18/03/2025
O Lugar de Francisco
Após muitos dias hospitalizado, lutando como sempre, com as forças espirituais e físicas, Francisco resiste! A imagem publicada pela sala de imprensa da Santa Sé revela e fala muito, no silêncio do décimo andar do hospital Gemelli.
A linguagem através da imagem nos atesta um homem em uma cadeira de rodas (que não aparece), em meditação, vestindo uma túnica branca que carrega uma estola roxa, sinal do tempo quaresmal na Igreja Católica. Algumas poucas flores estão sobre o pé do altar em madeira. Sobre o altar, uma toalha amassada, bem limpa, que prepara a mesa para o suporte de madeira que segura um Missal usado. Duas velas brancas e um crucifixo modesto. Atrás do altar, uma cadeira de madeira; logo acima, o crucifixo maior em madeira, acolhendo uma luz que o deixa destacado. Aos fundos, um sacrário, pouco chamativo, cor de prata. O quadro de um santo na parede abre a fileira das estações da via-sacra, quadros modestos. Enfim, uma capela branca, com um fundo verde.
Francisco reza, pensa e medita. Um dia, expressou: "O nosso físico está fraco, mas, mesmo assim, nada nos impede de amar, de rezar, de nos doarmos, de sermos uns para os outros, na fé, sinais luminosos de esperança. Quanta luz brilha, nesse sentido, nos hospitais e locais de cura! Quanto cuidado amoroso ilumina os quartos, os corredores, as clínicas, os locais onde se realizam os serviços mais humildes!" (Francisco, 15/03/2025).
A imagem não pode ser explicada; ela fala no silêncio, grita em nossos sentidos, ressoa em nossos corações e agita o nosso pensamento. Podemos perguntar à imagem? Sim! O que pensa o Papa, em tratamento de saúde, em seus doze anos à frente da Igreja? Esse lugar fala o quê para o mundo em guerra? A imagem de Francisco diz algo aos maiores líderes econômicos mundiais? O que fala a imagem para o mundo dos individualistas, egoístas e preconceituosos? Francisco, na imagem, parece falar algo às crianças? Aos jovens? As famílias? Aos idosos? À Igreja?
Francisco revela, no silêncio, as maiores respostas que a humanidade pode ter; elas ricocheteiam no fundo da nossa alma, invadem nosso ser!