Nossa Senhora das Graças - NSG

Nossa Senhora das Graças - NSG Nossa Senhora das Graças – Cimbres, Pesqueira-PE I. Primeira aparição
n.Sra. Graças - PesqueiraEra 6 de agosto de 1936. Então, a gente teve medo. O sr. II. Bispo. Sim.

Duas meninas foram mandadas ao campo a fim de colher mamona. Uma chama-se Maria da Luz e a outra Maria da Conceição. Esta é de família pobre e conta 16 anos de idade, filha de um empregado do pai de Maria da Luz. Ela conta (fonte deste relato: Colégio Damas):

– Eu me lembrei dos cangaceiros de Lampião, que tinham atacado Seu Rogério, que era amigo do meu pai. Aí, a gente subiu na pedra, que ficav

a entre dois coqueiros. Ficamos lá sem saber o que fazer. Então, uma disse para outra: “O que a gente faz agora? Não podemos nem descer e nem subir.”
O meu pai estava longe e não passava ninguém. Estávamos abandonadas nas mãos de Deus. Então veio um relâmpago e nesse relâmpago vimos Nossa Senhora. Maria da Luz exclamou: “Veja lá uma Senhora”. De fato lá se achava uma Senhora que as chamava por acenos, tendo nos braços um belo menino. Do lado em que as meninas estavam, era impossível a subida: as rochas e ramos emaranhados impediam a passagem; foi-lhes necessário tomar um desvio, passando perto de sua casa para poderem subir com mais facilidade. Como eram onze horas da manhã, a mãe de Maria chamou-as para almoçarem. Elas não quiseram ir, contando o que tinham visto e queriam seguir o caminho até aquele lugar. A mãe – boa senhora, vice-presidente do Apostolado da Oração – disse simplesmente: “É história, venham almoçar.” Neste momento, chega o pai, Arthur Teixeira, para almoçar. As meninas sentadas de fronte à casa, falavam sobre aquela senhora com a criança nos braços, a qual lhes acenara. A janela estando aberta, a mãe de Maria da Luz ouviu a conversa e narrou-a ao pai desta. Arthur pediu-lhes que contassem o que haviam visto; as meninas lhe disseram tudo, asseverando com tal segurança que ele quis acompanhá-las. Tomando uma foice, começou a limpar o caminho, quando, quase sem saber como, as meninas já haviam alcançado o cume do monte. De lá as meninas lhe gritavam, apontando em direção de uma pedra branca. Com dificuldade ele alcançou o alto, mas nada via do que lhe diziam. Entretanto, a mãe não ficou tranquila em casa; trouxe consigo as crianças, em número de cinco ou seis. Destas últimas, ninguém conseguiu ver coisa alguma. Apesar das meninas sustentarem que viam diante de si uma senhora com um menino, o pai, para mais segurança, mandou que elas lhe perguntassem o que desejava. Perguntaram e a visão respondeu:

“Minhas filhas, virão tempos calamitosos para o Brasil! Dizei a todo o povo que se aproximam três grandes castigos, se não for feita muita penitência e oração.”

Restava-lhe muito a dizer ainda, mas ficou para mais tarde. As notícias corriam de boca em boca e os homens se aglomeravam naquele lugar onde fora vista aquela senhora com a criancinha, esperando ver qualquer coisa, mas nada viam. Primeiras averiguações
Entretanto, o vigário da Paróquia mandou chamar o pai de Maria da Luz, aconselhando-lhe que trouxesse a menina a fim de participar do retiro espiritual das Filhas de Maria, desde o dia 10 a 15 de agosto, preparando-se então para a primeira comunhão. Nesta ocasião o pai poderia estar com o sr. Foto do Santuário
Foto da localização do Santuário
Mas não foi somente esta a singular aparição da Senhora. Na passagem diária das meninas naquele lugar, ela lhes aparecia. As opiniões eram, como só acontece em tais casos, sempre divididas; uns acreditavam, outros zombavam. As advertências de Nossa Senhora eram reiteiradas: pedia sempre e insistia que era preciso rezar; senão seu Filho castigaria severamente o País. Certo dia houve um garoto naquele lugar, que atirou uma pedra em direção à aparição. As meninas disseram que a pedra atingiu a mão de Nossa Senhora e que jorrava muito sangue. Como dizíamos, atendendo o pedido do vigário, o pai levou a menina para P., apresentando-a ao sr. Bispo, mas este mandou seu secretário ouvi-la, pois estava muito ocupado. Após a audiência, o padre disse: “Vocês estão enganadas.” Porém Maria da Luz sustentou a palavra. Terminou-se a conversa entregando o padre umas perguntas, das quais ela devia pedir resposta à Senhora e enviá-las em seguida, na primeira ocasião, por escrito. A menina enviou a resposta pedida. Apesar de ela ser um tanto atrasada, não houve a menor inexatidão. Foram as seguintes as perguntas formuladas:

Quem pode mais que Deus? Quantas pessoas há em Deus? Quais são estas pessoas? Em nome de Deus dizei quem sois e que quereis. Quereis falar com um padre? Que significa o sangue que jorra da vossa mão? Após dois dias, o padre recebeu da menina as seguintes respostas:

Ninguém. Três. Pai, Filho e Espírito Santo. Sou a Mãe da graça e venho avisar ao povo que se aproximam três grandes castigos. Representa o sangue que será derramado no Brasil. Então a menina perguntou com qual padre, enumerando diversos. A aparição respondeu:

– Quero falar com o padre que lhe fez estas perguntas. Estas respostas fizeram o Padre refletir e decidir ir àquele lugar para examinar se encontraria provas ou se eram ilusões ou falsidades. III. Aparição de Jesus e Maria
O lugar das aparições – “Guarda” – é localizado num alto, circundado de montanhas. Em baixo da montanha, num vale, está a casa dos pais de Maria da Luz, a 500 metros de distância. A subida é muito penosa. “Só com muita dificuldade cheguei em cima, escreve o sacerdote. Foi-me necessário tirar os sapatos para subir. O calor era insuportável. Numa distância de 40 a 50 metros, divisei o lugar das aparições e as duas meninas com o pai, os quais já estavam em cima; elas me diziam que a Senhora olhava para mim de cima, enquanto eu subia.

