CCB - Historia e Comentarios

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03/10/2022

DEVOCIONAL: “UM POUCO DE LUZ” (03/10/2022)

ROBERT RAIKES: “Fundou” uma escola que já completou 242 anos em julho deste ano. “Formou” milhares de crianças, jovens e adultos em várias matérias, capacitando-os a ser embaixadores do Reino de Deus, preparados a informar corretamente sobre como obter a vida para sempre. Ponto central da Escritura: “Aquele que crê em mim tem a vida eterna”, disse Jesus o Autor da vida (Jo 6:47).

Isto não quer dizer que a pessoa ao crer em Jesus se torna imortal. Todos os profetas, apóstolos e santos de Deus morreram; mas quando Jesus ressuscitou Lázaro, Ele disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá. E todo o que vive e crê em mim não morrerá eternamente” (Jo 11:25,26, Revista e Atualizada de Almeida). Assim, ao que crê em Jesus e o recebe como seu Salvador pessoal lhe é assegurado esse direito à vida eterna.

Estamos falando da Escola Bíblica fundada por Robert Raikes no dia 20 de julho de 1780, em um minguado cômodo de 2,30 x 3,30 metros numa cozinha de um beco na cidade de Gloucester/Inglaterra. Esta se tornou a maior agência de ensino bíblico no mundo, conhecida como a Escola Dominical, porque, geralmente aos domingos; mas pode ser sabatina, ou em qualquer dia da semana. Reunindo pessoas para aprender do mais antigo livro da humanidade: a Bíblia Sagrada.

Igrejas que não valorizaram esta maravilhosa obra de Deus que é o ensino, tatearam em busca de revelações e visões, e hoje se acham em dificuldade para se reorganizar e ter um ensino metódico, uniforme, conforme foi recomendado ao jovem presbítero Timóteo: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (II Tm 2:15).

Timóteo não teve o privilégio da Escola Bíblica na sinagoga, pois era filho da judia Eunice, e de pai grego, provavelmente morando em Listra, na Ásia Menor (At 16:2); mas tanto sua mãe, como sua avó Loide revezaram no ensino domiciliar das Escrituras; pois Paulo ao escrever a Timóteo menciona: Desde a tua meninice sabes as Sagradas Letras, que podem fazer-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus (II Tm 3:15).

Não foi circuncidado ao 8º dia, conforme a Lei Mosaica, porque seu pai era grego. Mais tarde, para ser credenciado pregador junto aos judeus, como judeu, Paulo o levou a circuncidar-se (At 16:3). Este jovem com 20 poucos anos, estava habilitado para ser um ancião congregacional, e assim Paulo o ordenou ao ministério (II Tm 1:6).

Quanto a escola fundada por Robert Raikes, como todo início foi difícil. Teve que lutar contra a má vontade das famílias, dos legisladores, e dos clérigos Anglicanos de seus dias, sempre coando mosquito e engolindo camelos condenavam-no por violar o “Dia do Senhor”, o domingo quando nada se podia fazer. Ele implementou o ensino, às crianças e aos jovens que o Estado abandonara nas ruas sem educação, sem nada que lhes garantisse um futuro promissor.

Ensinava matéria que lhes seria útil ao longo da vida, e principalmente o ensino da Palavra de Deus; bem como Jesus fez não deixando as multidões sem as provisões necessárias a esta vida (pão e peixe multiplicados), mas principalmente o “Pão da vida” que nos mantém firmes confiando em suas promessas. Bendita Escola do Senhor que nos ensina a vencer e a perder; a nunca desanimar, pois é melhor o fim das coisas que o princípio delas (Ec 7:8).

02/10/2022

DEVOCIONAL: “UM POUCO DE LUZ” (02/10/2022)

GRANDES HOMENS de nossa história. Às vezes nos sentimos desanimados, até desesperançosos em relação à pátria onde nascemos, vivemos e construímos nossas famílias. Nestes momentos é bom lembrar que nossos alicerces são fortes, porque grandes homens fizeram nossa história mais antiga, basta que nos espelhemos naquilo que acertaram visando o bem comum de todos.

