17/10/2022
(Texto e gráfico)
De onde vem toda essa devoção que se faz a pessoa de Maria? Nós evangélicos a odiamos? Por que não a adoramos como os demais?
O empoderamento feminino nos dias atuais não viria corroborado com o papel que Maria exerce na igreja de uma forma geral?
Alguns questionamentos que se fazem necessários, especialmente nesse tempo de efervescência religiosa em que passa o nosso País. O texto abaixo nos deu inspiração para criar o gráfico que ilustra essa postagem. É retirado do livro LIÇÕES DA HISTÓRIA QUE NÃO PODEMOS ESQUECER, do abençoado pastor Abraão de Almeida que foi Diretor da CPAD e é um grande escritor e autor de vários livros.
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Embora Roma papal não dê a Maria o título de deusa, Maria tem sido honrada como tal. Diversos papas têm reconhecido em Maria poderes onisciente, onipresente, onipotente, atributos morais exclusivamente de Deus. Nas glórias de Maria, de santo Afonso de Ligório, lê-se: Sim, Maria, TU ÉS ONIPOTENTE...
porque segundo toda lei, a Rainha deve g***r os mesmos privilégios do Rei, no caso, do filho. É esse o pensamento vigente nos dias atuais.
São Bernardino de Sena registrou: "Todas as coisas são sujeitas ao império da virgem. Até mesmo o próprio Deus."
Mas de onde vem esse direcionamento para a adoração a uma deusa-mãe? Segundo o autor Abraão de Almeida em seu livro "Lições da História que não podemos esquecer" (Ed. Vida). Os primórdios da mariolatria (ainda que Maria nem mesmo existisse na época) vem desde a idolatria babilônica com a lenda de Semíramis e seu filho Tamuz. O próprio povo de Israel já adorava essas divindades, veja:
"Então ele me levou para a entrada da porta norte da casa do Senhor. Lá eu vi mulheres sentadas, chorando por Tamuz." Ezequiel 8:14.
Em Jeremias, O povo se queixa de passar necessidade e oposição por deixarem de adorar uma divindade feminina que era conhecida como RAINHA DOS CÉU. Já vimos esse título ser aplicado a outra divindade.
"Mas, desde que paramos de queimar incenso à Rainha dos Céus e de derramar ofertas de bebidas a ela, nada temos tido e temos perecido pela espada e pela fome". Jeremias 44:18
Citamos Abraão de Almeida em seu livro falando da LENDA de SEMÍRAMIS, não que creiamos na lenda mas a citamos para mostrar de onde vem o começo da adoração a uma divindade feminina.
Semíramis era segunda a lenda babilônica, esposa de NINRODE, era filha da deusa peixe Deceto e de um jovem sírio. Após a morte de Ninrode, Semíramis, mesmo sendo ainda virgem, deu a luz a Tamuz. Neste filho, segundo Semíramis seu esposo se encarnara. (p. 23)
A seguir, Semíramis proclamou a divindade de sue marido afirmando que, segundo seu estimado filho o próprio pai reencarnado, era ela a própria mãe de Deus! E que seu filho estaria designado para vir ao mundo como libertador da raça humana do jugo tirânico do Criador.
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O sistema religioso de Babilônia apresentava como objeto de culto o Supremo Pai, a mulher como a Rainha do Céu, e o seu filho. Os dois últimos eram realmente os únicos objetos de culto, já que o Supremo Pai, segundo se dizia, não intervinha nos assuntos dos mortais. Desses antigos ensinamentos procederia, então, o culto da virgem mãe e do menino deus. Nos dias de Ninrode, esse "culto" mantinha subjugada toda a espécie humana, pois todos falavam a mesma língua e todos eram um só povo. Ao tempo da dispersão dos povos, o culto babilônico se espalhou até os confins da terra. Foi após esse tempo que Deus escolheu Abraão para que representasse o verdadeiro Deus entre as nações da terra. Através dele Deus pretendia trazer o homem para junto de si. Confirmando os registros históricos e lendários de Babilônia, a arqueologia moderna descobriu nas ruínas dessa antiga cidade imagens de uma mãe com um menino ao regaço, que são os mais antigos objetos do culto pagão. Algumas dessas imagens pertencem a uma época que se aproxima dos dois mil anos antes de Cristo. Os mesmos ídolos representando mãe e filho foram também descobertos no Tibete e na China, lugares em que tais imagens eram adoradas séculos antes da era cristã. Estas imagens são incrivelmente semelhantes às que estão presentes no culto católico romano. Descobriu-se ainda que os próprios antepassados romanos adoraram, entre outros deuses, uma virgem e um menino na forma de Vênus e Cupido.
(Lições da História que não podemos esquecer. Abraão de Almeida, Edi Vida).