Wanderley Ramos Dos Santos

Wanderley Ramos Dos Santos Quem quiser vencer na vida deve fazer como os seus sábios: mesmo com a alma partida, ter um sorriso nos lábios. (Dinamor)

18/04/2026 - Sábado2ª Semana da Páscoa🙏🏾 Evangelho (Jo 6,16-21) 🙏🏾“Sou eu. Não tenhais medo!”Ao cair da tarde, os discíp...
18/04/2026

18/04/2026 - Sábado
2ª Semana da Páscoa

🙏🏾 Evangelho (Jo 6,16-21) 🙏🏾
“Sou eu. Não tenhais medo!”

Ao cair da tarde, os discípulos de Jesus desceram para o mar. Entraram na barca e foram em direção a Cafarnaum. Já estava escuro, e Jesus ainda não tinha vindo ao encontro deles. Soprava um vento forte e o mar estava agitado. Os discípulos tinham remado mais ou menos cinco quilômetros, quando viram Jesus andando sobre o mar e aproximando-se da barca. E ficaram com medo. Mas Jesus disse: “Sou eu. Não tenhais medo!” Quiseram então recolhê-lo na barca, mas imediatamente a barca chegou à margem para onde estavam indo.

Reflexão:

Irmãos e irmãs, o Evangelho de hoje nos apresenta uma cena muito concreta da vida humana: a travessia em meio à tempestade. Os discípulos estão no escuro, enfrentando ventos contrários e um mar agitado. Esta imagem reflete muitas situações da nossa vida: momentos de insegurança, medo, dúvida e cansaço.

Jesus não está ausente. Mesmo quando parece distante, Ele vem ao encontro dos discípulos. E vem de um modo surpreendente: caminhando sobre o mar, dominando aquilo que para o homem é ameaça. Isso nos ensina que nada está fora do alcance de Deus. Aquilo que nos assusta, para Ele não é obstáculo.

O medo dos discípulos é compreensível. Diante do desconhecido, o coração humano se perturba. Mas a palavra de Jesus é clara e poderosa: “Sou eu. Não tenhais medo!”. Esta é uma das mensagens mais repetidas de Deus na Escritura. A presença de Cristo não elimina automaticamente as dificuldades, mas transforma a maneira como as enfrentamos.

Outro detalhe importante é que, ao acolherem Jesus, a travessia chega ao destino. Isso revela que a presença de Cristo dá direção e sentido ao caminho. Sem Ele, há esforço, mas também incerteza. Com Ele, há segurança, mesmo em meio às dificuldades.

Este Evangelho nos convida a confiar. Quantas vezes estamos “no meio do mar”, cansados, lutando, sem enxergar claramente o caminho? É justamente aí que Jesus se aproxima. Ele não abandona, não esquece, não se distancia.

Diante desta Palavra, perguntemo-nos:
— Como tenho enfrentado as tempestades da minha vida?
— Tenho reconhecido a presença de Jesus nos momentos difíceis?
— Confio na sua palavra: “Não tenhais medo”?

Que o Senhor nos conceda a graça de confiar em sua presença, vencer o medo e caminhar com fé, mesmo nas tempestades da vida. Amém.

(Pe. Wanderley Ramos dos Santos - Paróquia São Benedito - Diocese de Catanduva-SP)

17/04/2026 - Sexta-feira2ª Semana da Páscoa🙏🏾 Evangelho (Jo 6,1-15) 🙏🏾“Jesus tomou os pães e os distribuiu.”Naquele temp...
17/04/2026

17/04/2026 - Sexta-feira
2ª Semana da Páscoa

🙏🏾 Evangelho (Jo 6,1-15) 🙏🏾
“Jesus tomou os pães e os distribuiu.”

Naquele tempo, Jesus foi para o outro lado do mar da Galileia. Uma grande multidão o seguia, porque via os sinais que ele realizava em favor dos doentes. Jesus subiu ao monte e sentou-se ali com seus discípulos. Estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus. Levantando os olhos e vendo que uma grande multidão vinha ao seu encontro, Jesus disse a Filipe: “Onde vamos comprar pão para que eles possam comer?” Disse isso para pô-lo à prova, pois ele mesmo sabia muito bem o que ia fazer. Filipe respondeu: “Nem duzentas moedas de prata bastariam para dar um pedaço de pão a cada um.” André, irmão de Simão Pedro, disse: “Está aqui um menino com cinco pães de cevada e dois peixes. Mas o que é isso para tanta gente?” Jesus disse: “Fazei o povo sentar-se.” Havia muita relva naquele lugar, e cerca de cinco mil homens sentaram-se. Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados, tanto quanto queriam, e fez o mesmo com os peixes. Quando todos ficaram satisfeitos, Jesus disse aos discípulos: “Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca.” Recolheram, então, e encheram doze cestos com os pedaços que sobraram dos cinco pães. Vendo o sinal que Jesus tinha realizado, aqueles homens exclamavam: “Este é verdadeiramente o profeta, aquele que deve vir ao mundo.” Mas, percebendo que queriam levá-lo para proclamá-lo rei, Jesus retirou-se de novo, sozinho, para o monte.

