Ilé Rewa Oya Yalorisa Sandra

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🦋 🌪Ilè Re'wa Oya Olórun Asé Ògún Méjéje 🌪🦋

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23/01/2026

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23/01/2026

Eu sempre amei
a religião.
Desde muito pequena, antes mesmo de saber explicar, o axé já me reconhecia.

Fiz santo aos 11 anos. Foi por saúde, sim.
Mas foi também por escolha, por destino e por coragem.
E desde esse dia, foi minha mãe quem me formou. Quem me lapidou. Quem me preparou para a guerra.

Recebi o cargo de Yalaxé ainda criança. Eu não sabia o peso do nome, mas vivi o peso da missão. Honrei esse cargo por 20 anos, com entrega, responsabilidade e orgulho.

Minha mãe nunca me poupou.
Ela me quebrou, me confrontou, me exigiu — porque ela era guerreira.
E foi assim que ela me ensinou a ser.

Ela me fez forte sem me fazer dura.
Me ensinou a resistir sem perder a doçura.
Me treinou para a batalha, mas nunca deixou meu coração endurecer.

Por isso eu afirmo, sem medo: o axé não morreu.
O axé tem raiz, tem estrutura, tem chão.
O axé tem seguimento de sangue, tem continuidade, tem verdade.

Axé não se herda só no nome.
Axé se sustenta no corpo, na postura, na humildade e no amor.
E eu sou fruto disso.

Eu sou guerreira.
Porque minha mãe era.

Eu nunca serei ela — e nem preciso ser.
Mas a humildade que ela carregava e o coração que ela tinha, esses caminham comigo todos os dias.

Hoje inicio uma nova jornada.
Mais firme, mais consciente, mais responsável.
Mas com o mesmo amor que me trouxe até aqui.

Eu sigo de pé.
Com fé, com sangue, com estrutura.
Com axé vivo — e com ela vivendo em mim.

23/01/2026

Nossa história começou quando eu tinha apenas 14 anos. Ainda menina, ainda aprendendo a entender o mundo e a mim mesma. Foi o senhor quem chamou Oyá na minha cabeça pela primeira vez. Foi o senhor quem plantou o axé na minha casa, quem assentou o primeiro Exu e abriu caminhos que até hoje sustentam minha vida e minha fé.

Com você aprendi que axé não é só ritual, é responsabilidade. Não é só força, é cuidado. Não é só hierarquia, é amor e compromisso.

A vida, como Oyá ensina, também gira. Depois de oito anos, caminhos se afastaram, dores aconteceram, o tempo nos separou. Mas o que é verdadeiro não se apaga apenas se transforma.

Quando perdi minha mãe, no momento mais duro da minha vida, o senhor esteve lá. Não apenas como pai de santo, mas como pai. Me acolheu quando eu estava quebrada, me sustentou emocionalmente, me deu chão quando tudo tinha desmoronado.

Você não virou as costas.
Você não se omitiu.
Você ficou.

Isso não se esquece. Isso se honra.

Hoje, nesse recomeço, nessa casa que se levanta depois do luto, faço questão de registrar minha gratidão. Porque muito do que sou, do que sustento e do que reconstruí carrega o axé que você plantou lá atrás.

E certeza que o próprio ancestral de minha mãe que fez tudo isso acontecer!

Bença pai

Essa palavra é para você, Bia.Minha filha, minha continuidade, minha força em forma de gente.Nada do que foi vivido ness...
22/01/2026

Essa palavra é para você, Bia.
Minha filha, minha continuidade, minha força em forma de gente.

Nada do que foi vivido nesse último ano foi simples. O luto tentou nos quebrar, o silêncio pesou, a dor foi diária. E mesmo assim, você ficou. Não apenas ficou — sustentou.

Herdar o cargo de Yalaxé não é título, é responsabilidade, é renúncia, é carregar o axé quando o corpo e o coração estão cansados. E você fez isso com dignidade, respeito e amor, mesmo em meio à tempestade.

Você esteve comigo quando muitos duvidaram.
Quando falaram, quando se afastaram, quando tentaram enfraquecer a casa.
Você foi firme quando eu precisei ser forte.
Foi colo quando eu precisei respirar.
Foi axé quando tudo parecia pesado demais.

Ver você assumir esse lugar é ver a ancestralidade se cumprindo. É saber que o axé está seguro, que a casa segue viva, que o que foi plantado não se perdeu. Você honra o cargo, honra a história e honra quem veio antes de nós.

Essa reinauguração também é sua.
Essa vitória também carrega o seu nome.

Que Oyá te cubra com coragem e movimento.
Que Ogum te fortaleça nos caminhos, nas decisões e na missão.

Minha gratidão, meu orgulho e meu amor caminham com você.
minha filha.

22/01/2026

Durante esse ano de luto, muita coisa se revelou.
O silêncio mostrou quem tinha raiz.
A dor separou quem era presença de quem era passagem.

Alguns se foram.
Outros falaram.
Houve julgamentos, decepções e palavras ditas sem respeito — inclusive contra a minha mãe e contra a história dessa casa.

