11/11/2016
DEUS É RICO EM MISERICÓRDIA
Neste domingo, dia 13 de novembro, conforme orientação do Papa Francisco, fecham-se as portas santas da misericórdia e se encerra o Ano Santo extraordinário da Misericórdia em todas as dioceses do mundo. No próximo domingo, será a conclusão do Ano Santo para a Igreja toda e o Papa fechará a porta da misericórdia na basílica de São Pedro, em Roma.
É hora de agradecer a Deus “porque sua misericórdia é sem fim!” Neste Jubileu extraordinário, pudemos tomar consciência, de forma renovada, sobre a importância da misericórdia de Deus e também fazer uma profunda experiência pessoal da ação do Deus misericordioso, em quem nós cremos. E pudemos exercitar-nos na prática das obras de misericórdia para com o próximo.
O Papa Francisco nos exortou, na Bula Misericordiae vultus (O Rosto da Misericórdia), a recuperar duas dimensões fundamentais da vida cristã: nossa relação com o Deus misericordioso e a prática das obras de misericórdia. Chegando ao final do Jubileu extraordinário, não é hora de parar, mas de continuar, para o resto da vida.
Nossa atitude religiosa cristã é verdadeira, somente se reconhecemos, com humildade, a misericórdia infinita de Deus. A Ele somente adoremos e sirvamos de todo coração; busquemos sempre seu perdão com sincero arrependimento; a Ele agradeçamos por todo bem recebido e deixemo-nos conduzir por sua mão, que é sempre misericordiosa.
E pratiquemos intensamente as obras de misericórdia - corporais e espirituais; sobre elas seremos julgados um dia; elas são indispensáveis, se queremos ter parte com Deus no céu (cf Mt 25). Viver a misericórdia, é ser sempre abertos e sensíveis diante da pessoa que sofre, ou se encontra em situação de necessidade. Se queremos obter misericórdia (e todos nós precisamos!), devemos praticar a misericórdia!
Cuidemos bem dos doentes, socorramos os pobres, consolemos os aflitos, demos bons conselhos a quem estiver desorientado, rezemos pelos outros, sejamos pacientes e bons para com todos. “Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia” (Mt 5,7).
Cardeal Odilo Pedro Scherer
Arcebispo de São Paulo