Reflexão:

Irmãos e irmãs, o Evangelho de hoje nos apresenta um dos sinais mais conhecidos de Jesus: a multiplicação dos pães. No entanto, mais do que um milagre material, este episódio revela uma profunda mensagem espiritual. Jesus vê a multidão, percebe sua necessidade e se compadece. Deus não é indiferente às nossas necessidades; Ele vê, conhece e cuida.

O ponto de partida do milagre é algo muito pequeno: cinco pães e dois peixes. Humanamente, isso é insuficiente. Mas, nas mãos de Jesus, o pouco se torna abundância. Isso nos ensina que Deus não precisa de grandes coisas, mas de disponibilidade. Quando oferecemos o que temos, mesmo que pareça pouco, Ele transforma e multiplica.

Outro aspecto importante é que Jesus envolve os discípulos. Ele pergunta, provoca, faz pensar. Deus quer a nossa participação. A fé não é passiva, mas ativa. Somos chamados a colaborar com a ação de Deus, mesmo quando não vemos claramente o resultado.

O gesto de Jesus também aponta para a Eucaristia: Ele toma, agradece, parte e distribui. É o mesmo gesto que se repete na Missa. Cristo continua alimentando seu povo, não apenas com pão material, mas com o pão da vida eterna. Quem se alimenta de Cristo encontra força para viver, esperança para continuar e sentido para a existência.

Por fim, o Evangelho nos mostra que Jesus se retira quando querem fazê-lo rei por interesses humanos. Ele não veio para ser um rei político, mas para conduzir à verdadeira vida. Muitas vezes também queremos um Deus que resolva nossos problemas imediatos, mas Jesus quer nos levar a algo maior: uma vida transformada, plena e eterna.

Diante desta Palavra, perguntemo-nos:
— Tenho oferecido a Deus aquilo que tenho, mesmo que pareça pouco?
— Confio que Ele pode transformar minha realidade?
— Tenho buscado o alimento espiritual que vem de Cristo?

Que o Senhor nos conceda a graça de confiar, partilhar e viver da abundância do seu amor. Amém.


(Pe. Wanderley Ramos dos Santos - Paróquia São Benedito - Diocese de Catanduva-SP)

16/04/2026 - Quinta-feira    2ª Semana da Páscoa 🙏🏾 Evangelho (Jo 3,31-36) 🙏🏾“Quem acredita no Filho possui a vida etern...
16/04/2026

16/04/2026 - Quinta-feira
2ª Semana da Páscoa

🙏🏾 Evangelho (Jo 3,31-36) 🙏🏾
“Quem acredita no Filho possui a vida eterna.”

Aquele que vem do alto está acima de todos. Aquele que é da terra pertence à terra e fala das coisas da terra. Aquele que vem do céu está acima de todos. Ele dá testemunho daquilo que viu e ouviu, mas ninguém aceita o seu testemunho. Quem aceita o seu testemunho atesta que Deus é verdadeiro. De fato, aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus, porque Deus lhe dá o Espírito sem medida. O Pai ama o Filho e entregou tudo em sua mão. Aquele que acredita no Filho possui a vida eterna. Aquele, porém, que rejeita o Filho não verá a vida, pois a ira de Deus permanece sobre ele.

Reflexão:

Irmãos e irmãs, o Evangelho de hoje nos leva a contemplar a grandeza de Cristo, aquele que vem do alto, que vem do próprio Deus. Jesus não fala por si mesmo, mas revela o que viu e ouviu no coração do Pai. Suas palavras são verdade, são vida, são caminho seguro para nós. No entanto, o texto também nos mostra uma realidade dura: nem todos acolhem esse testemunho. Há uma resistência humana diante da verdade de Deus.

