Wanderley Ramos Dos Santos

Wanderley Ramos Dos Santos Quem quiser vencer na vida deve fazer como os seus sábios: mesmo com a alma partida, ter um sorriso nos lábios. (Dinamor)

11/06/2026 - Quinta-feiraMemória de São Barnabé, Apóstolo🙏🏾 Evangelho (Mt 10,7-13) 🙏🏾“De graça recebestes, de graça deve...
11/06/2026

11/06/2026 - Quinta-feira
Memória de São Barnabé, Apóstolo

🙏🏾 Evangelho (Mt 10,7-13) 🙏🏾
“De graça recebestes, de graça deveis dar.”

Naquele tempo, disse Jesus aos seus apóstolos:

“Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo’.

Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. De graça recebestes, de graça deveis dar!

Não leveis ouro, nem prata, nem dinheiro nos cintos; nem sacola para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem bastão, porque o trabalhador tem direito ao seu sustento.

Em qualquer cidade ou povoado onde entrardes, informai-vos para saber quem ali seja digno. Hospedai-vos com ele até a vossa partida.

Ao entrardes numa casa, saudai-a. Se a casa for digna, desça sobre ela a vossa paz; se não for digna, volte para vós a vossa paz.”

Reflexão:

Irmãos e irmãs, o Evangelho de hoje nos apresenta Jesus enviando os apóstolos em missão. Não se trata apenas de uma orientação para aquele momento da história, mas de um chamado que continua ecoando na vida da Igreja e de cada cristão.

A primeira ordem de Jesus é muito clara: “Anunciai que o Reino dos Céus está próximo”. Antes de qualquer atividade ou obra, o discípulo é chamado a levar ao mundo a Boa Nova da presença de Deus.

O Reino de Deus não é apenas uma realidade futura. Ele começa a acontecer sempre que o amor vence o ódio, quando a verdade supera a mentira, quando o perdão vence o ressentimento e quando a misericórdia triunfa sobre a indiferença.

Jesus envia os discípulos para curar, libertar e restaurar a vida das pessoas. Isso nos mostra que a evangelização não consiste apenas em transmitir ensinamentos, mas em tornar presente o amor de Deus que cura as feridas humanas.

Talvez não sejamos chamados a realizar milagres extraordinários, mas todos podemos curar através de uma palavra de conforto, de um gesto de acolhimento, de uma escuta sincera ou de uma atitude de compaixão.

A frase central deste Evangelho é uma das mais belas de toda a missão cristã: “De graça recebestes, de graça deveis dar”.

Tudo o que possuímos de mais importante recebemos gratuitamente de Deus:
— a vida,
— a fé,
— os dons,
— a vocação,
— o amor,
— a misericórdia.

Por isso, não podemos viver uma fé baseada apenas em interesses ou vantagens pessoais. O cristão é chamado a tornar-se canal daquilo que recebeu.

Jesus também pede que os discípulos não coloquem sua segurança nos bens materiais. Não é um desprezo pelas necessidades humanas, mas um ensinamento sobre confiança.

Muitas vezes buscamos segurança apenas no dinheiro, nos recursos ou nos planejamentos humanos. Cristo recorda que a verdadeira segurança nasce da confiança na providência de Deus.

Outro detalhe muito bonito é a recomendação sobre a paz. Ao entrarem numa casa, os discípulos deveriam levar a paz. Essa paz não é apenas uma saudação, mas um dom de Deus.

Vivemos num mundo marcado por tensões, conflitos, divisões e palavras agressivas. O discípulo de Cristo deve ser portador de paz.

Quando chegamos a um ambiente, deveríamos nos perguntar: minha presença leva serenidade ou aumenta as divisões? Aproxima ou afasta? Constrói ou destrói?

Hoje celebramos São Barnabé, grande missionário da Igreja primitiva. Seu próprio nome significa “filho da consolação”. Ele foi um homem que soube encorajar, acolher e ajudar muitos irmãos na fé. Sua vida é um exemplo de quem compreendeu que tudo recebeu gratuitamente de Deus e, por isso, dedicou-se inteiramente ao Evangelho.

Este Evangelho nos convida a renovar nosso espírito missionário e nossa confiança na providência divina.

Diante desta Palavra, perguntemo-nos:

— Tenho anunciado o Reino de Deus através da minha vida e das minhas atitudes?
— Tenho partilhado gratuitamente os dons que recebi de Deus?
— Minha presença leva paz, esperança e co***lo às pessoas?

