PALAVRAS DOS PAPAS
O Evangelho de hoje é uma célebre parábola, que fala de dez virgens convidadas para uma festa de bodas, símbolo do Reino dos céus, da vida eterna (cf. Mt 25, 1-13). É uma imagem feliz, com a qual contudo Jesus ensina uma verdade que nos põe em questão; com efeito, daquelas dez virgens, cinco entram na festa porque, quando o esposo chega, têm óleo para acender as próprias lâmpadas; enquanto as outras cinco permanecem fora porque, insensatas, não tinham trazido óleo. O que representa este «óleo», indispensável para serem admitidas no banquete nupcial? Santo Agostinho (cf. Discursos 93, 4) e outros antigos autores vêem nisto um símbolo do amor, que não se pode comprar, mas que recebemos como dom, conservamos no íntimo e praticamos com as obras. A verdadeira sabedoria consiste em aproveitar a vida mortal para realizar obras de misericórdia, porque depois da morte isto já não será possível. Quando formos despertados para o juízo final, isto acontecerá com base no amor praticado na vida terrena (cf. Mt 25, 31-46). E este amor é dom de Cristo, efundido em nós pelo Espírito Santo. Quem crê em Deus-Amor tem em si uma esperança invencível, como uma lâmpada com a qual atravessar a noite para além da morte, e chegar à grande festa da vida. (Papa Bento XVI, Angelus de 6 de novembro de 2011)

27/08/2026

EVANGELHO DO DIA
27 de agosto

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
24,42-51

Naquele tempo disse Jesus aos seus discípulos:
"Ficai atentos!
porque não sabeis em que dia virá o Senhor.
Compreendei bem isso:
se o dono da casa soubesse
a que horas viria o ladrão,
certamente vigiaria e não deixaria
que a sua casa fosse arrombada.
Por isso, também vós ficai preparados!
Porque na hora em que menos pensais,
o Filho do Homem virá.
Qual é o empregado fiel e prudente,
que o senhor colocou como responsável
pelos demais empregados,
para lhes dar alimento na hora certa?
Feliz o empregado,
cujo senhor o encontrar agindo assim,
quando voltar.
Em verdade vos digo,
ele lhe confiará a administração de todos os seus bens.
Mas, se o empregado mau pensar:
'Meu senhor está demorando',
e começar a bater nos companheiros,
a comer e a beber com os bêbados;
então o senhor desse empregado
virá no dia em que ele não espera,
e na hora que ele não sabe.
Ele o partirá ao meio
e lhe imporá a sorte dos hipócritas.
Ali haverá choro e ranger de dentes".

AS PALAVRAS DOS PAPAS
No Evangelho de hoje, Jesus exorta-nos a estar prontos para a sua vinda: «Vigiai, pois, porque não sabeis em que dia virá o vosso Senhor» (Mt 24, 42). Vigiar não significa ter os olhos materialmente abertos, mas ter o coração livre e orientado para a direção certa, ou seja, disposto a dar e servir. Isto é vigiar! O sono do qual devemos despertar é constituído pela indiferença, pela vaidade, pela incapacidade de estabelecer relações genuinamente humanas, pela incapacidade de cuidar do nosso irmão sozinho, abandonado ou doente. Portanto, a expectativa de Jesus que vem deve traduzir-se num compromisso de vigilância. Trata-se, sobretudo, de se maravilhar com a ação de Deus, com as suas surpresas e dar-lhe a primazia. Vigilância significa também, concretamente, estar atento ao próximo em dificuldade, deixar-se interpelar pelas suas necessidades, sem esperar que ele ou ela nos peça ajuda, mas aprendendo a prevenir, a antecipar, como Deus sempre faz conosco. Maria, Virgem vigilante e Mãe da esperança, nos guie neste caminho, ajudando-nos a dirigir o olhar para o “monte do Senhor”, imagem de Jesus Cristo, que atrai a si todos os homens e todos os povos. (Papa Francisco, Angelus de 1º de dezembro de 2019)

26/08/2026

EVANGELHO DO DIA
26 de agosto

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
23,27-32

Naquele tempo, disse Jesus:
"Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas!
Vós sois como sepulcros caiados:
por fora parecem belos,
mas por dentro estão cheios de ossos de mortos
e de toda podridão!
Assim também vós:
por fora, pareceis justos diante dos outros,
mas por dentro
estais cheios de hipocrisia e injustiça.
Aí de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas!
Vós construís sepulcros para os profetas
e enfeitais os túmulos dos justos,
e dizeis:
'Se tivéssemos vivido no tempo de nossos pais,
não teríamos sido cúmplices da morte dos profetas'.
Com isso, confessais que sois filhos
daqueles que mataram os profetas.
Completai, pois, a medida de vossos pais!"

