24/05/2026
Hoje, 24 de maio, o apagar do Círio Pascal no dia de Pentecostes é um dos gestos mais silenciosos e profundos da liturgia católica.
Durante cinquenta dias, aquela chama permaneceu acesa junto ao altar, lembrando ao povo de Deus que Cristo ressuscitou e venceu a morte. O círio iluminou as celebrações pascais como sinal da presença do Ressuscitado no meio da Igreja.
Mas chega Pentecostes.
A chama então é apagada e o círio é retirado do presbitério. À primeira vista, o gesto pode parecer triste. Porém, a liturgia não está falando de ausência, e sim de transformação. Cristo não abandona a Igreja; Ele continua presente de outro modo, agora pela ação do Espírito Santo.
Por isso o silêncio desse momento toca tanto o coração. A Igreja compreende que terminou o Tempo Pascal e começou o tempo da missão. Os discípulos já não caminham vendo Jesus com os olhos da carne, mas vivem conduzidos pelo Espírito prometido por Ele.
O Círio Pascal não desaparece. Ele é levado ao batistério, porque continua ligado ao mistério da vida cristã. No Batismo, a vela do novo cristão será acesa naquela chama, sinal de que recebeu a luz de Cristo.
Nas exéquias, o círio estará recordando que a morte não é o fim, mas a passagem para a verdadeira Páscoa.
Existe algo muito belo nesse rito: quase não há palavras. A Igreja prefere o silêncio, um canto suave ou apenas a contemplação. Como se dissesse que certos mistérios são grandes demais para serem explicados completamente.
A chama se apaga diante dos olhos, mas permanece acesa na fé da Igreja.
🕯️O Círio Pascal será acesso novamente na Santa Missa do Sábado Santo de 2027.