Rui Barbosa [1849-1923] político, diplomata, advogado e jurista brasileiro; conhecido como “O Águia de Haia”; por representar o Brasil na Conferência, em Haia, na Holanda, onde notabilizou-se pela defesa do princípio de igualdade dos Estados. Membro fundador e presidente da Academia Brasileira de Letras 1818/1819.

Um nome que merece ser lembrado. Hoje seria considerado um golpista, pois foi um dos arquitetos da República que pôs abaixo a monarquia. Nos livramos de uma Corte que levava nosso ouro; e criamos 3 Cortes, representadas nos três poderes que regem a República, que também levam nosso “ouro”.

Como obrigatoriamente 20% (1/5) de nosso ouro e de nossas riquezas era tributo à coroa portuguesa, então diziam “quinto dos infernos”; o que deu origem ao malfadado adágio. Nesse aspecto só pioramos. Segundo dados estatísticos destinamos mais de 40% para manter a República, insaciável por dinheiro. Mesmo com o esforço feito para diminuir a carga tributária, ainda estamos longe do desejável.

Mas a República trouxe seus benefícios; o mais importante deles foi a liberdade religiosa ao destronar a religião oficial do papado romano e abrir portas para a vinda de missionários evangélicos a partir do século 19. Não somente para atender aos protestantes estrangeiros aqui residentes, mas podendo pregar livremente aos nativos, e os locais de culto não mais proibidos em ter a forma de templos, cada um construindo locais de reuniões conforme suas convicções.

Uma das frases atribuídas a Rui Barbosa, lembrada ultimamente, é: “A pior ditadura é a ditadura do poder judiciário. Contra ela, não temos a quem recorrer”. Isso mensura a importância de nossas Cortes Judiciais em julgar sem parcialidade, sem militância política ou religiosa. Sua neutralidade nestas questões e fidelidade ao texto Constitucional é a segurança de todos os cidadãos.

Imagine se de repente quisessem nos obrigar a violar princípios cristãos em relação ao casamento e a constituição da família, e nossa Corte Suprema estivesse corrompida pelo viés político-religioso, não teríamos a quem apelar.

Muitos achavam que Rui Barbosa era ateu por causa de suas posições e críticas ao papado; mas era católico, e seu cristianismo é evidenciado quando enfrentou problemas íntimos, então aflorou sua fé pessoal: “Deus estendeu o seu braço para mim e crestou a flor do meu orgulho, então achei os livros mudos, a razão muda, a filosofia estéril. Chorei e abracei-me à Cristo. Foi a fé que me salvou.

Em momentos políticos críticos, ele escreveu: “Não sei se incorro em ridículo trazendo por estas alturas o nome de Deus. Se incorrer, paciência. Não conheço nada capaz de mudar o interior do homem, senão o influxo religioso”. Sobre Direito e Religião: “Sem a disciplina do céu, a disciplina da terra não se manterá”.

Sobre a Bíblia: “Se eu a coloco abaixo de todos os livros, ela é que mantém todos eles. Se eu a coloco no meio dos outros livros, ela é o coração desses livros. Se eu a coloco em cima de outros livros, ela é a cabeça e autoridade de todos os livros em minha biblioteca”. Este era Rui Barbosa. Em momentos de controvérsias políticas é bom refletir sobre estes homens; que mesmo com pouca luz, deixaram sinalizado a necessidade de Deus nos projetos humanos.

01/10/2022

DEVOCIONAL: “UM POUCO DE LUZ” (01/10/2022)

“SEJA FEITA A TUA VONTADE assim na terra como no céu” (Mt 6:10). Geralmente aplica-se esse texto da oração do “Pai Nosso” ensinada por Jesus, à nossa vida comum e diária; muitas vezes nos negócios e decisões, algumas vezes numa resignação desnecessária.

Desnecessária porque o que vemos são pessoas aceitando doenças, perdas, casamentos desfeitos, muitas vezes consequências de decisões erradas, como sendo a vontade de Deus. Deus não tem dessas vontades. De uma mesma fonte não pode jorrar água doce e amargosa (Tg 3:11). Deus não tem prazer no sofrimento humano.

Falando de doenças, que são as causas mais comuns, e atinge o ímpio e o piedoso, Deus aprecia quando aceitamos não como vindas d’Ele, mas resignados porque entendemos que a doença e a morte são consequências do pecado herdado de Adão, que passou a todos os seus descendentes (Rm 5:12).

