15/04/2020
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Com a morte de Dom Aldo di Cillo Pagotto aos 70 anos, encerra-se um dos mais dramáticos períodos da Igreja no Brasil, tudo protagonizado pelo paulista.
Dom Aldo faleceu, ao que tudo indica, pelas complicações em seu estado de saúde já debilitado por conta da luta contra um câncer e mais recentemente por contrair, ainda não confirmado, a Covid-19, o que o impedirá de ter um funeral público, é o triste fim de um dos Homens mais emblemáticos da Igreja Católica no Brasil.
Acusado de ligações com o espiritismo, acobertar casos de pedofilia e de coagir vitimas de abusos, bem como acolher ex seminaristas acusados de abusos se***is. Anos após as investigações, Dom Aldo foi inocentado devido a prescrição dos casos, a Arquidiocese da Paraíba teve de pagar 12 milhões por exploração sexual, em 2019 a justiça anulou a sentença por falta de provas.
À época, a Igreja Universal foi acusada de difamar e promover as denúncias contra Dom Aldo, por fim, o Papa Francisco aceitou a renúncia do Arcebispo e ele deixou a Paraíba, residia em Fortaleza, onde faleceu.
Nenhuma das acusações que caíram sobre o Arcebispo Emérito se comprovaram, o que se viu foi um bispo destituído, julgado pela mídia e por segmentos da Igreja e da sociedade e que longe de sua diocese, lutava silenciosamente contra um câncer. Sua fisionomia deteriorada e a tristeza no olhar revelam o peso das calúnias contra ele. Agora, morto, é julgado pela Justiça Divina, que não falha como falhou a humana, que mesmo reconhecendo a inocência de Aldo Pagotto, o reconheceu tarde, quando já havia perdido o governo da Diocese.
Sua morte põe fim melancólico a um Homem acessível e pastor de almas, certamente o maior julgamento recebido foi daqueles que não tinham nenhum poder para julga-lo. Seu sepultamento selará para sempre as chances de defesa deste bispo que revelou os erros em se fazer julgamentos prévios.
Requiescat In Pacem