02/03/2025
Palavra Episcopal | Março 2025
“ E percorria Jesus todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas deles, e pregando o evangelho do reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo. E, vendo as multidões, teve grande compaixão delas, porque andavam cansadas e desgarradas, como ovelhas que não têm pastor”. Mt 9: 35-36
Quando Jesus olhou para a multidão que o seguia, percebeu que estavam aflitos e exaustos; esse quadro lhe despertou um olhar de grande misericórdia. As curas já haviam acontecido, mas Ele via uma fadiga de alma. A comparação foi imediata: eram como “ovelhas que não tem pastor”.
Wesley comenta sobre este texto: “conquanto tivessem muitos mestres: havia escribas em todas as cidades. Mas eles não tinham ninguém para cuidar de suas almas, e ninguém que fosse capaz, ainda que quisesse fazê-lo, de conceder-lhes libertação. Eles não tinham nenhum pastor conforme o coração de Deus”. Penso que foi esse discernimento que levou Jesus a pedir aos discípulos que orassem pedindo ao Senhor da seara que mande trabalhadores.
Quem cuida de ovelhas no campo sabe da fragilidade desses animais. Um relato que li sobre o pastoreio no país de Gales nos ajuda a entender essa situação: “Minha mãe, uma fazendeira das montanhas muito habilidosa ainda se surpreende com a variedade de motivos que levam uma ovelha à morte. Até as mais resistentes são suscetíveis à raiva, doença do rim, tirania do pastor, pneumonia, câncer, hipotermia, parasitas no verão, sarna, moscas... raposas, gaviões e cães podem matá-las... Ficam presas em cercas, em árvores, folhagens... caem em ribanceiras... comem muitas folhas caídas, rolam de costas e explodem como balões... passam fome...congelam, ficam deprimidas e etc.”
Seja qual for a doença, os pastores precisam ficar perto das ovelhas. Jesus sinalizou isso na passagem bíblica de Mateus.
Além da presença e cuidado do pastor, a Bíblia nos informa sobre um remédio muito usado na época de Jesus e em tempos anteriores: o azeite de oliva. O próprio rei Davi pede: “unge minha cabeça com óleo”.