A fé, portanto, não é algo automático. Ela exige abertura, humildade e decisão. Acolher Jesus é reconhecer que Ele é o enviado do Pai, é confiar na sua Palavra e deixar que ela conduza a nossa vida. Quem crê no Filho já possui a vida eterna. Isso significa que a vida com Deus não começa apenas depois da morte, mas já agora, na comunhão com Cristo.

Por outro lado, rejeitar o Filho é fechar-se à vida. Não se trata de um castigo imposto por Deus, mas de uma consequência da própria escolha humana. Quem se afasta da fonte da vida, permanece na escuridão. Por isso, o Evangelho é sempre um convite à decisão: acolher ou rejeitar, confiar ou fechar-se.

Outro ponto importante é que Deus dá o Espírito sem medida. Isso significa que a graça de Deus é abundante, não é limitada. Deus não age com medida pequena, mas com generosidade infinita. Cabe a nós abrir o coração para receber esse dom.

Diante desta Palavra, perguntemo-nos:
— Tenho acolhido verdadeiramente a Palavra de Jesus?
— Confio que Ele é o caminho seguro para minha vida?
— Tenho vivido como alguém que já experimenta a vida eterna?

Que o Senhor nos conceda a graça de acolher o seu Filho, viver na sua Palavra e experimentar desde agora a vida nova que Ele nos oferece. Amém.

(Pe. Wanderley Ramos dos Santos - Paróquia São Benedito - Diocese de Catanduva-SP)

15/04/2026 - Quarta-feira    2ª Semana da Páscoa 🙏🏾 Evangelho (Jo 3,16-21) 🙏🏾“Deus amou tanto o mundo...” Naquele tempo,...
15/04/2026

15/04/2026 - Quarta-feira
2ª Semana da Páscoa

🙏🏾 Evangelho (Jo 3,16-21) 🙏🏾
“Deus amou tanto o mundo...”

Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito. Ora, o julgamento é este: a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque suas ações eram más. Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam denunciadas. Mas quem age conforme a verdade aproxima-se da luz, para que se manifeste que suas ações são realizadas em Deus.”

Reflexão:

Irmãos e irmãs, o Evangelho de hoje nos apresenta uma das afirmações mais profundas de toda a Escritura: Deus nos ama. E não se trata de um amor qualquer, mas de um amor total, gratuito e sem medidas. Deus amou tanto o mundo que entregou o seu próprio Filho. Isso revela que o centro da nossa fé não é o medo, não é a condenação, mas o amor de Deus que salva.

Muitas vezes, porém, temos uma imagem de Deus marcada pelo julgamento e pelo castigo. Jesus vem corrigir essa visão: Ele não veio para condenar, mas para salvar. Deus não se alegra com a perda de ninguém, mas deseja que todos tenham vida. O problema não está em Deus, mas na resposta humana. O Evangelho diz que a luz veio ao mundo, mas muitos preferiram as trevas. Isso significa que, muitas vezes, resistimos à verdade porque ela nos confronta, porque exige mudança, conversão e sinceridade de vida.

A luz de Cristo ilumina tudo: nossas atitudes, nossas escolhas, nossos pensamentos. Aproximar-se da luz exige coragem, pois significa deixar que Deus revele aquilo que precisa ser transformado. Por outro lado, permanecer nas trevas é fechar-se, é evitar o encontro com a verdade. Quantas vezes sabemos o que é certo, mas evitamos, adiamos ou justificamos nossas escolhas?

A fé cristã é um caminho de luz. Quem acolhe Cristo começa a viver de forma diferente. Não porque já é perfeito, mas porque se deixa transformar. Aproximar-se da luz é um processo contínuo: é reconhecer limites, pedir perdão, recomeçar e crescer. Deus não nos rejeita quando caímos; ao contrário, Ele nos chama novamente para a luz.

Por isso, este Evangelho é também um convite à decisão. Não podemos permanecer neutros diante da luz. Ou nos abrimos a ela, ou nos afastamos. A vida cristã exige essa escolha diária: viver na verdade, caminhar na luz, permitir que Deus conduza nossa vida.

Diante desta Palavra, perguntemo-nos:
— Tenho acolhido o amor de Deus em minha vida?
— Tenho vivido na luz ou ainda me escondo nas trevas?
— Permito que a verdade de Deus transforme minhas atitudes?

Que o Senhor nos conceda a graça de viver na luz, acolher seu amor e caminhar sempre na verdade que liberta. Amém.