Que São Barnabé interceda por nós, para que sejamos discípulos missionários, generosos no amor e fiéis no anúncio do Evangelho. Amém.

(Pe. Wanderley Ramos dos Santos - Paróquia São Benedito - Diocese de Catanduva-SP)

10/06/2026 - Quarta-feira10ª Semana do Tempo Comum🙏🏾 Evangelho (Mt 5,17-19) 🙏🏾“Não vim abolir a Lei, mas dar-lhe pleno c...
10/06/2026

10/06/2026 - Quarta-feira
10ª Semana do Tempo Comum

🙏🏾 Evangelho (Mt 5,17-19) 🙏🏾
“Não vim abolir a Lei, mas dar-lhe pleno cumprimento.”

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:

“Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim para abolir, mas para dar-lhes pleno cumprimento. Em verdade eu vos digo: antes que o céu e a terra deixem de existir, nem uma só letra ou vírgula serão tiradas da Lei, sem que tudo se cumpra.

Portanto, quem desobedecer a um só desses mandamentos, por menor que seja, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será considerado o menor no Reino dos Céus. Porém, quem os praticar e ensinar será considerado grande no Reino dos Céus.”

Reflexão:

Irmãos e irmãs, o Evangelho de hoje nos apresenta Jesus esclarecendo uma questão muito importante para os seus ouvintes. Alguns pensavam que Ele havia vindo para destruir a Lei de Moisés e tudo aquilo que Deus havia revelado ao povo de Israel. Por isso o Senhor afirma com clareza: “Não vim abolir a Lei, mas dar-lhe pleno cumprimento”.

Jesus não rejeita o Antigo Testamento. Pelo contrário, Ele revela seu verdadeiro sentido. Tudo aquilo que Deus havia anunciado através da Lei e dos Profetas encontra sua plenitude na pessoa de Cristo.

A Lei antiga era um caminho que conduzia ao Messias. Em Jesus, todas as promessas de Deus encontram sua realização. Por isso, o cristianismo não é uma ruptura com a história da salvação, mas sua plenitude.

Ao mesmo tempo, Jesus mostra que a verdadeira obediência a Deus não consiste apenas em cumprir normas exteriores. Os fariseus preocupavam-se muito com regras, mas muitas vezes esqueciam o essencial: o amor a Deus e ao próximo.

Cristo não elimina os mandamentos; Ele os aprofunda. Não basta evitar o mal exteriormente. É necessário permitir que Deus transforme o coração.

Por exemplo, não basta não matar; é preciso vencer o ódio. Não basta não mentir; é preciso amar a verdade. Não basta praticar atos religiosos; é preciso viver uma relação sincera com Deus.

Vivemos numa época em que muitas pessoas desejam uma fé sem compromisso. Alguns escolhem apenas aquilo que lhes agrada no Evangelho e deixam de lado aquilo que exige conversão.

Mas Jesus nos recorda que a vontade de Deus não é algo opcional. O discípulo é chamado a acolher integralmente a Palavra do Senhor, mesmo quando ela desafia nossos interesses e comodidades.

Outro aspecto importante deste Evangelho é a coerência. Jesus afirma que será grande no Reino dos Céus aquele que praticar e ensinar os mandamentos.

Primeiro vem a prática, depois o ensinamento. O testemunho vale mais do que muitas palavras. Uma vida coerente tem força evangelizadora muito maior do que qualquer discurso.

O mundo de hoje não precisa apenas de pessoas que falem sobre Deus. Precisa de pessoas que vivam de tal forma que os outros consigam perceber Deus através delas.

A santidade não é algo extraordinário reservado para poucos. Ela começa na fidelidade às pequenas coisas: na honestidade, na caridade, na oração, no perdão e no cumprimento dos deveres de cada dia.

Cada gesto de fidelidade aproxima-nos mais do coração de Deus.

Este Evangelho nos convida a renovar nosso amor pela Palavra de Deus e nossa disposição de viver o Evangelho de maneira integral e coerente.

Diante desta Palavra, perguntemo-nos:

— Tenho procurado viver a vontade de Deus em todos os aspectos da minha vida?
— Minha fé se manifesta apenas em palavras ou também em atitudes concretas?
— Tenho sido um testemunho coerente do Evangelho para aqueles que convivem comigo?

Que o Senhor nos conceda a graça de acolher sua Palavra com fidelidade, viver seus mandamentos com amor e testemunhar sua presença através de uma vida santa e coerente. Amém.

