29/06/2026
Há momentos que eternizam a força da nossa ancestralidade.
Nesta imagem, Mãe Irma de Xangô, uma das filhas mais antigas da inesquecível Yalorixá Mãe Miguela de Bará Agelú, acende a vela do bolo em homenagem ao nosso Pai Ogum.
Mais do que um gesto, este momento carrega a continuidade de um Axé que atravessa gerações. Um legado construído por grandes sacerdotes e sacerdotisas que dedicaram suas vidas ao culto dos Orixás, preservando nossa tradição, nossa fé e nossos fundamentos.
Mãe Miguela foi uma das maiores referências da Nação Ijexá no Rio Grande do Sul. Seu nome tornou-se sinônimo de acolhimento, sabedoria, firmeza e compromisso com o sagrado. Seu Axé permanece vivo através de seus filhos, netos e descendentes espirituais, que seguem honrando sua missão.
Receber Mãe Irma em nosso batuque de Pai Ogum é motivo de profunda gratidão e emoção. É sentir que nossas raízes permanecem fortes, que nossos ancestrais seguem presentes e que o Axé continua sendo transmitido com respeito, humildade e verdade.
Que jamais esqueçamos que somos frutos daqueles que vieram antes de nós. Cada reza, cada toque, cada fundamento e cada obrigação carregam a história de quem abriu os caminhos para que hoje pudéssemos viver nossa fé.
Nossa eterna reverência à memória de Mãe Miguela de Bará Agelú.
Que os Orixás sigam fortalecendo sua imensa descendência religiosa e que sua luz continue iluminando os caminhos de todos nós.
Agô aos nossos mais velhos.
Agô à nossa ancestralidade.
Alupô Bará.
Kaô Xangô
Ogunhê, meu Pai Ogum!
Att.
Ilê Axé Ogum e Iemanjá
Mãe Raphaella de Ogum e Pai Lima de Iemanjá