Ilê Africano Xangô Agandju

Ilê Africano Xangô Agandju Centro Religioso

É com imenso prazer que convidamos todos os Babás, Yás, Yaôs, amigos e simpatizantes para comemorarmos mais um Aniversár...
09/10/2022

É com imenso prazer que convidamos todos os Babás, Yás, Yaôs, amigos e simpatizantes para comemorarmos mais um Aniversário de Xangô Agandjú.

Mãe Sônia do Xangô e seus Yaôs!!

26/08/2021

Oxalá
Pai de todos os Orixás e mortais, Oxalá é o mais respeitado Orixá nas Nações africanas, a paz e a harmonia espiritual são as características deste que é o Criador e Administrador do Universo. Quando moço, se manifesta em seu Cavalo-de-Santo dançando como os outros Orixás, quando se apresenta em suas passagens velhas, chega quase se arrastando, caminhando com dificuldade, muitas vezes f**a parado no lugar esperando o auxílio de algum Orixá moço. Pertence a Oxalá de Orumiláia a visão espiritual, como consequência o jogo de Búzios

Saudação: Epaô Babá!
Dia da Semana: No Ijexá e no Cambina (Cabinda) Domingo para Orumiláia, ou Oxalá Velho, Quarta-feira para Oxalá Novo, no Nagô sexta-feira para todos os Oxalás.
Número: 08 e seus múltiplos.
Cor: Branco e amarelo com preto (no Jeje), branco com preto para Oxalá de Orumiláia (Oió, Cambina (Cabinda) e Ijexá)
Guia: toda branca em todas as nações, amarelo com preto no Jeje, branco com preto em Oió, Cambina (Cabinda) e Ijexá e no Nagô amarelo com verde para Orumiláia .
Oferenda: canjica branca em todas as nações, podendo ter pera e merengue, no nago inhame para os Ajagunãs.
Ferramentas: jóias em prata, caramujo (ebi), sol, cajado, pomba de prata, moedas e búzios, para Oxalá de Orumiláia acrescentamos olhos de prata
Ave: Galinha branca e galinha preta para Oxalá de Orumiláia, usado apenas no axé de Búzios e para os outros Oxalás, somente galinha branca.
Quatro pé: cabrita branca e com pequenas manchas pretas para Oxalá de Orumiláia.
Qualidades de Oxalá no Ijexá e no Cambina (Cabinda):

Oxalá Obocum: Rei de Ilesá, confundido com Oxaguiãn.
Oxalá Jobocum: Oxalá Velho.
Oxalá de Orumiláia: Dono dos oráculos.
Oxalá Olocum: Ligado às águas.
Oxalá Dacum: Oxalá de meia-idade.
Qualidades de Oxalá no Nagô:

Oxalá Olufom: Rei de Ifom, carrega Opaxorô;
Oxalá Ajaguna: Rei de Ejibó, comedor de inhame;
Oxalá Oquê: Da Montanha;
Oxalá Ocô: Da Agricultura;
Oxalá Dancô: Do bambu branco;
Na Nação de Cambina (Cabinda), não existe ocupação de Oxalá de Orumiláia. Por estar relacionado ao Oráculo do axé de Búzios, seu assentamento é somente para este tipo de caso. Geralmente faz adjuntó com Oxum e Iemanjá, regendo também a vida e a prosperidade.

15/06/2021

Iemanjá
Iemanjá (iorubá) signif**a filha do peixe. Iemanjá no Batuque, divindade das águas salgadas, dos mares e oceanos, Orixá que gera o movimento das águas e protetora da vida. Deusa da pérola, protetora dos pescadores e marinheiros. Senhora dos lares, que traz paz e harmonia para toda a família. Considerada a orixá do pensamento. Por este motivo que recorremos a ela para solucionar problemas de depressão e de instabilidade emocional. ::

Enquanto Oxum está mais presente na energia de fecundidade, Iemanjá tem sua força na vida (manutenção e consciência).

As Qualidades de Iemanjá no Ijexá:

Olo-bomí - na África é mulher de Obatalá;
Bomi - ligada a Jobocum e Orumilàia;
Bocí - ligada a Obocum;
Na Nação de Cambina (Cabinda); 1. Boci - A mais jovem - Rege as partes rasas das aguas 2. Bomi - A mais idosa - Rege o alto mar. 3. Nanã Borocum - Dona da origem da vida, não há culto direto a Nanã Borocum, por este motivo, ela é considerada em algumas casas da Nação, como uma qualidade velha de Iemanjá.

