28/12/2015
COMENTÁRIO DA LIÇÃO
Ligado na Videira
Queda no Céus
27 de dezembro de 2015
A sequência é essa: a perfeita eternidade passada; a criação dos anjos; a criação de outros mundos; o surgimento do mal, e consequente rebelião no Céu; a expulsão dos rebeldes; a criação da Terra; a vinda de Satanás para a Terra; a tentação e queda de Adão e Eva. Mas quanto ao tempo de duração de cada uma dessas fases, e entre uma e outra, nada sabemos. Não há revelação sobre isso.
Vejamos o que Ellen White registrou: “Nada é mais claramente ensinado nas Escrituras do que o fato de não haver sido Deus de maneira alguma responsável pela manifestação do pecado; e de não ter havido qualquer retirada arbitrária da graça divina, nem deficiência no governo divino, para que dessem motivo ao irrompimento da rebelião. O pecado é um intruso, por cuja presença nenhuma razão se pode dar. É misterioso, inexplicável; desculpá-lo corresponde a defendê-lo. Se para ele se pudesse encontrar desculpa, ou mostrar-se causa para a sua existência, deixaria de ser pecado” (O Grande Conflito, capítulo 29 – “Por que existe o sofrimento”).
“O mal originou-se com Lúcifer, que se rebelou contra o governo de Deus. Antes de sua queda era um querubim cobridor, distinguido pela sua primazia. Deus o fizera bom e formoso, tanto quanto possível semelhante a Si mesmo. […]
O primeiro pecador foi um a quem Deus exaltara grandemente. … Pouco a pouco Satanás veio a condescender com o desejo de exaltação própria. … Embora toda a sua glória proviesse de Deus, este poderoso anjo veio a considerá-la como pertencente a si mesmo. Não contente com sua posição, embora honrado acima das hostes do Céu, atreveu-se a cobiçar a homenagem devida somente ao Criador. Em vez de procurar fazer a Deus supremo na afeição e fidelidade de todos os seres criados, empenhou-se em atrair para si o serviço e lealdade deles” (Comentário Bíblico Adventista, vol. 4, pág. 1281 e 1280, referente Ezequiel 28:12 e 28:1-26).
“Como o querubim cobridor, Lúcifer estava envolto em glória. Contudo, este anjo que Deus havia criado e a quem havia confiado poder, passou a desejar ser como Deus. Obteve a simpatia de alguns de seus associados ao sugerir ideias de crítica ao governo de Deus. Essa má semente foi semeada de maneira muito sedutora; e, depois de ter brotado e criado raízes na mente de muito, ele reuniu as ideias que ele próprio havia primeiro implantado na mente de outros e as trouxe perante a mais alta ordem de anjos como se fossem ideias de outras mentes contra o governo de Deus. Assim, por engenhosos métodos de sua própria invenção, Lúcifer introduziu a rebelião no Céu.
Deus desejava que ocorresse uma mudança e que a obra de Satanás fosse revelada em seu verdadeiro caráter. Mas o exaltado anjo que ocupava a posição logo abaixo de Cristo se opôs ao Filho de Deus. A obra feita sorrateiramente foi tão sutil que não pôde ser distinguida diante dos exércitos celestiais como aquilo que realmente era; assim, houve peleja no Céu, e Satanás foi expulso com todos os que não quiseram se colocar ao lado da lealdade ao governo de Deus. O Senhor Deus Se evidenciou como o governante supremo.
Esse estado de coisas existiu por longo tempo antes de Satanás ser desmascarado e os maus serem expulsos” (Idem, pág. 1258, referente Isaías 14:12-14).