Umbanda De Todos NÓS

Umbanda De Todos NÓS umbanda

12/07/2026
12/07/2026

O despacho, nas Linhas Negras, é um presente, ou uma paga, para alcançar um favor, muitas vezes consistente no aniquilamento de uma pessoa. Quando o feiticeiro trabalha sozinho, isto é, sem o auxílio de espíritos, o despacho representa uma concentração que se prolonga, por diversas fases; se com esses auxiliares, visa atirá-los contra o indivíduo perseguido; se é da magia, contém, ainda, os corpos cujas propriedades devem ser volatizadas.

Assim, o despacho varia nos elementos componentes e na preparação, conforme o seu objetivo e a natureza das entidades que o realizam, e como as espirituais são materialíssimas, e de gosto abaixo do vulgar, a oferta lhes revela essas qualidades. Pergunta-se, com espanto, se aqueles aos quais se destina a oferenda comem as comedorias que por vezes lhe são levadas. Certo, não as comem, mas extraem delas propriedades ou substâncias que lhes dão a sensação de que as comeram, satisfazendo apetites contraídos na vida terrena, ou adquiridos no espaço, pelo exemplo de outros, a que se abandonaram.

O despacho exerce a sua influência de quatro maneiras: pela ação individual do feiticeiro, em contato fluídico com a vítima; pela ação das entidades propiciadas, causando-lhe exasperações, inquietando-a, atacando-lhe determinados órgãos, perturbando-lhe o raciocínio com sugestões telepáticas, dominando-lhe o cérebro, producing moléstias e até a morte; pelo reflexo das propriedades volatizadas e corpos usados pela magia, e pela conjugação de todos esses meios.

A Linha Branca de Umbanda anula esses despachos por processos correlatos. Quando se trata da atuação individual do feiticeiro, desvia o seu pensamento, deixando-o perder-se no espaço, para dar-lhe a impressão de sua impotência e evitar o choque de retorno, que lhe demonstraria que o seu esforço foi contrariado, estimulando-o a recomeçá-lo. Propicia às entidades em atividade prejudicial, ofertando-lhes um despacho igual ao que as moveu ao maléfico, a fim de que elas se afastem do enfeitiçado, e frequentemente faz outro despacho aos espíritos das falanges brancas, mais afins com a pessoa a quem se defende, com o objetivo, este segundo despacho, de atraí-las, por meio de uma concentração prolongada, para que auxiliem a restauração mental e física de seu protegido. Volatiza as propriedades de corpos suscetíveis a neutralizar os que foram empregados pela magia. Conjuga todos esses recursos, e quando as entidades propiciadas recusam os presentes e insistem na perseguição, submete-as com energia.

Os despachos aos elementos da Linha Negra, isto é, a Exu, ao povo da Encruzilhada, são feitos nos lugares que lhe deu essa designação. Os destinados a atrair os socorros dos trabalhadores da Linha Branca, de ordinário simples e não raro de algum encanto poético, fazem-se alguns, tais os de Euxoce (Oxóssi), e Ogum, nas matas; outros, como os de Xangô, nas pedreiras; muitos, e entre esses os de Amanjár (Iemanjá), nas praias ou no oceano; e aqueles, a exemplo dos de Cosme e Damião, que se dirigem aos espíritos dos que desencarnaram ainda crianças, no macio gramado dos jardins e prados floridos.

Estranha-se que a Linha Branca de Umbanda, trabalhando exclusivamente em benefício do próximo, tenha, alguma vez, realizado despachos com Terra de cemitério. Explica-se com facilidade a razão que a obriga, em certas circunstâncias, a esse recurso extremo. Localiza-se nos cemitérios uma vasta massa de espíritos inconscientes, semi-inconscientes, ou tendo uma noção confusa da morte e fazendo um conceito errôneo de sua triste situação: é o chamado povo do cemitério. A magia negra e os feiticeiros os atraem e aproveitam para objetivos cruéis, de uma perversidade revoltante. Com frequência, quando um desses espíritos perde de todo a noção de sua individualidade, convencem-no de que ele é uma determinada pessoa ainda viva no mundo material, e mandam-no procurá-la, para tomar conta do seu corpo. Na sua perturbação, com os fluidos contaminados de propriedades cadavéricas, ele, na convicção de ser quem não é, encosta-se ao outro, num esforço desesperado de reintegração, transmitindo-lhe moléstias terríveis, abalando-o mentalmente e até arrastando-o ao campo santo, à procura da tumba. Para desfazer esse sortilégio, com os cuidados devidos ao espírito infeliz e à pessoa a que ele se apegou, é necessário recorrer ao meio de que lançou mão, para produzir o mal, a magia negra.

