26/12/2020
Odé
Odé é o orixá das matas e florestas onde vive a caçar. É o protetor dos caçadores e seu nome deriva desta palavra. Seus filhos são espertos, rápidos e atentos.
Descrição
Considerado uma das mais belas danças nos cultos afro brasileiros, pois ocupa seus filhos dançando com um arco e com bela movimentação. No Candomblé, é conhecido mais como Oxóssi. Em grande parte dos itóns (lendas), aparece como o irmão caçula de Bará e Ogum. Na Nação de Kambina (Cabinda), sua dança é sempre acompanhada de sua grande companheira, Otim. Considerado na Africa antiga, o Rei de Ketu. Teve suma importância no desenvolvimento religioso e intelectual entre os yorubás, mas seu culto é difundido em todas as nações do Batuque do RS. Apesar de ser o grande caçador e arqueiro entre os Orixás, nos cultos puramente africanos, suas oferendas eram devolvidas a natureza, pois é considerado o protetor dos animais. Em suas oferendas, são oferecidas comidas a base de porco, como costelas. Seu principal adjuntó é Otim. Mas Odé também pode fazer adjuntó com Oxum (nas qualidades Pandá ou Ademun) ou com Iemanjá (na qualidade Boci) em raras vezes.
Característica
Símbolo: Arco e flecha e a lança
Cor: Azul marinho e branco (ou azul marinho e rosa;
Dia da semana: Segunda-feira; Na Nação de Kambina (Cabinda), sexta-feira
Saudação: Oquê oquebamo ou Oke Okebambo.
Número: 7. Outras nações adotam o 8.
Alimento: Algumas nações cultuam somente com epô (azeite de dendê), outras também utilizam o mel.
Guia: 1 conta azul, 1 conta rosa, 1 conta branca - (Nação de Kambina (Cabinda))[11]
Sincretismo: São Sebastião.
Filho único da orixá Iemanjá, tendo sido criado junto de Ogum e Bará, sendo estes grandes companheiros.
Otin
Otin (yorubá) ou Otim (usado na grafia do Batuque), signif**a rio que embriaga, transborda.
Em uma das centenas de itóns (lendas), temos Odé como o terceiro filho de Iemanjá com Oxalá senhor da caça e Rei do Ketu o único verdadeiro amor de Oxum. Diz uma lenda que Odé um dia saiu de casa e ficou preso nas matas de Ossaim apesar de sua mãe o ter avisado, mas teimoso foi até as matas e Ossanha fascinado por suas habilidades o prendeu lá. Iemanjá ficou muito triste com a ausência de seu filho e se pôs a chorar. Então Oxalá deu ordem para Ossanha soltar Odé para ver sua mãe, mas, por ter passado muito tempo, Odé se acostumou a viver nas matas. Sendo assim, visita sua mãe, mas sua morada ficou sendo as matas, onde a partir daí conhece Otin.
Outra versão:
Companheira inseparável de Odé, vive no mato em sua companhia. Esta Iyabá é pouco cultuada no Brasil, mas seu fundamento foi conservado nas Nações de Batuque no Sul do país. É raro encontrar iniciados a Otin. É uma Orixá que se alimenta de todo tipo de caça, porém seu alimento preferido é a carne de porco. Por conta disso, um dos arquétipos dos filhos de Otin é a gula.
Ela reina toda a fauna (fêmeas) protegendo as florestas e o ecossistema. Dentro da religião, muitos comentam que não há ocupação de Otin em seus cavalos de santo ou até mesmo não se dá Ori a Otin. Tanto na Nação Kambina (Cabinda), Jeje ou Ijexá, o aprontamento de Otin já é fato corriqueiro. Geralmente Otin é adjuntó de Odé e vice-versa. Em alguns templos, o tratamento de Otin é feito somente com epô, mas alguns sacerdotes também adotam o epô com mel em suas feituras.
Existe uma lenda que fala que Otin e Odé era dois irmãos que caçavam juntos eles são inseparáveis um carrega com sigo plantas com poderes de cura e o outro arco e flecha para a caça são guerreiros na mata.
Saudação: Oquê Oquebamo
Número: 7 ou 8, dependendo da Nação
Cor: Azulão, rosa e branco (3 contas de cada cor) na Nação de Kambina (Cabinda)
Também utiliza as cores azulão e laranja, rosa e azulão ou branco e azulão
Sincretismo: Santa Bernadete