(Pe. Wanderley Ramos dos Santos - Paróquia São Benedito - Diocese de Catanduva-SP)

08/06/2026 - Segunda-feiraMemória de São José de Anchieta, Presbítero🙏🏾 Evangelho (Mt 5,1-12) 🙏🏾“Alegrai-vos e exultai, ...
08/06/2026

08/06/2026 - Segunda-feira
Memória de São José de Anchieta, Presbítero

🙏🏾 Evangelho (Mt 5,1-12) 🙏🏾
“Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus.”

Naquele tempo, vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, e Jesus começou a ensiná-los:

“Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus.

Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados.

Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra.

Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.

Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.

Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.

Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus.

Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus.

Bem-aventurados sois vós quando vos insultarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós por minha causa. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus”.

Reflexão:

Irmãos e irmãs, o Evangelho de hoje nos apresenta um dos ensinamentos mais importantes de Jesus: as Bem-aventuranças. Elas são como a identidade do verdadeiro discípulo e revelam qual é o caminho da felicidade segundo Deus.

O mundo costuma apresentar uma receita de felicidade baseada no poder, no sucesso, no prazer, na riqueza e no reconhecimento. Jesus, porém, apresenta um caminho completamente diferente. Ele proclama felizes aqueles que, aos olhos do mundo, muitas vezes parecem fracassados ou esquecidos.

As Bem-aventuranças não são elogios ao sofrimento em si. Jesus não está dizendo que a dor é boa ou que devemos procurá-la. Ele está ensinando que, mesmo nas situações difíceis da vida, Deus permanece presente e age com seu amor e sua graça.

Os pobres em espírito são aqueles que reconhecem que precisam de Deus. Não colocam sua segurança apenas nos bens materiais, no prestígio ou nas próprias forças. Sabem que tudo é dom e que sem Deus nada pode preencher plenamente o coração humano.

Os aflitos são aqueles que carregam sofrimentos, lutos, decepções e lágrimas, mas não perdem a esperança. Cristo promete que serão consolados porque Deus não abandona aqueles que nele confiam.

Os mansos não são pessoas fracas. São aqueles que aprenderam a dominar a própria agressividade e a responder ao mal com serenidade e firmeza. Num mundo marcado pela violência e pela intolerância, a mansidão torna-se um testemunho poderoso.

Os que têm fome e sede de justiça não se conformam com a mentira, a corrupção e a maldade. Buscam construir um mundo mais humano, mais fraterno e mais fiel aos valores do Evangelho.

Os misericordiosos refletem o próprio coração de Deus. Quem experimenta a misericórdia divina aprende também a perdoar, compreender e acolher os irmãos.

Os puros de coração são aqueles que vivem com sinceridade diante de Deus. Não possuem uma fé de aparência, mas um coração transparente, aberto à verdade e ao amor.

Os promotores da paz tornam-se instrumentos de reconciliação em um mundo tão dividido. Levam união onde existe conflito e esperança onde existe desânimo.

Por fim, Jesus fala daqueles que são perseguidos por causa da justiça. Ao longo da história, muitos cristãos sofreram por permanecer fiéis ao Evangelho. Também hoje, quem procura viver a verdade e a fé frequentemente encontra incompreensões e dificuldades.

As Bem-aventuranças mostram que a santidade não é reservada a alguns poucos escolhidos. Ela é um chamado para todos nós. São José de Anchieta, cuja memória celebramos hoje, viveu exatamente esse espírito. Deixou sua terra, enfrentou dificuldades, doenças, perigos e sacrifícios para anunciar o Evangelho em nosso país. Sua vida mostra que a verdadeira felicidade está em servir a Deus e aos irmãos.

Este Evangelho nos convida a perguntar qual caminho estamos seguindo: o caminho das promessas passageiras do mundo ou o caminho da felicidade verdadeira ensinada por Cristo.

Diante desta Palavra, perguntemo-nos:

— Onde tenho buscado minha felicidade: em Deus ou apenas nas coisas passageiras?
— Tenho vivido as Bem-aventuranças em minha vida diária?
— Minha presença tem levado paz, misericórdia e esperança às pessoas que convivem comigo?

Que o Senhor nos conceda a graça de viver as Bem-aventuranças com fidelidade e alegria, para que nossa vida se torne um testemunho vivo do Reino de Deus. Amém.

(Pe. Wanderley Ramos dos Santos - Paróquia São Benedito - Diocese de Catanduva-SP)

07/06/2026 - Domingo10º Domingo do Tempo Comum🙏🏾 Evangelho (Mt 9,9-13) 🙏🏾“Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores....
07/06/2026

07/06/2026 - Domingo
10º Domingo do Tempo Comum

🙏🏾 Evangelho (Mt 9,9-13) 🙏🏾
“Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores.”