Quando oramos pedindo a cura; poderoso e misericordioso é Deus para levantar o enfermo, restaurar a saúde e acrescentar anos de vida; mas sempre temos em mente que não é sua vontade que soframos, sabemos que não é neste sistema que Ele porá fim ao sofrimento humano. A morte é o último inimigo a ser derrotado na vinda de Jesus (I Co 15:26). As curas são apenas sinais do seu poder (Mc 16:17,18).

As palavras de Jesus em oração, “seja feita a Tua vontade na terra como é feita no céu”, tem um sentido maior e profundo, pois Jesus estava se referindo a terra quando governada por Ele, primeiramente durante o milênio, e depois no Novo Céu e Nova Terra, proclamado por Isaías cerca de 760 anos antes do 1º advento (Is 66:22).

Estamos na primavera! Um tempo de renovo é a mensagem desta estação. Plantamos uma primavera (flor) que floresceu mesmo no inverno, pois é planta do deserto. Fazendo uma analogia, nossa querida nação floresce como essa planta. Quanta riqueza temos, embora nas mãos de bem poucos, mas mesmo assim nosso povo pode usufruir de tantas belezas naturais, e tantas variedades de cereais e frutas; mas como a primavera, nosso país está cheio de espinhos difíceis de lidar.

Temos consciência que no atual sistema a vontade de Deus nunca será feita na terra como ela é feita nos céus. A frase “seja feita a tua vontade”, é contexto de “venha o Teu Reino”. O Reino de Deus que já veio em sentido espiritual no coração daqueles que recebem a Jesus, mas não em sentido literal; o que se dará em sua 2ª Vinda. Quem tem o reino de Deus no coração, fará as escolhas de acordo com a moral deste reino.

Dizendo não aos que zombam de Deus; não a grupos extremistas radicais que queimam nossa bandeira em praça pública; arrastam pessoas pelas ruas como se fosse Jesus; mulheres com os seios à mostra para zombar de Maria, nossa irmã, e mãe do Salvador. Não ao ab**to, a ideologia do gênero. São pessoas perigosas. Trazem maldição sobre a nossa nação, provocando os juízos de Deus como em Sodoma e Gomorra.

Vamos dizer sim, aos que confessam a soberania de Deus, mesmo não tendo o mesmo entendimento que nós. Até que a “Pedra” (Jesus), sem o auxílio de mão humanas, faça um monturo de todos os governos humanos (Dn 2:44). Seremos abençoados. Nossa nação será abençoada. No julgamento das nações ficarão à sua direita as nações que agiram dentro de sua vontade e, à esquerda, as nações iniquas e seus governantes, com a sentença do castigo eterno (Mt 25:31-46).

30/09/2022

DEVOCIONAL: “UM POUCO DE LUZ” (30/09/2022)

IGREJAS “LAODICENSES”. Nos parece ser o caso da “Igreja Cristã” neste último século. Não me refiro a uma Denominação qualquer, mas ao conjunto das denominações que formam a Igreja Cristã. Na visão de Patmos, a Congregação de Laodiceia, uma das sétimas na Ásia Menor, gabava-se de si mesma como rica e de nada tendo falta (Ap 3:14-22).

O próprio nome Laodiceia significa “justiça do povo”; numa expressão primária indica “orgulho” de um grupo de pessoas. Laodiceia era uma próspera cidade da Frígia, e alguns fatores faziam desta cidade motivo de orgulho. Orgulho negativo. Possuía uma escola de medicina, conhecida na área de oftalmologia por ter desenvolvido o colírio pó frígio. Asclépio, um deus da medicina, era venerado nesta cidade

Era também um grande centro financeiro e manufatureira. Sua lã negra e lustrosa, e as fabricadas com ela, eram amplamente conhecidas. Seu nome, homenageava a Laódice, esposa de Antíoco II. Tão rica que quando sofreu um terremoto devastador no reinado de Nero, se reconstruiu sem nenhuma ajuda financeira.

Pois bem, embora Deus trate diretamente com o líder responsável; contudo, a mensagem é direcionada a toda aquela Congregação, que também ostentava riqueza, dizia que de nada tinha falta; entretanto, aos olhos de Deus eram “pobres cegos e nus”. Não eram frios nem quente; eram indiferentes para com a Palavra de Deus. Aquele tipo: nem a favor nem contra. Por ser morna estava causando náuseas no Senhor da Igreja.

