23/04/2026
"A fé não é ausência da dor, é saber onde ancorar, mesmo em meio a tempestade."
Quando as tribulações parecem mais intensas e o sofrimento visita tantos lares, a intercessão se torna um verdadeiro sustento para permanecermos firmes. E é justamente nessas horas que a intercessão nos ampara e nos impede de cair no desespero.
Interceder é colocar-se diante de Deus em favor do outro. É apresentar a Ele as dores, as necessidades e as causas daqueles que muitas vezes já não conseguem rezar. Como nos ensina a Palavra:
"Orai uns pelos outros para serdes curados" (Tg 5,16).
A intercessão nos tira do centro e nos conduz ao amor verdadeiro, que olha para o próximo e se entrega por ele.
Essa oração nos une à própria missão de Jesus, o único e eterno Intercessor junto do Pai. Ele se coloca entre Deus e a humanidade, oferecendo-Se por amor, para que todos tenham vida. Como nos recorda a Carta aos Hebreus, Ele vive para sempre e intercede continuamente por nós (cf.Hb 7,24-25).
Pelo Batismo, somos chamados a participar dessa mesma missão. Cada oração feita com fé, cada súplica silenciosa, cada joelho dobrado carrega alguém até o coração de Deus. A própria Santa Missa é também uma grande intercessão, onde Cristo se oferece por todos nós.
As Sagradas Escrituras nos mostram a força dessa oração: Moisés suplicando pelo povo, alcançando perdão e misericórdia; Nossa Senhora intercedendo nas Bodas de Caná; o centurião, Jairo, o oficial do rei... tantos exemplos de fé que se colocam em favor do outro e tocam o coração de Deus.
Sabemos que Jesus é o único mediador, mas até chegarmos a Ele, contamos com a intercessão dos santos e, de modo especial, da Virgem Maria, nossa Mãe e advogada.
Por isso, nunca deixe de interceder. Interceder é amar com atitudes invisíveis, é carregar o outro quando ele não consegue mais caminhar. É dobrar os joelhos e levantar almas.
Rezemos sempre uns pelos outros.