Naquele tempo, Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe: “Segue-me!” Ele se levantou e seguiu Jesus.

Enquanto Jesus estava à mesa, em casa de Mateus, muitos cobradores de impostos e pecadores vieram e sentaram-se à mesa com Jesus e seus discípulos. Alguns fariseus viram isso e perguntaram aos discípulos: “Por que vosso mestre come com os cobradores de impostos e pecadores?”

Jesus ouviu a pergunta e respondeu: “As pessoas que têm saúde não precisam de médico, mas os doentes, sim. Aprendei, pois, o que significa: ‘Quero a misericórdia e não o sacrifício’. De fato, eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores”.

Reflexão:

Irmãos e irmãs, o Evangelho deste domingo nos apresenta uma das cenas mais belas do encontro entre a graça de Deus e a fragilidade humana. Jesus passa diante da coletoria de impostos e vê Mateus. Para a maioria das pessoas, Mateus era apenas um cobrador de impostos, alguém marcado pelo preconceito e considerado pecador público. Mas Jesus vê além das aparências. Ele enxerga um coração capaz de acolher o chamado de Deus.

Bastam duas palavras: “Segue-me”. Não há discursos longos, nem exigências prévias. Há apenas um convite. E Mateus, surpreendentemente, levanta-se e segue Jesus. Aquele homem que estava preso à segurança do dinheiro, ao conforto da rotina e à sua antiga vida encontra algo muito maior: encontra uma nova missão e um novo sentido para viver.

Esse Evangelho nos recorda que a iniciativa sempre parte de Deus. Antes que procuremos o Senhor, Ele já nos procura. Antes que pensemos em mudar de vida, Ele já está passando diante de nós e nos chamando. Muitas vezes imaginamos que Deus só chama pessoas perfeitas, mas a história de Mateus mostra exatamente o contrário. Deus chama pessoas reais, com limites, pecados, feridas e histórias complicadas.

A atitude de Mateus também merece nossa atenção. O texto diz simplesmente: “Ele se levantou e seguiu Jesus”. Há momentos na vida em que Deus nos convida a deixar para trás aquilo que nos impede de crescer espiritualmente. Pode ser um pecado persistente, uma mágoa antiga, um orgulho cultivado durante anos ou até mesmo uma falsa segurança que nos afasta da confiança em Deus.

Depois do chamado, acontece algo muito significativo: Jesus senta-se à mesa com os pecadores. Na cultura judaica, sentar-se à mesa significava comunhão, amizade e acolhimento. Jesus não espera que aquelas pessoas se tornem perfeitas para aproximar-se delas. Ele se aproxima para transformá-las.

Os fariseus ficam escandalizados porque enxergam apenas os defeitos das pessoas. Jesus, porém, vê a possibilidade de conversão. Enquanto os fariseus excluem, Jesus acolhe. Enquanto eles condenam, Jesus oferece uma oportunidade de recomeço.

Essa atitude nos leva a refletir sobre nossa própria maneira de olhar os outros. Quantas vezes somos rápidos para apontar erros e lentos para reconhecer qualidades? Quantas vezes julgamos histórias que desconhecemos? O Evangelho nos ensina que ninguém pode ser reduzido aos seus pecados. Todo ser humano é maior do que suas quedas, porque é amado por Deus.

A frase central do Evangelho é uma das mais importantes de toda a missão de Jesus: “Quero a misericórdia e não o sacrifício”. Com essas palavras, Cristo recorda que a verdadeira religião não consiste apenas em práticas externas, mas em um coração transformado pelo amor.

Deus não despreza nossas orações, missas ou devoções. Pelo contrário, tudo isso é importante. Mas essas práticas só têm sentido quando nos tornam mais misericordiosos, mais humildes, mais compreensivos e mais próximos dos irmãos.

Há pessoas que rezam muito, mas perdoam pouco. Frequentam a Igreja, mas carregam julgamentos e ressentimentos. Jesus nos recorda que a misericórdia é o sinal mais autêntico de quem realmente encontrou Deus.

O Evangelho deste domingo é uma mensagem de esperança. Não importa o passado, os erros cometidos ou as quedas sofridas. Cristo continua passando diante de nós e repetindo: “Segue-me”. Enquanto houver abertura para a graça, haverá possibilidade de recomeço.