Mas o imensurável amor de Deus, fazendo uma analogia das coisas de que tanto se orgulhavam, lhes oferece “ouro provado no fogo” para que sejam enriquecidos; vestidos brancos para cobrir a nudez espiritual; e “colírio para os olhos”, para que vejas. Estando do lado de fora dessa congregação, com terno amor, diz: “Eis que estou a porta e bato, e se oferece para cear com aqueles cristãos Laodicenses.

Enquanto aguardava atendimento na dentista, duas senhoras trocavam experiências sobre coisas familiares, do dia-a-dia, na criação dos filhos e na superação. Apreciei ambas preocupadas com seus filhos e os rumos que a nação pode tomar caso prevaleça as ideologias satânicas ameaçadoras que nos cercam.

Mas quando o assunto virou “bíblia” percebi o quanto a Igreja de nossos dias anda pobre. Apesar de “orgulhosa” expressando possuir suntuosos templos; a maior orquestra do mundo, bandas, grandes corais, conjuntos musicais; sobrando ministros, porque nem sempre é a chamada e vocação de Deus que conta, mas de uma pobreza bíblica lamentável. Tudo isso é louvável e desejável; mas muito triste quando desconhecem a doutrina da justificação pela fé (Rm 5:1).

Fosse de nossa denominação, com valores e princípios em outras áreas, mas de evangelização questionável, mais catequizadora, já me assustaria. Sobre pessoas falecidas, que fazia parte da conversa, estavam todas no céu, e não economizaram virtudes que as fizeram dignas, completando com a frase “Deus os tenha”. Ressurreição dos mortos, tema central da doutrina apostólica, ao que percebi nunca ouviram falar.

A senhora de mais idade, professora aposentada, depois de contar algumas “bênçãos”, disse a outra mais jovem: “vamos nos esforçar para merecermos a vida eterna”. Isso dói aos ouvidos quando dito por pessoas, membros ativos de alguma denominação cristã. E esta senhora, de uma denominação de bonita história evangelizadora no passado.

Então me senti na responsabilidade em dizer aquelas senhoras sobre a salvação como dom gratuito (Rm 6:23), que independe de boas obras (Ef 2:9); é um ato inteiramente da graça de Deus (Ef 2:8,9), ninguém se faz merecedor. Que triste situação da Igreja Evangélica de nossos dias!

29/09/2022

DEVOCIONAL: “UM POUCO DE LUZ” (29/09/2022)

REBECA: “Corda com laço”, é o significado de seu nome hebraico. Isto é: donzela cuja beleza prende os homens. Mas a maior beleza dessa mulher era a beleza interior. Mãe zelosa e com discernimento de Deus. Estamos falando da Rebeca que fora estéril pelo espaço de 19 anos, e pela misericórdia de Deus concebeu os gêmeos Esaú e Jacó.

Rebeca, além do desejo da maternidade inerente a toda mulher, tinha um motivo especial. Ela sabia do pacto feito por Deus com Abraão, seu sogro, quando este oferecia Isaque como sacrifício, no Monte Moriá; sacrifício que não se consumou porque ao contrário dos deuses dos pagãos e da mitologia, Jeová não se agrada de vítimas humanas.

Deus estava apenas provando a fé de Abraão; que por sua fidelidade tornou-se amigo de Deus (Is 41:8) e pai de todos os que tem fé (Gl 3:7). Deus viu no ato de Abraão em não negar o seu próprio filho, sendo ele humano e falho, mais uma razão para oferecer o Seu próprio Filho em sacrifício de resgate pelos pecadores. “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que n’Ele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3:16).

Naquela ocasião, no Monte Moriá, Deus disse: “Visto que não me negaste o teu único filho, te abençoarei, e grandemente multiplicarei a tua semente como as estrelas dos céus, e como a areia na praia do mar, e em tua semente serão benditas todas as famílias da terra” (Gn 22:17,18). Isto cumpre-se fielmente com milhões ao redor da terra que creem em Jesus, semente da linha santa de Abraão; formando uma multidão de adoradores do Deus Verdadeiro.

