Comunidade Santa Faustina - Paróquia São Jose do Itamarati

Comunidade Santa Faustina - Paróquia São Jose do Itamarati José Maria Pereira
VIGÁRIO PAROQUIAL: Pe.

Página criada com o intuito de levar até os cristãos, os conhecimentos religiosos e notícias da Comunidade Santa Faustina, da nossa Paróquia, nossa Diocese e nossa igreja
Pertence a Paroquia São José do Itamarati - Diocese de Petrópolis/RJ
Dia da Padroeira: 05 de outubro
PÁROCO: Mons. Ian Lemos
DIÁCONO PERMANENTE: Francisco Carlos de Assis Borchio
SANTA MISSA: 1º Domingo do mês - 17:00h
TERÇO: Quartas-feiras - 19h30

É com extremo pesar que informamos o falecimento de Nilcéia Honorato da Silva
20/06/2024

É com extremo pesar que informamos o falecimento de
Nilcéia Honorato da Silva

É com extremo pesar que informamos o falecimento de Nilcéia Honorato da Silva Informações sobre o velório e sepultamento...
19/06/2024

É com extremo pesar que informamos o falecimento de
Nilcéia Honorato da Silva
Informações sobre o velório e sepultamento serão repassadas assim que as tivermos
Rogamos ao pai celestial que conforte os familiares e amigos!!!!!

06/10/2023

DOM GREGÓRIO PAIXÃO DOA SANGUE E CONVIDA TODAS AS PESSOAS A FAZEREM A DOAÇÃO
Com objetivo de chamar atenção para o baixo estoque de sangue em Petrópolis, que está preocupando os coordenadores do Banco de Sangue Santa Teresa. Dom Gregório Paixão, OSB, bispo da Diocese de Petrópolis, fez a doação de sangue na quinta-feira, dia 5 de outubro, abrindo mais uma edição da campanha Católico Sangue Bom, convocando os católicos e todas as pessoas a fazerem um gesto de amor, doando sangue.
O bispo diocesano ressalta que uma doação de sangue pode salvar até quatro vidas e lembra que “Jesus Cristo nos doou sua vida e seu sangue para nossa salvação, nós precisamos também fazer o mesmo”. Ainda segundo o bispo, a doação não dói, todo material usado é descartável “e quem doa, salva vidas com um pequeno gesto de caridade”.
A campanha é uma parceria da Diocese de Petrópolis com o Banco de Sangue Santa Teresa, localizado na Rua Paulo Hervê, número 1130, no Bingen, em Petrópolis e a doação pode ser feita em Petrópolis, das 7h às 18h, de segunda a domingo, inclusive no feriado.
Mas, se você mora em outro município que faz parte da Diocese, procure o banco de sangue da sua cidade ou se informe como pode fazer a sua doação.

26/08/2023

A MÚSICA ÍNDIOS DE RENATO RUSSO E A CONQUISTA DO NOVO MUNDO

ESTRATÉGIAS DE ENSINO-APRENDIZAGEM

Quem me dera, ao menos uma vez, ter de volta todo o ouro que entreguei a quem conseguiu me convencer que era prova de amizade se alguém levasse embora até o que eu não tinha.

Quem me dera, ao menos uma vez, esquecer que acreditei que era por brincadeira que se cortava sempre um pano-de-chão, de linho nobre e pura seda.

Quem me dera, ao menos uma vez, explicar o que ninguém consegue entender: que o que aconteceu ainda está por vir e o futuro não é mais como era antigamente.

Quem me dera, ao menos uma vez, provar que quem tem mais do que precisa ter quase sempre se convence que não tem o bastante e fala demais por não ter nada a dizer.

Quem me dera, ao menos uma vez, que o mais simples fosse visto como o mais importante... Mas nos deram espelhos e vimos um mundo doente.

Quem me dera, ao menos uma vez, entender como um só Deus ao mesmo tempo é três e esse mesmo Deus foi morto por vocês – é só maldade, então, deixar um Deus tão triste.

Eu quis o perigo e até sangrei sozinho. Entenda – assim pude trazer você de volta pra mim, quando descobri que é sempre só você que me entende do início ao fim.

E é só você que tem a cura para o meu vício de insistir nessa saudade que eu sinto de tudo que eu ainda não vi.