Diante desta Palavra, perguntemo-nos:

— Tenho escutado o chamado que Jesus me faz diariamente?
— Tenho acolhido os outros com misericórdia ou com julgamento?
— Minha vida reflete mais a misericórdia de Cristo ou a rigidez dos fariseus?

Que o Senhor nos conceda a graça de responder com generosidade ao seu chamado, de viver a misericórdia em nossas relações e de experimentar a alegria de sermos continuamente acolhidos pelo amor de Deus. Amém.

(Pe. Wanderley Ramos dos Santos - Paróquia São Benedito - Diocese de Catanduva-SP)

06/06/2026 - Sábado9ª Semana do Tempo ComumEvangelho (Mc 12,38-44)“Esta viúva pobre deu mais do que todos os outros.”Naq...
06/06/2026

06/06/2026 - Sábado
9ª Semana do Tempo Comum

Evangelho (Mc 12,38-44)
“Esta viúva pobre deu mais do que todos os outros.”

Naquele tempo, Jesus dizia, durante o seu ensinamento: “Tomai cuidado com os mestres da Lei! Eles gostam de andar com roupas vistosas, de ser cumprimentados nas praças públicas, de ocupar os primeiros lugares nas sinagogas e os lugares de honra nos banquetes. Eles devoram as casas das viúvas, fingindo fazer longas orações. Por isso, eles receberão condenação mais severa”.

Jesus estava sentado diante do cofre das esmolas e observava como a multidão depositava suas ofertas. Muitos ricos davam grandes quantias. Chegou então uma viúva pobre e colocou duas pequenas moedas, que valiam muito pouco.

Chamando os discípulos, Jesus disse: “Em verdade vos digo: esta viúva pobre colocou mais do que todos os outros que depositaram esmolas no tesouro. Todos deram do que lhes sobrava; ela, porém, na sua pobreza, ofereceu tudo o que possuía para viver”.

Reflexão:

Irmãos e irmãs, o Evangelho de hoje nos apresenta duas atitudes completamente opostas. De um lado, estão os mestres da Lei, preocupados com a aparência, o prestígio e o reconhecimento público. De outro, encontramos uma viúva pobre, simples e desconhecida, que oferece silenciosamente tudo o que possui.

Jesus começa alertando os discípulos sobre o perigo da religiosidade de aparência. Os mestres da Lei gostavam dos primeiros lugares, das homenagens e dos elogios. A preocupação deles não era servir a Deus, mas alimentar a própria vaidade.

Essa Palavra continua muito atual. Também hoje existe o risco de transformar a fé em aparência, buscando reconhecimento humano em vez de agradar a Deus.

É possível rezar, participar da Igreja e realizar muitas atividades religiosas, mas manter o coração distante do Senhor. Deus não se impressiona com aquilo que mostramos aos outros; Ele vê aquilo que existe dentro de nós.

Depois, Jesus dirige o olhar para uma viúva pobre. Enquanto os ricos depositavam grandes quantias, ela oferece apenas duas pequenas moedas. Aos olhos humanos, aquilo parecia insignificante. Mas aos olhos de Deus, era uma oferta imensa.

Por quê? Porque ela não deu do que sobrava. Deu do que lhe fazia falta. Entregou-se com confiança total nas mãos de Deus.

Jesus não avalia o valor material da oferta, mas a generosidade do coração. Para Deus, vale mais uma pequena ação realizada com amor sincero do que grandes obras feitas por vaidade ou interesse.

A viúva torna-se um exemplo de fé e abandono. Ela ensina que a verdadeira riqueza não está naquilo que possuímos, mas na capacidade de confiar em Deus.

Quantas vezes calculamos tudo, guardamos tudo para nós e temos dificuldade de nos entregar? A viúva nos mostra um caminho diferente: o caminho da confiança.

Além disso, a oferta da viúva não se limita ao dinheiro. Ela simboliza toda a vida cristã. Deus não deseja apenas algumas sobras do nosso tempo ou do nosso coração. Ele deseja que nos ofereçamos inteiramente a Ele.

Oferecemos nossa vida quando:
— perdoamos sinceramente,
— servimos sem esperar recompensa,
— ajudamos alguém discretamente,
— permanecemos fiéis mesmo nas dificuldades,
— colocamos Deus acima dos interesses pessoais.

O Evangelho nos ensina que Deus vê aquilo que muitas vezes ninguém vê. O mundo valoriza a aparência, mas Deus valoriza a sinceridade.

