28/04/2026
SHAVUOT A FESTA QUE RECEBEMOS A MEDIDA DO RUACH HAKADOSH.
Pôr do sol de quinta-feira, 21 de maio, até o anoitecer de sábado, 23 de maio
A palavra Shavuot do hebraico שבועות significa "Semanas"
As traduções gentias a chamam de Pentecostes que vem da raiz cinquenta, ja que a data conta 50 dias após o Pêssach. Basicamente uma tradução equivocada que até deu nome a seguimentos cristãos que simplesmente ignoram a Festa.
"Igrejas Pentecostais" não são difíceis de ver em qualquer salinha de esquina .
A Origem da data
שִׁבְעָה שָׁבֻעֹת, תִּסְפָּר-לָךְ: מֵהָחֵל חֶרְמֵשׁ, בַּקָּמָה, תָּחֵל לִסְפֹּר, שִׁבְעָה שָׁבֻעוֹת.
Sete semanas contarás; desde o dia em que começares a meter a foice na seara, começarás a contar as sete semanas.
י וְעָשִׂיתָ חַג שָׁבֻעוֹת, לַיהוָה אֱלֹהֶיךָ--מִסַּת נִדְבַת יָדְךָ, אֲשֶׁר תִּתֵּן: כַּאֲשֶׁר יְבָרֶכְךָ, יְהוָה אֱלֹהֶיךָ.
Depois celebrarás a festa das semanas ao Eterno teu D'us segundo a medida da oferta voluntária da tua mão, que darás conforme o Eterno teu D'us te houver abençoado.
יא וְשָׂמַחְתָּ לִפְנֵי יְהוָה אֱלֹהֶיךָ, אַתָּה וּבִנְךָ וּבִתֶּךָ וְעַבְדְּךָ וַאֲמָתֶךָ, וְהַלֵּוִי אֲשֶׁר בִּשְׁעָרֶיךָ, וְהַגֵּר וְהַיָּתוֹם וְהָאַלְמָנָה אֲשֶׁר בְּקִרְבֶּךָ--בַּמָּקוֹם, אֲשֶׁר יִבְחַר יְהוָה אֱלֹהֶיךָ, לְשַׁכֵּן שְׁמוֹ, שָׁם.
E te regozijarás perante o Eterno teu D'us, tu, teu filho e tua filha, teu servo e tua serva, o levita que está dentro das tuas portas, o peregrino, o órfão e a viúva que estão no meio de ti, no lugar que o Eterno teu D'us escolher para ali fazer habitar o seu nome.
יב וְזָכַרְתָּ, כִּי-עֶבֶד הָיִיתָ בְּמִצְרָיִם; וְשָׁמַרְתָּ וְעָשִׂיתָ, אֶת-הַחֻקִּים הָאֵלֶּה. {פ}
Também te lembrarás de que foste servo no Egito, e guardarás estes estatutos, e os cumpriras.
דברים
Devarim (Deuteronomio) 16: 9-12
Shavuot é, ao lado de Pessach e de Sucot, uma das três festas de peregrinação, nas quais oferendas eram levadas ao Templo em Jerusalém. A celebração da data tem, portanto, origem na Torá, onde ela recebe três nomes:
● Chag haShavuot (festa das semanas): indica que a data para a
comemoração desta festa é sete semanas após Pessach;
● Chag haKatzir (festa da ceifa): comemora o fato de entrarmos no período de ceifa do trigo, o grão duro. A época da colheita na Terra de Israel durava seis meses e incluía as três festas de peregrinação. Ela tinha início em Pessach, com grãos moles (como a cevada) e, em Shavuot, os grãos duros (como o trigo) estavam prontos para serem colhidos;
● Chag haBicurim: celebrando a colheita das primícias, selecionadas entre os primeiros frutos da estação para serem levados ao Templo como oferendas.
Estas perspectivas agrícolas de celebração de Shavuot, ganharam novo significado com o movimento sionista e a volta do povo judeu ao cultivo da terra. Nos kibutzim, Shavuot se transformou em uma festa de grande alegria e celebração com a terra e sua produção agrícola.
Davar Acher: Outras interpretações...
Na tradição rabínica, Shavuot é conhecida também como Chag Matan Torá (festa da entrega da Torá), celebrando o momento da entrega da Torá de forma Oral a Moshê no Monte Sinai.
De acordo com a Torá, foi neste momento que os Dez Mandamentos foram anunciados de forma pública a todo o povo hebreu. Em seguida, D´us instruiu Moshé a subir ao Monte Sinai para receber “as tábuas de pedra, a Torá e o mandamento que escrevi para te instruir”.
Há grande debate sobre o significado da palavra “Torá” no nome “festa da entrega da Torá”.
Em uma visão minimalista, trata-se apenas dos Dez
Mandamentos. Em sua visão mais expansiva, trata-se de toda a literatura judaica, incluindo todos os livros do Tanach (a Bíblia Hebraica, também conhecida como “Torá Escrita”) e também a produção intelectual judaica posterior (conhecida como “Torá Oral”). Apesar destes debates, Shavuot é considerada uma festa para celebrar o conhecimento judaico em suas múltiplas dimensões.
