27/09/2024
MAIS UM ANO QUE BAURU SE ESQUECE DE HOMENAGEAR AQUELA QUE FOI A RESPONSÁVEL POR SEU DESENVOLVIMENTO. FELIZ ANIVERSÁRIO NOB (Noroeste do Brasil)
A INAUGURAÇÃO DA NOB
A data de 27 de setembro, em outras circunstancias, poderia ser das mais festivas em nossa cidade, pois foi nesse dia, no longínquo ano de 1.906, que a então pequena Bauru, comemorava, com muitas festas, a circulação do primeiro trecho da ferrovia Noroeste do Brasil (NOB), entre Bauru e Avaí, numa distância de 48 km. Muitas autoridades nacionais e da América do Sul se fizeram presentes ao importante acontecimento, que viria a marcar a história do transporte ferroviário no país.
Nas origens da ferrovia historicamente conhecida como Noroeste do Brasil ( NOB) encontra-se a Estrada de Ferro Bauru-Cuiabá, que começou a ser construída em Bauru, no Estado de São Paulo, em 1905 – mediante concessão, sob o regime de garantia de juros,
efetuada pelo governo federal a uma empresa denominada Companhia de Estradas de Ferro Noroeste do Brasil. A construção estava em andamento, com a ponta dos trilhos ainda em território paulista, quando, em abril de 1907, o governo federal determinou a mudança do ponto final a ser atingido – o qual, de Cuiabá (situada na região central do Estado de Mato Grosso), passava a ser Corumbá, no sul do mesmo Estado, à margem direita do rio Paraguai e nas proximidades da fronteira com a Bolívia. A Noroeste permaneceu até fins da década de 30 com seus trilhos limitados ao trecho de Bauru a Porto Esperança (1.273 km, em bitola de 1 metro). A partir dessa época, contudo, o segmento sul-mato-grossense da ferrovia foi objeto de vultosos investimentos. Assim, foi construída uma ponte sobre o rio Paraguai, em Porto Esperança; iniciado o prolongamento da ferrovia em direção a Corumbá; e iniciada também a construção de um ramal que, partindo das imediações de Campo Grande, dirigiu-se a Ponta Porã, na fronteira com a República do Paraguai.
Ponte Francisco de Sá
O problema da construção de uma ponte sobre o Rio Paraná, mereceu a atenção de autoridades da época. Inaugurada em 1.926, recebeu o nome de Francisco de Sá, na época Ministro da Viação. Toda a sua estrutura metálica foi importada da Europa. Antes, existia o serviço de “ferry-boat”, formado de chatas que recebiam até 5 vagões para transporem o rio e seguirem viagem dentro do estado do Mato Grosso. Assim, a NOB vencia mais um obstáculo.
Ponte Barão Rio Branco
Foi o Rio Paraguai, outra barreira natural que impedia a Noroeste de chegar até Corumbá, fronteira com a Bolívia. Foi então construída a Ponte Barão do Rio Branco, com 2 mil metros de extensão. Nessa importante obra de engenharia, trabalharam 2.157 operários.
Nova Estação da NOB
Em fins de 1924 surgiram os primeiros estudos para a construção da nova estação, cujo prédio foi inaugurado em setembro de 1.939, na gestão de Marinho Lutz. No mesmo funcionavam as bilheterias e o setor de despacho de mercadorias da Sorocabana e Paulista, ferrovias estaduais que ligavam Bauru a São Paulo.
A Noroeste atual. Uma tristeza só!
Na década de 1980, nossos governantes consideraram o transporte ferroviário arcaico e optaram pelas rodovias. Com essa decisão, as malhas ferroviárias foram aos pouco sendo desativadas e hoje, não deixa de ser apenas uma lembrança, sendo a nossa Noroeste, um exemplo de agonia do pujante sistema ferroviário brasileiro do passado.
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