(Pe. Wanderley Ramos dos Santos - Paróquia São Benedito - Diocese de Catanduva-SP)

13/04/2026 - Segunda-feira       2ª Semana da Páscoa 🙏🏾 Evangelho (Jo 3,1-8) 🙏🏾“É preciso nascer de novo.” Havia um home...
13/04/2026

13/04/2026 - Segunda-feira
2ª Semana da Páscoa

🙏🏾 Evangelho (Jo 3,1-8) 🙏🏾
“É preciso nascer de novo.”

Havia um homem chamado Nicodemos, um dos fariseus e chefe dos judeus. Ele foi ter com Jesus de noite e disse: “Rabi, sabemos que vieste de Deus como mestre, pois ninguém pode fazer os sinais que tu fazes, a não ser que Deus esteja com ele.” Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade te digo: se alguém não nascer de novo, não poderá ver o Reino de Deus.” Nicodemos perguntou: “Como alguém pode nascer sendo velho? Pode entrar outra vez no ventre de sua mãe?” Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade te digo: se alguém não nasce da água e do Espírito, não pode entrar no Reino de Deus. O que nasce da carne é carne; o que nasce do Espírito é espírito. Não te admires por eu dizer que é preciso nascer de novo. O vento sopra onde quer, ouves o seu ruído, mas não sabes de onde vem nem para onde vai. Assim acontece com todo aquele que nasceu do Espírito.”

Reflexão:

Irmãos e irmãs, o Evangelho de hoje nos convida a uma experiência profunda de renovação interior. Nicodemos procura Jesus, mas ainda não compreende plenamente o que Ele ensina. Jesus fala de um novo nascimento, não físico, mas espiritual. Nascer de novo é deixar que Deus transforme o coração, é abrir-se à ação do Espírito Santo. Muitas vezes queremos mudar apenas por fora, mas Deus quer renovar por dentro. O Espírito age de forma livre, como o vento: não podemos controlar, mas podemos acolher. A vida cristã é esse constante recomeço, essa abertura à graça que transforma. Quem se deixa conduzir pelo Espírito vive uma vida nova, mais profunda e mais verdadeira.

Diante desta Palavra, perguntemo-nos:
— Tenho permitido que Deus renove meu interior?
— Estou aberto à ação do Espírito Santo?
— Tenho buscado uma fé mais profunda ou apenas externa?

Que o Espírito Santo nos conduza a um verdadeiro novo nascimento e transforme nossa vida. Amém.

(Pe. Wanderley Ramos dos Santos - Paróquia São Benedito - Diocese de Catanduva-SP)

12/04/2026 - Domingo2º Domingo da Páscoa (Divina Misericórdia) 🙏🏾 Evangelho (Jo 20,19-31) 🙏🏾“Meu Senhor e meu Deus!” Ao ...
12/04/2026

12/04/2026 - Domingo
2º Domingo da Páscoa
(Divina Misericórdia)

🙏🏾 Evangelho (Jo 20,19-31) 🙏🏾
“Meu Senhor e meu Deus!”

Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e, pondo-se no meio deles, disse: “A paz esteja convosco!” Depois dessas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor. Novamente Jesus disse: “A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, também eu vos envio”. E, depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem não os perdoardes, eles lhes serão retidos”. Tomé, chamado Dídimo, que era um dos Doze, não estava com eles quando Jesus veio. Os outros discípulos contaram-lhe depois: “Vimos o Senhor!” Mas Tomé disse-lhes: “Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei”. Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco!” Depois disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel”. Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!” Jesus lhe disse: “Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!” Jesus realizou muitos outros sinais diante dos discípulos, que não estão escritos neste livro. Mas estes foram escritos para que acrediteis que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e, crendo, tenhais a vida em seu nome.

Reflexão:

Irmãos e irmãs, o Evangelho de hoje nos apresenta o Ressuscitado que entra no meio dos discípulos trazendo a paz. Eles estão fechados, com medo, mas Jesus atravessa as portas e se faz presente. Isso nos ensina que nenhuma barreira impede a ação de Deus. Onde há medo, Ele traz paz. Onde há fechamento, Ele traz presença. Tomé representa todos nós quando temos dúvidas. Ele quer ver, tocar, ter certeza. Jesus não o rejeita, mas vem ao seu encontro e o conduz à fé. A profissão de fé de Tomé é uma das mais profundas: “Meu Senhor e meu Deus!”. Também nós somos chamados a fazer essa experiência de fé, mesmo sem ver. A bem-aventurança de Jesus nos atinge diretamente: “Felizes os que acreditaram sem ter visto”. A fé cristã é confiança, é entrega, é relação viva com Cristo. Neste Domingo da Divina Misericórdia, contemplamos um Deus que não se cansa de nos procurar, de nos perdoar e de nos dar uma nova chance. Ele entra nas nossas portas fechadas e nos convida a confiar.