AS PALAVRAS DOS PAPAS
O coração daquelas pessoas, daquele pequeno grupo, ao longo do tempo, empederneceu-se de tal maneira, que já se lhes tornou impossível prestar ouvidos à voz do Senhor. Assim, de pecadores que eram deslizaram, tornando-se corruptos. É muito difícil que um corrupto consiga voltar atrás. O pecador sim, porque o Senhor é misericordioso e espera-nos a todos. Mas o corrupto vive obstinado com as suas coisas, e eles eram corruptos. Era por isso que se justificavam, porque Jesus, com a sua simplicidade, com a sua força de Deus, incomodava. (...) Rejeitaram o amor do Senhor, e esta rejeição levou-os a percorrer um caminho que não era da dialéctica da liberdade oferecida pelo Senhor, mas da lógica da necessidade, onde não há lugar para o Senhor. Na dialéctica da liberdade encontra-se o Senhor bom que nos ama, que nos ama intensamente! Ao contrário, na lógica da necessidade não há espaço para Deus: deve-se fazer, deve-se fazer, deve-se... Assim, tornaram-se comportamentais. Homens de boas maneiras, mas de maus hábitos. Jesus define-os «sepulcros caiados». (...) Quem se justifica não compreende a misericórdia nem a piedade. No entanto, aquele povo que tanto amava Jesus tinha necessidade de misericórdia e de piedade, e ia pedi-las ao Senhor. (Papa Francisco, Homilia na Santa Missa para os parlamentares italianos, 27 de março de 2014)

25/08/2026

EVANGELHO DO DIA
25 de agosto

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
23,23-26

Naquele tempo, disse Jesus:
"Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas!
Vós pagais o dízimo da hortelã,
da erva-doce e do cominho,
e deixais de lado
os ensinamentos mais importantes da Lei,
como a justiça, a misericórdia e a fidelidade.
Vós deveríeis praticar isto,
sem contudo deixar aquilo.
Guias cegos!
Vós filtrais o mosquito, mas engolis o camelo.
Aí de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas!
Vós limpais o copo e o prato por fora,
mas, por dentro, estais cheios de roubo e cobiça.
Fariseu cego!
Limpa primeiro o copo por dentro,
para que também por fora fique limpo".

AS PALAVRAS DOS PAPAS
A hipocrisia é o maior perigo, porque pode arruinar também as realidades mais sagradas. A hipocrisia é um grave perigo! É por isso que (...) Jesus é duro com os hipócritas. Podemos ler, por exemplo, o capítulo 23 de Mateus, onde Jesus fala tão energicamente aos hipócritas da época! (...) . Não somos por vezes também um pouco como aqueles fariseus? Talvez olhemos para os outros de cima para baixo, pensando que somos melhores do que eles, que temos a nossa vida nas mãos, que não precisamos todos os dias de Deus, da Igreja, dos irmãos. Esquecemos que existe apenas um caso em que é lícito olhar para o outro de cima para baixo: quando é necessário ajudá-lo a levantar-se; o único caso, os outros não são lícitos. (...) E o caminho é apenas um, o da humildade: purificar-nos do sentido de superioridade, do formalismo e da hipocrisia, para ver os outros como irmãos e irmãs, pecadores como nós, e ver em Jesus o Salvador que vem por nós - não pelos outros, por nós - como somos, com as nossas pobrezas, misérias e defeitos, sobretudo com a nossa necessidade de sermos levantados, perdoados e salvos. E lembremo-nos de mais uma coisa: com Jesus há sempre uma oportunidade de recomeçar (...) Ele espera por nós e nunca se cansa de nós. Nunca se cansa! (Papa Francisco, Angelus de 4 de dezembro de 2022)

24/08/2026

EVANGELHO DO DIA
24 de agosto

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João
1,45-51

Filipe encontrou-se com Natanael e lhe disse:
"Encontramos aquele de quem Moisés escreveu na Lei,
e também os profetas:
Jesus de Nazaré, o filho de José".
Natanael disse:
"De Nazaré pode sair coisa boa?"
Filipe respondeu:
"Vem ver!"
Jesus viu Natanael que vinha para ele e comentou:
"Aí vem um israelita de verdade,
um homem sem falsidade".
Natanael perguntou:
"De onde me conheces?"
Jesus respondeu:
"Antes que Filipe te chamasse,
enquanto estavas debaixo da figueira,
eu te vi".
Natanael respondeu:
"Rabi, tu és o Filho de Deus,
tu és o Rei de Israel".
Jesus disse:
"Tu crês porque te disse:
Eu te vi debaixo da figueira?
Coisas maiores que esta verás!"
E Jesus continuou:
"Em verdade, em verdade, eu vos digo:
Vereis o céu aberto
e os anjos de Deus subindo e descendo
sobre o Filho do Homem".