Iemanjá tem como seu adjunto geralmente Oxalá, mas em alguns casos pode ser Odé.

As Qualidades de Iemanjá no Candomblé:

Iaogunté - ligada a Ogum Alabedé;
Iasabá - ligada a Oxalufã e Orunmilà;
Iasessu - ligada a Olocum e Obaluaiê;
Iá Atará Mogbá - ligada ao rio;
Ieiemouô - da terras de Ifé ligada a Obatalá;
Iamassmalê - das terras de Oió ligada a Xangô;
Maileuá - da terras de Ijexá, ligada a Ossain;
As ervas de Iemanjá são: rosa branca, palma, erva Santa Lúzia e Santa Bárbara, chapéu de couro, açucena, pata e unha de vaca, fruta da condessa, algas marinhas coco do iri, e outros mais.

Em suas oferendas come ovelha, cabra, galinhas brancas, angola, pomba. Suas comidas são canjica branca no dendê, arroz com mel, manjar, champanhe, vinho branco e peixe assado na folha de banana.

A maior quizila de Iemanjá é a poeira e o sapo e seu feitiche é a pedra polida pelas águas; a sua saudação nos búzios "Eru Iá" quer dizer Salve Sra. do cavalo marinho, mas na Nação se usa Omi-odo

Número: 8 e seus múltiplos (Cambina (Cabinda))
Cor: azul céu para Iemanjá Boci, azul para Iemanjá Bomi e azul e lilás para Iemanjá Nanã
Guias: Azul claro e lilás (Nanã Borocum)
Dia da semana: Sexta e Sábado
Saudação: Odoiá
Sincretismo: Nossa Senhora dos Navegantes

04/06/2021

Oxum
Oxum signif**a "águas". Na verdade não existe um nome exato para a tradução de seu nome dentro do grupo linguístico latino, mas é representada pela riqueza, ouro e águas doces. Rege a fecundidade feminina, protege o feto e a gestação. Mulheres grávidas ou que querem engravidar recorrem sempre a Oxum para que lhe dê proteção durante todo processo de crescimento de seus filhos.

Oxum é uma das orixás mais cultuadas no Brasil. Em grande parte, ela se apresenta maternal, receptiva, mas também possui seu lado guerreiro e altivo. Sua dança é sempre majestosa, com ritmos sinuosos, leves podendo chegar a movimentos mais performáticos. Dona das línguas e envolvida com a grande magia sacerdotal feminina, Oxum sempre foi uma orixá onde independente dos seus reinos de domínio é procurada por todos os adeptos do afro-gaúcho para alcançar harmonia e prosperidade em vida.

Oxum também é responsável dentro da Nação pela Mesa de Ibeji, juntamente com Xangô. Esta é uma das principais obrigações de aprontamento para que os filhos tenham uma vida doce e próspera em sua nova jornada. Em uma de suas danças, Oxum joga perfume em toda assistência, como forma de benção e de abrir caminhos a fecundidade, refletindo a beleza suave e magistral desta grande orixá.

Oxum cuida de seus filhos na maternidade, existe uma lenda que fala, que quando ela ganha os filhos quem cria é Iemanjá, mãe guerreira nunca desampara seus filhos.

Dentro da Nação de Cambina (Cabinda), temos algumas qualidades abaixo reverenciadas:

Oxum Docô: A grande matriarca e sábia.
Oxum Olobá: A Oxum da "lomba". Relacionada aos problemas de saúde e risco de morte nas gestações e crianças menores.
Oxum Ademum: A grande conhecedora da cura pelas folhas e dos segredos das cachoeiras mais afastadas.
Oxum Miuá: Moça, vaidosa e extremamente guerreira. Trás a idá (espada) e o Ofá (arco e flecha).
Oxum Pandá: Moça, coquete e vaidosa.
Oxum Epandá Ibejê: a mais jovem das oxuns em sua forma infante.
No Candomblé, segue abaixo algumas particularidades;