Diante desta Palavra, perguntemo-nos:
— Tenho permitido que Jesus entre nas minhas portas fechadas?
— Como lido com minhas dúvidas na fé?
— Confio na misericórdia de Deus em minha vida?

Que o Senhor ressuscitado nos conceda a graça de uma fé viva, confiante e aberta à sua misericórdia. Amém.

(Pe. Wanderley Ramos dos Santos - Paróquia São Benedito - Diocese de Catanduva-SP)

11/04/2026 - SábadoOitava da Páscoa 🙏🏾 Evangelho (Mc 16,9-15) 🙏🏾“Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho.” Depois ...
11/04/2026

11/04/2026 - Sábado
Oitava da Páscoa

🙏🏾 Evangelho (Mc 16,9-15) 🙏🏾
“Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho.”

Depois de ressuscitar, na madrugada do primeiro dia após o sábado, Jesus apareceu primeiro a Maria Madalena, de quem tinha expulsado sete demônios. Ela foi anunciar isso aos seguidores de Jesus, que estavam de luto e chorando. Quando ouviram que ele estava vivo e fora visto por ela, não acreditaram. Em seguida, Jesus apareceu a dois deles, sob outra forma, enquanto estavam indo para o campo. Eles também voltaram e contaram aos outros, mas não acreditaram neles. Por fim, Jesus apareceu aos onze discípulos, enquanto estavam à mesa, e censurou-lhes a falta de fé e a dureza de coração, porque não tinham acreditado naqueles que o tinham visto ressuscitado. E disse-lhes: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura!”

Reflexão:

Irmãos e irmãs, o Evangelho de hoje nos mostra a dificuldade dos discípulos em acreditar na Ressurreição. Mesmo diante dos testemunhos, o coração deles ainda estava fechado. Isso nos revela que a fé não nasce automaticamente, mas exige abertura interior. Jesus não desiste deles: aparece, corrige e envia. Ele transforma a incredulidade em missão. Também nós, muitas vezes, temos dificuldades, dúvidas e resistências. Mas o Senhor continua vindo ao nosso encontro, fortalecendo nossa fé e nos chamando a anunciar. A missão não é para os perfeitos, mas para aqueles que, mesmo frágeis, se deixam transformar por Cristo. “Ide pelo mundo inteiro” é um chamado que continua hoje. Somos enviados a testemunhar com a vida que Jesus está vivo.

Diante desta Palavra, perguntemo-nos:
— Tenho acolhido a fé mesmo com minhas dúvidas?
— Permito que Jesus transforme meu coração?
— Tenho assumido a missão de anunciar o Evangelho?

Que o Senhor ressuscitado fortaleça nossa fé, vença nossa incredulidade e nos envie como verdadeiros missionários. Amém.

(Pe. Wanderley Ramos dos Santos - Paróquia São Benedito - Diocese de Catanduva-SP)

10/04/2026 - Sexta-feira      Oitava da Páscoa Evangelho (Jo 21,1-14)        “É o Senhor!” Naquele tempo, Jesus apareceu...
10/04/2026

10/04/2026 - Sexta-feira
Oitava da Páscoa

Evangelho (Jo 21,1-14)
“É o Senhor!”

Naquele tempo, Jesus apareceu de novo aos discípulos, à beira do mar de Tiberíades. A aparição foi assim: estavam juntos Simão Pedro, Tomé, Natanael, os filhos de Zebedeu e outros dois discípulos. Simão Pedro disse: “Eu vou pescar.” Eles disseram: “Também vamos contigo.” Saíram e entraram na barca, mas naquela noite não pescaram nada. Já tinha amanhecido e Jesus estava de pé na margem, mas os discípulos não sabiam que era Jesus. Então Jesus disse: “Filhos, tendes alguma coisa para comer?” Responderam: “Não.” Ele disse: “Lançai a rede à direita da barca e achareis.” Lançaram a rede e já não conseguiam puxá-la para fora, por causa da quantidade de peixes. Então o discípulo amado disse a Pedro: “É o Senhor!” Simão Pedro, ouvindo dizer que era o Senhor, vestiu sua roupa e lançou-se ao mar. Os outros discípulos vieram com a barca, arrastando a rede com os peixes. Logo que chegaram à terra, viram brasas acesas com peixe e pão. Jesus disse: “Trazei alguns dos peixes que apanhastes.” Simão Pedro subiu ao barco e arrastou a rede para a terra. Jesus disse: “Vinde comer”. E tomou o pão e o distribuiu a eles. Foi assim a terceira vez que Jesus apareceu aos discípulos, depois de ter ressuscitado dos mortos.