Talvez ninguém tenha percebido aquela viúva no meio da multidão. Mas Jesus a viu. E continua vendo também os pequenos gestos de amor, generosidade e fidelidade que realizamos diariamente.

Diante desta Palavra, perguntemo-nos:

— Tenho buscado agradar a Deus ou apenas a opinião das pessoas?
— Minha generosidade nasce do amor ou apenas do que me sobra?
— Tenho confiado verdadeiramente em Deus nas necessidades da minha vida?

Que o Senhor nos conceda a graça de possuir um coração simples, generoso e confiante, capaz de se entregar totalmente ao seu amor. Amém.

(Pe. Wanderley Ramos dos Santos - Paróquia São Benedito - Diocese de Catanduva-SP)

05/06/2026 - Sexta-feira9ª Semana do Tempo Comum🙏🏾 Evangelho (Mc 12,35-37) 🙏🏾“Como o Messias pode ser filho de Davi?”Naq...
05/06/2026

05/06/2026 - Sexta-feira
9ª Semana do Tempo Comum

🙏🏾 Evangelho (Mc 12,35-37) 🙏🏾
“Como o Messias pode ser filho de Davi?”

Naquele tempo, Jesus ensinava no Templo, dizendo:

“Como é que os mestres da Lei dizem que o Messias é filho de Davi? O próprio Davi, movido pelo Espírito Santo, disse:

‘O Senhor disse ao meu Senhor:
Senta-te à minha direita,
até que eu ponha teus inimigos
debaixo de teus pés’.

Portanto, o próprio Davi o chama Senhor. Como então ele pode ser seu filho?”

E uma grande multidão o escutava com prazer.

Reflexão:

Irmãos e irmãs, o Evangelho de hoje pode parecer breve e até difícil à primeira vista, mas contém uma das revelações mais profundas sobre a identidade de Jesus.

Os mestres da Lei ensinavam corretamente que o Messias viria da descendência de Davi. Essa promessa estava presente em diversas passagens do Antigo Testamento. Entretanto, Jesus conduz seus ouvintes a uma compreensão mais profunda.

Ele recorda o Salmo 110, onde o próprio Davi chama o Messias de “Senhor”. A pergunta de Jesus é simples, mas poderosa: se o Messias é apenas descendente de Davi, por que Davi o chama de Senhor?

Com isso, Jesus revela que Ele não é apenas um grande líder humano, um profeta ou um rei terreno. Ele é muito mais. É o Filho de Deus feito homem.

Aquele que nasceu em Belém é também o Verbo eterno do Pai. Aquele que caminhou pelas estradas da Galileia é o Senhor da história. Aquele que sofreu na cruz é o mesmo que reina glorioso para sempre.

Muitas pessoas, ainda hoje, admiram Jesus como um sábio, um mestre de moral ou um exemplo de bondade. Tudo isso é verdade, mas é insuficiente. O cristianismo não nasce apenas da admiração por Jesus; nasce da fé de que Ele é o Senhor.

Reconhecer Jesus como Senhor significa permitir que Ele ocupe o centro da nossa vida.

É fácil chamar Jesus de Senhor com os lábios. Mais difícil é permitir que Ele seja realmente Senhor das nossas escolhas, dos nossos relacionamentos, das nossas decisões e dos nossos projetos.

Muitas vezes queremos que Deus abençoe nossos planos, mas resistimos quando Ele deseja conduzir nossos caminhos. Queremos um Salvador, mas nem sempre aceitamos um Senhor.

O Evangelho nos convida a dar um passo além de uma fé superficial. Jesus não deseja apenas ser admirado; deseja ser acolhido e seguido.

Outro detalhe bonito é que o texto termina dizendo que “a grande multidão o escutava com prazer”. As palavras de Jesus atraíam porque revelavam a verdade e tocavam profundamente o coração das pessoas.

Também hoje o mundo tem sede de verdade. Em meio a tantas vozes, opiniões e ideologias, continua ecoando a voz de Cristo, capaz de iluminar o coração humano.

A grande pergunta deste Evangelho é: quem é Jesus para mim?

Apenas uma referência religiosa? Um costume herdado? Ou verdadeiramente o Senhor da minha vida?

Diante desta Palavra, perguntemo-nos:

— Tenho reconhecido Jesus como verdadeiro Senhor da minha vida?
— Minha fé vai além da admiração e se transforma em seguimento concreto?
— Tenho permitido que Cristo conduza minhas decisões e escolhas?