Quem me dera, ao menos uma vez, acreditar por um instante em tudo que existe e acreditar que o mundo é perfeito e que todas as pessoas são felizes.

Quem me dera, ao menos uma vez, fazer com que o mundo saiba que seu nome está em tudo e mesmo assim ninguém lhe diz ao menos obrigado.

Quem me dera, ao menos uma vez, como a mais bela tribo, dos mais belos índios, não ser atacado por ser inocente.

Eu quis o perigo e até sangrei sozinho. Entenda – assim pude trazer você de volta pra mim, quando descobri que é sempre só você que me entende do início ao fim.

E é só você que tem a cura para o meu vício de insistir nessa saudade que eu sinto de tudo que eu ainda não vi.
Nos deram espelhos e vimos um mundo doente... tentei chorar e não consegui.

Professor,

Trabalhe a canção no formato musical e distribua a letra da música para cada aluno. Ele escutará a canção, acompanhando com a letra, o que evitará sua dispersão.
Lembre-se de dizer aos alunos que a música pode ser uma forma de denúncia social.
Explique qual é o objetivo de trabalhar essa canção e em qual contexto histórico ela poderá ser inserida. O título da música já seria uma resposta. A letra da música Índios, composta por Renato Russo, aborda os temas da conquista do Novo Mundo e o processo de dominação dos nativos que viviam na América portuguesa e hispânica.
Ajude-os a interpretar a música, mostrando a riqueza da composição e dos recursos estilísticos do autor.
Peça ao seu aluno que grife as partes da música que ele acredita fazer referência ao tema “Conquista do Novo Mundo”.
A letra da música Índios possibilitará várias abordagens para o tema da conquista do Novo Mundo, veja:

• Os conquistadores chegaram e usaram a amizade como estratégia de dominação. Os nativos foram receptivos, a princípio, pois tudo era novo para eles. Os conquistadores se aproveitaram disso e exploraram de forma intensa toda a riqueza mineral que esses nativos possuíam. Faziam trocas por objetos que não tinha nenhum valor.

• Depois da chegada dos conquistadores, o mundo desses nativos jamais foi o mesmo. As transformações ocorridas com a chegada dos europeus não beneficiaram os povos conquistados; ao contrário, os dilaceraram. Os europeus trouxeram várias novidades como o espelho, o cavalo, armas de fogo, o aço, mas trouxeram também doenças às quais o índio não tinha nenhuma resistência.

• A catequização dos nativos com a imposição do catolicismo e a resistência à dominação europeia. Os nativos não foram passivos, foram enganados até certo ponto. A violência física foi exercida de forma brutal tanto quanto a violência simbólica.

• Os nativos que aqui já viviam eram os verdadeiros donos dessas terras, mas não foram respeitados e vistos como semelhantes pelos europeus em nenhuma situação. Para os europeus eles eram selvagens, bárbaros, por isso cabia aos brancos civilizá-los, ou melhor, domesticá-los.

• A atual situação do índio nas Américas.

26/08/2023

TRAGÉDIAS DE ANTIGAMENTE...

1. Quando as fichas acabavam no meio da ligação feita do orelhão.

2. A agulha riscava o LP bem na melhor música.

3. Você datilografava errado a última palavra da página.

4. E não tinha fita corretiva de máquina de escrever pra consertar.

5. A fita do Atari não funcionava nem depois de você assoprar.

6. O locutor falava as horas ou soltava uma vinheta BEM NO MEIO DA MÚSICA que você tinha passado horas esperando pra gravar na fita K7.

7. E depois o toca-fitas mastigava a fita K7.

8. O locutor não falava o nome da música quando ela terminava.

9. E você ficava anos sem saber quem cantava ou como chamava aquela música que você tinha amado.

10. Alguém fumava dentro do ônibus.

11. Você tinha que pagar multa por devolver a fita de vídeo VHS pra locadora sem rebobinar.

12. O Ki-suco vazava da garrafinha da sua lancheira.

13. E molhava as bisnaguinhas com patê.

14. Você tirava as letras das músicas em inglês tudo errado.

15. E depois descobria, no folheto da Fisk, que estava tudo errado mesmo.

16. Mas já era tarde, pois você já tinha decorado errado (e canta errado até hoje).

17. Você arranhava com todo cuidado, mas quando levantava o papel via que o bichinho do decalque do Ploc tinha saído sem uma perninha.