Reflexão:

Irmãos e irmãs, o Evangelho de hoje nos mostra o Ressuscitado que se manifesta na vida cotidiana. Os discípulos voltam à rotina, vão pescar, mas não conseguem nada. Sem Jesus, o esforço se torna vazio. É quando Cristo aparece que tudo muda. Ele orienta, e a pesca se torna abundante. Isso nos ensina que a presença de Jesus dá sentido e fecundidade à nossa vida. O reconhecimento acontece no coração atento: “É o Senhor!”. Pedro então se lança ao encontro de Jesus. A fé verdadeira nos impulsiona ao encontro, sem medo, com decisão. Depois, Jesus convida: “Vinde comer”. Ele partilha, acolhe e alimenta. O Ressuscitado continua presente no cotidiano, nas coisas simples, nos encontros, na partilha. Somos chamados a reconhecer sua presença e a viver com Ele. Com Cristo, a vida ganha sentido, direção e abundância.

Diante desta Palavra, perguntemo-nos:
— Tenho reconhecido a presença de Jesus no meu dia a dia?
— Tenho confiado na sua Palavra mesmo após fracassos?
— Minha vida tem sido mais fecunda com Cristo?

Que o Senhor ressuscitado nos ajude a reconhecê-lo em nossa vida, confiar em sua Palavra e viver na abundância do seu amor. Amém.

(Pe. Wanderley Ramos dos Santos - Paróquia São Benedito - Diocese de Catanduva-SP)

09/04/2026 - Quinta-feira         Oitava da Páscoa Evangelho (Lc 24,35-48)“A paz esteja convosco!” Naquele tempo, os dis...
09/04/2026

09/04/2026 - Quinta-feira
Oitava da Páscoa

Evangelho (Lc 24,35-48)
“A paz esteja convosco!”

Naquele tempo, os discípulos contaram o que tinha acontecido no caminho e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão. Ainda estavam falando, quando o próprio Jesus apareceu no meio deles e disse: “A paz esteja convosco!” Eles ficaram assustados e cheios de medo, pensando que estavam vendo um fantasma. Mas Jesus disse: “Por que estais preocupados, e por que tendes dúvidas no coração? Vede minhas mãos e meus pés: sou eu mesmo! Tocai em mim e vede! Um fantasma não tem carne nem ossos, como estais vendo que eu tenho.” E, dizendo isso, mostrou-lhes as mãos e os pés. Mas eles ainda não podiam acreditar, porque estavam muito alegres e surpresos. Então Jesus disse: “Tendes aqui alguma coisa para comer?” Deram-lhe um pedaço de peixe assado. Ele o tomou e comeu diante deles. Depois disse: “São estas as coisas que vos falei quando ainda estava convosco: era preciso que se cumprisse tudo o que está escrito a meu respeito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos.” Então Jesus abriu a inteligência dos discípulos para entenderem as Escrituras, e lhes disse: “Assim está escrito: o Cristo sofrerá e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia e, em seu nome, serão anunciados a conversão e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. Vós sereis testemunhas de tudo isso.”

Reflexão:

Irmãos e irmãs, o Evangelho de hoje mostra o Ressuscitado que vem ao encontro dos discípulos trazendo a paz. Eles ainda estão com medo, confusos e cheios de dúvidas. Mesmo assim, Jesus não os rejeita, mas se aproxima e se revela. Ele mostra suas chagas, come com eles e confirma que está vivo. A fé pascal não é uma ideia, mas um encontro real com Cristo vivo. Jesus também abre a inteligência dos discípulos para compreenderem as Escrituras. Isso nos ensina que a fé cresce quando escutamos a Palavra e permitimos que Deus ilumine nossa mente e nosso coração. Por fim, Ele envia: “Vós sereis testemunhas”. Quem encontra o Ressuscitado não pode ficar fechado, mas é chamado a anunciar. Também nós, mesmo com nossas dúvidas e limitações, somos enviados a testemunhar a vida nova que Cristo nos oferece.

Diante desta Palavra, perguntemo-nos:
— Tenho acolhido a paz que Cristo me oferece?
— Permito que a Palavra ilumine minha vida?
— Tenho sido testemunha da Ressurreição no meu dia a dia?