Que o Senhor nos conceda a graça de reconhecê-Lo não apenas como Mestre, mas como Senhor e Salvador, colocando toda a nossa vida sob a luz do seu amor e da sua vontade. Amém.

(Pe. Wanderley Ramos dos Santos - Paróquia São Benedito - Diocese de Catanduva-SP)

03/06/2026 - Quarta-feira9ª Semana do Tempo Comum🙏🏾 Evangelho (Mc 12,18-27) 🙏🏾“Ele não é Deus dos mortos, mas dos vivos....
03/06/2026

03/06/2026 - Quarta-feira
9ª Semana do Tempo Comum

🙏🏾 Evangelho (Mc 12,18-27) 🙏🏾
“Ele não é Deus dos mortos, mas dos vivos.”

Naquele tempo, vieram ter com Jesus alguns saduceus, os quais afirmam que não existe ressurreição. E lhe propuseram este caso: “Mestre, Moisés deu-nos esta prescrição: ‘Se morrer o irmão de alguém, deixando a esposa sem filhos, o outro irmão deve casar-se com a viúva, a fim de garantir descendência para o irmão falecido’. Ora, havia sete irmãos. O primeiro casou-se e morreu sem deixar descendência. O segundo casou-se com a viúva e morreu sem deixar descendência. E a mesma coisa aconteceu com o terceiro. E nenhum dos sete deixou descendência. Por último, morreu também a mulher. Na ressurreição, quando eles ressuscitarem, de qual deles ela será esposa? Porque os sete se casaram com ela”.

Jesus respondeu: “Acaso não estais enganados, porque não conheceis as Escrituras nem o poder de Deus? Quando os mortos ressuscitarem, os homens e as mulheres não se casarão, pois serão como os anjos do céu. Quanto ao fato da ressurreição dos mortos, não lestes no livro de Moisés, na passagem da sarça ardente, como Deus lhe falou: ‘Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó’? Ora, ele não é Deus dos mortos, mas dos vivos! Vós estais muito enganados”.

Reflexão:

Irmãos e irmãs, o Evangelho de hoje nos apresenta os saduceus tentando colocar Jesus em dificuldade com uma pergunta sobre a ressurreição. Eles não buscavam sinceramente a verdade, mas desejavam ridicularizar a fé na vida eterna.

Por trás daquela pergunta complicada, existia um coração fechado ao poder de Deus. Jesus então responde mostrando que o problema deles não era falta de inteligência, mas falta de abertura espiritual: “Vós estais enganados, porque não conheceis as Escrituras nem o poder de Deus”.

Essa Palavra também nos faz refletir muito hoje. Vivemos num tempo em que muitos conhecem informações religiosas, opiniões e discussões, mas possuem pouca experiência verdadeira de Deus.

A fé cristã não é apenas teoria ou tradição cultural. Ela nasce do encontro vivo com o Senhor.

Jesus revela que a vida eterna não é simples continuação da vida terrena. A ressurreição inaugura uma realidade nova, plena e definitiva na presença de Deus.

Muitas vezes pensamos apenas nas coisas deste mundo:
— preocupações materiais,
— disputas,
— aparência,
— poder,
— ou sucesso passageiro.

Mas o Evangelho recorda que fomos criados para algo muito maior: a eternidade com Deus.

Cristo afirma: “Ele não é Deus dos mortos, mas dos vivos”. Isso significa que a vida não termina no túmulo. A morte não possui a última palavra.

Essa esperança transforma profundamente a vida cristã. Quem acredita na ressurreição aprende a enfrentar as dificuldades com mais confiança, porque sabe que Deus conduz a história para além desta vida passageira.

Ao mesmo tempo, a fé na vida eterna não nos afasta das responsabilidades deste mundo. Pelo contrário, nos ajuda a viver com mais sentido, amor e esperança.

Outro ponto importante é que Jesus corrige uma visão limitada de Deus. Os saduceus tentavam aprisionar o mistério divino dentro da lógica puramente humana.

Também hoje existe o risco de reduzirmos Deus aos nossos esquemas, interesses e compreensões limitadas. Porém, o Senhor é sempre maior do que conseguimos entender plenamente.

A fé exige humildade diante do mistério de Deus.

Este Evangelho nos convida a renovar nossa esperança na vida eterna e nossa confiança no poder de Deus.

Diante desta Palavra, perguntemo-nos:

— Tenho vivido apenas preocupado com as coisas passageiras deste mundo?
— Minha fé alimenta em mim a esperança da vida eterna?
— Tenho permitido que Deus amplie minha visão e minha confiança nele?