AS PALAVRAS DOS PAPAS
Natanael, no episódio de vocação narrada pelo Evangelho de João, é colocado ao lado de Filipe, isto é, no lugar que Bartolomeu ocupa nos elencos dos Apóstolos narrados pelos outros Evangelhos. Filipe tinha comunicado a este Natanael que encontrara "aquele sobre quem escreveram Moisés, na Lei, e os profetas: Jesus, filho de José de Nazaré" (Jo 1, 45). Como sabemos, Natanael atribuiu-lhe um preconceito bastante pesado: "De Nazaré pode vir alguma coisa boa?" (Jo 1, 46a). Esta espécie de contestação é, à sua maneira, importante para nós. De fato, ela mostra-nos que segundo as expectativas judaicas, o Messias não podia provir de uma aldeia tanto obscura como era precisamente Nazaré (veja também Jo 7, 42). Mas, ao mesmo tempo realça a liberdade de Deus, que surpreende as nossas expectativas fazendo-se encontrar precisamente onde não o esperávamos. (...) Outra reflexão sugere-nos a vicissitude de Natanael: na nossa relação com Jesus não devemos contentar-nos unicamente com as palavras. Filipe, na sua resposta, faz um convite significativo: "Vem e verás!" (Jo 1, 46b). O nosso conhecimento de Jesus precisa sobretudo de uma experiência viva: o testemunho de outrem é certamente importante, porque normalmente toda a nossa vida cristã começa com o anúncio que chega até nós por obra de uma ou de várias testemunhas. Mas depois devemos ser nós próprios a deixar-nos envolver pessoalmente numa relação íntima e profunda com Jesus. (Papa Bento XVI, Audiência Geral de 4 de outubro de 2006)

23/08/2026

EVANGELHO DO DIA
23 de agosto

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
16,13-20

Naquele tempo,
Jesus foi à região de Cesareia de Filipe
e aí perguntou a seus discípulos:
"Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?"
Eles responderam:
"Alguns dizem que é João Batista; outros, que é Elias;
outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas".
Então Jesus lhes perguntou:
"E vós, quem dizeis que eu sou?"
Simão Pedro respondeu:
"Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo".
Respondendo, Jesus lhe disse:
"Feliz és tu, Simão, filho de Jonas,
porque não foi um ser humano que te revelou isso,
mas o meu Pai que está no céu.
Por isso, eu te digo que tu és Pedro,
e sobre esta pedra construirei a minha Igreja,
e o poder do inferno nunca poderá vencê-la.
Eu te darei as chaves do Reino dos Céus:
tudo o que tu ligares na terra
será ligado nos céus;
tudo o que tu desligares na terra
será desligado nos céus".
Jesus, então, ordenou aos discípulos
que não dissessem a ninguém que ele era o Messias.

AS PALAVRAS DOS PAPAS
No centro do Evangelho que escutamos, está a pergunta que Jesus faz aos seus discípulos, e que hoje dirige também a nós, para que possamos discernir se o caminho da nossa fé conserva ainda o dinamismo e a vitalidade, se a chama da nossa relação com o Senhor continua acesa: «E vós, quem dizeis que Eu sou?» (Mt 16, 15). Todos os dias, em cada hora da história, devemos estar sempre atentos a esta pergunta. Se não quisermos que o nosso ser cristão se reduza a uma herança do passado, como tantas vezes nos alertou o Papa Francisco, é importante sair do risco de uma fé cansada e estática, para nos perguntarmos: quem é Jesus Cristo para nós hoje? Que lugar ocupa ele na nossa vida e na ação da Igreja? Como podemos testemunhar esta esperança na vida quotidiana e anunciá-la àqueles que encontramos? Irmãos e irmãs, o exercício do discernimento, que nasce destas perguntas, permite que a nossa fé e a Igreja continuamente se renovem e experimentem novos caminhos e novas práticas no anúncio do Evangelho. Isto, juntamente com a comunhão, deve ser o nosso primeiro desejo. (Papa Leão XIV, Homilia de 29 de junho de 2025)