Que o Senhor ressuscitado nos conceda sua paz, fortaleça nossa fé e nos envie como testemunhas da sua presença. Amém.

(Pe. Wanderley Ramos dos Santos - Paróquia São Benedito - Diocese de Catanduva-SP)

08/04/2026 - Quarta-feira       Oitava da Páscoa Evangelho (Lc 24,13-35)“Não estava ardendo o nosso coração?” Naquele me...
08/04/2026

08/04/2026 - Quarta-feira
Oitava da Páscoa

Evangelho (Lc 24,13-35)
“Não estava ardendo o nosso coração?”

Naquele mesmo dia, dois dos discípulos de Jesus iam para um povoado chamado Emaús, distante onze quilômetros de Jerusalém. Conversavam sobre todas as coisas que tinham acontecido. Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles. Os discípulos, porém, estavam como que cegos e não o reconheceram. Jesus perguntou: “Que ides conversando pelo caminho?” Eles pararam, com o rosto triste, e um deles, chamado Cléofas, disse: “Tu és o único peregrino em Jerusalém que não sabe o que lá aconteceu?” Então contaram tudo o que aconteceu com Jesus. Ele lhes disse: “Como sois sem inteligência e lentos para crer!” E começou a explicar-lhes, em todas as Escrituras, o que a respeito dele se encontrava. Quando chegaram perto do povoado, fizeram Jesus ficar com eles. E aconteceu que, estando à mesa, ele tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e lhes distribuiu. Nisso os olhos dos discípulos se abriram e eles reconheceram Jesus. Mas ele desapareceu da frente deles. Então disseram um ao outro: “Não estava ardendo o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho?” Na mesma hora, eles voltaram para Jerusalém e anunciaram aos outros que tinham encontrado o Senhor.

Reflexão:

Irmãos e irmãs, o Evangelho de hoje nos apresenta o caminho dos discípulos de Emaús, que é também o nosso caminho. Eles estão desanimados, tristes e sem esperança. Caminham para longe de Jerusalém, como quem foge da dor. Mas Jesus se aproxima e caminha com eles, mesmo sem ser reconhecido. Isso nos ensina que Deus está presente mesmo quando não o percebemos. Ele caminha conosco nas nossas dúvidas, nas nossas quedas e nas nossas crises. O encontro se transforma quando eles escutam a Palavra e, depois, ao partir o pão. Palavra e Eucaristia abrem os olhos da fé. O coração que estava triste começa a arder. A experiência com o Ressuscitado muda tudo: eles deixam o desânimo e voltam para anunciar. Também nós somos convidados a fazer esse caminho: escutar, reconhecer e testemunhar. Quem encontra Jesus no caminho não permanece igual: volta transformado.

Diante desta Palavra, perguntemo-nos:
— Tenho percebido Jesus caminhando comigo?
— Meu coração tem ardido ao ouvir a Palavra de Deus?
— Tenho testemunhado aos outros a presença do Ressuscitado?

Que o Senhor ressuscitado caminhe conosco, aqueça nosso coração e nos envie como testemunhas da sua presença. Amém.

(Pe. Wanderley Ramos dos Santos - Paróquia São Benedito - Diocese de Catanduva-SP)

07/04/2026 - Terça-feira       Oitava da Páscoa 🙏🏾Evangelho (Jo 20,11-18)🙏🏾                     “Maria!” Naquele tempo, ...
07/04/2026

07/04/2026 - Terça-feira
Oitava da Páscoa

🙏🏾Evangelho (Jo 20,11-18)🙏🏾
“Maria!”

Naquele tempo, Maria estava do lado de fora do túmulo, chorando. Enquanto chorava, inclinou-se e olhou para dentro do túmulo. Viu então dois anjos vestidos de branco, sentados onde tinha sido posto o corpo de Jesus. Os anjos perguntaram: “Mulher, por que choras?” Ela respondeu: “Porque levaram o meu Senhor e não sei onde o colocaram.” Tendo dito isso, voltou-se para trás e viu Jesus de pé, mas não sabia que era Jesus. Jesus perguntou: “Mulher, por que choras? A quem procuras?” Pensando que era o jardineiro, Maria disse: “Senhor, se foste tu que o levaste, dize-me onde o colocaste, e eu o irei buscar.” Então Jesus disse: “Maria!” Ela voltou-se e exclamou: “Rabuni!” Jesus disse: “Não me segures. Vai dizer aos meus irmãos: eu subo para meu Pai e vosso Pai.” Então Maria Madalena foi anunciar aos discípulos: “Eu vi o Senhor!”