Na noite das grandes meditações piedosas, quando, através de oceanos e continentes, a cristandade comemora, com sentimento uníssono, o martírio de Jesus, o Cristo, é que se fazem os mais funestos despachos macabros da banda negra. Violam-se túmulos, roubam-se cadáveres, profana-se a maternidade, em operações de magia sobre o ventre de mulheres grávidas, e uma onda sombria de maldade se alastra, espalhando o sofrimento e o luto.

A Linha Branca de Umbanda não pode cometer, mesmo na defesa do próximo, sacrilégios e profanações, e conjuga a ação combinada de suas sete linhas para dominar essa torrente de treva nefasta. A linha de Xangô, sobretudo, se consagra à reparação do que foi destruído, a de Amanjár (Iemanjá) lava e limpa o ambiente, as de Oxalá e Nha-San (Iansã) amparam os combalidos, enquanto os sagitários de Euxoce (Oxóssi) e a falange guerreira de Ogum dominam e castigam os criminosos do espaço.

E, no entanto, o pobre filho de Umbanda templário da ordem branca, surpreendido pela polícia à hora de arriar o despacho, sofre o vexame da prisão e o escândalo dos jornais porque sacrificou o seu repouso à defesa e ao bem-estar do próximo.

12/06/2026

LEI DO RETORNO
​PERGUNTA: - Quando os pensamentos enfeitiçantes, maldosos de ódio atingem as pessoas altamente evangelizadas o que acontece?
​RAMATÍS: - Os pensamentos malignos, que se chocam com as auras das pessoas "altamente evangelizadas", refratam-se e retomam imediatamente pela linha de menor resistência à imprudente criatura que os enviou, que recebe a carga mortífera centuplicada sob o velho axioma de que "o feitiço volta-se contra o próprio feiticeiro"! Os feiticeiros experimentados jamais se arriscam a enfeitiçar pessoas de elevado padrão espiritual, pois eles sabem que o rebate é imediato e tão violento, quanto seja o energismo defensivo da fonte que os repele!
​Infeliz do espírito ou feiticeiro que ousa projetar a sua carga maléfica sobre qualquer núcleo de forças de alta voltagem espiritual! Jamais ele se rearticula para tentar outra operação semelhante!
​MAGIA DE REDENÇÃO
​RAMATÍS/HERCÍLIO MAES

23/05/2026

Não nos esqueçamos de que o alicerce principal da Umbanda é a mediunidade e, sem ela, a religião não se sustenta.
​Muitos a entendem como incorporação, um crasso erro e reducionismo dos complexos processos de comunicação com o Além. A mediunidade também compreende vidência, audiência, telepatia, clarividência e clauriaudiência pelos desdobramentos dos corpos espirituais. Há, ainda, pessoas que dizem que essa "coisa de desdobramento" não é de umbandista. Sendo uma capacidade sensitiva extrassensorial natural dos espíritos encarnados e desencarnados, não se vincula especificamente a nenhum culto ou doutrina da Terra, tendo aplicação universal.
​Insisto que é surpreendente a quantidade de cursos pagos teóricos, práticos e apostilados ensinando os interessados – independentemente de serem médiuns – a invocar campos de força eletromagnéticos em suas residências, assentar Otás – pedras sagradas – de Orixás sozinhos e até encaminhar espíritos sofredores, abrindo portais de mistérios em nome de magias poderosas. Ao final do dito curso, os alunos estarão consagrados em seus ministérios, tendo a "outorga" de ajudar e amparar em qualquer lugar, sozinhos. Inimaginável um verdadeiro médium fazendo incursões no Plano Astral, de regra em regiões de baixa densidade vibratória que caracterizam as zonas de socorro espiritual, como um passarinho querendo apagar um grande incêndio na floresta, sozinho. Sairá tostado, com certeza. Beira a irresponsabilidade e o genuíno engodo o que estão fazendo por aí certos "sacerdotes", em nome da nossa sagrada Umbanda.
​É inconcebível um sacerdote umbandista falar e orientar uma comunidade enorme sem ter mediunidade ativa.