Oxum Abá Ilu: matriarca e idosa.
Oxum Ijimu: velha e feiticeira.
Oxum Abotô: Oxum idosa.
Oxum Opará: Oxum jovem.
Oxum Ajagurá: outra Oxum jovem e guerreira.
Oxum Ipondá: moça, elegante e vaidosa.
Oxum Ieiê Oquê: guerreira.
Oxum Ieiê Caré: Oxum jovem.
Oxum Ieiê Odô: guerreira do rio.
Oxum Iaomi: ligada a Iemanjá. Braços de rio com o mar.
Geralmente Oxum faz adjunto no Batuque com Bará, Ogum, Xangô, Odé, Ossânha e Oxalá. Raramente com Xapanã.

Cor:
Amarelo e dourado para Oxum Pandá
Amarelo e vermelho para Oxum Miuá
Amarelo (ou dourado)e verde para Oxum Ademum
Amarelo e lilás para Oxum Olobá
Amarelo e branco para Oxum Docô
Número: 8 e seus múltiplos (Nação de Cambina (Cabinda))
Guia: Desde a amarela clara, passando por amarela gema e amarelo ouro. Para Epandá de Ibejê, todas as cores menos o preto.
Sincretismo: Nossa Senhora Aparecida
Dia da semana: Sábado

03/06/2021

Xapanã
Xapanã no Batuque, é o Orixá da varíola e de todas as doenças de pele contagiosas, senhor da saúde e das doenças, pois tanto pode produzi-las, como curá-las, no Candomblé é também conhecido como Obaluaiê ou Omulu, dependendo da Nação que o cultua.

Xapanã, vem de Sànpònná (fom), idioma do povo jeje do antigo Daomé, atual Benin, que signif**a Dono da Terra. Os daomeanos sempre foram muito temerosos, já que seus cultos estão originados no sacrifício e poder que os orixás tinham sobre o povo. O nome Obaluaiê e Omulu, aparecem depois, com as ligações dos deuses daomeanos com os dos iorubás. Os nomes em iorubás signif**am títulos recebidos por Xapanã pelas conquistas que aconteceram no passado, onde o primeiro signif**a Senhor da Terra e o segundo, Filho do Senhor da Terra.

Atualmente há uma grande corruptela no meio literário, principalmente da corrente da "Magia Divina", que passou a se identif**ar ou a usar a "roupagem" umbandística tempos atrás, dando denominações diferentes da Tradição milenar africana, mesmo sendo estes três nomes o mesmo orixá, só que nos idiomas dos seus povos, jejes (idioma fom) e Nâgos (idioma iorubá).

Embora seja Rei de jeje, é muito cultuado em todas as nações do Batuque. Muitos o colocam como Orixá do cemitério e associado a morte. Na verdade, era o grande guerreiro dos jejes, que o temia, porque além das guerras, trazia as epidemias e doenças e por conta disso nas religiões afro-brasileiras, ficou muito vinculado ao lado de grandes catástrofes.

No Batuque é o dono da vassoura, com que varre os males dos nossos caminhos. É o legitimo dono da limpeza. Na maioria dos trabalhos de religião que envolva limpezas das mais complexas, sempre Xapanã é reverenciado.

Geralmente seus filhos trazem como adjuntó Oiá, Obá e raramente Oxum (nas qualidades Ademun e Olobá). Sempre é representando com a palha da costa encobrindo as feridas de seu rosto guerreiro. O tratamento de seus assentamentos é sempre com epô.

Suas cores são o vermelho e preto (Jubeteí e Belujá) e lilás (Sapatá).
Sua vassoura para trabalhos tem sete cores.
Sincretizado com Nosso Senhor dos Passos, São Lázaro e São Roque.
Dia da semana na Nação de Cambina (Cabinda) e Ijexá é quarta-feira e segunda-feira no Candomblé.
Seu número é 7 e seus múltiplos. Alguns Babalorixás da Nação de Cambina (Cabinda) adotam também o 9.