Os dois filhos gêmeos de Rebeca nasceram debaixo dessas promessas; com certeza lhes foi falado repetidas vezes das promessas de Deus e como deveriam se portar a fim de serem protagonistas dessa bênção para a humanidade; aconteceu, porém, que o primogênito, Esaú, a quem cabia o direito e a bênção da primogenitude e de constituir descendentes que formariam a linhagem santa, revelou desde cedo inclinação má. Um jovem sem o temor de Deus. Tornou-se entusiasta da caça pelo prazer de derramar sangue.

Deixando de apreciar o Pacto feito com Abraão, certo dia quando volta da caça vende o seu direito de primogenitura a Jacó em troca de um bocado cozido. Casou-se com duas mulheres hititas que não conheciam a Jeová, trazendo amargura sobre seus pais, que viam Esaú quebrar a aliança, e ir contra os desígnios de Deus que haviam sido revelados antes deles nascerem (Rm 9:10-13).

Rebeca fez então diversos arranjos, fazendo Jacó passar por Esaú e receber a bênção de Isaque; igualmente fez arranjos para livrar Jacó da fúria de seu irmão, aconselhando-o a fugir para Harã. Embora à primeira vista pareça que Rebeca usou de trapaça; contudo, tinha a aprovação de Deus. Não que o fim justifique os meios, mas ela agiu em conformidade com a promessa de Deus, não deixando que esta se perdesse com o infiel Esaú.

Tanto Deus aprovou, que apareceu em sonhos a Jacó em Betel, restitui-lhe a confiança e confirma a promessa pactuada: “A tua semente será como o pó da terra, estender-se-á do oriente ao ocidente, norte ao sul. Eis que estou contigo e te guardarei por onde fores” (Gn 28:10-17). Em nossa comum congregação temos uma Rebeca, cada vez que a vejo lembro-me desta história e do Pacto com Deus, e entendo porque seus pais lhe deram esse nome.

28/09/2022

DEVOCIONAL: “UM POUCO DE LUZ” (28/09/2022)

A MATEMÁTICA DE DEUS: 6 + 1= perfeição. Deus reorganizou o Globo terrestre em 6 dias, tornando-o no agradável lar da família humana, e no sétimo descansou (Gn 2:1-3). Deus não se cansa nem se fatiga (Is 40:28). Descansou no sentido de estar feliz e realizado com a magnifica criação, principalmente duas almas viventes feitas à sua imagem e semelhança. Reorganizou, porque a terra já existia, mas por motivos que desconhecemos estava sem forma e vazia (Gn 1:2).

Quando Deus disse “haja luz” Ele não estava criando a luz; mas iluminando o Globo terrestre, como fazemos ao chegar em casa, acionando uma tecla e nossa casa se enche de claridade; entretanto, a luz já existe na fonte. Assim fez Deus, criando dois luminares: o sol para guiar o dia, e a lua para guiar a noite com a luz que recebe do sol (Gn 1:16).

Quando Deus organizou a nação de Israel e forneceu a Lei Moral dos Dez Mandamentos, lembrou a ordem dada no Gênesis sobre o necessário descanso semanal a cada 6 dias, separando-o para louvor ao Criador. Estabeleceu ainda um ano inteiro para descanso de toda a terra: o ano do jubileu, ou ano sabático (Lv 25:1-4).

Nesse modelo fornecido de 6/1; sombra das coisas futuras (Col 2:17) estamos no limiar do 6º dia de mil anos, pois para Deus “um dia é como mil anos, e mil anos como um dia” (II Pe 3:8). Não se trata de marcar dias pois Deus reservou para si o dia em que Cristo virá, e as coisas não reveladas pertencem ao Senhor (Dt 29:29; Mt 24:36). Com certeza estamos no limiar de um novo milênio; um dia de mil anos, de descanso da terra e todo ser vivente.

A Bíblia chama este dia de “Milênio”. E para que os moradores da terra, sobreviventes do Armagedom, vivam em perfeita paz, satanás estará preso durante este tempo (Ap 20:1,2). Depois será solto por um pouco de tempo e sairá para enganar os moradores da terra, pondo a prova sua fidelidade e se estão em condições de viver para sempre (Ap 20:1,2,7,8). Em seguida surge Novos Céus e uma Nova Terra (Ap 21:1-5). Alguns estranham esses temas, mas no nosso caso, CCB, faz parte da Confissão de Fé, artigo de nº 11, inclusive mencionando o arrebatamento dos salvos antes do milênio (I Tess 4:16,17; Ap 20:6).

