05/05/2025
A Realidade Simples dos Nossos Líderes Espirituais
Pense bem: padre, pastor, monge, xeique, pai de santo, mãe de santo... todas essas pessoas que guiam nossa fé, o trabalho principal delas é cuidar da nossa alma, do nosso espírito.
Por exemplo, ninguém procura um padre para reclamar que o marido se foi, para exigir que ele resolva a falta de emprego ou para pedir que examine uma unha encravada que não cicatriza por causa de uma possível inveja da vizinha. Concorda?
A verdade é que nós, das religiões de matriz africana, como o batuque e a macumba, temos a bênção de ter ao nosso lado nossos Exus, Caboclos e Orixás, que nos ajudam a alcançar muitas coisas, até mesmo desejos um pouco egoístas que consideramos muito importantes.
Mas antes de levar qualquer problema para o lado espiritual, reflita: será que essa dificuldade não é apenas algo da vida terrena?
Precisamos nos acostumar a enxergar nosso pai ou mãe de santo como seres humanos comuns. Eles não são a representação exata de um Orixá na Terra, nem seres mágicos que realizam nossos desejos.
Assim como todos nós, eles têm seus próprios problemas, ficam doentes, não estão sempre bem-humorados, precisam pagar suas contas, sofrem decepções e, além de tudo, precisam demonstrar força, disposição, vontade e tempo para nos ouvir quando QUEREMOS, resolver nossos problemas quando QUEREMOS, ter todas as respostas quando PERGUNTAMOS. E ainda precisam estar sempre à disposição com um sorriso, mesmo quando, muitas vezes, NUNCA podemos ajudar, NUNCA temos tempo, NUNCA cumprimos o que dizemos e ainda achamos que o castigo ou o momento difícil que estamos passando é CULPA DELES, e não dos nossos próprios erros.
Vamos dar valor a quem, de graça, acaba sendo nosso amigo, médico (emocional), psicólogo, psiquiatra, nosso apoio nos momentos difíceis ou aquele que é mais fácil culpar pela nossa falta de preparo para lidar com a nossa própria vida.
PAI E MÃE DE SANTO NÃO SÃO ROBÔS!
Vamos evitar levá-los questões sem importância!