Segundo a Torá, D´us anunciou que o pacto estabelecido no Sinai não se limitava àqueles que lá estavam presentes, mas incluía também quem não estava naquele dia. De acordo com os Sábios, isto indica que o pacto foi estabelecido também com as gerações futuras do povo judeu, incluindo aqueles que se incorporaram ao povo através do enxerto na Oliveira.
Tradições & Costumes.
As tradições de Shavuot refletem tanto as dimensões agrícolas inerentes às perspectivas bíblicas da festa, quanto o entendimento rabínico da entrega da Torá:
● Leite e seus derivados: É tradicional consumir laticínios em Shavuot. Há várias explicações para este costume; uma delas estabelece a metáfora de que a Torá nutre o povo judeu da mesma forma que o leite nutre o bebê, outra explicação deriva o costume da expressão bíblica sobre a Terra de Israel: “uma terra onde flui o leite e o mel”.
● Ticún de Shavuot: Muitas pessoas passam a primeira noite de shavuot estudando temas judaicos até a madrugada, revivendo a expectativa que os hebreus tiveram na noite que antecedeu a Revelação dos Dez Mandamentos.
● Leitura dos Dez Mandamentos: Na manhã do primeiro dia de Shavuot, há nas sinagogas a leitura dos Dez Mandamentos, também revivendo o momento da entrega da Torá no Monte Sinai.
● Meguilat Ruth: O livro bíblico de Ruth é lido em Shavuot. Por casamento, Ruth pertence a uma família de hebreus refugiada fora de Israel em função da fome em Beit-Lechem. Quando todos os homens da família morrem, Ruth decide seguir sua sogra, Naomi, de volta para a Terra de Israel. Frente à insistência de Naomi para que Ruth retorne ao seu povo, ela declara: “Aonde você for, eu irei; onde você pernoitar eu pernoitarei; seu povo será meu povo e seu D us será meu D´us.”
Atualmente, comemoramos a outorga da Torá ao Povo de Israel e a toda a humanidade, e o recebimento da medida do Ruach Hakodesh, uma vez que durante esta Festa a Torá foi revelada no Sinai ao povo de Israel.
De acordo com o Talmud (Hagigá 12ª), o rei David morreu no dia de Shavuot. O famoso Baal Shem Tov, fundador do movimento Chassídico, também faleceu em Shavuot em 1760.
Em Shavuot celebramos a capacitação espiritual ( medida do Ruach) para sermos testemunhas do Eterno neste mundo.
Tanto no Sinai, quando em Sião (At cap. 2), ocorreu a mesma coisa. Segundo a tradição rabínica, a Torá não foi dada no Sinai. Ela foi RELEVADA.
Daí, todo judeu, nascido posteriormente ao evento no Sinai, pode, em espírito, ter a mesma experiência que seus antepassados tiveram durante a outorga da Lei. Da mesma forma, a experiência dos apóstolos no Monte Sião (At 2) também pode e deve ser re-experienciada por todo temente ao D´us de Israel. Estes dois eventos (Ex 20 e At 2) são paralelos e convergem espiritualmente para o mesmo fim = Capacitação Espiritual com os Dons do Espírito para realização de nosso chamado maior: Sermos LUZ para o mundo!
A Festa de Shavuot é muito especial pois finalizava o final dos 50 dias de colheita e ajuntamento das primícias para serem oferecidas a D´us. Um dos principais aspectos de Shavuot era a cerimônia de apresentação desses primeiros frutos na Casa de D´us em Jerusalém, oferecendo-os aos sacerdotes e levitas.
A dádiva da Torá no Monte Sinai também é associada à Festa de Shavuot, e é claro que esta é a razão pela qual D´us escolheu este dia para manifestar o Seu Espírito sobre os Apóstolos, o povo de Israel e os habitantes de Jerusalém.
Nas comunidades judaicas ao redor do mundo temos em Shavuôt uma noite inteira de estudos, comida e adoração. Este é um costume muito antigo, onde passamos toda a noite estudando a Palavra de D´us.
Shavuôt é também a Festa dos tementes a D´us e dos prosélitos. Paulo trabalhava arduamente para que os gentios aceitassem e recebessem ao D´us de Israel como seu D´us e para que abandonassem os ídolos e deuses os quais adoravam. Em outras palavras, Paulo não pregava um evangelho “sem lei”, e não permitia que os gentios continuassem em seus caminhos de idolatria. Pelo contrário, ele trabalhava para que os gentios largassem seus ídolos e se voltassem ao D´us de Israel. Essencialmente, Paulo queria que os gentios se convertessem da idolatria à Fé em um único D´us, o D´us de Abraão, Isaque e Jacó e Seu filho Yeshua, o Rei dos Judeus.
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Shalom Aleichem Chaverim.