Hoje muitos crentes costumam postar “Feliz é a nação, cujo Deus é o Senhor” (Sl 33:12); contudo, mesmo onde tenha governos cristãos, ou de maioria cristã, nenhuma nação goza deste privilégio. O texto se referia a nação de Israel durante o seu governo Teocrático e até mesmo na Monarquia Constitucional onde Deus mantinha o controle.

O texto da maneira que se encontra em algumas versões, é difícil de ser lido em algumas terras onde “Senhor” pode ser confundido com “Baal”. Baal significa: Senhor, o deus supremo dos cananeus e dos Babilônios. Por isso no texto original consta as quatro consoantes do tetragrama YHWH, que em português soa como Jeová (Iavé, Javé). Tradutores modernos não traduziram literalmente, mas tiveram o cuidado em colocar SENHOR com letra maiúscula, avisando que é YHVH no original.

Assim, nenhuma nação hoje pertence a Jeová, embora Ele seja soberano sobre todas elas; mas até que venha o governo literal de Deus, devemos ter sabedoria e temor escolhendo os melhores caminhos que preservem nossa liberdade de adoração. Um governo que teme ao verdadeiro Deus terá sua bênção. A nação será abençoada. Nossa família será feliz.

27/09/2022

DEVOCIONAL: “UM POUCO DE LUZ” (27/09/2022)

PROFECIAS DE UM LAVRADOR. O profeta Amós, foi um simples lavrador, pastor de ovelhas, boieiro e colhedor de sicômoros. Viveu no meio rural, aparentemente isolado dos centros de conhecimento e cultura; contudo, estava bem informado sobre a Aliança de Deus com o seu povo, com a história das nações vizinhas e com a história internacional. Animador! Deus pode nos usar também.

Pois bem, ele nos deixou um recado de suma importância, e bem apropriado para os nossos dias: “Eis que vêm dias, diz o Senhor Jeová, em que enviarei fome sobre a terra, não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do Senhor (Am 8:11). Não foram poucas as ocasiões, em que Israel, na desobediência e nos cativeiros em que foi lançado, sentiu “fome e sede” de ouvir as Palavras do Senhor.

Não tem sido diferente ao longo da história da Igreja. Houve tempo em que até esconderam o Livro Santo. Mas pior do que não ter o Livro da Lei de Deus, é tê-lo, e ignorá-lo ao mesmo tempo. A “fome e sede” da Palavra pode estar no coração do povo, não pela ausência do Livro, mas pela ausência de profetas que preguem a Palavra. Aliás, “profetas” é o que não falta hoje, mas profetas sem a visão e a inspiração de Deus. Sem profecias. Apenas com “profetadas”.

Vivendo em tempos proféticos, quando as mais significativas profecias vêm se cumprindo; contudo, continuam pregando e falando de coisas do cotidiano. Consoladores dos outros e de si mesmos. Que a nossa fome e sede pela Palavra, seja a mesma do profeta Jeremias: “Achando-se as tuas palavras, logo as comi, e a tua palavra foi para mim o gozo e alegria do meu coração, porque pelo teu nome me chamo, ó Jeová, Deus dos Exércitos (Jr 15:16).

Come desse livrinho, foi o que disse o anjo ao apóstolo João, quando exilado na ilha de Patmos, por causa da Palavra de Deus. Disse mais: Certamente ele será amargo ao teu estômago, mas na tua boca doce como o mel (Ap 10:9). Estas verdades vindas de Deus, cheia de boas novas, são de fato agradáveis ao paladar, mas são amargas quando digeridas; quando aplicadas em nossa vida. Porque falam de disciplina, juízo e justiça de Deus. Contudo, são elas que nos marcam como filhos de Deus, e que nos dão vida.