– Que está fazendo a aparição?
– “Está sorrindo”, disseram elas. Local da aparição - Sítio Guarda, Cimbres
Local da aparição
“Eu olhei primeiro, examinando o que havia por ali: tudo era pedra e entulho; na nossa frente estava um formidável abismo; no lugar das aparições notava-se algo como em forma de quatro (4); no lado esquerdo outros números como um (1-1); no meio, uma linha branca, um pouco mais alta, que se podia alcançar só por meio de uma escada.

“Lá está a aparição”, diziam as meninas; mas eu nada via. Sob a pedra que se achava diante de mim, numa abertura, corria um pouco d’água.

“Perguntei ao pai de Maria da Luz se aquela água sempre existiu ali. Ele me disse: não; mas como muitos não acreditassem nas aparições, as meninas pediram um sinal; desde então começou a brotar água. Fiquei em cima com Maria da Luz e pedi que Maria da Conceição, com o sr. Arthur, se retirasse um pouco abaixo, na montanha. Assim eles dois nos podiam ver, mas não ouvir. Então, eu disse à Maria da Luz: – “Dize-me agora a verdade e não pregues mentiras, pois do contrário serás infeliz para toda a tua vida”. Eu queria fazê-la confessar que nada via. Ela, porém, permaneceu inabalável. Quando eu perguntei o que a aparição estava fazendo, disse-me ela, olhando em direção ao lugar:

– Ela olha para cá e está sorrindo.
– Agora dize-me: como está Ela? Maria da Luz olha e diz:
– Vejo uma bela Senhora, cujo vestido é creme, quase como vosso capote. O manto é azul celeste, pendendo do pescoço, onde está seguro por uma fivela, com pedras preciosas… Num braço está a criança.
– Em que braço? No direito ou no esquerdo? A menina não sabia distinguir o braço direito do esquerdo. Fez uma vira-volta com o corpo e mostrou-me o braço esquerdo.

“Ela, como o menino, traz uma coroa de ouro na cabeça”, disse-me a jovem.
– E a outra mão? – perguntei. Fez então uma nova vira-volta (apontando-me) mostrando-me o braço direito estendido para baixo.

“A criancinha enlaça o pescoço da mãe com o bracinho direito”, disse ela, dando uma vira-volta e apontando o braço. A senhora tem na cinta uma fita da mesma fazenda e da mesma cor que a do vestido. Vejo somente um dos pés.

– Qual deles? – perguntei. Ela mostrou o pé direito, fazendo outra vira-volta.
“Atrás da Senhora vê-se um bonito oratório com duas torres fechadas. O oratório, que tem a forma de uma casinha, tem pedras preciosas nas suas torres”. IV. Novas investigações
Chamei então o pai com a outra menina, ao qual, tendo chegado, eu disse: o senhor tome Maria da Luz e vá ficar no mesmo lugar. Eu fico com Maria da Conceição.

“Compreendeste alguma coisa do que eu disse a tua companheira? perguntei à moça.
– Não senhor, disse ela. Então eu lhe disse: Maria da Luz já me disse tudo e confessou a verdade: tudo o que vós arranjastes é mentira e invenção. Agora quero que me digas também a verdade: não é certo que nada vês? A menina ficou como aterrorizada e olhando para o ponto das aparições, disse-me em tom choroso:

“Se Maria da Luz disse isto ou não, eu não sei; mas agora eu vejo a Senhora como antes”. Procurei embaraçá-la por meio de muitas perguntas, a fim de averiguar se era imaginação… Eu sou padre, nada vejo! Tu que nada és, dizes que vês Nossa Senhora? Ela permaneceu sempre firme.

– Está bem – disse eu – dize-me o que vês agora. Ela narrou tudo minuciosamente e fielmente como a sua companheira. Quando ela apontava o lugar da aparição no ponto, eu dizia, para experimentá-la: Maria da Luz me disse que é noutro lugar, lá do outro lado. Então ela olhava para o lugar que eu dizia e respondia:

“Não, eu vejo Nossa Senhora naquele lugar branco. No lugar que Maria da Luz indicou ao senhor, eu nada vejo.”

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Não encontrei sequer uma contradição no que as meninas me diziam. Chamei então Maria da Luz – deixando o pai onde estava – e perguntei a ambas se viam a Senhora. Ambas responderam: “Sim, vemos”.
– Perguntem a Nossa Senhora se ela me vê, disse eu. Perguntaram, e Ela respondeu que sim.
– Perguntem a Nossa Senhora se eu posso formular algumas perguntas numa língua estrangeira.

Endereço

PE-219, Cimbres/Pesqueira/
Pesqueira, PE
55200-000

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