ObáObá (usado em sentido literário no Batuque, mas que signif**a Rei) é a Orixá associada as lutas e de grande virilidad...
17/05/2021

Obá

Obá (usado em sentido literário no Batuque, mas que signif**a Rei) é a Orixá associada as lutas e de grande virilidade feminina. Seu culto é cheio de tabus, principalmente para os mais antigos. Não é muito fácil encontrar filhas (os) de Obá. Diz-se que no passado na Nação de Cambina (Cabinda), somente mulheres eram iniciadas e se tem notícias ainda hoje, que durante suas rezas no passado, os homens não tinham permissão de dançar, da mesma forma que as mulheres não dançavam para qualquer qualidade do Orixá Bará. Nos antigos terreiros da Nação de Cambina (Cabinda), somente as Ialorixás de orixás femininos poderiam aprontar filhas de Obá, sendo que somente Madrinhas de Religião também de orixás femininos, podiam ser escolhidas para seus aprontamentos. Obá sempre foi um orixá de fortes tabus. Seu aprontamento se reserva a detalhes bem específicos, que é de conhecimento dos mais antigos. Diferente do culto das outras iabás, nela não há presença de homens e até mesmo crianças dentro de seu culto. Mas de anos para cá, talvez o orixá tenho se "adaptado e/ou aceitado" algumas situações como aprontamento de homens ou até mesmo o orixá como passagem de alguns orumalés masculinos.

No Candomblé Queto, Obá é tratada como uma orixá da justiça e das águas revoltas. Em geral, no Batuque, ela está mais ligada como orixá das rodas e do corte, apesar de se tratar da mesma orixá, mas que demonstra toda tenacidade deste (a) orixá. Obá foi uma das três esposas de Xangô, na qual diz a lenda que ao tentar agradar o marido, foi convencida por Oxum a cortar sua orelha. Em uma das rezas de Obá, dança-se com uma das mãos nas orelhas em homenagem a este itón (lenda).

Em grande parte das Nações que compõem o Batuque do RS, as (os) filhas (os) Obá tem como adjuntó os Orixás Bará, Xangô, Oçânhim ou Xapanã. Em todas as suas obrigações, ela é tratada com Epô (azeite de dendê) e sempre invocada em caso de brigas e de reequilíbrio do sistema físico emocional.

Dia da semana na nação Ijexá é segunda-feira,
Dia da semana na nação de Cambina (Cabinda) é quarta-feira.
A cor é rosa, mas na nação de Cambina (Cabinda) também se adota o marrom, porém é pouco usual e mais utilizada pelo antigos, segundo Paulo T. B. Ferreira, em sua obra "Fundamentos Religiosos da Nação dos Orixás".
É sincretizada com Santa Catarina de Alexandria. Em outras nações com Santa Joana D´Arc.
A saudação no Batuque é Exó. Já no Candomblé e outras nações não afro-gauchas a saudação é Oba-xirê
A cor da guia é rosa ou marrom. Também pode ser feita com estas cores intercaladas.
Seu número é 7.

Ossanha (Ossaim) Ossanha (Ossaim), é o médico das Nações que compõem o Batuque. É o dono das plantas medicinais e seus e...
04/03/2021

Ossanha (Ossaim)
Ossanha (Ossaim), é o médico das Nações que compõem o Batuque. É o dono das plantas medicinais e seus estudos. Sua importância é fundamental nos ritos africanos desde uma simples lavação de cabeça até o assentamento de orixás começam com o uso de suas ervas.

Todas as ervas, chás, folhas e vegetação pertencem a Ossaim; é ele quem libera a propriedade mágica das folhas nos rituais dos Orixás.

Divide com Xapanã o axé sobre a saúde física.

Na Nação de Ijexá sua cor é o verde claro e amarelo. Na Nação de Kambina (Cabinda), se usa o verde e branco
Dia da semana na nação Ijexá e na nação Kambina (Cabinda) é segunda-feira. (Fundamentos Religiosos da Nação dos Orixás - Paulo Tadeu B. Ferreira. Ed Toqui).
Na nação de Cabinda, seu dia da semana é quarta-feira (junto com Obá, Xapanã e Oxalá Bocum)
Seu número é o 7 e seus adjuntós são Oxum Ademun e Obá na Nação de Kambina (Cabinda).
No Jejê faz adjuntó com Iemanjá Boci.
O Orixá Ossanha é o senhor das folhas. A este Orixá pertencem todas as folhas e ervas utilizadas no culto. A lenda diz que foi Oyá que abanou a saia e fez com que os ventos espalhassem as folhas, para que desta forma, os demais Orixás pudessem apoderar-se de algumas, mas que de maneira geral pertencem mesmo a Ossanha.