Reflexão:

Irmãos e irmãs, o Evangelho de hoje nos apresenta um encontro profundamente pessoal com o Ressuscitado. Maria Madalena está chorando, ainda presa à dor e à perda. Ela procura um corpo, mas encontra uma presença viva. Jesus está ali, mas ela não o reconhece imediatamente. Isso nos ensina que a Ressurreição exige um novo olhar, uma fé que vai além das aparências. O momento decisivo acontece quando Jesus a chama pelo nome: “Maria!”. É no encontro pessoal que nasce a verdadeira fé. Deus não nos conhece de longe, Ele nos chama pelo nome e entra na nossa história. Maria passa do choro à alegria, da busca ao encontro, da dor à missão. Ela se torna a primeira anunciadora da Ressurreição. Também nós somos chamados a fazer essa experiência: deixar que Cristo nos chame, nos transforme e nos envie. Quem encontra o Ressuscitado não pode ficar parado: precisa anunciar.

Diante desta Palavra, perguntemo-nos:
— Tenho reconhecido a presença de Jesus na minha vida?
— Tenho permitido que Ele me transforme?
— Tenho anunciado aos outros que Ele está vivo?

Que o Senhor ressuscitado nos chame pelo nome, renove nossa vida e nos envie como testemunhas da sua presença. Amém.

(Pe. Wanderley Ramos dos Santos - Paróquia São Benedito - Diocese de Catanduva-SP)

06/04/2026 - Segunda-feira          Oitava da Páscoa Evangelho (Mt 28,8-15)          “Alegrai-vos!” Naquele tempo, as mu...
06/04/2026

06/04/2026 - Segunda-feira
Oitava da Páscoa

Evangelho (Mt 28,8-15)
“Alegrai-vos!”

Naquele tempo, as mulheres partiram depressa do sepulcro. Estavam com medo, mas correram com grande alegria, para dar a notícia aos discípulos. De repente, Jesus foi ao encontro delas, e disse: "Alegrai-vos!" As mulheres aproximaram-se, e prostraram-se diante de Jesus, abraçando seus pés. Então Jesus disse a elas: "Não tenhais medo. Ide anunciar aos meus irmãos que se dirijam para a Galileia. Lá eles me verão". Quando as mulheres partiram, alguns guardas do túmulo foram à cidade, e comunicaram aos sumos sacerdotes tudo o que havia acontecido. Os sumos sacerdotes reuniram-se com os anciãos, e deram uma grande soma de dinheiro aos soldados, dizendo-lhes: "Dizei que os discípulos dele foram durante a noite e roubaram o corpo, enquanto vós dormíeis. Se o governador ficar sabendo disso, nós o convenceremos. Não vos preocupeis". Os soldados pegaram o dinheiro, e agiram de acordo com as instruções recebidas. E assim, o boato espalhou-se entre os judeus, até ao dia de hoje.

Reflexão:

Irmãos e irmãs, o Evangelho de hoje nos mostra dois caminhos diante da Ressurreição: o caminho da fé e o caminho da negação. As mulheres experimentam medo, mas também uma grande alegria. Elas encontram Jesus vivo e se tornam anunciadoras da Boa Nova. Já os sumos sacerdotes, mesmo diante dos sinais, escolhem esconder a verdade. Preferem sustentar uma mentira a acolher a realidade da Ressurreição. Isso revela que a fé não depende apenas de provas, mas da disposição do coração. Deus se revela, mas é preciso acolher. Também hoje somos colocados diante dessa escolha: acreditar e anunciar, ou resistir e fechar o coração. A Ressurreição exige de nós coragem para viver e testemunhar a verdade. Como as mulheres, somos chamados a levar aos outros a alegria do encontro com Cristo vivo.

Diante desta Palavra, perguntemo-nos:
— Tenho acolhido a verdade da Ressurreição em minha vida?
— Sou testemunha da alegria de Cristo ressuscitado?
— Em quais momentos resisto à verdade de Deus?

Que o Senhor ressuscitado nos conceda a graça de viver na verdade, na alegria e na coragem de anunciar que Ele está vivo. Amém.

(Pe. Wanderley Ramos dos Santos - Paróquia São Benedito - Diocese de Catanduva-SP)

Endereço

Maria De Oliveira Soares
Pindorama, SP
15.830252

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