São bem amargas para aqueles que sofrerão as consequências preditas quando começar os juízos de Deus sobre a terra. Malaquias vaticinou: “Eis que aquele dia vem ardendo como forno: os ímpios serão como palha, de sorte que não lhes restará nem raiz nem ramo”. Mas para vós, que temeis o meu nome nascerá o sol da justiça trazendo salvação. E pisareis os ímpios, que se farão cinza debaixo de vossos pés, diz Jeová dos Exércitos” (Mal 4:1-3).

Que bênção é saber que nenhuma condenação aguarda os que estão em Cristo Jesus (Rm 8:1). Justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo (Rm 5:1). A cédula que era contra nós foi cravada por Cristo no madeiro (Col 2:14). Trata-se do pecado original herdado que nos condenava a morte eterna.

Ainda pecamos, mas agora como filhos de Deus sabemos o caminho do perdão e reconciliação: “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar e purificar de toda injustiça” (I Jo 1:9). Temos no Evangelho narrado por João (cap. 17) uma poderosa oração intercessória de Jesus a nosso favor. Confiemos. Descansemos.

26/09/2022

DEVOCIONAL: “UM POUCO DE LUZ” (26/09/2022)

VAIDADE, tudo é vaidade! (Ec 12:8). Tema central do poeta e rei Salomão, que inicia o Eclesiastes falando sobre vaidade (vs. 2). No versículo 4, diz: “uma geração vai, e outra geração vem; mas a terra para sempre permanece”. O salmista, movido pelo mesmo Espírito, louvou a Deus: “Lançou os fundamentos da terra, para que não vacile em tempo algum” (Sl 104:5). A Bíblia Viva, traduziu: “para que ela (a terra) nunca seja tirada de seu lugar”.

Quantas gerações já se passaram desde a criação! Veio o dilúvio e Deus ajustou novamente a terra, criando estações climáticas, o ciclo das chuvas, para que continuasse produtiva e abençoada. Os homens guerrearam, incendiaram florestas, desviaram o curso dos rios; em tempos modernos usaram poderosas armas destruidoras, como a bomba atômica lançada sobre as cidades de Hiroshima e Nagasaki, que em questões de segundos espalhou um clarão pela cidade e a onda de energia e calor que se seguiu fez 80 mil vítimas de imediato; mas a terra permanece firme.

Tempos atrás uma irmã casada escreveu sobre sua dificuldade em superar os traços da idade que já começam a marcar presença. Disse ser vaidosa, que se cuida; diz conhecer os limites que a Palavra de Deus impõe; mas teme pela velhice. Esses “limites”, quem não observa, acabam ficando ridículos. Idosas e idosos, trajando e se comportando de maneira inconveniente, até mesmo para jovens de boa formação.

Fico imaginando a frustração do pavão quando abre aquele enorme leque, e o faz para conquistar a fêmea, e aí vem outro mais bonitão e mais jovem, faz sua apresentação também, e acaba conquistando a fêmea, seguindo acasalamento e a natural multiplicação da espécie.

Ou então, o leão, naquela luta para mostrar a fêmea que é o mais forte e mais habilitado para perpetuar a espécie, vem o outro mais jovem, mais forte, de juba mais “leonina”, e aí leva vantagem. O perdedor coloca a cauda entre as pernas e sai de fininho; gesto próprio dos felídeos demonstrarem que foi o derrotado e que entende que o outro leva vantagem. Do lado das fêmeas também existem as frustrações por serem rejeitadas ou não procuradas. No reino animal é assim. O Criador dotou os animais de coisas que às vezes nem imaginamos, e na maioria das vezes passam despercebidas.

A vaidade é própria do ser humano, e, coisas como o cabelo, por exemplo, foram dadas para melhorar nossa aparência. Os calvos também encontram vaidade em sua calvície, criam até ditados suspeitos que é dos “carecas” que elas gostam mais”.

Aparar o cabelo e pentear, cada um ao seu modo, escolher a cor das roupas e sapatos; principalmente as mulheres que por instinto são mais vaidosas por serem alvos das conquistas; o homem barbear-se ou manter uma barba bem cuidada, unhas bem aparadas, limpeza de pele, tudo isto sem exageros, faz parte em melhorar a nossa aparência. Isto é vaidade. Vaidade saudável. Autoestima. Triste uma pessoa desleixada!