18. A televisão resolvia sair do ar no dia do último capítulo da novela.

19. E seu pai tinha que subir no telhado pra mexer na antena.

20. E ele gritava lá de cima “melhorou?”

21. E você, embaixo, avisava: “melhorou o 5, o 7 e o 9. Piorou o 4, o 11 e o 13”.

22. E nunca todos os canais ficavam bons ao mesmo tempo.

23. Chegar à padaria e lembrar que você tinha esquecido o “casco” do refrigerante.

24. Você descobria que todas as 36 fotos do seu aniversário tinham ficado desfocadas.

25. Quando sobrava só o lápis branco da caixa de 36 cores.

26. A gente TB ganhava o segundo sorvete grátis com palito premiado kkkkk e até hoje ainda olhamos o palito na esperança de ainda haver essa promoção kkkkk

E nem faz tanto tempo assim (35 a 40 anos), mas nossos filhos nem têm ideia do que significa tudo isso.

10 de Agosto - Dia do DiáconoHomenagem aos Diáconos Permanentes da nossa Diocese
10/08/2023

10 de Agosto - Dia do Diácono
Homenagem aos Diáconos Permanentes da nossa Diocese

10 de Agosto - Dia do DiáconoHomenagem ao Diácono Permanente da nossa ParóquiaFrancisco BorchioDiacono Francisco Assis B...
10/08/2023

10 de Agosto - Dia do Diácono
Homenagem ao Diácono Permanente da nossa ParóquiaFrancisco Borchio
Diacono Francisco Assis Borchio

23/06/2023
Homilia do Mons. José Maria Pereira – X Domingo do Tempo Comum – Ano AAprender o que significa: “Quero misericórdia e nã...
11/06/2023