Que o Senhor nos conceda a graça de viver com os olhos voltados para a eternidade, permanecendo firmes na esperança e confiando sempre no poder e no amor de Deus. Amém.

(Pe. Wanderley Ramos dos Santos - Paróquia São Benedito - Diocese de Catanduva-SP)

02/06/2026 - Terça-feira9ª Semana do Tempo Comum🙏🏾 Evangelho (Mc 12,13-17) 🙏🏾“Dai a César o que é de César e a Deus o qu...
02/06/2026

02/06/2026 - Terça-feira
9ª Semana do Tempo Comum

🙏🏾 Evangelho (Mc 12,13-17) 🙏🏾
“Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.”

Naquele tempo, as autoridades enviaram alguns fariseus e partidários de Herodes para apanhar Jesus em alguma palavra. Aproximaram-se dele e disseram: “Mestre, sabemos que és verdadeiro e não fazes acepção de pessoas, porque não olhas a condição dos homens, mas ensinas o caminho de Deus conforme a verdade. É lícito ou não pagar imposto a César? Devemos pagar ou não?”

Jesus percebeu a hipocrisia deles e disse: “Por que me tentais? Trazei-me uma moeda para que eu a veja”. Eles levaram a moeda. Jesus perguntou: “De quem é esta figura e esta inscrição?” Eles responderam: “De César”. Então Jesus disse: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. E eles ficaram admirados com Jesus.

Reflexão:

Irmãos e irmãs, o Evangelho de hoje apresenta mais uma tentativa de armar uma cilada contra Jesus. Os fariseus e partidários de Herodes aproximam-se aparentemente com respeito, mas o coração deles estava cheio de intenções ocultas.

A pergunta sobre o imposto era uma armadilha. Se Jesus dissesse para não pagar, poderia ser acusado diante das autoridades romanas. Se dissesse para pagar, perderia apoio de parte do povo que sofria sob a dominação romana.

Mas Jesus, conhecendo a hipocrisia deles, responde com uma sabedoria extraordinária: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”.

Com isso, Cristo ensina algo profundamente importante: o ser humano possui responsabilidades no mundo, mas pertence прежде de tudo a Deus.

A moeda trazia a imagem de César. Por isso Jesus afirma que ela podia ser devolvida ao imperador. Porém, o ser humano traz em si a imagem de Deus. Nossa vida pertence ao Senhor.

Muitas vezes o mundo tenta ocupar o lugar de Deus em nosso coração:
— o dinheiro,
— o poder,
— a aparência,
— o orgulho,
— o sucesso,
— ou os interesses pessoais.

Quando isso acontece, corremos o risco de entregar ao mundo aquilo que pertence somente a Deus: nossa consciência, nossa fé e nosso coração.

Jesus não separa fé e vida. O cristão deve viver suas responsabilidades humanas com honestidade, justiça e consciência reta. Mas nenhuma realidade terrena pode ocupar o centro absoluto da existência.

Outro ponto muito forte deste Evangelho é a hipocrisia dos adversários de Jesus. Eles usam palavras bonitas, mas não possuem sinceridade interior.

Também hoje existe o risco de uma fé apenas aparente:
— muita fala religiosa,
— muita aparência exterior,
— mas pouco amor verdadeiro e pouca conversão interior.

Jesus sempre olha o coração. Deus não se deixa enganar pelas aparências.

O Evangelho nos recorda que devemos viver no mundo sem deixar que o mundo domine nosso interior. Somos cidadãos da terra, mas também cidadãos do Reino de Deus.

Por isso o discípulo é chamado a viver:
— honestidade,
— responsabilidade,
— justiça,
— verdade,
— e fidelidade ao Evangelho.

Tudo aquilo que fazemos deve refletir a presença de Deus em nossa vida.

Este Evangelho nos convida a refletir profundamente: quem realmente governa nosso coração? Deus ou os valores passageiros deste mundo?

Diante desta Palavra, perguntemo-nos:

— Tenho colocado Deus verdadeiramente no centro da minha vida?
— Minha fé é sincera ou apenas aparência exterior?
— Tenho vivido minhas responsabilidades humanas com honestidade e justiça?

Que o Senhor nos conceda a graça de viver neste mundo com fidelidade, consciência reta e coração totalmente entregue a Deus. Amém.

(Pe. Wanderley Ramos dos Santos - Paróquia São Benedito - Diocese de Catanduva-SP)

Endereço

Maria De Oliveira Soares
Pindorama, SP
15.830252

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