Nós humanos, diferente dos animais, temos o raciocínio dado por Deus para entender os limites, e quando a excessiva vaidade está sendo prejudicial. A Bíblia nos diz que “tudo tem o seu tempo” (Ec 3:1). Quantas gerações, quantas glorias humanas, quanta beleza, riqueza e ganância, pura vaidade que se foi como a erva do campo. Vivamos com sabedoria, cada um desfrutando o lado bom da vida. Dos jovens a beleza a graça e a vaidade natural, no temor de Deus; dos idosos, sabedoria, juízo, bom senso, e a gratidão por tudo que passou.

25/09/2022

DEVOCIONAL: “UM POUCO DE LUZ” (25/09/2022)

O COMUNISMO: Quando pretende penetrar num país de maioria cristã não afronta diretamente a Bíblia e os cristãos, procura fazer amizade, e até nivela valores cristãos e comunistas. Chegam a citar passagens da Bíblia, que aos leigos e aos menos informados, parecem de fato corroborar o comunismo.

No ano de 2016, o presidente Vladimir Putin, da Rússia, este sim um genocida em relação a Ucrânia, disse que gosta tanto da ideologia comunista como da socialista, e as comparou com as doutrinas da Bíblia por seus ideais humanistas. Disse que olhando o manual do “construtor do comunismo”, ele lembra muito a Bíblia; até abusou dizendo que o manual do comunismo é um extrato da Bíblia.

Citam alguns trechos da Bíblia para enganar os incautos: E tinham tudo em comum (At 2:44); e era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns; vendiam as suas propriedades e depositavam aos pés dos apóstolos e não havia necessitados entre eles (At 2:4:32-37).

Mas esta não foi imposição do Estado, tomando propriedades, invadindo terras e repartindo. Muito menos da parte dos apóstolos. Foi uma decisão que partiu debaixo para cima. Uma ação voluntária, conforme vemos quando Ananias e Safira tentaram enganar os apóstolos em relação a propriedade vendida, Pedro lhes disse que não tinham obrigação alguma em doar seus bens. Podiam fazer o que quisessem com o valor da propriedade. Mentiram ao Espírito Santo, ambos caíram mortos (At 5:1-10).

Esta prática não foi adotada pela Igreja, foi algo daquele momento, mesmo porque os cristãos sabiam que Jerusalém seria invadida e perderiam tudo; como aconteceu no ano 70. Esta ação voluntária ensinou o amor e o compartilhar, mas Jesus não foi nenhum reformador social, Ele disse que sempre teríamos pobres na Igreja, recomendando especial atenção a estes (Jo 12:4-8). Tanto seria uma realidade que foi organizado na Primitiva Congregação um ministério de diáconos para socorrer os necessitados (At 6:1-4).

Mas os comunistas sabem zombar da Bíblia: O comunista Aldo Rebelo, que nos governos de Lula e Dilma foi ministro de 5 pastas; quando criticado sobre as obras da Copa do Mundo que não ficavam prontas, ele disse: Qual o problema? Os pregadores citam diariamente a Bíblia que foi escrita há mais de 2 mil anos; e disse não ver diferença entre a discurseira de Dilma, as tapeações do PAC (dos Correios) e a Bíblia.

A China Comunista mandou alterar em um texto escolar a cena do Evangelho de João, em que Jesus perdoa a mulher adúltera condenada à morte por apedrejamento. Em vez de “quem tiver sem pecado atire a primeira pedra, vai e não peques mais” (Jo 8:1-11), foi alterado dizendo “que saída a turba Jesus apedrejou a adultera até a morte. Incutindo nas crianças o ódio que eles têm pelo amor incomparável de Jesus.

Certo paroquiano da China envolvido na educação, afirmou: essa falsificação é um insulto a Igreja. É um insulto a todos os cristãos. O Partido Comunista Chinês procura distorcer a história da Igreja Cristã, caluniando, a fim de fazer as pessoas odiarem o cristianismo.

Onde o comunismo chega, travestido de siglas socialistas/trabalhistas, costuma varrer o cristianismo; não que o cristianismo seja fraco. Mas os filhos são doutrinados nas universidades; os cristãos nominais negociam a sua fé em troca de promessas que nunca se cumprem; templos são fechados ou controlados, e os crentes fiéis perseguidos, presos e mortos. Deus nos guarde.

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