18/05/2026
S E G U N D A S A L E S I A N A
A MANSIDÃO PARA CONOSCO
“Um modo de fazem um bom uso desta virtude é aplicá-lo a nós mesmos, não nos irritando contra nós e nossas imperfeições; o motivo, pois, que nos leva a sentir um verdadeiro arrependimento de nossas faltas não exige que tenhamos uma dor repassada de aborrecimento e indignação (...) O arrependimento de nossas faltas deve ter duas qualidades: a tranquilidade e a firmeza (...) Digo também que mais ef**azmente nos punimos de nossas faltas por uma dor calma e constante do que por um arrependimento passageiro e cheio de amofinações e indignação, porque nesta excitação nos julgamos segundo a nossa inclinação e não conforme a natureza do erro cometido (...) Crê-me Filoteia, uma admoestação de um pai a seu filho, feita com uma doçura toda paternal, há de corrigi-lo mais facilmente que um castigo severo infligido num estado de irritação (...) Levanta-te de tuas faltas com uma grande placidez de coração, humilhando-te profundamente diante de Deus e confessando-lhe a tua miséria, mas sem te admirares disso. Que há, pois, de extraordinário que a enfermidade seja enferma, a fraqueza, fraca, e a miséria, miserável? Detesta, contudo, com todas as forças, a afronta feita à Divina Majestade, e depois, com uma confiança inteira e animosa em sua misericórdia, volta ao caminho da virtude, que tinhas abandonado.” (SÃO FRANCISCO DE SALES, IVD, III, cap. 9)