22/08/2026

EVANGELHO DO DIA
22 de agosto

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas
1,26-38

Naquele tempo,
o anjo Gabriel foi enviado por Deus
a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré,
a uma virgem, prometida em casamento
a um homem chamado José.
Ele era descendente de Davi
e o nome da virgem era Maria.
O anjo entrou onde ela estava e disse:
"Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!"
Maria ficou perturbada com estas palavras
e começou a pensar qual seria o significado da saudação.
O anjo, então, disse-lhe:
"Não tenhas medo, Maria,
porque encontraste graça diante de Deus.
Eis que conceberás e darás à luz um filho,
a quem porás o nome de Jesus.
Ele será grande,
será chamado Filho do Altíssimo,
e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi.
Ele reinará para sempre
sobre os descendentes de Jacó,
e o seu reino não terá fim".
Maria perguntou ao anjo:
"Como acontecerá isso,
se eu não conheço homem algum?"
O anjo respondeu:
"O Espírito virá sobre ti,
e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra.
Por isso, o menino que vai nascer
será chamado Santo, Filho de Deus.
Também Isabel, tua parenta,
concebeu um filho na velhice.
Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril,
porque para Deus nada é impossível".
Maria, então, disse:
"Eis aqui a serva do Senhor;
faça-se em mim segundo a tua palavra!"
E o anjo retirou-se.

AS PALAVRAS DOS PAPAS
"Nada é impossível a Deus..." (Lc 1, 37). A Igreja, na liturgia de hoje, recorre a estas palavras, desejando honrar o Mistério da Imaculada Conceição de Maria. Recorre às palavras da Anunciação, às palavras de Gabriel, cujo nome quer dizer: "a minha força é Deus". (...) Somente com aquela onipotência que ama, somente com o infinito poder do amor pode explicar-se o fato de Deus-Verbo, Deus-Filho se fazer homem. Só com a onipotência que ama, só com o inescrutável poder do amor de Deus pode explicar-se o fato de que a Virgem — filha de pais humanos e de gerações humanas — se torna a Mãe de Deus. Contudo, este fato para Ela mesma era incompreensível: "Como será isso, se eu não conheço homem?" (Lc 1, 34). Porém, nada é impossível a Deus. (...) Dado que a onipotência do Eterno Pai e o infinito poder de amor que opera com a força do Espírito Santo fazem que o Filho de Deus se torne homem no seio da Virgem de Nazaré, então o mesmo poder em consideração dos méritos do Redentor, preserva a Sua Mãe da culpa do pecado original. (...) “Nada é impossível a Deus!”. (Papa São João Paulo II, Homilia na Missa de 8 de dezembro de 1981)

21/08/2026

EVANGELHO DO DIA
21 de agosto

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
22,34-40

Naquele tempo,
os fariseus ouviram dizer que Jesus
tinha feito calar os saduceus.
Então eles se reuniram em grupo,
e um deles perguntou a Jesus,
para experimentá-lo:
"Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?"
Jesus respondeu: " 'Amarás o Senhor teu Deus
de todo o teu coração, de toda a tua alma,
e de todo o teu entendimento!'
Esse é o maior e o primeiro mandamento.
O segundo é semelhante a esse:
'Amarás ao teu próximo como a ti mesmo'.
Toda a Lei e os profetas
dependem desses dois mandamentos".

AS PALAVRAS DOS PAPAS
A união filial de Jesus com o Pai se expressa no amor perfeito, do qual ele fez também o principal mandamento do Evangelho: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua mente. Este é o maior e o primeiro dos mandamentos” (Mt 22, 37-38). Como se sabe, a esse mandamento Jesus associa um segundo, “semelhante ao primeiro”, que é o do amor ao próximo (cf. Mt 22, 39). E, deste amor, ele se propõe como exemplo: “Eu vos dou um novo mandamento: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei” (Jo 13, 34). Ele ensina e entrega aos seus seguidores um amor modelado segundo o seu próprio amor.
A este amor se podem verdadeiramente aplicar as qualidades da caridade listadas por São Paulo: “A caridade é paciente, . . . é benigna, . . . não é invejosa, não se vangloria, não se ensoberbece, . . . não busca o seu próprio interesse, . . . não leva em conta o mal recebido, . . . alegra-se com a verdade, . . . tudo desculpa, . . . tudo suporta” (1Cor 13, 4-7). Quando, em sua carta, o Apóstolo apresentava aos seus destinatários de Corinto tal imagem da caridade evangélica, certamente sua mente e seu coração estavam repletos do pensamento do amor de Cristo, para o qual desejava orientar a vida das comunidades cristãs, de modo que o seu hino da caridade pode ser considerado um comentário ao preceito de amar-se segundo o modelo de Cristo-Amor (como diria, séculos depois, Santa Catarina de Sena): “(assim) eu vos amei” (Jo 13, 34). (Papa João Paulo II, Audiência Geral de 31 de agosto de 1988)

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