Homilia do Mons. José Maria Pereira – X Domingo do Tempo Comum – Ano A
Aprender o que significa: “Quero misericórdia e não sacrifício”
No Evangelho de hoje (Mt 9,9-13) ouvimos o evangelista Mateus, que descreve seu primeiro encontro com Jesus. Mateus se apresenta numa coletoria de impostos. Trata-se, portanto, de um publicano, uma pessoa a serviço dos romanos que os zelotas detestavam e os fariseus desprezavam. Antes de se despedir de sua profissão, Mateus oferece uma janta a Jesus. E aproveita para convidar os amigos. Quer apresentar aos colegas o Mestre que mudou sua vida. Sua casa assim se enche de cobradores de impostos, que o próprio Jesus sabia que eram “pecadores”.
Esse texto do Evangelho mostra – nos como o Senhor está mais perto dos que mais precisam dele. Ele veio curar, perdoar, salvar, não apenas conservar os sãos. Ele é o Médico divino que cura antes de mais nada as doenças da alma. “Aqueles que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes” (Mt 9, 12), diz aos que O criticam por comer com publicanos e pecadores.
Quando os assuntos da nossa alma não andam, quando perdemos a saúde – e nunca estamos inteiramente bons --, Jesus dispõe – se a ajudar – nos mais. Não se afasta de nós, não dá ninguém por perdido, nem sequer diante de um defeito, de um aspecto em que podemos e devemos melhorar, porque nos chama à santidade e tem preparadas as graças de que precisamos. A vontade salvadora de Cristo para cada um dos seus discípulos, para nós, é a garantia de alcançarmos o que Ele mesmo nos pede.
O Senhor diz-nos a cada um: “ quero misericórdia e não sacrifício” (Mt 9, 13), e se alguma vez permite que sejamos atingidos pela dor e pelo sofrimento, é porque convém, é porque há uma razão mais alta – que às vezes não compreendemos --, que redundará em benefício de nós mesmos, da família, dos amigos, de toda a Igreja; é porque quer para nós um bem superior, como a mãe permite que o filho passe por uma operação dolorosa para recuperar plenamente a saúde. São momentos para crermos com fé firme, para avivarmos a esperança, pois só esta virtude nos ensinará a encarar como um tesouro aquilo que humanamente se apresenta como um fracasso ou uma desgraça. São momentos para nos aproximarmos do Sacrário e dizermos devagar ao Senhor que queremos tudo o que Ele queira. “Este é o nosso grande engano – escreve Santa Teresa --, não nos abandonarmos inteiramente ao que o Senhor faz, porque Ele sabe melhor o que nos convém”. É o momento de entendermos a palavra de São Paulo: “Sabemos que tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu desígnio”(Rm 8, 28).
“Jesus, o que Tu “quiseres”..., eu o amo” (Caminho, 773).
Recorda – nos São Paulo que Abraão, apoiado na esperança, creu contra toda a esperança que chegaria a ser pai de muitas nações, segundo lhe havia sido prometido (cf. Rm 4, 18 – 25). E comenta São João Paulo ll: “Direis ainda: “Como pode isso acontecer?” Acontece porque se prende com três verdades: Deus é onipotente, Deus tem por mim um amor imenso, Deus é fiel às suas promessas. E é Ele, o Deus das misericórdias, quem acende em mim a confiança; portanto, eu não me sinto nem só, nem inútil, nem abandonado, mas implicado num destino de salvação que desembocará um dia no Paraíso”.
Como é que o Senhor nos há de deixar sós diante dos obstáculos que possam surgir para vivermos de acordo com a chamada que nos dirigiu? Ele estende – nos a sua mão de muitas formas: normalmente, na oração diária, nos momentos em que cumprimos fielmente o nosso plano de vida espiritual, nos Sacramentos e, particularmente, através dos conselhos que recebemos na direção espiritual. A esperança de sermos santos depende de que aceitemos essa mão amorosa que Ele nos estende diariamente. É uma virtude que não se baseia no nosso valor, nas nossas condições pessoais ou na ausência de dificuldades, mas no querer de Deus, na sua vontade de que alcancemos a meta.
“Mesmo que eu ande por entre as sombras da morte, não terei temor algum. Nem as minhas misérias nem as tentações do inimigo hão de preocupar-me, porque o Senhor está comigo” (Forja, 194).