Também se conta que este Orixá teve uma das pernas amputadas, por isso na maioria das vezes, quando manifestado, ele dança e se movimenta numa só perna. Logicamente que Ossanha rege a flora, e devido ao poder de cura das plantas, sendo ele o detentor do conhecimento sobre a eficácia de cada uma delas, é um dos Orixás “médicos” do Orunmalé. Além da homeopatia, o conhecimento de cura das doenças ligadas ao esqueleto ósseo humano também tem colaboração de Ossanha. As oferendas a Ossanha devem ser entregues no interior da mata, sendo o coqueiro a árvore consagrada a este Orixá. Como se torna cada vez mais difícil encontrar áreas de mata dentro da cidade, é muito comum depositarem suas oferendas em áreas gramadas junto a coqueiros ou palmeiras, (praças, por exemplo), ou até mesmo junto a figueiras, que é uma árvore consagrada a outro Orixá “médico”, mas que mesmo assim, é aceito de bom grado por Ossanha. Suas cores são a soma do verde e do amarelo ou verde com o branco e a mistura destas, resulta em um verde bem clarinho. Seu dia da semana é a sexta-feira e o seu sincretismo afro-católico, São José na Nação Ijexá e na Nação de Kambina (Cabinda) é na segunda-feira[12]

16/02/2021

Otin

Otin (yorubá) ou Otim (usado na grafia do Batuque), signif**a rio que embriaga, transborda.

Em uma das centenas de itóns (lendas), temos Odé como o terceiro filho de Iemanjá com Oxalá senhor da caça e Rei do Ketu o único verdadeiro amor de Oxum. Diz uma lenda que Odé um dia saiu de casa e ficou preso nas matas de Ossaim apesar de sua mãe o ter avisado, mas teimoso foi até as matas e Ossanha fascinado por suas habilidades o prendeu lá. Iemanjá ficou muito triste com a ausência de seu filho e se pôs a chorar. Então Oxalá deu ordem para Ossanha soltar Odé para ver sua mãe, mas, por ter passado muito tempo, Odé se acostumou a viver nas matas. Sendo assim, visita sua mãe, mas sua morada ficou sendo as matas, onde a partir daí conhece Otin.

Outra versão:

Companheira inseparável de Odé, vive no mato em sua companhia. Esta Iyabá é pouco cultuada no Brasil, mas seu fundamento foi conservado nas Nações de Batuque no Sul do país. É raro encontrar iniciados a Otin. É uma Orixá que se alimenta de todo tipo de caça, porém seu alimento preferido é a carne de porco. Por conta disso, um dos arquétipos dos filhos de Otin é a gula.

Ela reina toda a fauna (fêmeas) protegendo as florestas e o ecossistema. Dentro da religião, muitos comentam que não há ocupação de Otin em seus cavalos de santo ou até mesmo não se dá Ori a Otin. Tanto na Nação Kambina (Cabinda), Jeje ou Ijexá, o aprontamento de Otin já é fato corriqueiro. Geralmente Otin é adjuntó de Odé e vice-versa. Em alguns templos, o tratamento de Otin é feito somente com epô, mas alguns sacerdotes também adotam o epô com mel em suas feituras.

Existe uma lenda que fala que Otin e Odé era dois irmãos que caçavam juntos eles são inseparáveis um carrega com sigo plantas com poderes de cura e o outro arco e flecha para a caça são guerreiros na mata.

Saudação: Oquê Oquebamo
Número: 7 ou 8, dependendo da Nação
Cor: Azulão, rosa e branco (3 contas de cada cor) na Nação de Kambina (Cabinda)
Também utiliza as cores azulão e laranja, rosa e azulão ou branco e azulão
Sincretismo: Santa Bernadete

26/12/2020

Odé
Odé é o orixá das matas e florestas onde vive a caçar. É o protetor dos caçadores e seu nome deriva desta palavra. Seus filhos são espertos, rápidos e atentos.