Mas hoje, eu escolho falar dos que ficaram.

Dos filhos que não soltaram minha mão.
Dos que respeitaram o luto.
Dos que entenderam que axé não se mede em festa, mas em permanência.
Dos que confiaram quando tudo parecia incerto.

Vocês ficaram quando não havia tambor.
Quando a porta estava fechada.
Quando o nome da casa era questionado.

E isso, no Candomblé, tem peso. Tem fundamento. Tem valor.

Essa casa segue de pé porque vocês sustentaram junto comigo.
Porque lealdade também é oferenda.
Porque respeito aos ancestrais não se negocia.

Nada apaga o que foi vivido, aprendido e construído aqui.
E nada apaga o nome da minha mãe, que segue vivo nesse chão, nas folhas, nas rezas e em cada filho que permaneceu com verdade.

A vocês, minha gratidão, meu respeito e meu compromisso.
Que Oyá leve com o vento tudo que não é verdadeiro.
Que Ogum siga protegendo os caminhos de quem caminha com retidão.

Quem ficou, ficou por amor, por fé e por axé.
E isso nunca será esquecido.

Não sou e não gosto de muito palavras em rede social, minha mae arrasava adorava (kk) mas senti no coração em fazer isso...
22/01/2026

Não sou e não gosto de muito palavras em rede social, minha mae arrasava adorava (kk) mas senti no coração em fazer isso!

Depois de um ano de luto, silêncio e recolhimento, hoje essa casa volta a respirar. Não porque a dor passou mas porque o axé ensinou que parar não é morrer, é respeitar o tempo.
No Candomblé, aprendemos que tudo tem fundamento, tudo tem razão e tudo tem hora. Esse ano foi de resguardo, de choro contido, de noites longas e de conversas silenciosas com os ancestrais. A casa fechou as portas, mas nunca perdeu o axé.
E se hoje eu estou aqui, de pé, reabrindo essa casa, é pela minha mãe.
Pelo nome dela. Pela história dela. Pela força dela.
Eu nunca vou deixar o nome da minha mãe morrer.
Enquanto eu existir, ela será honrada em cada reza, em cada folha, em cada passo dentro desse chão sagrado.
Ela e eu somos filha de Oyá, senhora dos ventos, das transformações e do renascimento.
E caminho com Ogum, o Orixá que abre estradas, que luta, que não abandona seus filhos na guerra. Que sempre me protegeu.
Oyá me ensinou que tudo muda até a dor.
Ogum me ensinou a não recuar, mesmo ferida. E não foi poucas feridas e perdas.
Ouvi muitas vozes dizendo que eu não conseguiria.
Vi olhares desacreditando.
Senti gente torcendo para que eu desistisse. O inimigo tentou (mas não conseguiu)
Mas quem conhece o axé sabe: quem anda com Orixá não anda só.
Eu venci.
Venci por ela.
Venci pelo amor à minha mãe.
Venci sustentada por Oyá, empurrada pelo vento que limpa e renova.
Venci guiada por Ogum, com a espada erguida, abrindo caminho onde diziam que não havia saída.

Essa reinauguração não é sobre provar nada a ninguém.
É sobre honrar quem veio antes.
É sobre mostrar que o luto não nos quebrou nos fortaleceu.
É sobre afirmar que essa casa segue viva, firme, protegida e com axé.

Que Oyá continue levando embora tudo o que não nos pertence.
Que Ogum siga guardando essa casa, abrindo estradas e sustentando esse chão.
Que os ancestrais sejam honrados hoje e sempre.

Depois de um ano de dor, escolhi continuar.
Escolhi permanecer.
Escolhi honrar.
Escolhi o Amor.
Escolhi o Ile rewa.
Escolhi mãe Oya.
Escolhi meu ancestral minha mãe.
E agradeço todos os dias por ter tido essas escolhas!

Oyá Iansã!
Ogum Yê!
Axé. 🌿
Viva ao Ilê Rewa

14/01/2026

Reinauguração 2025!
06/12 - Eparrey ❤️

14/01/2026

Reinauguração 2025!
06/12 Eparrey ❤️

14/01/2026

Reinauguração 2025
06/12❤️
Que Oya e Ogun sempre nos abençoe!

Sejam todos bem vindos
05/12/2025

Sejam todos bem vindos

12/11/2025

SEJAM BEM-VINDOS

​O Ilê Rewa Oya Olorun Aṣé Ogun Megege está de portas abertas! Venham celebrar conosco esta nova jornada de Aṣé.

🦋 Oyá a kó sí má ra 🌪

25/08/2025

Mês da Cura e da Renovação.

Que Obaluaiê nos cubra com sua palha e sempre nos dê saúde.

Que Nanã sempre traga, a sua sabedoria.

Que Osumarê traga a alegria de um arco-íris

Que Ewa sempre traga a vidência, antes dos males.

Que as folhas de Ossain sempre lavem nosso corpo e nossa alma.

Que Íroko leve para os nossos Ancestrais, o agradecimento.

Ilè Re'wa Oya Olórun Asé Ògún Méjéje


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Parelheiros, SP
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