Disse Jesus: “Aprendei, pois, o que significa: ‘Quero misericórdia e não sacrifício’. De fato, eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores” (Mt 9,13).
O Antigo Testamento só conhecia um tipo de sacrifício: aquele dos animais, ou dos frutos da terra: o holocausto e a oblação. Já os profetas tinham se manifestado contra a ideia de sacrifício: “ Porventura comerei carne de touros? Beberei, acaso, o sangue dos carneiros?” (Sl 49). Veio, enfim, Jesus, que virou completamente a situação. Aboliu o sacrifício de touros e cordeiros e aprovou o sacrifício de si mesmo. Assim, aboliu o antigo regime e estabeleceu uma nova economia. “E então declarou: “Eis que vim para fazer a tua vontade. Com isso, ele suprime o primeiro sacrifício, para estabelecer o segundo” (Hb 10, 9).
Jesus iniciou um novo tipo de sacrifício, aquele que consiste em sacrificar, no altar da vontade de Deus, o próprio corpo, isto é, a nós mesmos. Ele deu o exemplo: ao cordeiro pascal, tirado do rebanho, Jesus substituiu a si mesmo, como verdadeiro Cordeiro de Deus. A salvação da humanidade brotou deste novo sacrifício. “É em virtude desta vontade de Deus que somos santificados pela oferenda do corpo de Jesus Cristo, realizada uma vez por todas” (Hb 10, 10).
Há várias faces para abordar o tema do sacrifício: Jesus ofereceu um sacrifício uma vez por todas (cf. Hb 10,12): na Missa nós atualizamos aquele único sacrifício. Mas falta nosso sacrifício. Falta cumprir o que falta à paixão de Cristo (cf. Cl 1,24). Esse sacrifício Jesus não o aboliu, pelo contrário, ele disse que sem esta nossa participação não se entra no Reino: “Quem não renega a si mesmo...” (cf. Lc 9, 23). A verdade é, se não negarmos ao corpo certas exigências insaciáveis, não ficamos espirituais, mas sim carnais.
Mas, não somente o corpo. Se o sacrifício por excelência é fazer a vontade de Deus, é sobre o sacrifício interior que se deve insistir, o sacrifício do Eu, do orgulho. É, sobretudo, dentro de nós que devemos procurar a vítima do sacrifício. O sacrifício perfeito é aquele que começa com a conversão do coração: “Sacrifício para Deus é um espírito contrito; um coração contrito e humilhado, ó Deus, tu não desprezas” (51 (50), 19).
Esse sacrifício assim concebido não se opõe ao amor e à misericórdia, mas prepara o caminho para o amor e a misericórdia. Somente quem sabe dizer algum não a si mesmo pode ajudar os irmãos a perdoar, a compreender, enfim, a usar de misericórdia para com os outros. Somente quem conseguiu saber resistir a si mesmo, culpar-se alguma vez, dizer algum “não”, geralmente é capaz de dar razão, de dizer “sim” ao irmão, de compreendê-lo, de perdoá-lo, de usar, enfim, de misericórdia para com ele. O cristão nunca se sacrifica em abstrato, mas em favor de alguém, como Cristo, que se entregou ao sacrifício “por nós”. Os santos mais austeros consigo mesmos eram os mais amáveis e generosos para com os outros. São Francisco, para reprimir um movimento contrário à virtude em seu corpo, era capaz de rolar nu, na neve, em pleno inverno; mas era capaz também de se levantar à noite para comer, a fim de acompanhar um confrade que estava com fome e tinha vergonha de comer sozinho. Assim fez Jesus, antes de todos os santos: passou quarenta dias no deserto jejuando e, talvez, também depois contentou-se em comer o que lhe preparavam e quando preparavam. Mas foi almoçar na casa de Mateus para agradar a ele e a seus amigos e para mostrar sua misericórdia.
O sacrifício de Cristo e o nosso não podem caminhar paralelos, mas juntos.
Peçamos a intercessão da Virgem Maria para vivermos sempre na alegria da experiência cristã. Mãe Misericordiosa, Nossa Senhora suscite em nós sentimentos de abandono filial em Deus, que é misericórdia infinita; nos ajude a fazer nossa a oração que Santo Agostinho enuncia numa conhecida passagem de suas Confissões: “Tem piedade de mim, Senhor! Aqui estão, não escondo as minhas feridas: Tu és o Médico, eu o doente; Tu és o Misericordioso, eu o miserável... Cada esperança minha se coloca na tua grande misericórdia!” (X, 28.29; 39.40).
Mons. José Maria Pereira