Descrição
Considerado uma das mais belas danças nos cultos afro brasileiros, pois ocupa seus filhos dançando com um arco e com bela movimentação. No Candomblé, é conhecido mais como Oxóssi. Em grande parte dos itóns (lendas), aparece como o irmão caçula de Bará e Ogum. Na Nação de Kambina (Cabinda), sua dança é sempre acompanhada de sua grande companheira, Otim. Considerado na Africa antiga, o Rei de Ketu. Teve suma importância no desenvolvimento religioso e intelectual entre os yorubás, mas seu culto é difundido em todas as nações do Batuque do RS. Apesar de ser o grande caçador e arqueiro entre os Orixás, nos cultos puramente africanos, suas oferendas eram devolvidas a natureza, pois é considerado o protetor dos animais. Em suas oferendas, são oferecidas comidas a base de porco, como costelas. Seu principal adjuntó é Otim. Mas Odé também pode fazer adjuntó com Oxum (nas qualidades Pandá ou Ademun) ou com Iemanjá (na qualidade Boci) em raras vezes.

Característica
Símbolo: Arco e flecha e a lança
Cor: Azul marinho e branco (ou azul marinho e rosa;
Dia da semana: Segunda-feira; Na Nação de Kambina (Cabinda), sexta-feira
Saudação: Oquê oquebamo ou Oke Okebambo.
Número: 7. Outras nações adotam o 8.
Alimento: Algumas nações cultuam somente com epô (azeite de dendê), outras também utilizam o mel.
Guia: 1 conta azul, 1 conta rosa, 1 conta branca - (Nação de Kambina (Cabinda))[11]
Sincretismo: São Sebastião.
Filho único da orixá Iemanjá, tendo sido criado junto de Ogum e Bará, sendo estes grandes companheiros.
Otin
Otin (yorubá) ou Otim (usado na grafia do Batuque), signif**a rio que embriaga, transborda.

Em uma das centenas de itóns (lendas), temos Odé como o terceiro filho de Iemanjá com Oxalá senhor da caça e Rei do Ketu o único verdadeiro amor de Oxum. Diz uma lenda que Odé um dia saiu de casa e ficou preso nas matas de Ossaim apesar de sua mãe o ter avisado, mas teimoso foi até as matas e Ossanha fascinado por suas habilidades o prendeu lá. Iemanjá ficou muito triste com a ausência de seu filho e se pôs a chorar. Então Oxalá deu ordem para Ossanha soltar Odé para ver sua mãe, mas, por ter passado muito tempo, Odé se acostumou a viver nas matas. Sendo assim, visita sua mãe, mas sua morada ficou sendo as matas, onde a partir daí conhece Otin.

Outra versão:

Companheira inseparável de Odé, vive no mato em sua companhia. Esta Iyabá é pouco cultuada no Brasil, mas seu fundamento foi conservado nas Nações de Batuque no Sul do país. É raro encontrar iniciados a Otin. É uma Orixá que se alimenta de todo tipo de caça, porém seu alimento preferido é a carne de porco. Por conta disso, um dos arquétipos dos filhos de Otin é a gula.

Ela reina toda a fauna (fêmeas) protegendo as florestas e o ecossistema. Dentro da religião, muitos comentam que não há ocupação de Otin em seus cavalos de santo ou até mesmo não se dá Ori a Otin. Tanto na Nação Kambina (Cabinda), Jeje ou Ijexá, o aprontamento de Otin já é fato corriqueiro. Geralmente Otin é adjuntó de Odé e vice-versa. Em alguns templos, o tratamento de Otin é feito somente com epô, mas alguns sacerdotes também adotam o epô com mel em suas feituras.

Existe uma lenda que fala que Otin e Odé era dois irmãos que caçavam juntos eles são inseparáveis um carrega com sigo plantas com poderes de cura e o outro arco e flecha para a caça são guerreiros na mata.

Saudação: Oquê Oquebamo
Número: 7 ou 8, dependendo da Nação
Cor: Azulão, rosa e branco (3 contas de cada cor) na Nação de Kambina (Cabinda)
Também utiliza as cores azulão e laranja, rosa e azulão ou branco e azulão
Sincretismo: Santa Bernadete

Endereço

Rua Felisberto De Azevedo, 17 Boqueirão
Passo Fundo, RS
99025250

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 09:00 - 20:00
Terça-feira 09:00 - 20:00
Quarta-feira 09:00 - 20:00
Quinta-feira 09:00 - 20:00
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