Caboclo Pery

22/05/2026

"O Espiritismo, a Magia e as Sete Linhas de Umbanda",

Publicado originalmente em 1933, é um dos maiores marcos históricos da literatura umbandista. Escrito pelo jornalista, poeta e escritor Antônio Eliezer Leal de Souza (1880–1948), a obra é considerada o primeiro livro publicado no Brasil dedicado inteiramente a estruturar e explicar os fundamentos da Umbanda.
​Abaixo, veja como essa obra nasceu, o contexto da época e a organização original das Sete Linhas que o autor propôs.
​O Contexto do Livro
​Leal de Souza era um jornalista e crítico literário respeitado no Rio de Janeiro (então capital federal). Ele conheceu a Umbanda por meio de Zélio Fernandino de Moraes (o médium que manifestou o Caboclo das Sete Encruzilhadas) e acabou se tornando um dos diretores da Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade.
​O livro não nasceu como uma obra fechada de uma só vez, mas sim a partir de uma compilação de crônicas e reportagens escritas por Leal entre 1932 e 1933 no jornal Diário de Notícias. Naquela época, a Umbanda sofria imensa perseguição policial e preconceito social, sendo frequentemente marginalizada. O objetivo de Leal de Souza era puramente informativo e pedagógico: usar a imprensa para desmistificar a religião, explicando seus rituais, elementos e ética para a sociedade leiga.
​As Sete Linhas Originais (Segundo Leal de Souza)
​Na obra de 1933, a Umbanda ainda era muito referida pelo autor como "Linha Branca de Umbanda e Demanda". Foi ele quem catalogou publicamente, pela primeira vez, uma divisão para as Sete Linhas, associando-as a falanges espirituais e ao sincretismo católico.
​A estrutura apresentada por ele foi:
​1ª Linha de Oxalá: Jesus Cristo.
​2ª Linha de Ogum: São Jorge.
​3ª Linha de Euxoce (Oxóssi): São Sebastião (composta majoritariamente por Caboclos).
​4ª Linha de Xangô: São Jerônimo.
​5ª Linha de Nha-Sã (Iansã): Santa Bárbara.
​6ª Linha de Amanjar (Iemanjá): Nossa Senhora da Conceição.
​7ª Linha das Almas (ou de Santo): São Benedito (composta principalmente por Pretos Velhos).
​Nota Histórica: A grafia de alguns termos (como Euxoce e Amanjar) reflete a forma como o autor ouvia e registrava as palavras foneticamente na década de 1930. Ao longo das décadas seguintes, outros autores (como Lourenço Braga e W.W. da Matta e Silva) propuseram novas divisões e nomenclaturas para as Sete Linhas, mas a base de Leal de Souza foi o ponto de partida na literatura.
​Conceitos Defendidos na Obra
​O livro detalha e valida vários pilares práticos que hoje são comuns nos terreiros, justificando-os de forma lógica e fluídica para o leitor da época:
​Prática da Caridade: O objetivo central da Linha Branca era a cura de moléstias espirituais, o desmanche de magias negativas e o auxílio gratuito.
​Elementos Litúrgicos: Explica pela primeira vez o uso científico/magnético do fumo (para neutralizar fluidos adversos), das ervas (banhos e defumações), do ponto riscado (como desenho emblemático que atrai falanges através do magnetismo) e da pemba (o giz usado para riscar os pontos).
​O papel dos Exus: O autor aborda a transição de espíritos e a atuação dos Exus como trabalhadores focados na defesa, servindo de barreira contra o mal, sem a visão demonizada que se espalhou mais tarde por outros autores.

16/05/2026

"Ó Senhora da Luz Velada, Umbanda de Todos Nós...
Ó Mãe Geradora da Eterna Magia, que acolhes em teu seio as lágrimas e gemidos de todos os desesperados e aflitos de todos os planos.

Ó Tu, que reflete-se em Tua própria luz a dor nascente das causas e dos efeitos...

Em súplica vibramos nossos pensamentos através de Tua Grande Lei e pedimos a teus Orixás, Guias e Protetores, irmãos que não mais resgatam na penumbra da forma... intercedei por nós aos pés da cruz do Meigo Oxalá.

Imploramos ainda, por intermédio deles, aos Sete Espíritos de Deus, derramarem sobre todas as dores o conforto de Suas vibrações originais.

E dê-nos sempre esta Luz-força, que pedimos e sentimos, quando, na simplicidade de nossos Congás, um humilde Pai-Preto nos fala de Zamby, Estrela-Guia, Amor e Perdão...
Recebe portanto, Oh! Senhora da banda, a soma de nossas ações que pesam na balança de nossos renascimentos desde as noites da Eternidade..."

Mística à Umbanda
(W.W. da Matta e Silva

16/05/2026

Vibração Original de Yorimá

1 Pai Guiné
2 Pai Tomé
3 Pai Arruda
4 Pai Congo de Aruanda
5 Maria Conga
6 Pai Benedito
7 Pai Joaquim

16/05/2026

Linha de Yori Chefes de Legiões

1 Tupanzinho
2 Ori
3 Yariri
4 Doum
5 Yari
6 Damião
7 Cosme

16/05/2026

Vibração Original da linha de Oxossi

1 - Caboclo Arranca-Toco
​2 - Cabocla Jurema
​3 - Caboclo Araribóia
​4 - Caboclo Guiné
​5 - Caboclo Arruda
​6 - Caboclo Pena Branca
​7 - Caboclo Cobra Coral.

16/05/2026

Vibração Original linha de Ogum

​1 - Ogum de Lei
​2 - Ogum Yara
​3 - Ogum Megê
​4 - Ogum Rompe-Mato
​5 - Ogum de Malê
​6 - Ogum Beira-Mar
​7 - Ogum Matinata

Endereço

Porto Alegre, RS

Telefone

5100000000

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