Homilia de Mons. José Maria Pereira – Domingo de Ramos – Ano ADomingo de Ramos abre a Semana SantaSemana Santa: tempo pa...
02/04/2023

Homilia de Mons. José Maria Pereira – Domingo de Ramos – Ano A
Domingo de Ramos abre a Semana Santa
Semana Santa: tempo para revivermos os acontecimentos centrais da nossa fé. Tempo de grandes graças que o Senhor nos reserva. Porém, precisamos acompanhar Jesus nesse caminho de dor e de salvação, de Cruz e de Vitória, de morte e Ressurreição. Para acompanharmos Cristo na sua glória, no fim da Semana Santa, é preciso que penetremos antes no seu sacrifício. Com a celebração do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, a Igreja abre a Semana Santa.
Aproximemo-nos dos mistérios centrais da nossa fé. Com calma, recolhimento e sinceridade. É hora especial da graça de uma maior conversão, de nos encontrarmos com a misericórdia de Deus, que veio não para condenar, mas para salvar os que O aceitarem. Devemos trazer gravado no nosso coração Aquele que por nós morreu pregado na Cruz.
Ano após ano, o trecho evangélico do Domingo de Ramos (Mt 27, 11 – 54) narra-nos a entrada de Jesus em Jerusalém; o cortejo foi organizado rapidamente. Jesus faz a sua entrada em Jerusalém, como Messias, montado num burrinho, conforme havia sido profetizado muitos séculos antes (Zac 9,9). Jesus aceita a homenagem, e quando os fariseus, que também conheciam as profecias, tentaram sufocar aquelas manifestações de fé e alegria, o Senhor disse-lhes: “Eu vos digo, se eles se calarem, as pedras gritarão” (Lc 19, 40).
Assim, a nossa procissão de hoje quer ser imagem de algo mais profundo, imagem do fato que nos encaminhamos em peregrinação, juntamente com Jesus, pelo caminho alto que leva ao Deus vivo. É desta subida que se trata: tal é o caminho, a que Jesus nos convida. Mas, nesta subida, como podemos andar no mesmo passo que Ele? Porventura não ultrapassa as nossas forças? Sim, está acima das nossas próprias possibilidades. Desde sempre – e hoje ainda mais – os homens nutriram o desejo de “ser como Deus”; de alcançar, eles mesmos, a altura de Deus. Em todas as invenções do espírito humano, em última análise, procura-se conseguir asas para poder elevar-se à altura do Ser divino, para se tornar independentes, totalmente livres, como o é Deus. A humanidade pôde realizar tantas coisas: somos capazes de voar; podemos ver-nos uns aos outros, ouvir e falar entre nós dum extremo do mundo para o outro. E, todavia, a força de gravidade que nos puxa para baixo é poderosa. A par das nossas capacidades, não cresceu apenas o bem; cresceram também as possibilidades do mal, que se levantam como tempestades ameaçadoras sobre a História. E perduram também os nossos limites: basta pensar nas catástrofes, pandemia que, nestes meses, afligiram e continuam a afligir a humanidade.
Os Padres disseram que o homem está colocado no ponto de interseção de dois campos de gravidade. Temos, por um lado, a força de gravidade que puxa para baixo: para o egoísmo, para a mentira e para o mal; a gravidade que nos rebaixa e afasta da altura de Deus. Por outro lado, há a força de gravidade do amor de Deus: sabermo-nos amados por Deus e a resposta do nosso amor puxam-nos para o alto. O homem encontra-se no meio desta dupla força de gravidade, e tudo depende de conseguir livrar-se do campo de gravidade do mal e ficar livre para se deixar atrair totalmente pela força de gravidade de Deus, que nos torna verdadeiros, nos eleva, nos dá a verdadeira liberdade.
Nossa celebração inicia-se com o Hosana! E culmina no crucifica-o! Mas este não é um contrassenso; é, antes, o coração do mistério. O mistério que se quer proclamar é este: Jesus se entregou voluntariamente a sua Paixão; não se sentiu esmagado por forças maiores do que Ele (Ninguém me tira a vida, mas eu a dou livremente: Jo 10,18); foi Ele que, perscrutando a vontade do Pai, compreendeu que havia chegado a hora e a acolheu com a obediência livre do filho e com infinito amor para os homens: “… sabendo Jesus que tinha chegado a sua hora, hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (Jo 13,1).
Hoje Jesus quer também entrar triunfante na vida dos homens, sobre uma montaria humilde: quer que demos testemunho d’Ele com a simplicidade do nosso trabalho bem feito, com a nossa alegria, com a nossa serenidade, com a nossa sincera preocupação pelos outros. Quer fazer-se presente em nós através das circunstâncias do viver humano.
Naquele cortejo triunfal, quando Jesus vê a cidade de Jerusalém, chora! Jesus vê como Jerusalém se afunda no pecado, na ignorância e na cegueira. O Senhor vê como virão outros dias que já não serão como estes, um dia de alegria e de salvação, mas de desgraça e ruína. Poucos anos depois a cidade será arrasada. Jesus chora a impenitência de Jerusalém. Como são eloquentes estas lágrimas de Cristo.
O Concílio Vaticano II, GS, nº 22, diz: De certo modo, o próprio Filho de Deus se uniu a cada homem pela sua Encarnação. Trabalhou com mãos humanas, pensou com mente humana, amou com coração de homem. Nascido de Maria Virgem, fez-se verdadeiramente um de nós, igual a nós em tudo menos no pecado. Cordeiro inocente, mereceu-nos a vida derramando livremente o seu sangue, e n’Ele o próprio Deus nos reconciliou consigo e entre nós mesmos e nos arrancou da escravidão do demônio e do pecado, e assim cada um de nós pode dizer com o Apóstolo: “Ele me amou e se entregou por mim (Gal. 2, 20)”.
A história de cada homem é a história da contínua solicitude de Deus para com ele. Cada homem é objeto da predileção do Senhor. Jesus tentou tudo com Jerusalém, e a cidade não quis abrir as portas à misericórdia. É o profundo mistério da liberdade humana, que tem a triste possibilidade de rejeitar a graça divina.
Como é que estamos correspondendo às inúmeras instâncias do Espírito Santo para que sejamos santos no meio das nossas tarefas, no nosso ambiente? Quantas vezes em cada dia dizemos sim a Deus e não ao egoísmo à preguiça, a tudo o que significa falta de amor, mesmo em pormenores insignificantes?
A entrada triunfal de Jesus foi bastante efêmera para muitos. Os ramos verdes murcharam rapidamente. O hosana entusiástico transformou-se, cinco dias mais tarde, num grito furioso: Crucifica-o! Por que foi tão brusca a mudança, por que tanta inconsistência?
São Bernardo comenta: “Como eram diferentes umas vozes e outras! Fora, fora, crucifica-o e bendito o que vem em nome do Senhor, Hosana nas alturas! Como são diferentes as vozes que agora o aclamam Rei de Israel e dentro de poucos dias dirão: Não temos outro rei além de César! Como são diferentes os ramos verdes e a Cruz, as flores e os espinhos! Àquele a quem antes estendiam as próprias vestes, dali a pouco o despojam das suas e lançam a sorte sobres elas.”
A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém pede-nos coerência e perseverança, aprofundamento da nossa fidelidade, para que os nossos propósitos não sejam luz que brilha momentaneamente e logo se apaga. Muito dentro do nosso coração, há profundos contrastes: somos capazes do melhor e do pior. Se queremos ter em nós a vida divina, triunfar com Cristo, temos de ser constantes e matar pela penitência o que nos afasta de Deus e nos impede de acompanhar o Senhor até a Cruz.
A Igreja nos lembra que a entrada triunfal vai perpassar todos os passos da Paixão de Cristo. Terminada a procissão mergulha-se no mistério da Paixão de Jesus Cristo: Em Is 50 4-7 descreve o Servo sofredor, na esperança da vitória final. Vemos nele a própria pessoa de Jesus Cristo. Em Fl 2,6-11 temos a chave principal de todo o mistério deste Domingo de Ramos: Jesus humilhou-se e por isso Deus o exaltou!
No texto de (Mt 27, 11 – 54), somos chamados a contemplar a PAIXÃO e a MORTE de Jesus. Que durante a Semana Santa possamos tirar muitos frutos da meditação da Paixão de Cristo. Que em primeiro lugar tenhamos aversão ao pecado; possamos avivar o nosso amor e afastar a tibieza!
Judas, Pedro, os discípulos negaram o Mestre! Porém, o Senhor não desiste de nós! Em tudo Deus é mais forte! Deus nos convida a nos unir a Ele neste caminho rumo a Jerusalém, ainda que parte nossa contenha um pouco de Judas, um pouco de Pedro e muito das sonolências dos discípulos. Cristo nos leva assim mesmo a Jerusalém, na certeza de que Ele é fiel, constante e “não dorme nem cochila”.
Estejamos dispostos a seguir com o Senhor a Jerusalém e morrer cada dia com Ele para que seu amor seja tudo em todos!
Toda nossa vida é, em certo sentido, uma “semana santa” se a vivemos com coragem e fé, na espera do “oitavo dia” que é o grande Domingo do repouso e da glória eterna.
Neste tempo, Jesus nos repete o convite que dirigiu a seus discípulos no Horto das Oliveiras: “Ficai aqui e vigiai comigo” (Mt 26,38).
Aproveitemos esta Semana Santa para meditarmos nos exemplos preciosos deixados por Jesus e levemos seus vários ensinamentos para a nossa vida.
Maria também está em Jerusalém, perto do seu Filho, para celebrar a Páscoa: a última Páscoa judaica e a primeira Páscoa em que o seu Filho é o Sacerdote e a Vítima. Não nos separemos dEla. Nossa Senhora ensinar-nos-á a ser constantes, a lutar até o pormenor, a crescer continuamente no amor por Jesus. Permaneçamos a seu lado para contemplar com Ela a Paixão, a Morte e a Ressurreição do seu Filho. Não encontraremos lugar mais privilegiado!
Mons. José Maria Pereira

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Rua Brigadeiro Castrioto, 2353/Esperança
Petrópolis, RJ
25615142

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